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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 462 de 549

  • Linguagens

    Português

    Querido diário

    Hoje topei com alguns conhecidos meus

    Me dão bom-dia, cheios de carinho

    Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus

    Eles têm pena de eu viver sozinho [...]

    Hoje o inimigo veio me espreitar

    Armou tocaia lá na curva do rio

    Trouxe um porrete a mó de me quebrar

    Mas eu não quebro porque sou macio, viu

    HOLANDA, C. B. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2013 (fragmento).

    Uma característica do gênero diário que aparece na letra da canção de Chico Buarque é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9573b32-a6
  • Linguagens

    Português

                                  Galinha cega

          O dono correu atrás de sua branquinha, agarrou-a, lhe examinou os olhos. Estavam direitinhos, graças a Deus, e muito pretos. Soltou-a no terreiro e lhe atirou mais milho. A galinha continuou a bicar o chão desorientada. Atirou ainda mais, com paciência, até que ela se fartasse. Mas não conseguiu com o gasto de milho, de que as outras se aproveitaram, atinar com a origem daquela desorientação. Que é que seria aquilo, meu Deus do céu? Se fosse efeito de uma pedrada na cabeça e se soubesse quem havia mandado a pedra, algum moleque da vizinhança, aí... Nem por sombra imaginou que era a cegueira irremediável que principiava.

          Também a galinha, coitada, não compreendia nada, absolutamente nada daquilo. Por que não vinham mais os dias luminosos em que procurava a sombra das pitangueiras? Sentia ainda o calor do sol, mas tudo quase sempre tão escuro. Quase que já não sabia onde é que estava a luz, onde é que estava a sombra.

                     GUIMARAENS, J. A. Contos e novelas. Rio de Janeiro: Imago, 1976 (fragmento)

    Ao apresentar uma cena em que um menino atira milho às galinhas e observa com atenção uma delas, o narrador explora um recurso que conduz a uma expressividade fundamentada na
    Escolha uma alternativa para a questão d95ac76f-a6
  • Linguagens

    Português

    Sem acessórios nem som

    Escrever só para me livrar

    de escrever.

    Escrever sem ver, com riscos

    sentindo falta dos acompanhamentos

    com as mesmas lesmas

    e figuras sem força de expressão.

    Mas tudo desafina:

    o pensamento pesa

    tanto quanto o corpo

    enquanto corto os conectivos

    corto as palavras rentes

    com tesoura de jardim

    cega e bruta

    com facão de mato.

    Mas a marca deste corte

    tem que ficar

    nas palavras que sobraram.

    Qualquer coisa do que desapareceu

    continuou nas margens, nos talos

    no atalho aberto a talhe de foice

    no caminho de rato.

    FREITAS FILHO, A. Máquina de escrever: poesia reunida e revista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.

    Nesse texto, a reflexão sobre o processo criativo aponta para uma concepção de atividade poética que põe em evidência o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d95e1c7f-a6
  • Linguagens

    Português

    O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando 'fogo’, e lampas, 'candeia’.

    FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).

    O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à

    Escolha uma alternativa para a questão d965d831-a6
  • Linguagens

    Português

    Primeira lição

    Os gêneros de poesia são: lírico, satírico, didático, épico, ligeiro.

    O gênero lírico compreende o lirismo.

    Lirismo é a tradução de um sentimento subjetivo, sincero e pessoal.

    É a linguagem do coração, do amor.

    O lirismo é assim denominado porque em outros tempos os versos sentimentais eram declamados ao som da lira.

    O lirismo pode ser:

    a) Elegíaco, quando trata de assuntos tristes, quase sempre a morte.

    b) Bucólico, quando versa sobre assuntos campestres.

    c) Erótico, quando versa sobre o amor.

    O lirismo elegíaco compreende a elegia, a nênia, a endecha, o epitáfio e o epicédio.

    Elegia é uma poesia que trata de assuntos tristes.

    Nênia é uma poesia em homenagem a uma pessoa morta.

    Era declamada junto à fogueira onde o cadáver era incinerado.

    Endecha é uma poesia que revela as dores do coração.

    Epitáfio é um pequeno verso gravado em pedras tumulares.

    Epicédio é uma poesia onde o poeta relata a vida de uma pessoa morta.

    CESAR, A. C. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

    No poema de Ana Cristina Cesar, a relação entre as definições apresentadas e o processo de construção do texto indica que o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9690820-a6
  • Linguagens

    Português

                              Você pode não acreditar

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.

          A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.

          Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.

          Houve um tempo em que havia tempo.

          Houve um tempo.

                               SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas, 5 maio 2013 (fragmento).

    Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que...” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa
    Escolha uma alternativa para a questão d96c6db3-a6
  • Linguagens

    Português

          O livro A fórmula secreta conta a história de um episódio fundamental para o nascimento da matemática moderna e retrata uma das disputas mais virulentas ciência renascentista. Fórmulas misteriosas, duelos públicos, traições, genialidade, ambição — e matemática! Esse é o instigante universo apresentado no livro, que resgata a história dos italianos Tartaglia e Cardano e da fórmula revolucionária para resolução de equações de terceiro grau.  A obra reconstitui um episódio polêmico que marca, para muitos, o início do período moderno da matemática.

    Em última análise, A fórmula secreta apresenta-se como uma ótima opção para conhecer um pouco mais sobre a história da matemática e acompanhar um dos debates científicos mais inflamados do século XVI no campo. Mais do que isso, é uma obra de fácil leitura e uma boa mostra de que é possível abordar temas como álgebra de forma interessante, inteligente e acessível ao grande público.

    GARCIA, M. Duelos, segredos e matemática. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 6 out. 2015 (adaptado).

    Na construção textual, o autor realiza escolhas para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido, a função social desse texto é
    Escolha uma alternativa para a questão d96fce7e-a6
  • Linguagens

    Português

                               Esses chopes dourados

    [...]

    quando a geração de meu pai

    batia na minha

    a minha achava que era normal

    que a geração de cima

    só podia educar a de baixo

    batendo

    quando a minha geração batia na de vocês

    ainda não sabia que estava errado

    mas a geração de vocês já sabia

    e cresceu odiando a geração de cima

    aí chegou esta hora

    em que todas as gerações já sabem de tudo

    e é péssimo

    ter pertencido à geração do meio

    tendo errado quando apanhou da de cima

    e errado quando bateu na de baixo

    e sabendo que apesar de amaldiçoados

    éramos todos inocentes.

    WANDERLEY, J. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (fragmento). 

    Ao expressar uma percepção de atitudes e valores situados na passagem do tempo, o eu lírico manifesta uma angústia sintetizada na
    Escolha uma alternativa para a questão d9768193-a6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2009, Interpretação de Textos

    As manifestações corporais na história das artes da cena muitas vezes demonstram as condições cotidianas de um determinado grupo social, como se pode observar na descrição acima do balé Parade, o qual reflete
    Escolha uma alternativa para a questão d9786b52-54
  • Linguagens

    Português

    Qual é a segurança do sangue?

    Para que o sangue esteja disponível para aqueles que necessitam, os indivíduos saudáveis devem criar o hábito de doar sangue e encorajar amigos e familiares saudáveis a praticarem o mesmo ato.

    A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado fizeram dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente.

    Apenas pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, sífilis e Chagas, podem doar sangue.

    Se você acha que sua saúde ou comportamento pode colocar em risco a vida de quem for receber seu sangue, ou tem a real intenção de apenas realizar o teste para o vírus HIV, NÃO DOE SANGUE.

    Cumpre destacar que apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis conhecidas no momento, existe um período chamado de janela imunológica em que um doador contaminado por um determinado vírus pode transmitir a doença através do seu sangue.

    DA SUA HONESTIDADE DEPENDE A VIDA DE QUEM VAI RECEBER SEU SANGUE.

    Disponível em: www.prosangue.sp.gov.br. Acesso em: 24 abr. 2015 (adaptado).

    Nessa campanha, as informações apresentadas têm como objetivo principal

    Escolha uma alternativa para a questão d97d2c61-a6
  • Linguagens

    Português

                             De domingo

    — Outrossim...

    — O quê?

    — O que o quê?

    — O que você disse.

    — Outrossim?

    — É.

    — O que é que tem?

    — Nada. Só achei engraçado.

    — Não vejo a graça.

    — Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.

    — Ah, não é. Aliás, eu só uso domingo.

    — Se bem que parece mais uma palavra de segunda-feira.

    — Não. Palavra de segunda-feira é “óbice”.

    — “Ônus”.

    — “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.

    — “Resquício” é de domingo.

    — Não, não. Segunda. No máximo terça.

    — Mas “outrossim”, francamente...

    — Qual o problema?

    — Retira o “outrossim”.

    — Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.

    VERISSIMO, L. F Comédias da vida privada. Porto Alegre: L&PM, 1996 (fragmento)

    No texto, há uma discussão sobre o uso de algumas palavras da língua portuguesa. Esse uso promove o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão d983ef04-a6
  • Linguagens

    Português

    Receita

    Tome-se um poeta não cansado,

    Uma nuvem de sonho e uma flor,

    Três gotas de tristeza, um tom dourado,

    Uma veia sangrando de pavor.

    Quando a massa já ferve e se retorce

    Deita-se a luz dum corpo de mulher,

    Duma pitada de morte se reforce,

    Que um amor de poeta assim requer.

    SARAMAGO, J. Os poemas possíveis. Alfragide: Caminho, 1997.

    Os gêneros textuais caracterizam-se por serem relativamente estáveis e podem reconfigurar-se em função do propósito comunicativo. Esse texto constitui uma mescla de gêneros, pois

    Escolha uma alternativa para a questão d9876ad0-a6
  • Linguagens

    Português

    O humor e a língua

    Há algum tempo, venho estudando as piadas, com ênfase em sua constituição linguística. Por isso, embora a afirmação a seguir possa parecer surpreendente, creio que posso garantir que se trata de uma verdade quase banal: as piadas fornecem simultaneamente um dos melhores retratos dos valores e problemas de uma sociedade, por um lado, e uma coleção de fatos e dados impressionantes para quem quer saber o que é e como funciona uma língua, por outro. Se se quiser descobrir os problemas com os quais uma sociedade se debate, uma coleção de piadas fornecerá excelente pista: sexualidade, etnia/raça e outras diferenças, instituições (igreja, escola, casamento, política), morte, tudo isso está sempre presente nas piadas que circulam anonimamente e que são ouvidas e contadas por todo mundo em todo o mundo. Os antropólogos ainda não prestaram a devida atenção a esse material, que poderia substituir com vantagem muitas entrevistas e pesquisas participantes. Saberemos mais a quantas andam o machismo e o racismo, por exemplo, se pesquisarmos uma coleção de piadas do que qualquer outro corpus.

    POSSENTI, S. Ciência Hoje, n. 176, out. 2001 (adaptado).

    A piada é um gênero textual que figura entre os mais recorrentes na cultura brasileira, sobretudo na tradição oral. Nessa reflexão, a piada é enfatizada por

    Escolha uma alternativa para a questão d98e5e78-a6
  • Linguagens

    Português

          O filme Menina de ouro conta a história de Maggie Fitzgerald, uma garçonete de 31 anos que vive sozinha em condições humildes e sonha em se tornar uma boxeadora profissional treinada por Frankie Dunn.

          Em uma cena, assim que o treinador atravessa a porta do corredor onde ela se encontra, Maggie o aborda e, a caminho da saída, pergunta a ele se está interessado em treiná-la. Frankie responde: “Eu não treino garotas”. Após essa fala, ele vira as costas e vai embora. Aqui, percebemos, em Frankie, um comportamento ancorado na representação de que boxe é esporte de homem e, em Maggie, a superação da concepção de que os ringues são tradicionalmente masculinos.

          Historicamente construída, a feminilidade dominante atribui a submissão, a fragilidade e a passividade a uma “natureza feminina”. Numa concepção hegemônica dos gêneros, feminilidades e masculinidades encontram-se em extremidades opostas.

          No entanto, algumas mulheres, indiferentes às convenções sociais, sentem-se seduzidas e desafiadas a aderirem à prática das modalidades consideradas masculinas. É o que observamos em Maggie, que se mostra determinada e insiste em seu objetivo de ser treinada por Frankie.

    FERNANDES, V; MOURÃO, L. Menina de ouro e a representação de feminilidades plurais. Movimento, n. 4, out.-dez. 2014 (adaptado).

    A inserção da personagem Maggie na prática corporal do boxe indica a possibilidade da construção de uma feminilidade marcada pela
    Escolha uma alternativa para a questão d991e69e-a6
  • Linguagens

    Português

    Entrevista com Terezinha Guilhermina

    Terezinha Guilhermina é uma das atletas mais premiadas da história paraolímpica do Brasil e um dos principais nomes do atletismo mundial. Está no Guinness Book de 2013/2014 como a “cega” mais rápida do mundo.

    Observatório: Quais os desafios você teve que superar para se consagrar como atleta profissional?

    Terezinha Guilhermina: Considero a ausência de recursos financeiros, nos três primeiros anos da minha carreira, como meu principal desafio. A falta de um atleta-guia, para me auxiliar nos treinamentos, me obrigava a treinar sozinha e, por não enxergar bem, acabava sofrendo alguns acidentes como trombadas e quedas.

    Observatório: Como está a preparação para os Jogos Paraolímpicos de 2016?

    Terezinha Guilhermina: Estou trabalhando intensamente, com vistas a chegar lá bem melhor do que estive em Londres. E, por isso, posso me dedicar a treinos diários, trabalhos preventivos de lesões e acompanhamento psicológico e nutricional da melhor qualidade.

    Revista do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero, n. 6, dez. 2014 (adaptado).

    O texto permite relacionar uma prática corporal com uma visão ampliada de saúde. O fator que possibilita identificar essa perspectiva é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9960eb1-a6
  • Linguagens

    Português

    BONS DIAS!

    14 de junho de 1889

    Ó doce, ó longa, ó inexprimível melancolia dos jornais velhos! Conhece-se um homem diante de um deles. Pessoa que não sentir alguma coisa ao ler folhas de meio século, bem pode crer que não terá nunca uma das mais profundas sensações da vida, — igual ou quase igual à que dá a vista das ruínas de uma civilização. Não é a saudade piegas, mas a recomposição do extinto, a revivescência do passado.

    ASSIS, M. Bons dias! (Crônicas 1888-1889). Campinas: Editora da Unicamp; São Paulo: Hucitec, 1990.

    O jornal impresso é parte integrante do que hoje se compreende por tecnologias de informação e comunicação. Nesse texto, o jornal é reconhecido como

    Escolha uma alternativa para a questão d99cfe6b-a6
  • Linguagens

    Português

    Lições de motim

    DONA COTINHA — É claro! Só gosta de solidão quem nasceu pra ser solitário. Só o solitário gosta de solidão. Quem vive só e não gosta da solidão não é um solitário, é só um desacompanhado. (A reflexão escorrega lá pro fundo da alma.) Solidão é vocação, besta de quem pensa que é sina. Por isso, tem de ser valorizada. E não é qualquer um que pode ser solitário, não. Ah, mas não é mesmo! É preciso ter competência pra isso. (De súbito, pedagógica, volta-se para o homem.) É como poesia, sabe, moço? Tem de ser recitada em voz alta, que é pra gente sentir o gosto. (FAZ UMA PAUSA.) Você gosta de poesia? (O HOMEM TORNA A SE DEBATER. A VELHA INTERROMPE O DISCURSO E VOLTA A LHE DAR AS COSTAS, COMO SEMPRE, IMPASSÍVEL. O HOMEM, MAIS UMA VEZ, CANSADO, DESISTE.) Bem, como eu ia dizendo, pra viver bem com a solidão temos de ser proprietários dela e não inquilinos, me entende? Quem é inquilino da solidão não passa de um abandonado. É isso aí.

    ZORZETTI, H. Lições de motim. Goiânia: Kelps, 2010 (adaptado).

    Nesse trecho, o que caracteriza Lições de motim como texto teatral?

    Escolha uma alternativa para a questão d9a41e86-a6
  • Linguagens

    Português

    A obra de Túlio Piva poderia ser objeto de estudo nos bancos escolares, ao lado de Noel, Ataulfo e Lupicínio. Se o criador optou por permanecer em sua querência — Santiago, e depois Porto Alegre, a obra alçou voos mais altos, com passagens na Rússia, Estados Unidos e Venezuela. Tem que ter mulata, seu samba maior, é coisa de craque. Um retrato feito de ritmo e poesia, uma ode ao gênero que amou desde sempre. E o paradoxo: misto de gaúcho e italiano, nascido na fronteira com a Argentina, falando de samba, morro e mulata, com categoria. E que categoria! Uma batida de violão que fez história. O tango transmudado em samba.

    RAMIREZ, H.; PIVA, R. (Org.). Túlio Piva: pra ser samba brasileiro. Porto Alegre: Programa Petrobras Cultural, 2005 (adaptado).

    O texto é um trecho da crítica musical sobre a obra de Túlio Piva. Para enfatizar a qualidade do artista, usou-se como recurso argumentativo o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9a7b5ed-a6
  • Linguagens

    Português

    L.J.C.

    — 5 tiros?

    — É.

    — Brincando de pegador?

    — É. O PM pensou que...

    — Hoje?

    — Cedinho. COELHO, M. In: FREIRE, M. (Org). Os cem menores contos brasileiros do século. São Paulo: Ateliê Editorial, 2004.

    Os sinais de pontuação são elementos com importantes funções para a progressão temática. Nesse miniconto, as reticências foram utilizadas para indicar

    Escolha uma alternativa para a questão d9aba0df-a6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2012, Adjetivos

    Assinale a alternativa em que, na reescrita do trecho, houve alteração da classe gramatical da palavra em destaque.

    Escolha uma alternativa para a questão d9e3bbb3-fe