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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 320 de 549

  • Linguagens

    Português

    Texto 2
    Caso pluvioso

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2022, Figuras de Linguagem  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2022, Figuras de Linguagem 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    A figura de linguagem presente nos versos “Chuvadeira maria, chuvadonha, / chuvinhenta, chuvil, pluvimedonha!” (linhas 19-20) é
    Escolha uma alternativa para a questão 996bd247-a2
  • Linguagens

    Português

       Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado.
        Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
        Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído.

    SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 
    O uso dos verbos “passar” (2º parágrafo) e “tentar” (3º parágrafo) no texto, em sua forma pronominal, revela 
    Escolha uma alternativa para a questão 996c62ea-7a
  • Linguagens

    Português

    Texto 2
    Caso pluvioso

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UECE 2022, Interpretação de Textos  
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UECE 2022, Interpretação de Textos 
     

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São Paulo:
    Companhia das Letras, 2012, p. 231-234. Excerto.
    Nos versos “Eu lhe dizia em vão – pois que Maria / quanto mais eu rogava, mais chovia” (linhas 17-18), a relação expressa entre os termos destacados é de
    Escolha uma alternativa para a questão 996defa0-a2
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Os verbos “detonar” e “avariar”, no texto, são exemplos de
    Escolha uma alternativa para a questão 99703d75-7a
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Da leitura da tira, depreende-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 99740974-7a
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFT 2010, Interpretação de Textos

    De acordo com as informações contidas no gráfico, é CORRETO afirmar que:

    I. O Brasil, cuja renda per capta anual é de 10 mil dólares, arrecada 2,4 bilhões de dólares por ano com jogos lotéricos.

    II. As apostas feitas, por brasileiro, não somam US$ 50 ao ano, enquanto o italiano chega a gastar, anualmente, cerca de US$ 500 com jogos lotéricos.

    III. Embora os norte-americanos sejam os que mais arrecadam com jogos lotéricos, não são os que mais gastam com apostas por pessoa.

    IV. A Itália e os Estados Unidos são os dois países do gráfico que mais arrecadam anualmente com loterias porque são os que apresentam maior renda per capta anual.

    Com relação às afirmações, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 9975628d-6d
  • Linguagens

    Português

    Capitalismo com tração Sanguínea

    Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

    Por: Emiliano Gullo

            Espero que você seja pego por um feroz.

            Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

            Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

            Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

            No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

            Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

            Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

            Sem caixa, não há trabalho. [...]

            As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

            Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

            Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

            A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

            No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

            Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

            Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

            Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

            Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

            Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

            Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

            O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

    Fonte:

    https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

    GLOSSÁRIO:

    Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

    Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

    Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
    De acordo com o linguista José Luiz Fiorin (2010, p. 194): “Quando se atenua aquilo que de fato teria uma intensidade maior, ocorre um eufemismo”. Sabendo disso, responda:

    Em qual trecho do texto foi utilizado um eufemismo com a intenção discursiva de atenuar “o pior do capitalismo: a exploração com cara boa”?
    Escolha uma alternativa para a questão 99b6b1ec-3c
  • Linguagens

    Português

    Capitalismo com tração Sanguínea

    Emiliano Gullo foi trabalhar no Rappi por dez dias: ganhava 2300 pesos. Da ansiedade das primeiras ordens ao ódio a um emprego que paga mal e que mostra o pior do capitalismo: a exploração com cara boa. Entre GPS e algoritmos, uma crônica em primeira pessoa da aplicação mais selvagem da economia de plataformas.

    Por: Emiliano Gullo

            Espero que você seja pego por um feroz.

            Esperançosamente. Esperançosamente. Esperançosamente.

            Repito o desejo silencioso como um mantra de suportar a chuva e a raiva enquanto vejo como o cliente da rua Boulogne Sur Mer retorna ao elevador com seu nhoque estilo bolonhesa. Volta rápido e seco. Dou um passo em direção à calçada e fico encharcado de novo. As gotas chocalham muito na minha jaqueta de borracha. Ainda não tenho o piloto laranja. Isso vai acontecer em poucos dias, quando eu cumprir os 15 pedidos entregues. Agora fecho a caixa-mochila de telgopor e o último suspiro quente que a massa deixou antes de sair escapa. Quente e pontual.

            Em algumas semanas, o Rappi vai me pagar 50 pesos por essa remessa. O cliente não me deixou um centavo na ponta.

            No Rappi não há tempo para fúria. Ou sim: na bicicleta. [...]

            Antes da chuva, diante das ordens e das pedaladas frenéticas, as promessas de um emprego livre, sem patrões ou horários, de ganhos imediatos, me levam a um escritório em Villa Crespo, na Rua Castillo, 1200. É a primeira inaugurada pela empresa colombiana Rappi na Argentina, que chegou em março e está crescendo mais rápido que a inflação. [...] No final de agosto, já havia 9 mil rappitenderos na Argentina. Ou melhor, 9 mil trabalhadores não reconhecidos.Hoje já são mais de 12 mil sem assistência social, sem ART, nem férias, nem seguro, nem benefícios de qualquer natureza. [...] O diretor-presidente local da Rappi, Matías Casoy, diz que os rappintenderos não são trabalhadores formais, mas “microempreendedores porque têm seu tempo”. [...]

            Para treinar como rappitendero existem três horários, três dias por semana. Entre 40 e 50 pessoas estão amontoadas em cada fila; quase todos homens com menos de 40 anos de idade.[...] Há duas filas aqui. Uma para nós, os novos. Outra para ativos. [...]

            Sem caixa, não há trabalho. [...]

            As conversas na porta de Castillo giram em torno do labirinto burocrático. O segundo passo é a monotaxa. O Rappi dá 15 dias para que eles apresentem. Durante esse tempo, você pode trabalhar e acumular dinheiro para pedidos. Mas se o trabalhador não conseguir, a empresa bloqueia o usuário e não pode recolher seus ganhos. [...] Eu também vou ter que voltar várias vezes para resolver problemas cotidianos como um trabalhador para esta empresa. Faltam mochilas, pagamentos que não chegam, pedidos que não saem, usuários bloqueados ou recursos não ativados. [...]

            Agora estamos na clandestinidade. Somos cerca de 40 meninos e 1 menina. Não há cadeiras livres. Alguns de nós sentaram-se no chão. A palestra é ministrada por Viviana. Começa a operação de sedução. Viviana projeta um powerpoint. Ela promete que não pedalaremos mais do que 3 quilômetros, explica o comportamento do bom rappitendero, nos mostra os possíveis ganhos e, acima de tudo, vai nos empolgar com os principais benefícios. Trabalhar sem patrões, o número de horas que queremos e, como se não bastasse, temos os “benefícios de ser monotributista”. [...]

            Viviana diz para não nos preocuparmos com a caixa. Se quisermos, podemos alugá-la. Senão, faze-mos pedidos menores. [...]

            A única oportunidade em que o véu da falsa liberdade será transparente será quando Viviana falar da “taxa de aceitabilidade”. Assim que o pedido aparecer no aplicativo SoyRappi, são 30 segundos para decidir se aceita ou não a corrida. Quanto menos pedidos forem aceitos, menor será a taxa de aceitabilidade. E, quanto menor a taxa, menos pedidos aparecerão. [...] Também temos que aproveitar os horários de pico. De 12h às 16h e de 19h/20h às 24h/1h. Os ganhos para cada entrega variam de 40 a 60 pesos, dependendo - sempre em teoria - do número de quilômetros. [...]

            No Rappi há uma diferença entre dois grupos não antagônicos. Os venezuelanos, que representam mais de 90% da tropa da Rappitenda e costumam dedicar o dia inteiro a essa atividade. E os argentinos, uma clara minoria que costuma usar o aplicativo porque não se sustenta com seu trabalho formal. A etapa final é a ativação do usuário. Eu sou Id 9133. [...]

            Viajei 9 quilômetros. Fiz 125 pesos, que vou recolher quando o Rappi acertar os ganhos e fizer a transferência para a minha conta. [...]

            Eu, enquanto isso, continuo circulando sem um destino fixo. Tento horários diferentes, dias diferentes. É sexta-feira à noite. Estou indo pela ciclovia Billinghurst. Estou com o celular na mão. [...]

            Eu tenho que pegar algumas empanadas venezuelanas em El Salvador em 4400 e levá-los para Recoleta. O aplicativo me orienta através de uma série de etapas para que todos saibam onde estou e o que estou fazendo. Aviso primeiro que estou a caminho. Para o restaurante quando eu chegar. Ao cliente quando já tenho os produtos. Por fim, aviso que dei tudo. Estou pronto para mais. [...]

            Sou controlado por satélites, sou designado e não atribuído tarefas de um telefone, sou suspenso ou disparado de um tablet, mas pedalo uma bicicleta para o trabalho. Os novos modos de exploração parecem evoluir de forma bastante singular. O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19. O capital viaja no tempo. Pode ser o último filme de “De Volta para o Futuro”. O mais sinistro. O capitalismo moderno se move com tração de sangue. Economia de plataforma, dizem economistas e sociólogos. A uberização da economia, dizem outros. [...]

            Como cheguei depois de 35 minutos no último pedido, o Rappi vai premiar a entrega. O telefone toca novamente. “Temos uma ordem perfeita para você.” Tenho sorte hoje. [...]

            Mudança de dias. Trabalho ao meio-dia. Trabalho noturno. Trabalho dia e noite. Com e sem chuva. Não importa se há uma tempestade ou um sol brilhante. [...]

            O Rappi se alimenta, por um lado, de duas fragilidades muito específicas e complementares: a necessidade do imigrante e o desespero dos desempregados. De outro, a fetichização do imediatismo.[...]

    Fonte:

    https://www.revistaanfibia.com/capitalismo-traccion-sangre/. Acesso em: 05 jul. 2024. Texto adaptado para fins didáticos.

    GLOSSÁRIO:

    Monotributista: Uma forma de pagar impostos simplificada e de baixo custo utilizada por trabalhadores independentes da Argentina.

    Peso: Moeda argentina, como o Real no Brasil

    Telgopor: Material térmico semelhante a isopor.
    Com a afirmação “O século 21 nas mãos das empresas, trabalhadores ancorados no século 19”, parágrafo 17 , o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 99bd22d4-3c
  • Linguagens

    Português

    “Mas não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já estiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”.

    Santo Agostinho. Confissões.

    O tempo físico e o tempo psicológico se diferenciam na medida em que o primeiro se firma na objetividade e o segundo, na subjetividade. De acordo com os argumentos de Santo Agostinho, pode-se dizer que, no romance Angústia, de Graciliano Ramos, a passagem que melhor exprime a duração interior é:  
    Escolha uma alternativa para a questão 99beb9f4-7a
  • Linguagens

    Português

    Leia o Texto 1 a seguir para responder às questões de 01 a 08.

    Imagem da questão de Português, UFG 2011, Denotação e Conotação

    No trecho O turista compra a viagem baseado nas garantias que a agência de turismo oferece, mas se transporta em busca da surpresa, a palavra sublinhada admite mais de uma leitura. No sentido conotativo, ela significa
    Escolha uma alternativa para a questão 99c6ec19-5a
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder a questão.


    TEXTO III


    O operário em construção


    Vinicius de Moraes


    Era ele que erguia casas

    Onde antes só havia chão.

    Como um pássaro sem asas

    Ele subia com as casas

    Que lhe brotavam da mão.

    Mas tudo desconhecia

    De sua grande missão:

    Não sabia, por exemplo

    Que a casa de um homem é um templo


    Um templo sem religião

    Como tampouco sabia

    Que a casa que ele fazia

    Sendo a sua liberdade

    Era a sua escravidão.

    De fato, como podia

    Um operário em construção

    Compreender por que um tijolo

    Valia mais do que um pão?


    [...] Mas ele desconhecia

    Esse fato extraordinário:

    Que o operário faz a coisa

    E a coisa faz o operário.

    De forma que, certo dia

    A mesa, ao cortar o pão 

    O operário foi tomado

    De uma súbita emoção

    Ao constatar assombrado


    Que tudo naquela mesa

    – Garrafa, prato, facão –

    Era ele quem os fazia

    Ele, um humilde operário,

    Um operário em construção.


    [...] E foi assim que o operário

    Do edifício em construção

    Que sempre dizia sim

    Começou a dizer não

    E aprendeu a notar coisas

    A que não dava atenção:

    Notou que sua marmita

    Era o prato do patrão

    Que sua cerveja preta

    Era o uísque do patrão

    Que seu macacão de zuarte

    Era o terno do patrão

    Que o casebre onde morava

    Era a mansão do patrão


    [...] Que sua imensa fadiga

    Era amiga do patrão.

    E o operário disse: Não!

    E o operário fez-se forte

    Na sua resolução.

    Como era de se esperar

    As bocas da delação

    Começaram a dizer coisas

    Aos ouvidos do patrão.


    [...] Dia seguinte, o operário

    Ao sair da construção

    Viu-se súbito cercado

    Dos homens da delação

    E sofreu, por destinado

    Sua primeira agressão.

    Teve seu rosto cuspido

    Teve seu braço quebrado

    Mas quando foi perguntado

    O operário disse: Não! 


    [...] Sentindo que a violência

    Não dobraria o operário

    Um dia tentou o patrão

    Dobrá-lo de modo vário.

    De sorte que o foi levando

    Ao alto da construção

    E num momento de tempo

    Mostrou-lhe toda a região

    E apontando-a ao operário

    Fez-lhe esta declaração:

    — Dar-te-ei todo esse poder

    E a sua satisfação


    [...] E o operário disse: Não!

    — Loucura! – gritou o patrão

    Não vês o que te dou eu?

    — Mentira! – disse o operário

    Não podes dar-me o que é meu.

    [...]


    Fonte: https://edisciplina.usp.br/mod/resource/view.php?id=5229060. Acesso em: 08 jul. 2024. (adaptado).



    Embora os textos sejam de gêneros de texto diferentes, eles relacionam-se quanto à temática e à crítica presentes.

    Por isso, ao comparar os textos, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 99c86376-3c
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2011, Interpretação de Textos

    Atente ao que se diz sobre a partícula Bem, na linha 28.

    I. É um elemento ligado ao discurso, às condições da enunciação e não tem relação sintática com os outros termos do texto.

    II. Revela uma disposição do enunciador: uma aceitação do que está sendo dito.

    III. É uma partícula mais usada no texto escrito.


    Está correto o que se diz apenas em

    Escolha uma alternativa para a questão 99cd4459-a5
  • Linguagens

    Português

    Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte
    Porque apesar de muito moço, me sinto são e salvo e forte
    E tenho comigo pensado, Deus é brasileiro e anda do meu lado
    E assim já não posso sofrer no ano passado

    Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
    Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro 

    Belchior. “Sujeito de sorte”.

    Leia as seguintes afirmações a respeito da letra da música:

    I - Os adjuntos adverbiais temporais remetem a um contraste entre passado e presente, o que reforça o caráter metafórico do texto.

    II - A locução “apesar de” contribui para a expressão de um sentimento inesperado em relação ao sentido de “muito moço”.

    III – As formas verbais “morri” e “morro”, embora se refiram a momentos distintos, apresentam sentido denotativo.


    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 99d71d58-7a
  • Linguagens

    Português

    O QUINTO IMPÉRIO


    Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar,
    Sem que um sonho, no erguer de asa,
    Faça até mais rubra a brasa
    Da lareira a abandonar!

    Triste de quem é feliz!
    Vive porque a vida dura.
    Nada na alma lhe diz
    Mais que a lição da raiz —
    Ter por vida a sepultura.

    Eras sobre eras se somem
    No tempo que em eras vem.
    Ser descontente é ser homem.
    Que as forças cegas se domem
    Pela visão que a alma tem!

    E assim, passados os quatro
    Tempos do ser que sonhou,
    A terra será teatro
    Do dia claro, que no atro
    Da erma noite começou.

    Grécia, Roma, Cristandade,
    Europa — os quatro se vão
    Para onde vai toda idade.
    Quem vem viver a verdade
    Que morreu D. Sebastião?

    Fernando Pessoa. Mensagem.
    De acordo com o texto, a ideia de felicidade, também nuclear em outros poemas de Mensagem, 
    Escolha uma alternativa para a questão 99dbbb3e-7a
  • Linguagens

    Português

    O QUINTO IMPÉRIO


    Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar,
    Sem que um sonho, no erguer de asa,
    Faça até mais rubra a brasa
    Da lareira a abandonar!

    Triste de quem é feliz!
    Vive porque a vida dura.
    Nada na alma lhe diz
    Mais que a lição da raiz —
    Ter por vida a sepultura.

    Eras sobre eras se somem
    No tempo que em eras vem.
    Ser descontente é ser homem.
    Que as forças cegas se domem
    Pela visão que a alma tem!

    E assim, passados os quatro
    Tempos do ser que sonhou,
    A terra será teatro
    Do dia claro, que no atro
    Da erma noite começou.

    Grécia, Roma, Cristandade,
    Europa — os quatro se vão
    Para onde vai toda idade.
    Quem vem viver a verdade
    Que morreu D. Sebastião?

    Fernando Pessoa. Mensagem.
    Mensagem reconduz a história de Portugal a partir de uma reinterpretação do tempo histórico. No poema, o tempo é encarado segundo uma concepção
    Escolha uma alternativa para a questão 99df4099-7a
  • Linguagens

    Português

    “Eu quase fui um índio sacana, como meu tio. (...) Desses índio que são índio pela metade. Ou seja, qui nem índio, nem branco, nem cholo, nem negro, nem serrano, nem costeiro, nem camponês, nem equatoriano, nem estrangeiro, nem nada. Índio sacana, claro. Índio qu’está à vista de toda gente e ninguém vê, qu’está mesminho nas ruas todos os dias, caminhando pra lá pra cá, buscando trabalho nas porta de gente rica, de jardineiro, de mensageiro, cuidador de cachorros, saloneiro, caseiro, criador de crianças, de toda classe de trabalho. Chofer. O Equador está cheinho de índio sacana assim. Desse tipo d’índio que não é nada”. 

    CARVALHO-NETO, Paulo de. Meu tio Atahualpa. Rio de Janeiro: Salamandra,
    1978.

    A expressão “índio sacana”, presente no texto, faz referência a: 
    Escolha uma alternativa para a questão 99e5c7ed-7a
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2020, Interpretação de TextosAdaptado de: ALCÂNTARA, Eurípedes. O idioma dos 'netos da internet'. Jornal O Globo. Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/oidioma-dos-netos-da-internet-24082383. Acesso em: 06 jan. 2020.


    Com base no texto 01, responda à questão.

    A expressão figurada “colocada de pé” (linhas 01- 02) significa no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 99ea4e14-f6
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho abaixo.

    [...] Como podia um drible ser tão inédito e tão familiar? E como aquele anjo torto, gauche de chuteiras,
    conseguia tal façanha com suas pernas tortas (as duas para o mesmo lado)? Garrincha dominava – como
    Bandeira, como Drummond – a arte da simplicidade.
    CARNEIRO, Flávio. Futebol & Literatura. In. Passe de letra. Rio de Janeiro: Rocco, 2009. p. 29. 

    Destaca-se no texto a ideia de que tanto o futebol quanto a literatura podem ser
    Escolha uma alternativa para a questão 99ebb97e-6d
  • Linguagens

    Português

    I.

    “É indispensável romper com todas as diplomacias nocivas, mandar pro diabo qualquer forma de hipocrisia, suprimir as políticas literárias e conquistar uma profunda sinceridade pra com os outros e pra consigo mesmo. A convicção dessa urgência foi pra mim a melhor conquista até hoje do movimento que chamam de ‘modernismo’. Foi ela que nos permitiu a intuição de que carecemos, sob pena de morte, de procurar uma arte de expressão nacional”.

    HOLANDA, Sérgio Buarque de. O lado oposto e outros lados, 1926.


    II.

    “Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra”.

    HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil, 1936.

    Os dois excertos do historiador e crítico literário Sérgio Buarque de Holanda salientam que a cultura brasileira somente completará a sua formação quando 
    Escolha uma alternativa para a questão 99ed2cc0-7a
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2020, Interpretação de TextosAdaptado de: ALCÂNTARA, Eurípedes. O idioma dos 'netos da internet'. Jornal O Globo. Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/oidioma-dos-netos-da-internet-24082383. Acesso em: 06 jan. 2020.


    Com base no texto 01, responda à questão.

    A expressão “o resto de nós” (linha 05) estabelece uma comparação que:
    Escolha uma alternativa para a questão 99f3ebad-f6