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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

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  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Como desertava, meu bisavô Antônio foi levado em um bote até o navio que já se afastava do porto de Gênova. (l. 6-7)


    O trecho sublinhado estabelece com o restante da frase o sentido de: 

    Escolha uma alternativa para a questão bcd117b6-31
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Figuras de Linguagem

    Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa perna a mais era um membro fantasma, um ganho que revelava uma perda. (l. 26-27)

    A autora associa a troca de letras no registro do sobrenome de seu tetravô à expressão um membro fantasma.

    Essa associação constrói um exemplo da figura de linguagem denominada:

    Escolha uma alternativa para a questão bcd4ee33-31
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Interpretação de Textos

    Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa perna a mais era um membro fantasma, um ganho que revelava uma perda. (l. 26-27)

    Diante da conduta do funcionário do governo brasileiro, é possível inferir a seguinte reação por parte de Pietro Brun:
    Escolha uma alternativa para a questão bcd8ae9f-31
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    Português

    Produzido em 1827, O Jantar, de Jean-Baptiste Debret, é conhecido e muito difundido nos livros de História por abordar as relações cotidianas no Brasil à época do pintor.

    Imagem da questão de Português, UFGD 2021, Interpretação de Textos
    Disponível em: https://idd.org.br/acervo/obra-o-jantar. Acesso em: 10 ago.2020.

    Com base nessa obra, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão bcda500a-04
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    Português

    Leia os excertos a seguir.

    Mais uma conquista de Eva... o futebol. Há cerca de uns três meses um grupo de moças dos mais conceituados clubes esportivos dos subúrbios da nossa Capital (Rio de Janeiro) iniciou a prática do futebol feminino entre nós. Organizaram quadros e, de acordo com as regras oficiais do “Foot-ball Association”, tem as nossas patrícias disputado várias partidas entre vários clubes. [...] E as partidas repetiram-se animadas e concorridas, violentas e movimentadas, com todas as características do jogo masculino, sem mesmo lhes faltar esse complemento que parece imprescindível no famoso esporte bretão – as agressões e os socos […]. A propósito desse sensacional acontecimento esportivo, inúmeras têm sido as consultas a nós endereçadas sobre esse tema: Pode a mulher praticar o futebol?.

    LOYOLA, H. Pode a mulher praticar o futebol. Revista Educação Physica, Rio de Janeiro, v.46, p. 41-5, 1940.

    Mesmo não sendo homogêneos os discursos direcionados para a interdição das mulheres em algumas modalidades esportivas, vale lembrar que os documentos oficiais que operam nesse sentido expressam as representações normatizadas de feminilidade […]. Não raras vezes as jogadoras de futebol são questionadas acerca de sua sexualidade, parecendo ser “natural” essa inspeção […]. Transgressoras ou não, as mulheres há muito estão presentes no futebol. Vão aos estádios, assistem campeonatos, acompanham o noticiário, treinam, fazem comentários, divulgam notícias, arbitram jogos, são técnicas, compõem equipes dirigentes […], enfim, participam do universo futebolístico e isso não há como negar. Certamente algumas destas mulheres transgridem ao que convencionalmente se designou como sendo próprio de seu corpo e de seu comportamento, questionam a hegemonia esportiva masculina historicamente construída e culturalmente assimilada e enfrentam os preconceitos e também as estratégias de poder que estão subjacentes a eles. [...] No entanto, ainda é precária a estruturação da modalidade no país, pois são escassos os campeonatos, as contratações das atletas são efêmeras e, praticamente, inexistem políticas privadas e públicas direcionadas para o incentivo às mulheres que desejam fazer sua carreira dentro desse esporte o que me leva a afirmar, que, na “Pátria das Chuteiras”, as mulheres não têm vez. Estão nas zonas de sombra ainda que há muito protagonizem histórias que construíram e estruturaram o futebol desse país.

    GOELLNER, Silvana Vilodre. Na “Pátria das chuteiras” as mulheres não tem vez. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL FAZENDO GÊNERO 7. Florianópolis, UFSC, 2006, p. 1-4.

    Os excertos referenciam uma das manifestações da cultura corporal que possui ampla visibilidade no imaginário do povo brasileiro: o futebol. No entanto, principalmente na mídia esportiva, a modalidade não é igualmente valorizada – ainda hoje – se considerarmos a sua prática por mulheres. Ao destacar o futebol como uma conquista das mulheres, Loyola (1940) enfatiza o questionamento que fez parte da história da categoria feminina do esporte: “Pode a mulher praticar futebol?”. Alguns estudiosos do campo da Educação Física, a exemplo de Silvana Vilodre Goellner (2006), demonstram o caminho percorrido historicamente pelas mulheres para a sua inserção nessa modalidade esportiva, repleta de argumentos que justificaram e ainda justificam a falta de incentivo e visibilidade das atletas no esporte. Sendo assim, quanto aos argumentos recrutados durante décadas para explicar a pouca visibilidade conferida às mulheres no futebol brasileiro, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bcdcaadd-04
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Gêneros Textuais

    Nos versos de 1 a 6, a poeta vale-se de um recurso para caracterizar tanto o passado quanto o futuro.

    Esse recurso consiste na construção de:

    Escolha uma alternativa para a questão bcdcaeb2-31
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Interpretação de Textos

    No poema, há marcas de linguagem que remetem tanto à poeta quanto a seus leitores. Uma dessas marcas, referindo-se unicamente ao leitor, está presente no seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão bce1046e-31
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    Português

    TEMPO

    Antônio Prata

    O bem mais valioso de nossa época não é o diamante nem o petróleo, a fórmula da Coca-Cola ou o sorriso da Natalie Portman: é o tempo. Obedecendo à lei da oferta e da procura, quanto mais escasso ele fica, mais caro nos é. A seca temporal é geral e irrestrita, tão democrática quanto a calvície, a saudade e a morte: eu não tenho tempo, você não tem tempo, o Eike Batista não tem tempo, o cara que está vendendo bala no farol, em agônica marcha atlética para recolher os saquinhos dos retrovisores, antes que abra o sinal, também não tem.

    Como vocês devem saber, o principal sintoma desta doença crônica – sem trocadilho – é a ansiedade. Toda manhã, flagro-me aflito, escovando os dentes, com pressa. Vejo-me batendo os pés no hall, enquanto o elevador não chega. Até o segundo que o cursor do celular leva para piscar, num SMS, permitindo-me digitar outra letra da mesma tecla, deixa-me exasperado.

    Antigamente, não era assim. Na minha infância, os dias tinham trinta horas, alguns chegando mesmo a quarenta, se bem me lembro. Não, não é que eu faça hoje mais coisas do que antes. Já pensei nisso, mas veja só quantas obrigações eu tinha no passado: cinco horas na escola, lição de casa, inglês, bateria, natação, jantar com os pais, toda noite, sem contar os séculos ao vivo ou ao telefone tentando convencer alguma menina a beijar-me na boca... E, mesmo assim, ainda sobravam infinitos latifúndios improdutivos, impossíveis de se ocupar, por mais que assistisse televisão, tirasse cochilos vespertinos, lesse livros, fosse às casas dos amigos jogar videogame, falar mal dos outros ou simplesmente juntar nossos tédios, olhar as paredes e escutar o tic-tac dos relógios.

    Das duas, uma: ou as horas eram mais abundantes do que hoje, ou, então, tinham uma incrível capacidade regenerativa, que perderam: a cada duas ou três horas mortas, uma nova hora nascia, fresquinha, como as células de uma pele jovem.

    Acho que foi lá pelo ano dois mil que o dia começou a encolher, chegando a essas míseras vinte quatro horas – com sensação térmica de dezesseis. Talvez tenha sido esse o verdadeiro bug do milênio: na virada de noventa e nove para o zero zero, todos os ponteiros, vendo-se livres do velho milênio e admirando o vazio que se abria adiante, como um retão num circuito de fórmula um, resolveram meter os pés no acelerador, de modo que acabamos assim, espremidos entre prazeres e obrigações, aflitos, escovando os dentes com pressa, andando em círculos, no hall do elevador.

    Há quem diga que a culpa é da melhora das comunicações e, consequentemente, do envio de dados. Com a informação viajando tão rápido, desaprendemos a arte da espera. Antigamente, aguardar era normal. Estávamos sempre esperando alguma coisa chegar. Uma carta, pelo correio. Um disco, do exterior. Uma foto, um texto ou um documento, via portador. Esses hiatos eram tidos como normais, uma brecha saudável, pausa para o cigarro ou o café, a prosa, a leitura de uma revista, o devaneio, a conversa na janela, a morte da bezerra. Hoje, não. Tá tudo aqui, e, se não está, nos afligimos. Queremos o pássaro na mão e os dois voando. Por que é que ainda não trouxeram esses dois que tão no céu, diabo?! Já não era melhor ter pego logo os três, de uma vez, otimizando custos e esforços?

    Enquanto não descobrimos a cura para este mal, a única saída é aprender a lidar com ele. Há que cercar com muros altos certas horas do relógio, para que nada as possa roubar de nós. Fazer diques de pedra em torno da hora de ficar com nosso amor, da hora de trabalhar no projeto pessoal, da hora do esporte, de ler um livro, encontrar um amigo. Mesmo assim, vira e mexe, vêm as obrigações, como um tsunami, ou os eventos sociais, como meteoros, e derrubam as barragens. Não há nada a fazer, senão reconstruir os muros, ainda mais fortes do que antes.

    Você sente a mesma coisa, ou sou só eu? Talvez seja só eu. Quem sabe, numa manhã de terça-feira, lá por 1998, eu tenha perdido a hora, para nunca mais encontrá-la? Ficarei assim, trinta minutos atrás do resto do mundo, tentando alcançá-lo, ininterruptamente, como quem corre atrás de um trem, até o fim dos tempos. Será que foi isso?

    Disponível em: https://www.pavablog.com/2011/08/20/tempo. Acesso em: 11 jul. 2020.

    A partir da leitura da crônica Tempo, de Antônio Prata, assinale a alternativa que apresenta características observáveis nesse texto.
    Escolha uma alternativa para a questão bce17666-04
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    Português

    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, e ao Texto 1.

    I. Nos versos “Será a idade que pareces” (verso 2) e “Tivesses a que tivesses” (verso 3) a palavra destacada, em relação à morfossintaxe, classifica-se em artigo/adjunto adnominal e pronome demonstrativo/objeto direto, sequencialmente.

    II. No verso “Que exíguo o teu talhe! E penso” (verso 5) se as palavras destacadas forem substituídas, respectivamente, por pequeno e porte o sentido e a coerência, no texto, são mantidos.

    III. O sinal de pontuação de reticências nos versos “Dão os dois uma mancheia...” (verso 10) e “Faz cinza de desenganos...” (verso 12) é usado para reforçar o sentido dos termos assinalados.

    IV. O poema é marcado por elementos linguísticos como, reticências e interrogação, ponto de exclamação, dois pontos, vocativo, para configurar a função que o autor deseja: registrar a emoção, a expressividade por meio da expressão oral.

    V. Nos versos “Que idade tens, Colombina” (verso 1) e “Perdão, perdão, Colombina” (verso 33) a palavra destacada, em relação à morfologia, é substantivo próprio nos dois versos e, quanto à sintaxe, no verso 1 é vocativo e no verso 33, sujeito.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bce29dde-b0
  • Linguagens

    Português

    [...] é pertinente abranger outras categorias eminentemente textuais, como, por exemplo a anáfora e a catáfora [...]. Na sequência de um texto, podemos reativar uma referência anteriormente ativada: ‘um rei’ – ‘o rei’. Essa operação se caracteriza por uma ‘anáfora’, ou seja, constitui uma retomada de uma referência feita anteriormente.

    [...] As catáforas, menos comuns em nossos textos do dia a dia, ocorrem quando esse movimento de ativação e de reativação aparece invertido: primeiro vem a referência que seria de retomada e, depois, a que seria a referência base; por exemplo: ‘Ele – o rei’ ”.

    ANTUNES, Irandé. Textualidade: noções básicas e implicações pedagógicas. São Paulo: Parábola, 2017, p. 100-101, grifos da autora.

    Quanto à coesão textual, analise a ocorrência, nos dois enunciados a seguir, de presença ou ausência das categorias anáfora e catáfora.

    I. Ah, pobre Tom, meu menino mais cabeça-dura, não estou sendo dura com você. Eu não faria isso.

    II. Já sei, vamos fazer assim. Ninguém conta nada pra eles […].

    Diálogos retirados de: TWAIN, Mark. As aventuras de Tom Sawyer. Trad. Karla Lima. Jandira-SP: Ciranda Cultural, 2019.

    Sobre os enunciados em análise, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bce3b3c4-04
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Interpretação de Textos

    aos cães domesticados se ensina

    a andar sempre atrás do dono

    mas os cães o passado só aparentemente nos pertencem (v. 12-14)

    Nesses versos, sugere-se uma ideia a respeito da relação entre cães e seres humanos. Essa ideia, no verso destacado, recebe da poeta a seguinte avaliação:

    Escolha uma alternativa para a questão bce4ab1a-31
  • Linguagens

    Português

    O título do artigo – Mais escolarizadas, mulheres ainda ganham menos e têm dificuldades de subir na carreira – poderia ser substituído, sem causar prejuízo de sentido, por:
    Escolha uma alternativa para a questão bce55e56-b1
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    Português

    Assinale a alternativa cujo texto está corretamente pontuado.
    Escolha uma alternativa para a questão bce6603c-04
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, Manuel Bandeira, ao Texto 1, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Quanto ao processo de formação de palavras, os vocábulos “desenganos” (verso 12), “cabeleira” (verso 17) e “recém-nascidos” (verso 29) sofreram o processo de prefixação, de sufixação e de justaposição, sequencialmente.
    ( ) A arquitetura da sétima estrofe, para dar um valor mais expressivo ao poema, sustenta-se por duas figuras de linguagem: uma figura de pensamento – antítese, e a outra de construção, hipérbato.
    ( ) A leitura dos versos “A cabeça, essa é de vento” (verso 26) e “Perdão, que me deu na telha” (verso 34) leva o leitor a inferir que os registros coloquiais aparecem como escolhas lexicais, ritmados pela prosódia da fala, sugerindo espontaneidade.
    ( ) O poema é composto por versos irregulares, distribuídos em nove estrofes, também irregulares, caracterizando o padrão métrico tradicional – redondilhas menores, versos pentassílabos.
    ( ) A leitura do texto mostra que a composição do poema remete a uma menina-moça, adolescente, o que se justifica pelo campo semântico: menina, treze anos, criança, infantil.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bce82cb8-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Gêneros Textuais

    Umberto Eco narra, no segundo parágrafo do texto, uma experiência surpreendente que vivenciou.

    Pode-se compreender essa experiência pela relação que se estabelece entre os seguintes elementos:

    Escolha uma alternativa para a questão bce8f32a-31
  • Linguagens

    Português

    O avanço tecnológico provocou alterações nos meios de comunicação e também na linguagem, o que deu origem aos gêneros digitais. Tal avanço trouxe diversas novidades não apenas para os meios de comunicação, mas também para a linguagem. A comunicação passou por diversas transformações graças ao advento da informática, e essas transformações estão mais próximas do que imaginamos.

    Os gêneros textuais são incontáveis e adaptáveis às diversas realidades e situações comunicacionais. Eles também podem ser definidos graças a um conjunto de elementos fixos, embora sejam mais flexíveis do que os tipos textuais convencionais. A verdade é que a comunicação na internet acabou criando novos gêneros e alterando outros, comprovando que eles estão a serviço dos falantes e às necessidades de seu tempo. Se antes enviávamos cartas, hoje enviamos e-mail, que nada mais é do que uma adaptação virtual que dispensa o papel e a caneta. Hoje utilizamos as redes sociais para deixar um recado para nossos amigos. Contudo, é importante observar que, embora os meios tenham sido modernizados, a estrutura da comunicação e a forma com a qual nos expressamos continuam seguindo parâmetros que estabelecem uma relação dialógica com formas textuais preexistentes. Embora o número de gêneros seja variado, muitos deles possuem certa similaridade na escrita e na oralidade. Podemse exemplificar como gêneros digitais presentes no dia a dia o e-mail, os blogs, os chats e os fóruns eletrônicos.

    Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/generos-digitais.html. Acesso em: 24 set. 2020 (Adaptado).

    Marque a alternativa que apresenta uma característica do desenvolvimento dos gêneros digitais.
    Escolha uma alternativa para a questão bce9571d-04
  • Linguagens

    Português

    De Tanto Olhar o Céu Gastei Meus Olhos (2017), produção ficcional sul-mato-grossense, dirigida por Nathália Tereza e protagonizada por Maria Eny (Luana) e Edilson Silva (Wagner), traz uma situação contemporânea que assola muitas famílias brasileiras.

    Figura 1 de 4 da questão de Português, UFGD 2021, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, UFGD 2021, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, UFGD 2021, Interpretação de Textos
    Figura 4 de 4 da questão de Português, UFGD 2021, Interpretação de Textos
    DE TANTO OLHAR O CÉU GASTEI MEUS OLHOS. Direção de Nathália Tereza. Campo Grande: Tamanduá TV, 2017. Curta-metragem (25 min.).

    Assinale a alternativa correta a respeito do tema principal abordado pelo curta-metragem.
    Escolha uma alternativa para a questão bcebc40e-04
  • Linguagens

    Português

    Analise as proposições em relação à obra Melhores poemas, ao autor Manuel Bandeira, e ao Texto 1.

    I. A leitura do poema deixa claro, para o leitor, que a aliteração e a assonância são traços formais que em conjunto com o tom coloquial, que pontuam o poema, possibilitam a pretensão de o autor, com isso, dar um caráter menos europeizado e mais brasileiro à nossa literatura, fugindo ao molde europeu.

    II. No poema, há predominância dos períodos na ordem direta. A estrutura dos versos é uma tentativa de o autor dar um tom determinante e de aceleração, que é quebrado pelo verso “Infantil é o teu sorriso” (verso 25), que está na ordem indireta.

    III. Nas obras de Manuel Bandeira, os temas predominantes são doenças, isolamento, morte, erotismo, solidão, angústia existencial, cotidiano, infância.

    IV. A poética bandeiriana reflete a integração entre a língua coloquial e a linguagem poética, marcando a geração modernista, é o que evidenciam as poesias de caráter confidencial, autobiográfico, exprimindo-se tanto pelo versilibrismo quanto pelo verso tradicional.

    V. Nas obras de Manuel Bandeira, em especial as que didaticamente fazem parte da primeira fase do Modernismo, a criatividade poética dá ao poeta a possibilidade de fazer uma reflexão sobre os valores transcendentais do homem em final de século.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bcec9f46-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo

    Quase hiper-realisticamente vivenciei a primeira noite de minha vida. (l. 9)


    Na palavra destacada, o acréscimo do prefixo hiper indica ideia de: 

    Escolha uma alternativa para a questão bcecbd72-31
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    Português

    Texto I

    NÓ, CLÍMAX, DESFECHO

    Nó – É o fato que interrompe o fluxo da situação inicial da narrativa, criando um problema ou obstáculo que deverá ser resolvido. O Nó é o que dá origem ao conflito dramático [...]. Ele evidencia que só há uma história a ser contada por que uma crise se instalou em determinada situação exigindo que se tente resolvê-la de modo a reequilibrar o que ela desestabilizou [...];

    Clímax – É o elemento que marca o auge do conflito dramático, momento do tudo ou nada entre as forças contrárias que agem e se defrontam na narrativa [...], engendrando e desenvolvendo a história. Diferentemente do desfecho, o clímax caracteriza um momento em que a expectativa em relação à resolução do conflito central da narrativa ignora qual das forças contrárias vencerá. O clímax, portanto, suspende, mantendo por instantes em tensão máxima, a história contada na narrativa;

    Desfecho – É a resolução do conflito central da narrativa, momento em que uma das forças contrárias vence e se afirma sobre a sua oponente. Normalmente, liga-se à situação final da narrativa.

    FRANCO JUNIOR, Arnaldo. Operadores de leitura da narrativa. In: BONNICI, Thomas; ZOLIN, Lúcia Osana (orgs.). Teoria literária: abordagens históricas e tendências contemporâneas. Maringá: Eduem, 2003, p. 42.


    Texto II

    SOZINHOS

    Esta ideia para um conto de terror é tão terrível que, logo depois de tê-la, me arrependi. Mas já estava tida, não adiantava mais. Você, leitor, no entanto, tem uma escolha. Pode parar aqui, e se poupar, ou ler até o fim e provavelmente nunca mais dormir. Vejo que decidiu continuar. Muito bem, vamos em frente. Talvez, posta no papel, a ideia perca um pouco do seu poder de susto. Mas não posso garantir nada. É assim: Um casal de velhos mora sozinho numa casa. Já criaram os filhos, os netos já estão grandes, só lhes resta implicar um com o outro. Retomam com novo fervor uma discussão antiga. Ela diz que ele ronca quando dorme, ele diz que é mentira.

    – Ronca.

    – Não ronco.

    – Ele diz que não ronca – comenta ela, impaciente, como se falasse com uma terceira pessoa.

    Mas não existe outra pessoa na casa. Os filhos raramente visitam. Os netos, nunca. A empregada vem de manhã, faz o almoço, deixa o jantar e sai cedo. Ficam os dois sozinhos.

    – Eu devia gravar os seus roncos, pra você se convencer – diz ela. E em seguida tem a ideia infeliz. – É o que eu vou fazer! Esta noite, quando você dormir, vou ligar o gravador e gravar os seus roncos.

    – Humrfm – diz o velho.

    Você, leitor, já deve estar sentindo o que vai acontecer. Pare de ler, leitor. Eu não posso parar de escrever. Às ideias não podem ser desperdiçadas, mesmo que nos custem amigos, a vida ou o sono. Imagine se Shakespeare tivesse se horrorizado com suas próprias ideias e deixado de escrevê-las, por puro comedimento. Não que eu queira me comparar a Shakespeare. Shakespeare era bem mais magro. Tenho que exercer este ofício, esta danação. Você, no entanto, não é obrigado a me acompanhar, leitor. Vá passear, vá tomar um sol. Uma das maneiras de controlar a demência solta no mundo e deixar os escritores falando sozinhos, exercendo sozinhos a sua profissão malsã, o seu vício solitário. Você ainda está lendo. Você é pior do que eu, leitor. Você tinha escolha.

    Sozinhos. Os velhos sozinhos na casa. Os dois vão para a cama. Quando o velho dorme, a velha liga o gravador. Mas em poucos minutos a velha também dorme. O gravador fica ligado, gravando. Pouco depois a fita acaba. Na manhã seguinte, certa do seu triunfo, a velha roda a fita. Ouvem-se alguns minutos de silêncio. Depois, alguém roncando.

    – Rarrá! – diz a velha, feliz.

    Pouco depois ouve-se o ronco de outra pessoa, a velha também ronca!

    – Rarrá! – diz o velho, vingativo.

    E, em seguida, por cima do contraponto de roncos, ouve-se um sussurro. Uma voz sussurrando, leitor. Uma voz indefinida. Pode ser de homem, de mulher ou de criança. A princípio – por causa dos roncos – não se distingue o que ela diz. Mas aos poucos as palavras vão ficando claras. São duas vozes. É um diálogo sussurrado.

    “Estão prontos?”

    “Não, acho que ainda não...”

    “Então, vamos voltar amanhã...”.

    VERISSIMO, Luis Fernando. Sozinho. In.: Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001


    Assinale a alternativa correta sobre os aspectos narrativos empregados por Luís Fernando Veríssimo no texto Sozinhos, presente na obra Comédias para se ler na escola (use o texto I como apoio).
    Escolha uma alternativa para a questão bcee24ea-04