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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 352 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema a seguir.

    TRISTE HORIZONTE

    Por que não vais a Belo Horizonte? a saudade cicia
    e continua branda: Volta lá.
    Tudo é belo e cantante na coleção de perfumes
    das avenidas que levam ao amor,
    nos espelhos de luz e penumbra onde se projetam
    os puros jogos de viver.
    Anda! Volta lá, volta já.

    E eu respondo, carrancudo: Não.
    Não voltarei para ver o que não merece ser visto,
    o que merece ser esquecido, se revogado não pode ser.
    Não o passado cor-de-cores fantásticas,
    Belo Horizonte sorrindo púbere núbil sensual sem malícia,
    lugar de ler os clássicos e amar as artes novas,
    lugar muito especial pela graça do clima
    e pelo gosto, que não tem preço,
    de falar mal do Governo no lendário Bar do Ponto.
    Cidade aberta aos estudantes do mundo inteiro, inclusive Alagoas,
    "maravilha de milhares de brilhos vidrilhos"
    mariodeandrademente celebrada.
    Não, Mário, Belo Horizonte não era uma tolice como as outras.
    Era uma provinciana saudável, de carnes leves pesseguíneas.
    Era um remanso, era um remanso
    para fugir às partes agitadas do Brasil
    sorrindo do Rio de Janeiro e de São Paulo: tão prafentrex, as duas!
    e nós lá: macio-amesendados
    na calma e na verde brisa irônica. . .

    Esquecer, quero esquecer é a brutal Belo Horizonte
    que se empavonava sobre o corpo crucificado da primeira.
    Quero não saber da traição de seus santos.
    Eles a protegiam, agora protegem-se a si mesmos.
    São José, no centro mesmo da cidade, explora estacionamento de automóveis.
    São José dendroclasta não deixa de pé sequer um pé-de-pau
    onde amarrar o burrinho numa parada no caminho do Egito.
    São José vai entrar feio no comércio de imóveis,
    vendendo seus jardins reservados a Deus.
    São Pedro instala supermercado.
    Nossa Senhora das Dores,
    amizade da gente na Floresta,
    (vi crescer sua igreja à sombra do Padre Artur)
    abre caderneta de poupança,
    lojas de acessórios para carros,
    papelaria, aviários, pães-de-queijo.

    Terão endoidecido esses meus santos
    e a dolorida mãe de Deus?
    Ou foi em nome deles que pastores
    deixam de pastorear para faturar?
    Não escutem a voz de Jeremias
    (e é o Senhor que fala por sua boa de vergasta):
    "Eu vos introduzi numa terra fértil,
    e depois de lá entrardes a profanastes.
    Ai dos pastores que perdem e despedaçam
    o rebanho de minha pastagem!
    Eis que os visitarei para castigar a esperteza de seus desígnios".

    Fujo
    da ignóbil visão de tendas obstruindo as alamedas do Senhor.
    Tento fugir da própria cidade, reconfortar-me
    em seu austero píncaro serrano.
    De lá verei uma longínqua, purificada Belo Horizonte
    sem escutar os rumos dos negócios abafando a litania dos fiéis.
    Lá o imenso azul desenha ainda as mensagens
    de esperança nos homens pacificados - os doces mineiros
    que teimam em existir no caos e no tráfico.
    Em vão tento a escalada.
    Cassetetes e revólveres me barram
    a subida que era alegria dominical de minha gente.
    Proibido escalar. Proibido sentir
    o ar de liberdade destes cimos,
    proibido viver a selvagem intimidade destas pedras
    que se vão desfazendo em forma de dinheiro.
    Esta serra tem dono. Não mais a natureza
    a governa. Desfaz-se, com o minério
    uma antiga aliança , um rito da cidade. Desiste ou leva bala. Encurralado todos,
    a Serra do Curral, os moradores
    cá embaixo. Jeremias me avisa:
    "Foi assolada toda a serra; de improviso
    derrubaram minhas tendas, abateram meus pavilhões.
    Vi os montes, e eis que tremiam.
    E todos os outeiros estremeciam.
    Olhei a terra, e eis que estava vazia,
    sem nada nada nada".

    Sossega minha saudade. Não me cicies outra vez
    o impróprio convite.
    Não quero mais, não quero ver-te,
    meu Triste Horizonte e destroçado amor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. “Triste horizonte”. In: Estado de Minas, 2o caderno, p. 1, 15 ago. 1976.

    Em relação ao poema, analise as assertivas a seguir.

    I. Carlos Drummond de Andrade lamenta as perdas sofridas e anseia esquecer as discrepâncias entre a cidade de que se lembra afetivamente e a que se ergue diante de seu olhar.
    II. Pode-se dizer que o pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade são contradições que foram registradas por Carlos Drummond de Andrade.
    III. O receio de Carlos Drummond de Andrade em retornar a Belo Horizonte se relaciona à inconformidade com as transformações que atravessaram a cidade.
    IV. Carlos Drummond de Andrade demonstra um receio de aceitar o convite de seu alterego de retornar à cidade de Belo Horizonte.

    Marque a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a7da27df-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo para responder à questão 16.

    Imagem da questão de Português, UFT 2010, Interpretação de Textos

    Leia as afirmações abaixo:

    I. A obra Cantares rememora o livro bíblico – Cântico dos Cânticos, uma coleção de poemas de amor, a maior parte em forma de canções. Entretanto, embora o assunto esteja voltado para as núpcias, em Hilda Hilst, ele é abarcado de forma pesarosa, belicosa (v. 7-9, 13- 15). Tal assertiva pode ser comprovada pela utilização, por parte do eu-lírico, da expressão paradoxal "ódio- amor" (v. 3 e 17).

    II. Estruturalmente, o texto acima é composto por esquemas estróficos livres e versos isométricos, típicos da lírica contemporânea.

    III. Marcado pela subjetividade, o poema acima relaciona momentos amorosos vivenciados pelo eu-lírico ao cromatismo. Nesse sentido, o texto de Hilda Hilst recupera pressupostos simbolistas propostos por Rimbaud e Baudelaire, ao fazer uso de expressões sinestésicas como "tempo turquesa e prata" (v. 16).

    IV. A tradição lírica ibérica, das cantigas trovadorescas medievais, pode ser vislumbrada no poema acima em trechos como: "Meu ódio-amor, senhor da minha vida./ Lembra-te de nós. Em azul. Na luz da caridade" (v. 17 e 18).

    Considerando as assertivas acima, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão a7dbe1ef-6d
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente a tirinha e as afirmativas a seguir.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2018, Interpretação de Textos

    WALKER, Greg Mort. Recruta Zero. O Estado de São Paulo. São Paulo, 11 mar. 2010 


    I. O uso do termo para determinar salva-vidas em oposição àquele utilizado por Quindim contribui para a construção do efeito de humor da tira.

    II. O jogo linguístico de que fazem uso na tira só se concretiza pela exploração das diferentes funções dos artigos indefinido e definido.

    III. A jovem da tira não está interessada em Quindim, visto que já conta com o próprio namorado para salvá-la.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7ddf2c4-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto que se segue:

    Dialogando com o público leitor

    – Boa tarde, o senhor me desculpe eu estar interrompendo sua leitura, mas é só um minutinho.
    – Ah, pois não.
    – É o seguinte, não é o senhor que é o escritor? O menino ali me disse que o senhor é o escritor.
    – Bem, não sei se sou o escritor. Mas sou um escritor, sou, sim.
    – Madalena, venha cá, é ele! Madalena! Chame Rosalvo e os meninos, é ele?
    – O que foi que houve?
    – Madalena é minha esposa, ela estava com vergonha de perguntar se era o senhor mesmo o escritor.
    Ela me disse que já tinha ouvido muito falar no senhor. E Rosalvo é meu cunhado, que conhece sua obra, é gente boa.
    – Sim, eu...
    – Não vou interromper nada, pode ficar descansado, o senhor pode continuar com sua leitura.
    – Eu...
    – Madalena, é ele mesmo! Você tinha razão, é ele. É boa gente, você sabe? Estamos aqui numa prosa ótima, ele é a simplicidade em pessoa. Olha aí, Rosalvo, é ele. Pode sentar, rapaz, ele não morde, háhá!
    – Muito prazer, dá licença.
    – Eu...
    – Meu nome é Rosalvo Luiz da Anunciação Pereira, mas eu costumo assinar apenas Anunciação Pereira.
    – Ah, sim, interessante.
    – Admiro muito sua obra, O Sargento de Milícias.
    – Mas não fui eu quem escreveu esse, foi outro. Bem que podia ter sido eu, mas não fui eu.
    – Ah, então o senhor não é autor do “Sargento”?
    – Sou, mas de outro sargento, o Sargento Getúlio.

    RIBEIRO, João Ubaldo. Contos e crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010, p. 59-63.

    Assinale a alternativa CORRETA em relação ao texto lido.
    Escolha uma alternativa para a questão a7e136fc-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o excerto a seguir.


    O grande e o pequeno

        Todo o caso de amor tem sempre um grande e um pequeno. Essa não é uma ideia original, apenas uma adaptação da frase: “a chaque deux amoureux il y a toujours celui que aime et celui que se laisse aimer”. O pequeno ama, o grande se deixa amar, o grande fala, o pequeno escuta, o grande discorda, o pequeno concorda, o pequeno se preocupa, o grande divaga, o grande se atrasa, o pequeno se antecipa, o pequeno teme, o grande ameaça, o grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo.

        Às vezes o grande é um homem, às vezes é uma mulher. O grande pode ser o mais bonito e pode não ser. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é o mais esperto mas o pequeno também pode ser espertíssimo. Depende do caso. Ninguém descobriu até hoje nenhuma regra que permita determinar quem é o grande e quem é o pequeno de um casal. É necessária uma observação um pouco mais atenta. Numa festa, por exemplo, não é difícil identificar qual é qual. Geralmente o pequeno está torcendo para que a festa seja boa, principalmente se foi ele que sugeriu o programa. O grande se comportará de maneira mais blasé até se deixar embriagar pela música, pela bebida ou pelo ambiente, quando então ficará muito, mas muito mais entusiasmado do que o pequeno. O grande não se preocupa em conhecer pessoas, as pessoas é que sempre se aproximam dele, pelo menos na concepção do pequeno, mas mesmo que o pequeno atraia qualquer atenção, o fato vai passar desapercebido pelo grande. O pequeno evita o silêncio porque tem certeza de que a culpa é dele. Por isso tem sempre guardados na cabeça assuntos vários que possam ser úteis em diversas ocasiões. Mas se preocupa sempre em encaixá-los no momento mais apropriado, com cuidado, claro, para não perder a espontaneidade.

       A  calça nova do pequeno dificilmente lhe cai tão bem quanto a do grande, assim como o cabelo do grande sempre está melhor do que o pequeno, ainda que o resto do mundo pense exatamente o contrário. Mesmo que o pequeno dance bem, o grande sempre dançará melhor. O grande não é bom de decorar letras de músicas mas o pequeno sabe muitas decoradas, principalmente as mais românticas. O pequeno geralmente se comove com a lua calado enquanto o grande aponta, olha só que lua. No final da festa é sempre o pequeno que quer ir embora, a não ser que a festa seja ruim, neste caso o grande quis e eles já foram há muito tempo. Na saída, o pequeno sempre tem uma promessa nervosa e oculta para o resto da noite enquanto o grande se despede dos amigos displicentemente. Em casa, o pequeno faz tudo pra agradar, é macho, é gueixa, é incansável, e, se tocar o coração do grande, ainda deve comemorar com mais uma dose antes de cair no sono. No dia seguinte o pequeno estará inevitavelmente preocupado: será que eu fiz tudo certo? Será que eu devia ter dito aquilo? Por que será que toda vez sou eu que beijo primeiro? E provavelmente vai procurar o grande urgentemente apesar de ter se prometido que jamais faria isso.

        Não precisa nem ser um caso de amor. Mesmo entre dois irmãos, dois amigos, dois o que seja, sempre haverá um que quer mais e outro que quer menos, o generoso e o pedinte, o fascinante e o fascinado. O grande e o pequeno podem ser de qualquer espécie, inclusive bichos, com exceção dos gatos que são todos grandes.


    FALCÃO, Adriana. O doido da garrafa. São Paulo: Planeta, 2003, p. 11-13.


    Em relação ao excerto, marque a alternativa CORRETA. 

    Escolha uma alternativa para a questão a7e4e846-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema e as afirmativas a seguir.

    O filho do século


    Nunca mais andarei de bicicleta

    Nem conversarei no portão

    Com meninas de cabelos cacheados

    Adeus valsa "Danúbio Azul"

    Adeus tardes preguiçosas

    Adeus cheiros do mundo sambas

    Adeus puro amor

    Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem

    Não tenho forças para gritar um grande grito

    Cairei no chão do século vinte

    Aguardem-me lá fora

    As multidões famintas justiceiras

    Sujeitos com gases venenosos

    É a hora das barricadas

    É a hora da fuzilamento, da raiva maior

    Os vivos pedem vingança

    Os mortos minerais vegetais pedem vingança

    É a hora do protesto geral

    É a hora dos vôos destruidores

    É a hora das barricadas, dos fuzilamentos

    Fomes desejos ânsias sonhos perdidos, M

    Misérias de todos os países uni-vos

    Fogem a galope os anjos-aviões

    Carregando o cálice da esperança

    Tempo espaço firmes porque me abandonastes.


    MENDES, Murilo. O Visionário. In: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994, p. 239-240.


    I. Pode-se dizer que o poema apresenta dois momentos distintos: o primeiro se refere à época anterior à chegada do novo século e o segundo, ao século XX.

    II. Todas as situações mencionadas no poema evocam um mundo em que a vida é simples e prazerosa, parecendo ser proveniente da inocência e da ingenuidade.

    III. O novo século é caracterizado ao longo do poema pela dor, pelo sofrimento, pela violência e pela morte e desmonta-se em cenas de desesperança.

    IV. No verso “Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem” representa-se a descrença espiritual ou o abandono da religião, já que a fé de nada adianta, considerando a realidade que se impõe.


    Marque a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão a7e809bb-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia o seguinte fragmento de O filho eterno, de Cristovão Tezza:

    É, talvez, ele refletirá logo depois, ainda em pânico, dando corda à sua rara vocação dramática, que agora lhe toma por inteiro, a pior sensação imaginável na vida – quase a mesma sensação terrível do momento em que o filho se revelou ao mundo, da qual ele jamais se recuperará completamente, repete-se agora ao espelho, com intensidade semelhante, mas não se trata mais do acaso.

    TEZZA, Cristovão. O filho eterno. Rio de Janeiro: Record, 2007, p. 94.

    Marque a alternativa CORRETA que expressa o momento no qual o narrador descobre a dependência que sentia pelo filho.
    Escolha uma alternativa para a questão a7ebb650-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2008, Pontuação

    As aspas usadas em “risadinhas” (linha 3)
    Escolha uma alternativa para a questão a7ec7638-6e
  • Linguagens

    Português

    Observe o fragmento abaixo de um conto de Clarice Lispector:

    “Nas árvores as frutas eram pretas, doces como mel. Havia no chão caroços secos cheios de circunvoluções, como pequenos cérebros apodrecidos. O banco estava manchado de sucos roxos. Com suavidade intensa rumorejavam as águas. No tronco da árvore pregavam-se as luxuosas patas de uma aranha. A crueza do mundo era tranqüila. O assassinato era profundo. E a morte não era o que pensávamos. Ao mesmo tempo que imaginário – era um mundo de se comer com os dentes, um mundo de volumosas dálias e tulipas. Os troncos eram percorridos por parasitas folhudos, o abraço era macio, colado. Como a repulsa que precedesse uma entrega – era fascinante, a mulher tinha nojo, e era fascinante. As árvores estavam carregadas, o mundo era tão rico que apodrecia. Quando Ana pensou que havia crianças e homens grandes com fome, a náusea subiu-lhe à garganta, como se ela estivesse grávida e abandonada. A moral do jardim era outra. Agora que o cego a guiara até ele, estremecia nos primeiros passos de um mundo faiscante, sombrio, onde vitórias-régias boiavam monstruosas. As pequenas flores espalhadas na relva não lhe pareciam amarelas ou rosadas, mas cor de mau ouro e escarlates. A decomposição era profunda, perfumada... Mas todas as pesadas coisas, ela via com a cabeça rodeada por um enxame de insetos, enviados pela vida mais fina do mundo. A brisa se insinuava entre as flores. Ana mais adivinhava que sentia o seu cheio adocicado...
    O jardim era tão bonito que ela teve medo do Inferno.” (LISPECTOR, C. Amor. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. P. 25)

    A personagem Ana, uma dona de casa comum, tem um momento privilegiado de revelação quando desce errado do ponto e acaba indo parar quase sem querer no Jardim Botânico. Neste momento, várias imagens vão configurando um universo de sensações inesperadas em contato com uma natureza que sempre esteve no mesmo lugar. Por que agora a percepção desse mundo se torna diferente?
    Escolha uma alternativa para a questão a7f37590-5f
  • Linguagens

    Português

          Eram tempos menos duros aqueles vividos na casa de Tia Vicentina, em Madureira, subúrbio do Rio, onde Paulinho da Viola podia traçar, sem cerimônia, um prato de feijoada - comilança que deu até samba, "No Pagode do Vavá". Mas como não é dado a saudades (lembre-se: é o passado que vive nele, não o contrário), Paulinho aceitou de bom grado a sugestão para que o jantar ocorresse em um dos mais requintados italianos do Rio. A escolha pela alta gastronomia tem seu preço. Assim que o sambista chega à mesa redonda ao lado da porta da cozinha, forma-se um círculo de garçons, com o maître à frente. [...]
          Paulinho conta que cresceu comendo o trivial. Seu pai viveu 88 anos à base de arroz, feijão, bife e batata frita. De vez em quando, feijoada. Massa, também. "Mas nada muito sofisticado."
          Com exceção de algumas dores de coluna, aos 70 anos, goza de plena saúde. O músico credita sua boa forma ao estilo de vida, como se sabe, não dado a exageros e grandes ansiedades.


                                                                                                      T. Cardoso, Valor, 28/06/2013. Adaptado.

    À frente das frases citadas abaixo, está indicado o tipo de circunstância que elas expressam no texto. A indicação NÃO está correta em:
    Escolha uma alternativa para a questão a814215c-fe
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFT 2010, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa INCORRETA
    Escolha uma alternativa para a questão a826962d-6d
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    Em relação às diferenças culturais entre Washington e Rio, a autora demonstra:
    Escolha uma alternativa para a questão a829feb2-fc
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do texto Queda que as mulheres têm para os tolos, de Machado de Assis, para responder à questão.

         O homem de espírito é o menos hábil para escrever a uma mulher.
        Quando se arrisca a escrever uma carta, sente dificuldades incríveis. Desprezando o vasconço da galanteria, não sabe como se há de fazer entender. Quer ser reservado e parece frio; quer dizer o que espera e indica receio; confessa que nada tem para agradar, e é apanhado pela palavra. Comete o crime de não ser comum ou vulgar. As suas cartas saem do coração e não da cabeça; têm o estilo simples, claro e límpido, contendo apenas alguns detalhes tocantes. Mas é exatamente o que faz com que elas não sejam lidas, nem compreendidas. São cartas decentes, quando as pedem estúpidas.
         
         O tolo é fortíssimo em correspondência amorosa, e tem consciência disso. Longe de recuar diante da remessa de uma carta, é muitas vezes por aí que ele começa. Tem uma coleção de cartas prontas para todos os graus de paixão. Alega nelas em linguagem brusca o ardor de sua chama; a cada palavra repete: meu anjo, eu vos adoro. As suas fórmulas são enfáticas e chatas; nada que indique uma personalidade. Não faz suspeitar excentricidade ou poesia; é quanto basta; é medíocre e ridículo, tanto melhor. Efetivamente o estranho que ler as suas missivas nada tem a dizer; na mocidade o pai da menina escrevia assim; a própria menina não esperava outra coisa. Todos estão satisfeitos, até os amigos. Que querem mais?
    <http://tinyurl.com/js7dblq> Acesso em: 02.02.2016
    De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a82abb8b-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    Com o termo “retiro espiritual” (linha 01), a autora:
    Escolha uma alternativa para a questão a82e9ab9-fc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    No trecho “Os grandes supermercados são limpos, imaculados!” (linha 05), os dois últimos termos:
    Escolha uma alternativa para a questão a8326be0-fc
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto “A televisão pifou” para responder às questões de 14 a 20. A história foi produzida com base nas imagens a seguir.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Coesão e coerência


    No trecho “Aquele uma homem” há desobediência às regras da língua portuguesa. A expressão adequada para esse contexto é
    Escolha uma alternativa para a questão a8351218-58
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    Da leitura do trecho “Ninguém fecha e xinga no trânsito nem ousa trafegar pelo acostamento ou acelerar no sinal amarelo” (linhas 11-12), depreende-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão a83602a6-fc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    No trecho “Virou uma zona” (linha 19), o termo “zona” significa:
    Escolha uma alternativa para a questão a8390656-fc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    O texto permite fazer um paralelo, embora às vezes implícito, entre a vida urbana no Brasil e em Washington. Assinale a alternativa que apresenta uma característica da vida urbana no Brasil sugerida pelo texto de forma implícita.
    Escolha uma alternativa para a questão a83e18ae-fc
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2015, Interpretação de Textos

    AQUINO, Ruth de. A cultura do desrespeito. Época. Rio de Janeiro: Globo. Disponível em http://epoca.globo.com/colunas-eblogs/ruth-de-aquino/noticia/2015/05/cultura-do-desrespeito.html. Acesso em 20 jun. 2015.


    Com base no texto 1, responda à questão
    Da leitura, depreende-se que o objetivo central do texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão a8410a0f-fc