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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 360 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Quarenta dias, Maria Valéria Rezende, e ao Texto 1.

    I. A leitura da obra mostra que a personagem/narradora, durante a sua perambulação, faz descobertas que a surpreendem, como ser reconhecida como idosa, pois jamais lhe cobram passagem ao entrar em um ônibus; de poder dormir em hospitais e rodoviárias sem ser incomodada; ter alimentação a baixo custo. Assim, essas passagens tornam-se partes da epifania de Alice, do seu processo de autoconhecimento.

    II. A expressão “inventar um jantar” (linha 16) traduz o grau de ansiedade de Alice em relação à escrita, pois em seu diálogo com a Barbie a narradora sugere um jantar na linha da ficção.

    III. A leitura do sintagma verbal “ou era vagar por mundo nenhum” (linha 7) leva o leitor a inferir a sensação de vazio da personagem/narradora, fazendo alusão ao niilismo.

    IV. Da leitura do período “que amanhã mesmo volto cedo pra fazer você subir comigo à Vila Maria Degolada” (linhas 19 e 20), infere-se que Alice retomaria sua escrita voltando à Vila e que levaria Barbie para passear e conhecer a Vila em que encontrara Cícero Araújo.

    V. Intertextualidade, tema estudado pela Linguística Textual, é um elemento recorrente na escrita de textos. Considerando o romance de Maria Valéria e a obra clássica de Lewis Carroll, Cícero Araújo representa, metaforicamente, o coelho de Alice.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão abfde703-b1
  • Linguagens

    Português

    A volta do marido pródigo


        — Bom dia, seu Marrinha! Como passou de ontem?

        — Bem. Já sabe, não é? Só ganha meio dia. [...]

        Lá além, Generoso cotuca Tercino:

        — [...] Vai em festa, dorme que-horas, e, quando chega, ainda é todo enfeitado e salamistrão!...

       — Que é que hei de fazer, seu Marrinha... Amanheci com uma nevralgia... Fiquei com cisma de apanhar friagem...

        — Hum...

        — Mas o senhor vai ver como eu toco o meu serviço e ainda faço este povo trabalhar...

        [...]

       Pintão suou para desprender um pedrouço, e teve de pular para trás, para que a laje lhe não esmagasse um pé. Pragueja:

        — Quem não tem brio engorda!

        — É... Esse sujeito só é isso, e mais isso... — opina Sidu.

       — Também, tudo p’ra ele sai bom, e no fim dá certo...— diz Correia, suspirando e retomando o enxadão. —“P’ra uns, as vacas morrem ... p’ra outros até boi pega a parir...”.

        Seu Marra já concordou:

        — Está bem, seu Laio, por hoje, como foi por doença, eu aponto o dia todo. Que é a última vez!... E agora, deixa de conversa fiada e vai pegando a ferramenta!


    ROSA, J. G. Sagarana. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967.


    Esse texto tem importância singular como patrimônio linguístico para a preservação da cultura nacional devido

    Escolha uma alternativa para a questão abff0962-57
  • Linguagens

    Português

    Texto 2

    MUITOS ANOS DE ASILO.
    NINGUÉM OS QUIS.
    NEM A COR NEM A IDADE CERTAS.
    FICARAM LÁ.
    E FICARAM ATÉ DEPOIS QUE SAÍRAM.
    GUARADARAM O APELIDO.
    ELE, 36.
    ELA, 37.
    ERAM OS NÚMEROS QUE MARCAVAM AS ROUPAS.
    E AS CAMAS.
    OS NÚMEROS DA CHAMADA.
    DAS CADEIRAS DO CAFÉ DA MANHÃ.
    ELA SE FORMOU PROFESSORA.
    ELE, DEPOIS DE TUDO,
    PASSOU A DETESTAR MOTO.
    E, POR ISSO MESMO,
    FOI SER MOTOBOY.
    TINHA OUTRO TRABALHO.
    VENDIA INFORMAÇÃO.
    COM OU SEM FOTOS DE CELULAR.
    SEMPRE QUE VIA ALGUMA COISA.
    NAS RUAS, NAS ANDANÇAS.
    VENDIA PARA UM PORTAL DE NOTÍCIAS.
    UMA MERRECA.
    MAS DIVERTIA.
    AH, E NUNCA TREPARAM.
    NUNCA. NÃO ERA ESSE O LANCE DELES.

    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina, Ed. Lamparina, 2016.
    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 2.
    Escolha uma alternativa para a questão ac015185-b1
  • Linguagens

    Português

    Intenso e original, Son ofSaul retrata horror
    do holocausto

        Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes.

        Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem.

        Ele é Saul (Géza Rõhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto — que pode ou não ser seu filho — tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado.

        O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado.

        Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles.

        Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo.

        O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. 8e levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2ª Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes.

    Carta Capital, n. 873, 22 out. 2015.

    A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son ofSaul, o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é
    Escolha uma alternativa para a questão ac02624e-57
  • Linguagens

    Português

    Texto 2

    MUITOS ANOS DE ASILO.
    NINGUÉM OS QUIS.
    NEM A COR NEM A IDADE CERTAS.
    FICARAM LÁ.
    E FICARAM ATÉ DEPOIS QUE SAÍRAM.
    GUARADARAM O APELIDO.
    ELE, 36.
    ELA, 37.
    ERAM OS NÚMEROS QUE MARCAVAM AS ROUPAS.
    E AS CAMAS.
    OS NÚMEROS DA CHAMADA.
    DAS CADEIRAS DO CAFÉ DA MANHÃ.
    ELA SE FORMOU PROFESSORA.
    ELE, DEPOIS DE TUDO,
    PASSOU A DETESTAR MOTO.
    E, POR ISSO MESMO,
    FOI SER MOTOBOY.
    TINHA OUTRO TRABALHO.
    VENDIA INFORMAÇÃO.
    COM OU SEM FOTOS DE CELULAR.
    SEMPRE QUE VIA ALGUMA COISA.
    NAS RUAS, NAS ANDANÇAS.
    VENDIA PARA UM PORTAL DE NOTÍCIAS.
    UMA MERRECA.
    MAS DIVERTIA.
    AH, E NUNCA TREPARAM.
    NUNCA. NÃO ERA ESSE O LANCE DELES.

    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina, Ed. Lamparina, 2016.
    Analise as proposições em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna.

    I. No nível da linguagem, pode-se perceber na obra a não preocupação com a valorização das palavras, buscando palavras semanticamente fortes, que por vezes chegam a quebrar a homogeneidade do texto.

    II. A leitura da obra leva o leitor a inferir que a linguagem visual, na forma de HQ, apresenta mais característica lúdica que propriamente artística.

    III. A obra apresenta dois níveis de leitura, logo infere-se a percepção de um tempo diferente em relação à leitura gráfica e à das imagens - linguagem visual, esta de entendimento mais rápido, pois, por ser um romance também imagético, estas representações podem se aproximar mais, ou menos, do referente real.

    IV. A leitura do romance gráfico leva o leitor a inferir que, à primeira vista, ele parece uma narrativa que vai construindo e desconstruindo os sentidos, por meio de uma linguagem gráfica e visual, para formar a tessitura textual.

    V. Da leitura da obra, infere-se como temática valores que deveriam estar desgastados e, no entanto, permanecem na sociedade atual, tais como opressão causada pelo poder econômico, consumismo a favor da liberdade do ser e do ter.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ac044f3b-b1
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o poema de Catulo da Paixão Cearense (1863-1946).


    Imagem da questão de Português, UNESP 2014, Divisão Silábica



    Se, nos versos 32 e 33, as palavras “Sabiá” e “capoeirão” fossem pronunciadas “sa-bi-á” e “ca-po-ei-rão”, tais versos quebrariam o padrão e o ritmo dos demais, pois passariam a ser
    Escolha uma alternativa para a questão ac05005e-d6
  • Linguagens

    Português

    Sinhá


    Se a dona se banhou

    Eu não estava lá

    Por Deus Nosso Senhor

    Eu não olhei Sinhá

    Estava lá na roça

    Sou de olhar ninguém

    Não tenho mais cobiça

    Nem enxergo bem


    Para que me pôr no tronco

    Para que me aleijar

    Eu juro a vosmecê

    Que nunca vi Sinhá

    [...]

    Por que talhar meu corpo

    Eu não olhei Sinhá

    Para que que vosmincê

    Meus olhos vai furar

    Eu choro em iorubá

    Mas oro por Jesus

    Para que que vassuncê

    Me tira a luz.


    CHICO BUARQUE; JOÃO BOSCO. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2011 (fragmento).


    No fragmento da letra da canção, o vocabulário empregado e a situação retratada são relevantes para o patrimônio linguístico e identitário do país, na medida em que

    Escolha uma alternativa para a questão ac065d7c-57
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos
    HENFIL.Disponível em: https:medium.com. Acesso em: 29 out.2018(adaptado).


    Nessa tirinha, produzida na década de 1970, os recursos verbais e não verbais sinalizam a finalidade de
    Escolha uma alternativa para a questão ac0c411b-57
  • Linguagens

    Português

    Texto 2

    MUITOS ANOS DE ASILO.
    NINGUÉM OS QUIS.
    NEM A COR NEM A IDADE CERTAS.
    FICARAM LÁ.
    E FICARAM ATÉ DEPOIS QUE SAÍRAM.
    GUARADARAM O APELIDO.
    ELE, 36.
    ELA, 37.
    ERAM OS NÚMEROS QUE MARCAVAM AS ROUPAS.
    E AS CAMAS.
    OS NÚMEROS DA CHAMADA.
    DAS CADEIRAS DO CAFÉ DA MANHÃ.
    ELA SE FORMOU PROFESSORA.
    ELE, DEPOIS DE TUDO,
    PASSOU A DETESTAR MOTO.
    E, POR ISSO MESMO,
    FOI SER MOTOBOY.
    TINHA OUTRO TRABALHO.
    VENDIA INFORMAÇÃO.
    COM OU SEM FOTOS DE CELULAR.
    SEMPRE QUE VIA ALGUMA COISA.
    NAS RUAS, NAS ANDANÇAS.
    VENDIA PARA UM PORTAL DE NOTÍCIAS.
    UMA MERRECA.
    MAS DIVERTIA.
    AH, E NUNCA TREPARAM.
    NUNCA. NÃO ERA ESSE O LANCE DELES.

    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina, Ed. Lamparina, 2016.
    Analise as proposições em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 2.

    I. As estruturas linguísticas “MUITOS ANOS”, “36” e “37” são formas numéricas que indicam numeral coletivo e quantidade determinada, sequencialmente.

    II. Da leitura do período “FOI SER MOTOBOY”, infere-se a ideia de desafio, vencer o trauma que ele – Nando, adquirira após o acidente e a morte dos pais.

    III. A produção escrita de Elvira Virgínia põe em relevo os traços de uma linguagem literária com resquícios de oralidade fundamentada na linguagem oral.

    IV. Na estrutura “ERAM OS NÚMEROS QUE MARCAVAM AS ROUPAS” a expressão destacada retoma as formas linguísticas 36 e 37, portanto é um esclarecimento anafórico.

    V. A leitura do texto leva o leitor a inferir que a outra atividade, que Nando exercia, possuía características análogas às de paparazzi, embora aquele não possuísse as técnicas jornalísticas de fotografias.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ac0ce2f9-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Olhos d’água, Conceição Evaristo, e ao Texto 3.

    I. Na oração “Mas o que fazer” (linha 5) há o pressuposto das dificuldades dos laços afetivos familiares, dos conflitos internos, das reflexões, procurando humanizar quem a sociedade busca desumanizar.

    II. A narrativa da autora traz uma ficção densa, embora em um estilo evidenciado pelo uso de uma linguagem poética que, muitas vezes, transcende a prosa.

    III. A leitura da estrutura “Em poucos minutos a boneca estava destruída” (linha 12) leva o leitor a inferir uma correlação ao ocorrido com a menina Zaíta, no final do conto.

    IV. A leitura do conto leva o leitor a constatar a inocência infantil ante o perigo, pois não o identifica, ignora-o, seguindo o que se tinha determinado a alcançar, a exemplo, a personagem Zaíta.

    V. Da leitura da estrutura, “mas não queria compactuar com a escolha dele” (linhas 2 e 3) infere-se que a mãe não sentia orgulho pela escolha de vida que o segundo filho fizera, ela o aceitava como filho, mas repudiava as atividades que ele realizava.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ac110abb-b1
  • Linguagens

    Português

    A última edição deste periódico apresenta mais uma vez tema relacionado ao tratamento dado ao lixo caseiro, aquele que produzimos no dia a dia. A informação agora passa pelo problema do material jogado na estrada vicinal que liga o município de Rio Claro ao distrito de Ajapi. Infelizmente, no local em questão, a reportagem encontrou mais uma forma errada de destinação do lixo: material atirado ao lado da pista como se isso fosse o ideal. Muitos moradores, por exemplo, retiram o lixo de suas residências e, em vez de um destino correto, procuram dispensá-lo em outras regiões. Uma situação no mínimo incômoda. Se você sai de casa para jogar o lixo em outra localidade, por que não o fazer no local ideal? É muita falta de educação achar que aquilo que não é correto para sua região possa ser para outra. A reciclagem do lixo doméstico é um passo inteligente e de consciência. Olha o exemplo que passamos aos mais jovens! Quem aprende errado coloca em prática o errado. Um perigo!

    Disponível em: http://jornaldacidade.uol.com.br. Acesso em: 10 ago. 2012 (adaptado).

    Esse editorial faz uma leitura diferenciada de uma notícia veiculada no jornal. Tal diferença traz à tona uma das funções sociais desse gênero textual, que é
    Escolha uma alternativa para a questão ac14752d-7c
  • Linguagens

    Português

    Devagar, devagarinho


        Desacelerar é preciso. Acelerar não é preciso. Afobados e voltados para o próprio umbigo, operamos, automatizados, falas robóticas e silêncios glaciais. Ilustra bem esse estado de espírito a música Sinal fechado (1969), de Paulinho da Viola. Trata-se da história de dois sujeitos que se encontram inesperadamente em um sinal de trânsito. A conversa entre ambos, porém, se deu rápida e rasteira. Logo, os personagens se despedem, com a promessa de se verem em outra oportunidade. Percebe-se um registro de comunicação vazia e superficial, cuja tônica foi o contato ligeiro e superficial construído pelos interlocutores: “Olá, como  vai? / Eu vou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo, / pegar meu lugar no futuro. E você? / Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono / tranquilo, quem sabe? / Quanto tempo... / Pois é, quanto tempo... / Me perdoe a pressa / é a alma dos nossos negócios... / Oh! Não tem de quê. / Eu também só ando a cem”.


        O culto à velocidade, no contexto apresentado, se coloca como fruto de um imediatismo processual que celebra o alcance dos fins sem dimensionar a qualidade dos meios necessários para atingir determinado propósito. Tal conjuntura favorece a lei do menor esforço — a comodidade — e prejudica a lei do maior esforço — a dignidade.


        Como modelo alternativo à cultura fast, temos o movimento slow life, cujo propósito, resumidamente, é conscientizar as pessoas de que a pressa é inimiga da perfeição e do prazer, buscando assim reeducar seus sentidos para desfrutar melhor os sabores da vida.


    SILVA, M. F. L. Boletim UFMG, n. 1 749, set. 2011 (adaptado).


    Nesse artigo de opinião, a apresentação da letra da canção Sinal fechado é uma estratégia argumentativa que visa sensibilizar o leitor porque

    Escolha uma alternativa para a questão ac14a783-57
  • Linguagens

    Português

        A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de episódios racistas. Eis o paradoxo: se, de um lado, a atividade futebolística era depreciada aos olhos da “boa sociedade” como profissão destinada aos pobres, negros e marginais, de outro, achava-se investida do poder de representar e projetar a nação em escala mundial. A Copa do Mundo no Brasil, em 1950, viria a se constituir, nesse sentido, em uma rara oportunidade. Contudo, na decisão contra o Uruguai sobreveio o inesperado revés. As crônicas esportivas elegiam o goleiro Barbosa e o defensor Bigode como bodes expiatórios, “descarregando nas costas” dos jogadores os “prejuízos” da derrota. Uma chibata moral, eis a sentença proferida no tribunal dos brancos. Nos anos 1970, por não atender às expectativas normativas suscitadas pelo estereótipo do “bom negro”, Paulo César Lima foi classificado como “jogador-problema”. Ele esboçava a revolta da chibata no futebol brasileiro. Enquanto Barbosa e Bigode, sem alternativa, suportaram o linchamento moral na derrota de 1950, Paulo César contra-atacava os que pretendiam condená-lo pelo insucesso de 1974. O jogador assumia as cores e as causas defendidas pela esquadra dos pretos em todas as esferas da vida social. “Sinto na pele esse racismo subjacente”, revelou à imprensa francesa: “Isto é, ninguém ousa pronunciar a palavra ‘racismo’. Mas posso garantir que ele existe, mesmo na Seleção Brasileira”. Sua ousadia consistiu em pronunciar a palavra interdita no espaço simbólico do discurso oficial para reafirmar o mito da democracia racial.

    Disponível em: https://observatorioracialfutebol.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).

    O texto atribui o enfraquecimento do mito da democracia racial no futebol à
    Escolha uma alternativa para a questão ac1741f8-57
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Interpretação de Textos

    Em relação à obra Olhos d’água, Conceição Evaristo, e ao Texto 3, assinale (V) para a proposição verdadeira e (F) para a falsa.

    ( ) Da leitura do período “tropeçou nos brinquedos esparramados pelo chão” (linha 8), infere-se a falta de organização das gêmeas em relação aos pertences infantis delas.
    ( ) O final do conto leva o leitor a correlacionar a vida ficcional da favela à real – vida trágica, balas perdidas, vítimas inocentes.
    ( ) Da leitura da obra, inferem-se tópicos que permeiam os questionamentos estéticos temáticos da literatura brasileira - a voz do negro. O Modernismo foi o movimento que melhor propiciou condições para o afloramento da poesia negra.
    ( ) Da leitura da estrutura “Vinha a vontade de aceitar o dinheiro que ele oferecia sempre, mas não queria compactuar com a escolha dele” (linhas 1 a 3), deduz-se que a mãe não aceitava o dinheiro do filho porque era produto da criminalidade/droga.
    ( ) Da leitura da oração “Sentiu certo temor” (linha 7), infere-se, ainda que vagamente, prenúncio do sexto sentido feminino/materno.

    Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão ac19160e-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Análise sintática

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Olhos d’água, Conceição Evaristo, e ao Texto 3.
    Escolha uma alternativa para a questão ac1cbb33-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Esaú e Jacó, Machado de Assis, e ao Texto 4.
    Escolha uma alternativa para a questão ac217e82-b1
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    O mito da estiagem em São Paulo

        Os estoques de água doce são inesgotáveis, na medida em que são alimentados principalmente pelos oceanos, infinitos via evaporação e precipitação, ou seja, pelo ciclo hidrológico, que depende de forças físicas as quais o homem nunca poderá interromper. Enquanto existirem, o ciclo funcionará e os estoques de água doce nos continentes serão repostos indefinidamente.

        Obviamente que a água não se distribui equitativamente pelo planeta. Há regiões com muita água, normalmente na zona tropical, na qual a evaporação é maior, e regiões áridas, onde, por razões específicas da dinâmica climática, as taxas de evaporação são maiores do que a precipitação, gerando déficit de reposição de estoques de água doce.

    Disponível em: www.cartanaescola.com.br. Acesso em: 17 jan. 2015 (adaptado).

    TEXTO II

        O processo de sedimentação no fundo do lago de um reservatório é um processo lento. Os sedimentos vão formando argila, que é uma rocha impermeável. Então, a água daquele lago não vai alimentar os aquíferos. Mesmo tendo muita quantidade de água superficial, ela não consegue penetrar no solo para alimentar os aquíferos. Se não for usada no consumo, ela vai simplesmente evaporar e vai cair em outro lugar, levada pelas correntes aéreas. Isso é outro motivo pelo qual os aquíferos não conseguem recuperar seu nível, porque não recebem água.

    Disponível em: www.jornalopcao.com.br. Acesso em: 17 jan. 2015 (adaptado).

    Os textos I e II abordam a situação dos reservatórios de água doce do planeta. Entretanto, a divergência entre eles está na ideia de que é possível
    Escolha uma alternativa para a questão ac225e56-57
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2016, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Esaú e Jacó, ao seu autor, Machado de Assis, e ao Texto 4.

    I. Infere-se, da leitura da obra, uma linha irônica quanto aos diferentes discursos políticos e que, no entanto, a prática política permanece a mesma.

    II. Em Esaú e Jacó, no desfecho da narrativa, Flora ouve a promessa de Pedro e de Paulo de que, como irmãos, vão se reconciliar e lutar pelos mesmos ideais, ainda que em partidos diferentes.

    III. Historicamente, tem-se na obra Esaú e Jacó a crítica machadiana à política brasileira da época em que ocorreu a passagem da Monarquia para a República.

    IV. Da leitura da obra, infere-se que o conselheiro Aires, casado com Perpétua, preocupava-se com a felicidade dos sobrinhos Pedro e Paulo.

    V. Da leitura da obra, infere-se que após a “grande noite” (linha 23) Flora, finalmente, decide partir e ir em busca de uma terceira pessoa, um novo amor, longe dos gêmeos Pedro e Paulo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ac25b048-b1
  • Linguagens

    Português

        Os linguistas têm notado a expansão do tratamento informal. “Tenho 78 anos e devia ser tratado por senhor, mas meus alunos mais jovens me tratam por você", diz o professor Ataliba Castilho, aparentemente sem se incomodar com a informalidade, inconcebível em seus tempos de estudante. O você, porém, não reinará sozinho. O tu predomina em Porto Alegre e convive com o você no Rio de Janeiro e em Recife, enquanto você é o tratamento predominante em São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Salvador. O tu já era mais próximo e menos formal que você nas quase 500 cartas do acervo on-line de uma instituição universitária, quase todas de poetas, políticos e outras personalidades do final do século XIX e início do XX.

    Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: 21 abr. 2015 (adaptado).

    No texto, constata-se que os usos de pronomes variaram ao longo do tempo e que atualmente têm empregos diversos pelas regiões do Brasil. Esse processo revela que
    Escolha uma alternativa para a questão ac261eb8-57
  • Linguagens

    Português

        Seus primeiros anos de detento foram difíceis; aos poucos entendeu como o sistema funciona. Apanhou dezenas de vezes, teve o crânio esmagado, o maxilar deslocado, braços e pernas quebrados; por fim, um dia ficou lesionado da perna quando foi jogado da laje de um pavilhão. Nem todas as vezes ele soube por que apanhou, muito menos da última, quando foi deixado para morrer, mas sobreviveu. Seu corpo, moído no inferno, aguarda o fim dos seus dias. Já não questiona mais. Obedece. Cumpre as ordens. Baixa a cabeça e se retira. Apanha, às vezes com motivo, às vezes sem. Por onde passou, derramaram seu sangue. Seu rastro pode ser seguido. Intriga ter sobrevivido durante tantos anos. Pouquíssimos chegaram à terceira idade encarcerados.

    MAIA, A. P. Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.

    A narrativa concentra sua força expressiva no manejo de recursos formais e numa representação ficcional que
    Escolha uma alternativa para a questão ac2c0c3b-57