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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 455 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.
    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as possibilidades de substituição de estruturas no texto 1, sem alteração do sentido original.

    ( ) então (linha 02) – na época
    ( ) sem poder falar (linha 04) – sem que pudesse falar
    ( ) foi feita (linha 12) – fora feita
    ( ) de ser útil (linha 34) – de que eu seja útil

    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d6ea3fea-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Pontuação

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.
    Sobre o emprego de vírgulas no texto 1, assinale a alternativa correta: 
    Escolha uma alternativa para a questão d6ec3c00-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.
    Assinale a correta transformação do discurso indireto em discurso direto do parágrafo compreendido entre as linhas 26 e 29.

    O que mais a incomodou nesse processo, conta a recém-formada, foi ter que provar constantemente que a capacidade cognitiva, a memória, o aprendizado e o discernimento estavam intactos.
    Escolha uma alternativa para a questão d6ee3799-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Funções morfossintáticas da palavra QUE

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.
    A palavra “que” só NÃO retoma elemento anterior em
    Escolha uma alternativa para a questão d6f041c6-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Grafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.

    Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, de cima para baixo, as lacunas do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão d6f25cbf-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Coesão e coerência

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.

    Sobre os recursos linguísticos empregados no texto, afirma-se:

    I. O pronome “lhe” (linha 13) complementa o adjetivo “peculiar” (linha 13).
    II. As três ocorrências do verbo “parecer” (linhas 13, 34 e 38) conferem caráter de incerteza ao discurso do autor.
    III. As correlativas “não só ... como” (linhas 18 e 19) estabelecem relação de adição no período.
    IV. “Para” (linha 34) introduz a finalidade da expressão “oportunidade incrível” (linha 34).

    Estão corretas apenas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão d6f47d5a-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.

    As palavras a seguir estão relacionadas a seu significado no texto 2, EXCETO
    Escolha uma alternativa para a questão d6f6e82e-c0
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.

    Sobre o conteúdo e a estrutura do texto 2, afirma-se:

    I. O desenvolvimento do tema é do particular para o geral.
    II. A frase “Foi um momento de fazer passarinhar o coração de quem tem fé na alma.” (linhas 05 e 06) revela a emoção do autor com a banda Coldplay.
    III. As expressões “o amplo convívio” (linha 29) e “a visibilidade” (linha 30) são complementares no texto.
    IV. A atitude da banda inglesa com o menino autista revela todo o seu prestígio.

    Estão corretas apenas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão d6f8fb95-c0
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base nos textos 1, 2 e 3.


    TEXTO 1

    Figura 1 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: LUC, Mauren
    Após AVC, médica se forma usando comunicação
    por piscadas em aula e estágio.
    Disponível em: https://bit.ly/3F6WLQu.
    Acesso em: 03 maio 2022.




    TEXTO 2

    Figura 2 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Adaptado de: MARQUES, Jairo. Como uma das maiores bandas
    de rock do mundo faz a diferença pela inclusão.
    Disponível em: https://bit.ly/3OAjYix. Acesso em: 27 abr. 2022.





    TEXTO 3

    Figura 3 de 3 da questão de Português, PUC - RS 2023, Interpretação de Textos

    Disponível em:
    https://bit.ly/3y6pkMl.
    Acesso em: 01 maio 2022.
    Assinale a alternativa INCORRETA sobre a relação entre os textos 1, 2 e 3.
    Escolha uma alternativa para a questão d6fb45a1-c0
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de números 06 a 10 tomam por base um fragmento de uma peça do teatrólogo Guilherme Figueirdo (1915-1997).

    Imagem da questão de Português, UNESP 2012, Interpretação de Textos

    Em sua penúltima fala no fragmento, Cleia critica o conceito de “democracia grega”, podendo-se perceber, pelo teor de seu discurso, que

    Escolha uma alternativa para a questão d714d9fb-78
  • Linguagens

    Português

    Alguns pesquisadores falam sobre a necessidade de um “letramento racial”, para “reeducar o indivíduo em uma perspectiva antirracista”, baseado em fundamentos como o reconhecimento de privilégios, do racismo como umproblema social atual, não apenas legado histórico, e a capacidade de interpretar as práticas racializadas. Ouvir sempre a primeira orientação dada por qualquer especialista ou ativista: uma escuta atenta, sincera e empática. Luciana Alves, educadora da Unifesp, afirma que "Uma das principais coisas é atenção à linguagem. A gentetem uma linguagem sexista, racista, homofóbica, quepassa pelas piadas e pelo uso de termos que a gente já naturalizou. ‘A coisa tá preta’, ‘denegrir’, ‘serviço de preto’... Só o fato de você prestar atenção na linguagem já anuncia uma postura de reconstrução. Se o outro diz que tem uma carga negativa e ofensiva, acredite”.

    (Adaptado de Gente branca: o que os brancos de um país racista podem fazer pela igualdade além de não serem racistas. UOL, 21/05/2018)

    Segundo Luciana Alves, para combater o racismo e mudar de postura em relação a ele, é fundamental
    Escolha uma alternativa para a questão d71e15a7-c2
  • Linguagens

    Português

    O poema a seguir integra o livro Primeiro caderno do aluno de poesia Oswald de Andrade (1927), de Oswald de Andrade (1890-1954). 

    Meus oito anos

    Oh que saudades que eu tenho
    Da aurora de minha vida
    Das horas
    De minha infância
    Que os anos não trazem mais
    Naquele quintal de terra
    Da Rua de Santo Antônio
    Debaixo da bananeira
    Sem nenhum laranjais

    Eu tinha doces visões
    Da cocaína da infância
    Nos banhos de astro-rei
    Do quintal de minha ânsia
    A cidade progredia
    Em roda de minha casa
    Que os anos não trazem mais
    Debaixo da bananeira
    Sem nenhum laranjais

    ANDRADE, Oswald de. Caderno de poesia do aluno Oswald
    (Poesias reunidas). São Paulo: Círculo do Livro, 1985. p. 158-159.

    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações a respeito do poema e de seu autor.

    ( ) O poema de Oswald de Andrade faz uma releitura, em tom de paródia, do poema homônimo de Casimiro de Abreu, poeta romântico.
    ( ) A agramaticalidade do verso “Sem nenhum laranjais” relaciona-se com o projeto modernista brasileiro, que considerava o coloquialismo e a fala popular, entre outros elementos, como contribuições importantes para a construção de uma língua e uma literatura genuinamente brasileiras.
    ( ) A oposição entre o “quintal de terra/ Da Rua de Santo Antônio” e a cidade que “progredia/ Em roda de minha casa” assinala o processo de migração do campo para a cidade, antecipando uma temática que será recorrente no Romance de 30.

    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão d72b29c4-c0
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema Prece, de Fernando Pessoa.
    Senhor, a noite veio e a alma é vil.
    Tanta foi a tormenta e a vontade!
    Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
    O mar universal e a saudade.
    Mas a chama, que a vida em nós criou,
    Se ainda há vida ainda não é finda.
    O frio morto em cinzas a ocultou:
    A mão do vento pode erguê-la ainda.
    Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
    Com que a chama do esforço se remoça,
    E outra vez conquistaremos a Distância –
    Do mar ou outra, mas que seja nossa!
                                     (Fernando Pessoa. Mensagem, 1995.)

    Extraído do livro Mensagem, o poema pode ser considerado nacionalista, na medida em que o eu lírico

    Escolha uma alternativa para a questão d72bd7b7-fe
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto a seguir, que consiste no trecho inicial do conto Conversa de bois, que integra o livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967). 

      Que já houve um tempo em que eles conversavam, entre si e com os homens, é certo e indiscutível, pois que bem comprovado nos livros das fadas carochas. Mas, hoje-em-dia, agora, agorinha mesmo, aqui, aí, ali e em toda a parte, poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por mim, por todo o mundo, por qualquer um filho de Deus?!
        – Falam, sim senhor, falam!... – afirma o Manuel Timborna, das Porteirinhas, – filho do Timborna velho, pegador de passarinhos, e pai dessa infinidade de Timborninhas barrigudos, que arrastam calças compridas e simulam todos o mesmo tamanho, a mesma idade e o mesmo bom-parecer; – Manuel Timborna, que, em vez de caçar serviço para fazer, vive falando invenções só lá dele mesmo, coisas que as outras pessoas não sabem e nem querem escutar.
        – Pode ser que seja, Timborna. Isso não é de hoje: ... “Visa sub obscurum noctis pecudesque locutae. Infandum!...” Mas, e os bois? Os bois também?...
       – Ora, ora!... Esses é que são os mais!... Boi fala o tempo todo. Eu até posso contar um caso acontecido que se deu.
       – Só se eu tiver licença de recontar diferente, enfeitado e acrescentado ponto e pouco...
        – Feito! Eu acho que assim até fica mais merecido, que não seja.
       E começou o caso, na encruzilhada da Ibiúva, logo após a cava do Mata-Quatro, onde, com a palhada de milho e o algodoal do pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados; ali, uma irara rolava e rodopiava, acabando de tomar banho de sol e poeira – o primeiro dos quatro ou cinco que ela saracoteia cada manhã.

    GUIMARÃES ROSA, João. Sagarana. Rio de Janeiro; São Paulo:
    Record, 1984. p. 303-304.
    No trecho apresentado, registra-se o encontro entre dois universos contrastantes: o ________, na figura ________, que representa um cenário ________; e o ________, na figura ________, que representa um cenário ________.
    Escolha uma alternativa para a questão d72d3207-c0
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto a seguir, que consiste no trecho inicial do conto Conversa de bois, que integra o livro Sagarana (1946), de João Guimarães Rosa (1908-1967). 

      Que já houve um tempo em que eles conversavam, entre si e com os homens, é certo e indiscutível, pois que bem comprovado nos livros das fadas carochas. Mas, hoje-em-dia, agora, agorinha mesmo, aqui, aí, ali e em toda a parte, poderão os bichos falar e serem entendidos, por você, por mim, por todo o mundo, por qualquer um filho de Deus?!
        – Falam, sim senhor, falam!... – afirma o Manuel Timborna, das Porteirinhas, – filho do Timborna velho, pegador de passarinhos, e pai dessa infinidade de Timborninhas barrigudos, que arrastam calças compridas e simulam todos o mesmo tamanho, a mesma idade e o mesmo bom-parecer; – Manuel Timborna, que, em vez de caçar serviço para fazer, vive falando invenções só lá dele mesmo, coisas que as outras pessoas não sabem e nem querem escutar.
        – Pode ser que seja, Timborna. Isso não é de hoje: ... “Visa sub obscurum noctis pecudesque locutae. Infandum!...” Mas, e os bois? Os bois também?...
       – Ora, ora!... Esses é que são os mais!... Boi fala o tempo todo. Eu até posso contar um caso acontecido que se deu.
       – Só se eu tiver licença de recontar diferente, enfeitado e acrescentado ponto e pouco...
        – Feito! Eu acho que assim até fica mais merecido, que não seja.
       E começou o caso, na encruzilhada da Ibiúva, logo após a cava do Mata-Quatro, onde, com a palhada de milho e o algodoal do pompons frouxos, se truncam as derradeiras roças da Fazenda dos Caetanos e o mato de terra ruim começa dos dois lados; ali, uma irara rolava e rodopiava, acabando de tomar banho de sol e poeira – o primeiro dos quatro ou cinco que ela saracoteia cada manhã.

    GUIMARÃES ROSA, João. Sagarana. Rio de Janeiro; São Paulo:
    Record, 1984. p. 303-304.
    A respeito do trecho selecionado e da obra de Guimarães Rosa, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão d72f450f-c0
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    Português

    O texto a seguir consiste no trecho inicial do conto Além do ponto, que integra o livro Morangos Mofados (1982), de Caio Fernando Abreu (1948-1996).  

         Chovia, chovia, chovia e eu ia indo por dentro da chuva ao encontro dele, sem guarda-chuva nem nada, eu sempre perdia todos pelos bares, só uma garrafa de conhaque barato apertada contra o peito, parece falso dito desse jeito, mas bem assim eu ia no meio da chuva, uma garrafa de conhaque e um maço de cigarros molhados no bolso. Teve uma hora que eu podia ter tomado um táxi, mas não era muito longe, e se eu tomasse o táxi não poderia comprar cigarros nem conhaque, e eu pensei com força que seria melhor chegar molhado, porque então beberíamos o conhaque, fazia frio, nem tanto frio, mais umidade que entrava pelo pano das roupas, pela sola fina dos sapatos, e fumaríamos beberíamos sem medidas, haveria discos, sempre aquelas vozes roucas, aquele sax gemido e o olho dele posto em cima de mim, ducha morna distendendo meus músculos. Mas chovia ainda, meus olhos ardiam de frio e o nariz começava a escorrer, eu limpava com as costas da mão e o líquido do nariz endurecia logo sobre os pelos, eu enfiava as mãos avermelhadas nos bolsos e ia indo, eu ia indo pulando as poças d’água com as pernas geladas.

    ABREU, Caio Fernando. Morangos Mofados. São Paulo: Brasiliense, 1982. p. 34.

    Sobre o trecho, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão d7314cd3-c0
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    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    No texto, a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d73e7871-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar
    Escolha uma alternativa para a questão d7434b24-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    O título do conto antecipa seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão d7479805-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Observa-se o emprego de expressão própria da linguagem coloquial no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão d74b3bfc-72