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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 382 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    AGÊNCIA AFP. Planeta "potencialmente habitável" é descoberto em novo sistema solar. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/afp/2019/08/01/planeta-potencialmente-habitavel-e-descoberto-em-novo-sistema-solar.htm. Acesso em: 05 ago. 2019. 

    A utilização da palavra “potencialmente” (no título e na linha 21) indica que as frases em que ocorre referem-se a:
    Escolha uma alternativa para a questão b5fd899e-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    AGÊNCIA AFP. Planeta "potencialmente habitável" é descoberto em novo sistema solar. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/afp/2019/08/01/planeta-potencialmente-habitavel-e-descoberto-em-novo-sistema-solar.htm. Acesso em: 05 ago. 2019. 

    Dentre os critérios mencionados para medir a possibilidade de existência de seres vivos em um planeta, o mais importante, segundo o texto, é
    Escolha uma alternativa para a questão b601baf8-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Coesão e coerência
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2019, Coesão e coerência
    AGÊNCIA AFP. Planeta "potencialmente habitável" é descoberto em novo sistema solar. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimasnoticias/afp/2019/08/01/planeta-potencialmente-habitavel-e-descoberto-em-novo-sistema-solar.htm. Acesso em: 05 ago. 2019. 

    O pronome “ele” (linha 32), refere-se a qual item do último parágrafo (linhas 30-32) do texto?
    Escolha uma alternativa para a questão b6052aa2-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    AMARAL, Tarsila do. Abaporu (1928), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.historiadasartes.com/salados-professores/abaporu-de-tarsila-do-amaral/. Acesso em: 25 jun. 2019.

    Aristocracia
    O conde de Lautréamont
    era tão conde quanto eu
    que sendo o nobre Drummond
    valho menos que um plebeu.
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28. 
    Em termos de construção, verifica-se, no poema, a presença de rimas externas, ao passo que a pintura retrata elementos trabalhados por uma perspectiva
    Escolha uma alternativa para a questão b60be1d3-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o fragmento a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2019, Interpretação de Textos
    AMOEDO, Rodolfo. O último Tamoio (1883), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.enciclopedia.itaucultural.org.br/obra1230 /o-ultimo-tamoio. Acesso em: 25 jun. 2019.

    Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
    Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
    O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
    Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.
    ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 15.
    Tem-se, na imagem, figuras retratadas por uma perspectiva que se atém ao plano do real, ao passo que, no fragmento, constrói-se, em relação à índia Iracema, uma descrição cuja perspectiva é
    Escolha uma alternativa para a questão b613a0d3-c4
  • Linguagens

    Português

    Considerando a relação entre os excertos abaixo, marque a alternativa CORRETA:

    Imagem da questão de Português, UFT 2010, Interpretação de Textos

    Escolha uma alternativa para a questão b61ab089-6d
  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha da cartunista Laerte. 



    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2023, Interpretação de Textos


    (Laerte. Lola, a andorinha, 2013.)



    Na construção de sua tirinha, Laerte mobiliza fundamentalmente os seguintes recursos expressivos: 

    Escolha uma alternativa para a questão b6683cb5-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.



        Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.

        Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.



    (Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)

    No primeiro parágrafo, em contraposição às tentativas de imposição cultural dos brancos, Davi Kopenawa defende uma ideia de reciprocidade. Tal ideia está explicitada no seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão b66be276-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.



        Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.

        Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.



    (Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)

    No segundo parágrafo, Davi Kopenawa contrapõe 

    Escolha uma alternativa para a questão b66e65c4-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.



        Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.

        Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.



    (Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)

    Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação em: 

    Escolha uma alternativa para a questão b67108f4-7e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, IF-TM 2010, Interpretação de Textos

    Considere as afirmações a respeito do texto I e II.

    I - O texto I utiliza a ironia, uma vez que se verifica contradição entre o ambiente urbano e os slogans colocados nos carros.

    II - Os textos I e II abordam o mesmo tema, em que ambos ressaltam a importância de se conscientizar quanto aos impactos ambientais causados pelo uso excessivo de transportes individuais.

    III - O texto II fez o emprego da função conativa, posto que tenta persuadir o leitor a uma mudança de comportamento em relação à utilização do transporte coletivo.

    IV - Nos textos I e II, há a predominância da função emotiva, visto que os autores expressam o seu sentimento em relação ao uso do transporte urbano e a preocupação com as questões ambientais.

    Assinale:

    Escolha uma alternativa para a questão b6739460-b5
  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha publicada pelo perfil “Safely Endangered Comics” no Instagram em 07.07.2023.



    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2023, Interpretação de Textos



    A tirinha permite caracterizar Derek como 

    Escolha uma alternativa para a questão b673c943-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    A voz do personagem mescla-se intimamente à voz do narrador, configurando o chamado discurso indireto livre, no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão b67652bc-7e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, IF-TM 2010, Sintaxe

    Na frase “Poluição essa que não se limita aos compostos químicos que aquecem a atmosfera, mas que também inclui poluentes como material particulado em suspensão e variados gases, todos eles danosos à saúde humana e à saúde ambiental.”, a expressão coesiva “mas...também”, na linha 1, pode-se dizer que:
    Escolha uma alternativa para a questão b67895c6-b5
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    No período composto “Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina.” (14º parágrafo), há duas orações conectadas por uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão b678db9a-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    Ao se transpor a oração “Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos.” (20º parágrafo) para a voz passiva sintética, a forma verbal resultante será: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67b9abd-7e
  • Linguagens

    Português

    “Chegara mesmo ao ponto de pensar que a escuridão em que os cegos viviam não era, afinal, senão a simples ausência da luz, que o que chamamos de cegueira era algo que se limitava a cobrir a aparência das coisas, deixando-os intactos por trás do seu véu negro. Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia, não só as cores, mas as próprias coisas e seres, tornando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis.”
    (SARAMAGO, J. Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 p.16).
    Sobre o trecho e a obra à qual pertence, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b67cb85a-b5
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    O termo sublinhado em “— Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?” (6º parágrafo) pertence à mesma classe gramatical daquele sublinhado em: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67e3f27-7e
  • Linguagens

    Português

    Os textos I e II servem de referência para responder àsquestões de 01 a 04.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, UFG 2010, Interpretação de Textos

    Por se tratar de uma resenha jornalística, o autor do texto II avalia o filme recorrendo ao uso de
    Escolha uma alternativa para a questão b6842f4a-56
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira abaixo para responder a questão

    Levando-se em consideração os elementos constitutivos da tira, infere-se que:

    Escolha uma alternativa para a questão b68cbe5f-b5