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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 515 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO IV



    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    Além de considerar a fonte, verificar o autor, procurar por fontes de apoio e ler mais sobre o assunto, é importante também observar a data de publicação da notícia ou da informação. Se a data for muito antiga, talvez ela não tenha mais validade, pois o contexto pode ter mudado. Veja também se ela foi publicada em uma página de humor ou se é uma piada: é possível que o autor esteja fazendo uma brincadeira sobre o tema. Se você ainda tiver alguma dúvida, procure um especialista.


    (FONTES ADAPTADAS: <https://www.ifla.org/publications/node/11174> ,

    <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/4/4c/Como_identificar_not%C3%ADcias_falsas_%28How_To_Spot_Fake_News%29.jpg>, e <https://twitter.com/senadofederal/status/848142913670438912> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    “A publicação de uma notícia em diferentes fontes garante que seja verdadeira”. Esta afirmação está:
    Escolha uma alternativa para a questão f28a051f-de
  • Linguagens

    Português

    TEXTO V


    Em 2014 foi criada a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo que fica na capital, na cidade de São Paulo, na Rua Brigadeiro Tobias, 527, de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h. A criação foi o resultado de uma parceria entre a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública. A delegacia tem o objetivo de oferecer os serviços tradicionais da polícia, como também um trabalho assistencial, pois ela possui uma equipe mista de policiais e um Centro de Apoio Integrado composto por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de LIBRAS e sociólogos. Apenas em 2016 essa delegacia registrou 190.724 boletins de ocorrências, envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência.


    Publicado em 24 de abril de 2017.


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (FONTE ADAPTADA: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/sp-tem-delegacia-especializada-em-atenderpessoas-com-deficiencia/> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    Observe as informações dos gráficos e responda:


    I. Dentre as deficiências, a física é a maior no Estado de São Paulo.

    II. Os três crimes que apresentam um número de registros muito parecidos são “furto”, “ameaça” e “roubo”.

    III. A deficiência intelectual é a menor no Estado de São Paulo.

    Escolha uma alternativa para a questão f28d17d7-de
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    Português

    TEXTO V


    Em 2014 foi criada a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo que fica na capital, na cidade de São Paulo, na Rua Brigadeiro Tobias, 527, de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h. A criação foi o resultado de uma parceria entre a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública. A delegacia tem o objetivo de oferecer os serviços tradicionais da polícia, como também um trabalho assistencial, pois ela possui uma equipe mista de policiais e um Centro de Apoio Integrado composto por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de LIBRAS e sociólogos. Apenas em 2016 essa delegacia registrou 190.724 boletins de ocorrências, envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência.


    Publicado em 24 de abril de 2017.


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (FONTE ADAPTADA: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/sp-tem-delegacia-especializada-em-atenderpessoas-com-deficiencia/> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    Sobre a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f2904128-de
  • Linguagens

    Português

    TEXTO V


    Em 2014 foi criada a 1ª Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo que fica na capital, na cidade de São Paulo, na Rua Brigadeiro Tobias, 527, de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h. A criação foi o resultado de uma parceria entre a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública. A delegacia tem o objetivo de oferecer os serviços tradicionais da polícia, como também um trabalho assistencial, pois ela possui uma equipe mista de policiais e um Centro de Apoio Integrado composto por assistentes sociais, psicólogos, intérpretes de LIBRAS e sociólogos. Apenas em 2016 essa delegacia registrou 190.724 boletins de ocorrências, envolvendo 10.920 vítimas com algum tipo de deficiência.


    Publicado em 24 de abril de 2017.


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (FONTE ADAPTADA: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/sp-tem-delegacia-especializada-em-atenderpessoas-com-deficiencia/> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    Atualmente, encontramos muitas notícias falsas na internet. Porém, é possível verificar se uma informação é verdadeira. O texto sobre a Delegacia da Pessoa com Deficiência é verdadeiro, por que:

    I. A notícia é muito antiga – mais de 5 anos – portanto é verdadeira.
    II. Foi publicado em uma página do governo do Estado de São Paulo.
    III. Mostra o endereço da delegacia, permitindo que uma pessoa verifique sua existência.
    Escolha uma alternativa para a questão f2934619-de
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    Português

    TEXTO VI


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (Fonte: <https://cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net/wp-content/uploads/sites/17/2018/03/din1061-

    mercado7.jpg> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    O infográfico é uma ferramenta que apresenta a informação resumida e utiliza imagens, texto e números, que juntos formam o sentido. O infográfico é apresentando geralmente com um texto jornalístico. Observe o infográfico acima que usa a imagem do personagem Pinóquio e identifique a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão f2975c26-de
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    Português

    TEXTO VI


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (Fonte: <https://cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net/wp-content/uploads/sites/17/2018/03/din1061-

    mercado7.jpg> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    Com base no texto, complete os pontilhados com Verdadeiro (V) ou Falso (F):


    .......... As notícias falsas são muito mais compartilhadas do que as verdadeiras.

    .......... As notícias falsas são lidas por mais pessoas do que as notícias verdadeiras.

    .......... Nos Estados Unidos, centenas de pessoas compartilham notícias falsas nas redes sociais.

    .......... Há a intenção de criminalizar a divulgação de notícias falsas na internet sobre partidos ou candidatos.

    Escolha uma alternativa para a questão f29aaeda-de
  • Linguagens

    Português

    TEXTO VI


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Sergipe 2018, Interpretação de Textos


    (Fonte: <https://cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net/wp-content/uploads/sites/17/2018/03/din1061-

    mercado7.jpg> Acesso em 03 Ago. 2018, às 10h57)

    A porcentagem citada no texto de 70% significa:
    Escolha uma alternativa para a questão f29df433-de
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    Português

    TEXTO VII


    O Som das Mãos

    as mãos cantam
    em um silêncio
                    harmonioso
    música em gestos
    (instrumentos inaudíveis)
                    sonhos infantis
    espadas cortando o ar
    em dança de metais
                    pureza ímpar
                    delicadeza sonora
    nos atos da imaginação
    [...]
    as mãos, que falam, silenciosas
                        cantam
    uma canção de amor
    como uma luz da escuridão.

    Inaldo Tenório Cavalcanti

    (FONTE: <http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/3363904> Acesso em 13 Jul. 2017, às 11:00h)
    Qual característica fundamental pode ser interpretada no texto acima?
    Escolha uma alternativa para a questão f2a28698-de
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    Português

    TEXTO VII


    O Som das Mãos

    as mãos cantam
    em um silêncio
                    harmonioso
    música em gestos
    (instrumentos inaudíveis)
                    sonhos infantis
    espadas cortando o ar
    em dança de metais
                    pureza ímpar
                    delicadeza sonora
    nos atos da imaginação
    [...]
    as mãos, que falam, silenciosas
                        cantam
    uma canção de amor
    como uma luz da escuridão.

    Inaldo Tenório Cavalcanti

    (FONTE: <http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/3363904> Acesso em 13 Jul. 2017, às 11:00h)
    O paradoxo é uma reunião de ideias contraditórias em um só pensamento. Ele se apresenta neste poema para causar a diferença de linguagem. Identifique o verso que NÃO apresenta um paradoxo:
    Escolha uma alternativa para a questão f2a64f1a-de
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    Português

    TEXTO VII


    O Som das Mãos

    as mãos cantam
    em um silêncio
                    harmonioso
    música em gestos
    (instrumentos inaudíveis)
                    sonhos infantis
    espadas cortando o ar
    em dança de metais
                    pureza ímpar
                    delicadeza sonora
    nos atos da imaginação
    [...]
    as mãos, que falam, silenciosas
                        cantam
    uma canção de amor
    como uma luz da escuridão.

    Inaldo Tenório Cavalcanti

    (FONTE: <http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/3363904> Acesso em 13 Jul. 2017, às 11:00h)
    Metáforas são recursos de linguagem que designam uma relação de semelhança sem a necessidade de termos comparativos. Neste poema, há várias expressões metafóricas relacionadas à imagem das ‘mãos’. Identifique a expressão que NÃO apresenta esta qualidade simbólica:
    Escolha uma alternativa para a questão f2aa23c1-de
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    Português

    Três teses sobre o avanço da febre amarela  

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UERJ 2018, Interpretação de Textos

    NATHALIA PASSARINHO
    Adaptado de bbc.com
    , 06/02/2018.  

    Figura 2 de 2 da questão de Português, UERJ 2018, Interpretação de Textos

    Adaptado de Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Rio de Janeiro (RJ) – 1844 a 1885

    Os relatos sobre as ondas epidêmicas de febre amarela na cidade do Rio de Janeiro apareceram com frequência nos periódicos, especialmente a partir da década de 1850.

    De acordo com o documento acima, no início da década de 1870, o alastramento da doença era associado ao seguinte fator:

    Escolha uma alternativa para a questão f2b0c797-b9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2010, Interpretação de Textos

    Observe o excerto do texto — ouvindo de seu pai o pouco, o nada que ele sabe das coisas, mas pegando dele seu jeito de amar — sério, quieto, devagar (linhas 22-25). Considere agora as afirmações que são feitas a seguir, a partir do excerto em tela.

    I. Nesse trecho da narrativa, é introduzido um novo narrador.

    II. No excerto, o enunciador refere-se a si mesmo na terceira pessoa.

    III. A mudança da 1a para a 3a pessoa sugere distanciamento do narrador, minimizando assim sua responsabilidade pelo que é dito.

    Está correto o que se afirma
    Escolha uma alternativa para a questão f2b1984a-a6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2018, Interpretação de Textos

    A articulação do primeiro com o segundo parágrafo revela o seguinte eixo principal da argumentação do crítico:
    Escolha uma alternativa para a questão f2c8d93b-b9
  • Linguagens

    Português

    O bit na galáxia de Gutenberg

    Neste século, a escrita divide terreno com diversos meios de comunicação. Essa questão nos faz pensar na necessidade- da “ imbricação, na coexistência e interpretação recíproca dos diversos circuitos de produção e difusão do saber...".

    É necessário relatívízar nossa postura frente às modernas tecnologias, principalmente à informática. Ela é um campo novidativo, sem dúvida, mas suas bases estão nos modelos informativos anteriores, inclusive, na tradição oral e na capacidade natural de simular mentalmente os acontecimentos do mundo e antecipar as conseqüências de nossos atos. A impressão é a matriz que deflagrou todo esse processo comunicacional eletrônico. Enfatizo, assim, o parentesco que há entre o computador e os outros meios de comunicação, principalmente a escrita, uma visão da informática como um "desdobramento daquilo que a produção literária impressa e, anteriormente, a tradição oral já traziam consigo” .

    NEITZEL, L C.
    Disponível em; www geocities.com.
    Acesso em: 1 ago 2012 (adaptado) Ao tecer considerações sobre as tecnologias da contemporaneidade e os meios de comunicação do passado, esse texto concebe que a escrita contribui para uma evolução das novas tecnologias por
    Escolha uma alternativa para a questão f2dd39f3-96
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a pontuação é empregada corretamente.
    Escolha uma alternativa para a questão f2e144a1-08
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 05 a 07

           Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.

           Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.

           A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode  terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.

      (Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)


    Considere as afirmações.

    I. A falta de empregos, a baixa remuneração e o déficit habitacional raramente são compreendidos como forma de violência.

    II. O não-oferecimento de educação, saúde e transporte público a toda a população também pode ser visto como uma forma de violência.

    III. Uma briga de bar que resulta em morte é um ingrediente a mais a engrossar o caldo da violência no país.

    As ideias apresentadas no texto encontram-se em
    Escolha uma alternativa para a questão f346b9a2-46
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    Qual o efeito de sentido da oração intercalada “quem diria”, no primeiro parágrafo do texto 1?
    Escolha uma alternativa para a questão f359fb17-b0
  • Linguagens

    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    No terceiro parágrafo do texto 1, o autor alega que a teoria malthusiana fazia sentido até o século XVIII com base na ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão f35e9efc-b0
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    Português

    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Imagem da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.

    Em “imagine no futuro”, a quem o autor do texto 1 se dirige no penúltimo parágrafo?
    Escolha uma alternativa para a questão f3640f96-b0
  • Linguagens

    Português

    Texto I
    Desafio da nossa época é lidar com a abundância
    Leandro Narloch, Folha de S.Paulo - 25.abr.2018 às 9h06

    A abundância, quem diria, se tornou um problema. A humanidade passou milênios tentando sobreviver à fome, ao desabrigo e à escassez: hoje precisa aprender a lidar com excesso.

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de TextosTemos alimentos demais, bugigangas demais, roupas, carros, embalagens, papéis, remédios, drogas, livros, filmes, eletrônicos e diversões demais. Ainda estamos aprendendo a viver no meio de tantas coisas. É uma delícia de problema, é claro. Até o século 18, a teoria malthusiana fazia sentido. O crescimento da população levava à escassez de comida e assim à diminuição da poluição. Crises de fome ceifavam multidões todos os séculos. A Revolução Industrial nos fez escapar dessa armadilha. Produzindo mais com menos esforço, operamos um milagre: a população explodiu e a riqueza também. A fome, até então uma condição natural da humanidade, se tornou uma anomalia. 

    Luxos que antes eram reservados a reis ou milionários (chás ou janelas com vidros e cortinas, por exemplo) entraram na casa de trabalhadores comuns.

    É claro que boa parte do mundo ainda enfrenta a fome e a escassez. Mas não é por falta de conhecimento que isso acontece. Pelo contrário, o caminho da prosperidade já está mais ou menos mapeado e pavimentado.

    A abundância é um tipo de problema chique, que todo mundo gostaria de ter. Como o da grã-fina que está cansada de passar as férias em Paris. Mas ainda assim é um problema.

    Muitas más notícias que os jornais publicam hoje são produtos da abundância: o trânsito, a obesidade, a poluição, o lixo, o tempo que crianças gastam em frente a telas. Não só crianças, mas os adultos — que em média tocam 2600 vezes no celular por dia.

    As pessoas parecem meio perdidas entre tanto conforto e atrações que desviam a atenção. Se perdem em realizações imediatas de consumo, sem foco e força de vontade para perseguir grandes desejos ou objetivos mais ousados.

    Se o problema já é grave hoje, imagine no futuro. O autocontrole será cada vez mais necessário. Nossos filhos e netos terão que aprender desde cedo a se controlar diante do excesso de comida, de drogas, de opções de vida e de diversão.

    O mundo capitalista já resolveu o problema da escassez: precisa agora de uma educação para a abundância.

    Leandro Narloch - Jornalista, mestre em filosofia e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, entre outros.

    Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/leandro-narloch/2018/04/desafio-da-nossa-epoca-e-lidar-com-a-abundancia.shtm> Acesso em: 25 abr. 2018.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - SP 2017, Interpretação de Textos


    Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades

    Ana Tereza Caceres Cortez - Professora adjunta do Departamento de Geografia Instituto de Geociências e Ciências Exatas - IGCE/Unesp, Rio Claro

    Um dos símbolos do sucesso das economias capitalistas modernas é a abundância dos bens de consumo, continuamente produzidos pelo sistema industrial. Essa fartura passou a receber uma conotação negativa, sendo objeto de críticas que consideram o consumismo um dos principais problemas das sociedades industriais modernas.

    Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes, sem consciência. Há várias discussões a respeito do tema, entre elas o tipo de papel que a propaganda e a publicidade exercem nas pessoas, induzindo-as ao consumo, mesmo que não necessitem de um produto comprado. Muitas vezes, as pessoeas compram produtos que não têm utilidade para elas, ou até mesmo coisas desnecessárias apenas por vontade de comprar, evidenciando até uma doença.

    Segundo o Dicionário Houaiss, consumismo é “ato, efeito, fato ou prática de consumir (‘comprar em demasia’)” e “consumo ilimitado de bens duráveis, especialmente artigos supérfluos”.

    O simples “consumo” é entendido como as aquisições racionais, controladas e seletivas baseadas em fatores sociais e ambientais e no respeito pelas gerações futuras. Já o consumismo pode ser definido como uma compulsão para consumir. Mas como fazer para não aderir ao perfil consumista? A fórmula clássica e aparentemente simples é distinguir o essencial do necessário e o necessário do supérfluo. No entanto, é muito difícil estabelecer o limite entre consumo e consumismo, pois a definição de necessidades básicas e supérfluas está intimamente ligada às características culturais da sociedade e do grupo a que pertencemos. O que é básico para uns pode ser supérfluo para outros e vice-versa. 

    Trecho de CORTEZ, Ana Tereza Caceres. Consumo e desperdício: as duas faces das desigualdades. In: CORTEZ, A.T.C.; ORTIGOZA, S.A.G. (Org.). Da produção ao consumo: impactos socioambientais no espaço urbano. São Paulo: UNESP; São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 abr. 2018. [Adaptado]

    Entre as várias acepções que o verbo mudar abarca, a resposta do homem, no Texto 2, contempla a ideia de
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