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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 294 de 549

  • Linguagens

    Português

    Texto para as questão.


    BOCAGE NO FUTEBOL


    Imagem da questão de Português, FGV 2012, Gêneros Textuais


    Leia também este texto, para responder às questão.


             Quando Bauer, o de pés ligeiros, se apoderou da cobiçada esfera, logo o suspeitoso Naranjo lhe partiu ao encalço, mas já Brandãozinho, semelhante à chama, lhe cortou a avançada. A tarde de olhos radiosos se fez mais clara para contemplar aquele combate, enquanto os agudos gritos e imprecações em redor animavam os contendores. A uma investida de Cárdenas, o de fera catadura, o couro inquieto quase se foi depositar no arco de Castilho, que com torva face o repeliu. Eis que Djalma, de aladas plantas, rompe entre os adversários atônitos, e conduz sua presa até o solerte Julinho, que a transfere ao valoroso Didi, e este por sua vez a comunica ao belicoso Pinga. (...)

    Assim gostaria eu de ouvir a descrição do jogo entre brasileiros e mexicanos, e a de todos os jogos: à maneira de Homero. Mas o estilo atual é outro, e o sentimento dramático se orna de termos técnicos.

    Carlos Drummond de Andrade, Quando é dia de futebol. Rio: Record, 2002

    Ambos os textos - o de Nélson Rodrigues e o de Drummond - pertencem à modalidade textual conhecida como
    Escolha uma alternativa para a questão 8aeaabd8-f3
  • Linguagens

    Português

    Texto para as questão.


    Poema


    Encontrado por Thiago de Mello

    No Itinerário de Pasárgada


    Vênus luzia sobre nós tão grande,

    Tão intensa, tão bela, que chegava

    A parecer escandalosa, e dava

    Vontade de morrer.

    Manuel Bandeira


    No poema, o conectivo "que" introduz uma oração com ideia de

    Escolha uma alternativa para a questão 8b06276a-f3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2010, Interpretação de Textos

    O inventor italiano antecipou, no século XVI, um dos princípios definidores do hipertexto: a quebra de linearidade na leitura e a possibilidade de acesso ao texto conforme o interesse do leitor. Além de ser característica essencial da internet, do ponto de vista da produção do texto, a hipertextualidade se manifesta também em textos impressos, como
    Escolha uma alternativa para a questão 8b112205-bb
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da obra Águas de Manoel de Barros, abaixo transcrito, e resolva a questão.

    Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas para o alvoroço dos pássaros.
    Prezo os espraiados destas águas com as suas beijadas garças.
    Nossos rios precisam de idade ainda para formar os seus barrancos Para pousar em seus leitos.
    Penso com humildade que fui convidado para o banquete destas águas.
    Porque sou de bugre. Porque sou de brejo.
    Acho que as águas iniciam os pássaros
    Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes E acho que as águas iniciam os homens. Nos iniciam.
    E nos alimentam e nos dessedentam.
    Louvo esta fonte de todos os seres, de todas as plantas, de todas as pedras.
    Louvo as natências do homem do Pantanal.
    Todos somos devedores destas águas.
    Somos todos começos de brejos e de rãs.
    E a fala dos nossos vaqueiros carrega murmúrios destas águas.
    Parece que a fala de nossos vaqueiros tem consoantes líquidas
    E carrega de umidez as suas palavras.
    Penso que os homens deste lugar são a continuação destas águas.
    BARROS, Manoel. Águas. Campo Grande: Sanesul, 2001 (Fragmento).
    Considerando no contexto das tendências dominantes da poesia de Manoel de Barros, no livro Águas, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b13d4ce-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da obra Águas de Manoel de Barros, abaixo transcrito, e resolva a questão.

    Porque as águas deste lugar ainda são espraiadas para o alvoroço dos pássaros.
    Prezo os espraiados destas águas com as suas beijadas garças.
    Nossos rios precisam de idade ainda para formar os seus barrancos Para pousar em seus leitos.
    Penso com humildade que fui convidado para o banquete destas águas.
    Porque sou de bugre. Porque sou de brejo.
    Acho que as águas iniciam os pássaros
    Acho que as águas iniciam as árvores e os peixes E acho que as águas iniciam os homens. Nos iniciam.
    E nos alimentam e nos dessedentam.
    Louvo esta fonte de todos os seres, de todas as plantas, de todas as pedras.
    Louvo as natências do homem do Pantanal.
    Todos somos devedores destas águas.
    Somos todos começos de brejos e de rãs.
    E a fala dos nossos vaqueiros carrega murmúrios destas águas.
    Parece que a fala de nossos vaqueiros tem consoantes líquidas
    E carrega de umidez as suas palavras.
    Penso que os homens deste lugar são a continuação destas águas.
    BARROS, Manoel. Águas. Campo Grande: Sanesul, 2001 (Fragmento).
    Sobre o texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b1a0974-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Morfologia




    Gregório de Matos. A ponderação do Dia do Juízo Final, e Universal.


    Considerando os aspectos morfológicos do texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2033d0-ab
  • Linguagens

    Português

    Com relação a Laços de família, de Clarice Lispector, é correto afirmar:

    I. Nesta coletânea de contos, as personagens - sejam adultos ou adolescentes - debatem-se nas cadeias de violência latente que podem emanar do círculo doméstico. Homens ou mulheres, os laços que os unem são, em sua maioria, elos familiares ao mesmo tempo de afeto e de aprisionamento.
    II. E, como se pouco a pouco se desnudasse uma estratégia, o cotidiano dos personagens de Laços de família, cuja primeira edição data de 1960, vai-se desnudando como um ambiente falsamente estável, em que vidas aparentemente sólidas se desestabilizam de súbito, justo quando o dia-a-dia parecia estar sendo marcado pela ameaça de nada acontecer.
    III. O texto de Clarice Lispector não costuma apresentar ilusória facilidade. Seu vocabulário não é simples, as imagens voltam-se para animais e plantas, quando não para objetos domésticos e situações da vida diária, com frequência numa voltagem de intenso lirismo.

    Assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2533ed-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    José de Alencar. Iracema. Série prazer de ler, n.º 4.

    Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2013.

    (originalmente publicado em 1865).

    Do segundo ao quarto parágrafo, a descrição de Iracema é fundamentada predominantemente em relações de
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2591c8-ab
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1ª ed. São

    Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2014 (originalmente

    publicado em folhetins a partir de 1880).

    Em romances como Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, Machado de Assis apresenta um estilo de escrita único, que transcende os padrões literários de sua época, apesar de tais obras serem comumente associadas à estética realista. Um dos recursos mais típicos do autor é o uso da metalinguagem, que, no texto em questão, está presente por meio da 
    Escolha uma alternativa para a questão 8b27eb38-ab
  • Linguagens

    Português

    Leia o Fragmento baixo:

    Ao chegar pediu o coronel que lhe dessem água do Apa e, ou porque lhe viessem à mente vagas reminiscências históricas, a propósito de caudais célebres, ou porque, após tanto abalo de espírito, experimentasse como que uma agitação febril, disse sorrindo: “Notemos a que hora provamos a água deste rio.” Puxou o relógio, bebeu e acrescentou a gracejar: “Desejo que este incidente seja consignado na história desta expedição, se algum dia a escreverem.” Pareceu empenhado que se lhe fizesse uma promessa em tal sentido. Foi o autor desta narrativa quem, em nome de todos, a tanto se comprometeu, e hoje o cumpre com religiosa exação porque a morte, de que estava o nosso chefe tão próximo, sabe, pela própria natureza enigmática, tudo enobrecer, tudo absolver e consagrar. É neste ponto o Apa correntoso; mas as grandes lajes que lhe calçam o leito como que convidam a entrar em suas belas águas. Foi o que fizeram muitos soldados; passaram vários para a outra margem a dizer que iam conquistar o Paraguai (TAUNAY, 2006, p. 74- 75).
    TAUNAY, Alfredo d'Escragnolle. A Retirada da Laguna. São Paulo: Edições Melhoramentos, 2006 (Fragmento). 

    A elaboração de uma voz narrativa peculiar acompanha a trajetória literária de Taunay em A Retirada da Laguna. Nesse fragmento, nota-se essa peculiaridade porque:
    I. o narrador Taunay, embora não seguisse um roteiro organizado da viagem relata a realidade. Desta forma, constrói imagens fortes dos fatos vividos. Toda a imagem construída antes desse fato vivido por Taunay tem apenas a visão do Brasil litorâneo, caracterizado pela presença da Corte naquele local; através do relato ele consegue observar aspectos ainda não explorados e totalmente desconhecidos, usando da sua descrição com objetivo de informar.
    II. Visconde de Taunay (1843-1899) narra um episódio da Guerra do Paraguai, considerada a mais sangrenta da América do Sul. Sua obra destaca o cenário por onde ocorreu um fato histórico (Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai) e é através desse sertão que Taunay mostra a possível busca pelo desconhecido, na qual o que se pode encontrar nem sempre é o que se imagina.
    III. ao narrar num estilo singelo o fracasso dessa expedição militar, Taunay nos leva a refletir sobre questões como heroísmo, honra e dever. Dos 1680 homens que invadiram o Paraguai, apenas 500 voltaram vivos para o Brasil.

    Assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2a3d41-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Morfologia - Verbos



    Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 1ª ed. São

    Paulo: Penguin Classics, Companhia das Letras, 2014 (originalmente

    publicado em folhetins a partir de 1880).

    Verbos impessoais são verbos que, por natureza, não admitem sujeito, porém, em certos contextos discursivos, mesmo orações com verbos impessoais podem apresentar sujeito, como no seguinte exemplo: “As crianças amanheceram indispostas”. Assinale a alternativa em que o verbo destacado é, em regra, impessoal, porém no texto lhe foi atribuído um sujeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2a505e-ab
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    Português

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    Oswald de Andrade. Canto de regresso à pátria. 

    O poema apresentado é uma paródia de Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, poeta da primeira geração do Romantismo brasileiro. Uma importante diferença entre tais obras encontra-se no fato de que Oswald de Andrade
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2cb004-ab
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Sintaxe



    Oswald de Andrade. Canto de regresso à pátria. 

    Assinale a alternativa em que o segmento apresentado funciona sintaticamente como objeto direto no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 8b2f105a-ab
  • Linguagens

    Português

    Leia a seguinte tirinha do humorista/ cartunista Quino:

    Imagem da questão de Português, UFGD 2016, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que melhor discute o efeito de humor contido na tirinha:

    Escolha uma alternativa para a questão 8b3089b0-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Interpretação de Textos



    Luís Fernando Veríssimo. Papos. In: Ana Maria Machado. (org.)

    Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva,

    2001 (adaptado).

    Falecido em 30 de agosto de 2025, Luís Fernando Veríssimo tinha um estilo literário acessível e abordava, com bom humor, desde temas delicados até situações triviais do dia a dia. No texto apresentado, a intenção central do autor é
    Escolha uma alternativa para a questão 8b318145-ab
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.



    Imagem da questão de Português, UCB 2025, Morfologia - Pronomes



    Luís Fernando Veríssimo. Papos. In: Ana Maria Machado. (org.)

    Comédias para se ler na escola. 1.ª ed. Editora Objetiva,

    2001 (adaptado).

    No texto, são apresentadas diferentes combinações entre pronomes átonos e formas verbais, que resultam tanto em construções que estão de acordo com a norma-padrão do português brasileiro quanto em estruturas gramaticalmente inadequadas do ponto de vista dessa norma. Nesse sentido, um trecho gramaticalmente correto, no qual a colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão, é
    Escolha uma alternativa para a questão 8b33eac5-ab
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.

    O Repertório e o Mercado 

    O repertório de obras de arte atualmente servido ao público está deteriorado. Grande é o número de artistas que finge ignorar este fato: esta ignorância, verdadeira ou fingida, é crime. Em teatro, são criminosos os elencos cuja preocupação principal consiste em quitandeiramente ganhar alguns cobres servindo aos apetites mais rasteiros das plateias tranquilas; são criminosos todos aqueles que servilmente ficam atentos à última moda parisiense, ao último lançamento londrino, isto é, aqueles que renunciam à sua cidadania artística brasileira e se transformam em repetidores da arte alheia; são criminosos aqueles que apresentam sempre e apenas visões róseas do mundo através de universos feéricos das peças de boulevard, ou do psicologismo anglo-saxônico que tende a reduzir os mais graves problemas sociais e políticos a desajustes neuróticos de uns poucos cidadãos. 
    São criminosos os fabricantes irresponsáveis de comedietas idiotas que, segundo a publicidade, “até parecem italianas." Estes são criminosos e não são artistas porque arte é sempre a manifestação sensorial da verdade e não estará dizendo a verdade o artista que constantemente ignore a guerra de genocídio do Vietnã, que ignore o lento assassinato pela fome de milhões de brasileiros no Norte, no Sul, no Centro, no Nordeste e no Centro-Oeste—estas são verdades nacionais e humanas que nenhuma mensagem presidencial, por mais esperta que seja, fará esquecer. Por que são tantos os grupos teatrais que se dedicam ao teatro apodrecido, ao teatro da mentira, corruptor? Tirante os pulhas por convicção, existem também os pulhas por comodismo. Os primeiros acreditam na conquista do mercado ainda que para isso seja necessário produzir "sob medida" para o rápido consumo. (...) O mercado é o demiurgo da arte—este lugar comum já foi destruído (...) entre o artista e o consumidor, numa sociedade capitalista, insere-se o mediador-capital, o mediado-patrocinador. O dinheiro, este sim, é o verdadeiro demiurgo do gosto artístico posto em prática.
    O mercado consumidor de teatro é, em última análise, o fator determinante do conteúdo e da forma da obra de arte, da arte-mercadoria. E esse mercado, nos principais centros urbanos do país, é formado pela alta classe média, e daí para cima. O povo e a sua temática estão aprioristicamente excluídos. Este fato grave tem deformado a perspectiva criadora da maioria dos nossos artistas, que se atrelam aos desejos mais imediatos de "corte burguesa," da qual se tornam servis palhaços, praticando um teatro de classe, isto é, um teatro da classe proprietária, da classe opressora. A consequência lógica é uma arte de opressão.

    Adaptado de BOAL, Augusto. “Que Pensa Você da Arte de Esquerda?”. Latin American Theatre Review. Primavera de 1970, p. 46-47.
    Assinale a alternativa incorreta quanto à interpretação do texto acima:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b35acba-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.

    O Repertório e o Mercado 

    O repertório de obras de arte atualmente servido ao público está deteriorado. Grande é o número de artistas que finge ignorar este fato: esta ignorância, verdadeira ou fingida, é crime. Em teatro, são criminosos os elencos cuja preocupação principal consiste em quitandeiramente ganhar alguns cobres servindo aos apetites mais rasteiros das plateias tranquilas; são criminosos todos aqueles que servilmente ficam atentos à última moda parisiense, ao último lançamento londrino, isto é, aqueles que renunciam à sua cidadania artística brasileira e se transformam em repetidores da arte alheia; são criminosos aqueles que apresentam sempre e apenas visões róseas do mundo através de universos feéricos das peças de boulevard, ou do psicologismo anglo-saxônico que tende a reduzir os mais graves problemas sociais e políticos a desajustes neuróticos de uns poucos cidadãos. 
    São criminosos os fabricantes irresponsáveis de comedietas idiotas que, segundo a publicidade, “até parecem italianas." Estes são criminosos e não são artistas porque arte é sempre a manifestação sensorial da verdade e não estará dizendo a verdade o artista que constantemente ignore a guerra de genocídio do Vietnã, que ignore o lento assassinato pela fome de milhões de brasileiros no Norte, no Sul, no Centro, no Nordeste e no Centro-Oeste—estas são verdades nacionais e humanas que nenhuma mensagem presidencial, por mais esperta que seja, fará esquecer. Por que são tantos os grupos teatrais que se dedicam ao teatro apodrecido, ao teatro da mentira, corruptor? Tirante os pulhas por convicção, existem também os pulhas por comodismo. Os primeiros acreditam na conquista do mercado ainda que para isso seja necessário produzir "sob medida" para o rápido consumo. (...) O mercado é o demiurgo da arte—este lugar comum já foi destruído (...) entre o artista e o consumidor, numa sociedade capitalista, insere-se o mediador-capital, o mediado-patrocinador. O dinheiro, este sim, é o verdadeiro demiurgo do gosto artístico posto em prática.
    O mercado consumidor de teatro é, em última análise, o fator determinante do conteúdo e da forma da obra de arte, da arte-mercadoria. E esse mercado, nos principais centros urbanos do país, é formado pela alta classe média, e daí para cima. O povo e a sua temática estão aprioristicamente excluídos. Este fato grave tem deformado a perspectiva criadora da maioria dos nossos artistas, que se atrelam aos desejos mais imediatos de "corte burguesa," da qual se tornam servis palhaços, praticando um teatro de classe, isto é, um teatro da classe proprietária, da classe opressora. A consequência lógica é uma arte de opressão.

    Adaptado de BOAL, Augusto. “Que Pensa Você da Arte de Esquerda?”. Latin American Theatre Review. Primavera de 1970, p. 46-47.
    No trecho “Em teatro, são criminosos os elencos cuja preocupação principal consiste em quitandeiramente ganhar alguns cobres servindo aos apetites mais rasteiros das plateias tranquilas (...)” o termo “quitandeiramente” se refere a:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b3a0c63-b0
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, USP 2010, Interpretação de Textos Assim como faz o barbeiro, nesse trecho de Memórias de um sargento de milícias, também a personagem José Dias, de Dom Casmurro, irá se passar por médico (homeopata), para obter meios de subsistência.

    Essa correlação indica que

    I. estamos diante de uma linha de continuidade temática entre o romance de Manuel Antônio de Almeida e o romance machadiano da maturidade.

    II. agregados transgrediam com bastante desenvoltura princípios morais básicos, razão pela qual eram proibidos de conviver com a rígida família patriarcal do Império.

    III. os protagonistas desses romances decalcam um mesmo modelo literário: o do pícaro, herói do romance picaresco espanhol.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 8b3a4775-fc
  • Linguagens

    Português

    Ao final da peça “Quase ministro”, o personagem Silveira narra uma história que é uma espécie de alegoria de tudo o que aconteceu anteriormente na peça:

    SILVEIRA Mas esperem: onde vão? Ouçam ao menos uma história. É pequena, mas conceituosa. Um dia anunciou-se um suplício. Toda gente correu a ver o espetáculo feroz. Ninguém ficou em casa: velhos, moços, homens, mulheres, crianças, tudo invadiu a praça destinada à execução. Mas, porque viesse o perdão à última hora, o espetáculo não se deu e a forca ficou vazia. Mais ainda: o enforcado, isto é, o condenado, foi em pessoa à praça pública dizer que estava salvo e confundir com o povo as lágrimas de satisfação. Houve um rumor geral, depois um grito, mais dez, mais cem, mais mil romperam de todos os ângulos da praça, e uma chuva de pedras deu ao condenado a morte de que o salvara a real clemência.
    ASSIS, Machado de. Quase Ministro. In: Teatro de Machado de Assis. Org. João Roberto Faria. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p. 26.

    O período “Mas, porque viesse o perdão à última hora, o espetáculo não se deu e a forca ficou vazia” pode ser mais adequadamente parafraseado, sem prejuízo das relações de causa e consequência originais, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 8b3d03bf-b0