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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 529 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Compreender um texto envolve o acionamento de diversas habilidades e competências, dentre as quais está a apreensão de sentidos que ficam "escondidos" nas entrelinhas. No caso do Texto 1, por exemplo, o leitor deve compreender que:


    I. com a comparação presente no trecho: "Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem." (1º parágrafo), o autor pretendeu transmitir como percebe a superficialidade da sua atividade de leitura.


    II. ao afirmar: "Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas" (2º parágrafo), o autor corrobora sua opinião de que, atualmente, as pessoas têm lido apressadamente, com pouca ou nenhuma reflexão sobre os sentidos veiculados nos textos.


    III. o autor se identifica e concorda com a crítica feita por Maryanne Wolf, posição que está claramente expressa no trecho: "Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma." (7º parágrafo).


    IV. no trecho: "No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações." (9º parágrafo), o autor faz projeções otimistas para o que acredita ser o futuro da leitura.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão f880a057-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    O autor do Texto 1 utiliza diversos conectivos e expressões adverbiais para expressar seu ponto de vista. Acerca desses elementos, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f88528a2-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Considerando os aspectos de construção linguística no Texto 1, particularmente no que se refere à progressão temática e à sequencialização dos parágrafos, assinale a afirmativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f889743f-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    No trecho: "Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente." (2º parágrafo), evidencia-se uma relação semântica de alternância. Assinale a alternativa em que o trecho destacado apresenta o mesmo tipo de relação.
    Escolha uma alternativa para a questão f88dcfe8-f9
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.

     Por causa do assassinato do caminhoneiro Pascoal de Oliveira, o Nego, pelo – também caminhoneiro – japonês Kababe Massame, após uma discussão, em 31 de julho de 1946, a população de Osvaldo Cruz (SP), que já estava com os nervos à flor da pele em virtude de dois atentados da Shindô-Renmei* na cidade, saiu às ruas e invadiu casas, disposta a maltratar “impiedosamente”, na palavra do historiador local José Alvarenga, qualquer japonês que encontrasse pela frente. O linchamento dos japoneses só foi totalmente controlado com a intervenção de um destacamento do Exército, vindo de Tupã, chamado pelo médico Oswaldo Nunes, um herói daquele dia totalmente atípico na história de Osvaldo Cruz e das cidades brasileiras.

       Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a ideia do país como um “paraíso racial”. Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social. A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós.
     (Matinas Suzuki Jr. Folha de S.Paulo, 20.04.2008. Adaptado.)

     * Shindô-Renmei foi uma organização nacionalista, que surgiu no Brasil após o término da Segunda Guerra Mundial, formada por japoneses que não acreditavam na derrota do Japão na guerra. Possuía alguns membros mais fanáticos que cometiam atentados, tendo matado e ferido diversos cidadãos nipo-brasileiros.

    No texto, os termos à flor da pele e eclipse trazem as ideias de, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão f8926b78-46
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1

    Como o Facebook nos transformou em leitores desatentos 


    (1)     Sinto que venho me tornando um leitor menos atento. Meus olhos passam pelas palavras como se fossem ondas que se quebram e somem. Para ganhar concentração, muitas vezes tenho de me isolar, abrir um livro físico (com o digital fica mais difícil ter foco), respirar fundo e, então, curtir a história. Situação preocupante, principalmente para um leitor voraz como eu. Só que se torna ainda mais alarmante quando noto que amigos, colegas de escrita, repetem essa reclamação em tom uniforme. O que ocorre? Será que há algum mal universal que nos faz ler cada vez pior? (

    2)     Não chamaria de "mal", mas de "cenário". Trata-se do mundo das redes sociais. Se antes nos acostumamos a livros e revistas, a mergulhar em cada informação (e era tão pouca!) que surgia à nossa frente, agora surfamos pelos dados (e são tantos!), preocupando-nos mais com a próxima onda do que com a que passou. Vamos de um lado para outro, freneticamente, lendo status no Twitter, no Facebook; vendo fotos no Instagram (imagens, afinal, são uma espécie de "leitura"), matérias em revistas, jornais e sites; acessando blogs; assistindo a séries no Netflix. Corremos os olhos do computador para o notebook, para o Kindle, para o smartphone, para o tablet, para um livro impresso… Para a próxima invenção que colar, seja um relógio com mais informações vindas de seu pulso, seja um par de óculos mostrando tudo bem à frente. Não somos mais mergulhadores. Viramos surfistas – e tenha isso como elogio e crítica ao mesmo tempo.

    (3)     Sim, há vantagens: agora também somos ligeiros. Viramos craques em consumir informações com rapidez. Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador e conferimos mensagens no WhatsApp. Nossas mentes estão ágeis.

    (4)     Pelo bem, pelo mal, há uma mutação em curso. Somos leitores diferentes. Algo tem ocorrido em nosso cérebro que mudou nossos processos cognitivos. Enquanto os mais velhos podem até ter dificuldades para lidar com o universo do touch, da comunicação instantânea, uma criança de poucos anos sabe navegar com talento pelo iPad. Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas.

    (5)     Uma série de trabalhos científicos tem sido publicada sobre essa transformação do hábito de ler. Um dos estudiosos do tema é o escritor americano Nicholas Carr. Em um agora já clássico artigo para a revista The Atlantic, ele diz: "Nos últimos anos, tenho a sensação desconfortável de que alguém ou algo tem pregado peças com meu cérebro (…). Sinto isso ainda mais forte quando leio. Imergir em um livro ou em um longo artigo era fácil (…). Agora, minha concentração se perde frequentemente depois de duas ou três páginas (…). Acho que sei o que está ocorrendo. Por mais de uma década, tenho gastado tempo demais on-line."

    (6) Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado. A neurocientista Maryanne Wolf, do Centro de Pesquisas de Leitura e Linguagem da Universidade Tufts, de Boston, vai ainda mais fundo na análise. Para ela, a era da internet tem moldado o cérebro, capaz de se adaptar, de repaginar a rede de sinapses dos neurônios, de acordo com o tipo de leitura que faz. Em um de seus livros, avisa: "Livros sempre foram uma forma de se aventurar, trabalhar a imaginação e crescer intelectualmente. Porém, na era da internet, passou-se a ler rapidamente, sem análise nem crítica." Segundo a autora, isso faz com que os jovens de hoje desenvolvam menos conexões neurais. Ou seja, tenham cérebros menos eficazes.

    (7) Não faltam estudos sobre o tema, na maioria muito ácidos e críticos, como os realizados por Maryanne Wolf. Mas vale uma pausa. Grande parte dos cientistas ainda acha cedo para chegar a conclusões irrefutáveis. Estou com essa turma.

    (8) Há milênios, ocorreu a mesma reação a uma inovação tão disruptora quanto é a internet para esta época: a escrita. Sócrates, nos idos da Grécia Antiga, irritou-se com a chegada de tal tecnologia. Para ele, a leitura faria da mente, que não mais precisaria memorizar tudo, um ente preguiçoso. 

    (9) Reações contrárias, por vezes contendo premonições apocalípticas, surgem sempre junto à chegada de novidades tecnológicas — em relação à escrita, à prensa de Gutenberg, à física de partículas, à internet ou aos aplicativos de tablets e smartphones. Mas o que nossa história, a da humanidade, tem provado é que os avanços têm vindo para o bem. Sim, muda o quê e quem somos. Há, porém, um balanço, usualmente positivo. No caso da leitura na era digital, aposto todas as minhas fichas no equilíbrio. Eventualmente, aprenderemos a lidar com essa nova forma de consumir informações. Talvez saibamos juntar com proficiência o mergulho e o surfe. Neste momento, contudo, não vislumbramos a chegada de tal equilíbrio. Por isso, estamos confusos como um animal em adaptação a um novo habitat. A garantia de sobrevivência: leia, sempre, o que for, o que lhe der prazer. E não deixe seu cérebro estacionar.

    Filipe Vilicic. Disponível em: http://www.intrinseca.com.br/blog/2015/08/como-o-facebook-nos-transformou-em-leitores-desatentos. Acesso em: 03/06/2017. Adaptado. 

    Acerca de alguns aspectos formais do Texto 1, analise o que se afirma abaixo.


    I. No trecho: "Porém, na hora de se concentrar em uma só história, em analisar um só caso, podem prevalecer a falta de atenção, as falhas de memorização, a atitude de surfar sem mergulhar em águas profundas." (4º parágrafo), evidenciamos um caso de sujeito composto, o que justifica a forma verbal destacada no plural.


    II. No trecho: "Sabemos o que a vovó está postando no Facebook, ao mesmo tempo em que assistimos a Breaking Bad no computador" (3º parágrafo), o autor opta por seguir a norma-padrão em relação à regência da forma verbal destacada, ainda que, em muitos registros do português brasileiro atual, a preposição 'a‘ não se verifique.


    III. No que se refere à colocação dos pronomes, no trecho: "Trata-se de uma preocupação que tem se espalhado." (6º parágrafo), observamos que o autor optou por seguir a norma-padrão apenas no primeiro caso ("Trata-se").


    IV. Se o autor quisesse escrever que "os jovens desta geração não leem com atenção", deveria grafar a forma verbal destacada sem acento, como orienta o Acordo Ortográfico atualmente em vigor em nosso país.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão f8931fab-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Considerando a sua forma de organização e o conteúdo que veicula, o Texto 2 cumpre, privilegiadamente, a função de:
    Escolha uma alternativa para a questão f8971d65-f9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Acerca do papel dos elementos verbais e não verbais na leitura e interpretação do Texto 2, analise as afirmativas a seguir.


    I. A citação do famoso verso de Carlos Drummond de Andrade serve para sustentar o ponto de vista de que o analfabetismo constitui, de fato, um empecilho na vida das pessoas.


    II. Após a citação totalmente legível do verso de Drummond, a reunião aleatória de letras (BCEPE) bem como o uso de letras desconhecidas tornam o citado verso parcialmente – e depois, totalmente – ilegível, um recurso que alude aos diferentes graus de (an)alfabetismo.


    III. A figura humana segura uma folha na mão direita, abaixo da linha de visão, indicando que não lê o texto; na mão esquerda, a folha está erguida na altura da linha de visão e o olhar se volta para ela, numa evidente atitude de busca. A montagem da cena procura contrastar visualmente os termos "analfabeto absoluto", à direita da figura humana, e "analfabeto funcional", à sua esquerda.


    IV. Recursos multimodais como mapas, contrastes de cor, destaques por meio do tipo e tamanho da fonte, etc. poderiam ser dispensados em favor de um texto verbal em que predominassem os recursos da coesão referencial, mais adequados aos textos de teor informativo.


    Estão CORRETAS: 

    Escolha uma alternativa para a questão f89b8d84-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    Os textos 1 e 2 relacionam o uso excessivo da internet aos impactos cognitivos e comportamentais, ao afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f89e4d7c-13
  • Linguagens

    Português

    As imagens I e II representam personagens que deixam suas casas e vão para as grandes cidades em busca de melhor qualidade de vida, enquanto as III, IV e V são seres ficcionais, que podem ser associados a diversos textos do Modernismo Brasileiro.


    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Coesão e coerência


    Relacione as imagens aos trechos a seguir, identificando-lhes as narrativas das quais são personagens.


    1. "A casa ficava para trás da Serra do Mim, quase no meio de um brejo de água limpa, lugar chamado Temor de Deus."


    2. "Os meninos eram uns brutos como o pai. Quando crescessem, guardariam as reses de um patrão invisível, seriam pisados, maltratados, machucados por um soldado amarelo."


    3. "Como a nordestina, há milhares de moças espalhadas por cortiços, vagas num quarto atrás de balcões trabalhando até a estafa."


    4. "Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente".


    5. "Essa cova em que estás

          com palmos medida

          é a conta menor

          que tiraste em vida."


    Sobre essa relação, analise as afirmativas seguintes e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.


    ( ) O trecho 1 relaciona-se a Macabeia, personagem de A hora da estrela, cuja foto foi retirada do filme de mesmo título. A narrativa resgata a saudade que a personagem sente do sítio onde nascera.


    ( ) A imagem II está relacionada à segunda citação, pois os meninos são filhos de Fabiano, personagem da narrativa Vidas secas, criada por José Lins do Rego, autor da geração regionalista de 30.


    ( ) O trecho 4 tem por personagem o pai que decidiu morar na balsa, conforme imagem III. Trata-se de A terceira margem do rio, conto que integra a coletânea Primeiras histórias, de Guimarães Rosa.


    ( ) A imagem IV representa a personagem Nhinhinha, pertencente ao conto A menina de lá, cuja primeira citação refere-se ao lugar onde a personagem nasceu. Encontra-se em Primeiras Histórias e se caracteriza por ser uma narrativa fantástica.


    ( ) A imagem V resgata o texto de Ariano Suassuna, A farsa da boa preguiça, que se refere a acontecimentos reais, cujas personagens são: Chicó, João Grilo e Major Antônio Moraes. Trata-se de um texto cômico, representado por um herói picaresco.


    Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão f89ff7b8-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    Considerando os impactos da hiperconectividade em diferentes faixas etárias, no texto 1, e os dados sobre o tempo de foco ininterrupto (A-Span), no texto 2, é possível afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f8a0e283-13
  • Linguagens

    Português

    A infância é um dos temas presentes na poesia lírica da maioria dos poetas. Bandeira, Drummond e João Cabral não são exceções. Cada um deles tratou do tema, obedecendo às suas concepções de lirismo. Leia os três poemas a seguir:


    Figura 1 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Disponível: http://www.sabrio.org.br/wp-content/uploads/2011/09/antiga_brincadeira_crianca_19.jpg


    Poema 1

    Profundamente

    Manuel Bandeira


    Quando ontem adormeci

    Na noite de São João

    Havia alegria e rumor

    Estrondos de bombas luzes de Bengala

    Vozes, cantigas e risos

    Ao pé das fogueiras acesas.


    No meio da noite despertei

    Não ouvi mais vozes nem risos

    Apenas balões

    Passavam errantes

    Silenciosamente

    Apenas de vez em quando

    O ruído de um bonde

    Cortava o silêncio

    Como um túnel.

    Onde estavam os que há pouco

    Dançavam

    Cantavam

    E riam

    Ao pé das fogueiras acesas?

    — Estavam todos dormindo

    Estavam todos deitados

    Dormindo

    Profundamente 


    Figura 2 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


                     *

    Quando eu tinha seis anos

    Não pude ver o fim da festa de São João

    Porque adormeci


    Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo

    Minha avó Meu avô

    Totônio Rodrigues

    Tomásia

    Rosa

    Onde estão todos eles?


    — Estão todos dormindo

    Estão todos deitados

    Dormindo

    Profundamente. 


    Figura 3 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


    Poema 2

    Infância

    Carlos Drummond de Andrade


    Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

    Minha mãe ficava sentada cosendo.

    Meu irmão pequeno dormia.

    Eu sozinho menino entre mangueiras

    lia a história de Robinson Crusoé,

    comprida história que não acaba mais.


    No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

    a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu

    chamava para o café.

    Café preto que nem a preta velha

    café gostoso

    café bom.


    Minha mãe ficava sentada cosendo

    olhando para mim:

    - Psiu... Não acorde o menino.

    Para o berço onde pousou um mosquito.

    E dava um suspiro... que fundo!


    Lá longe meu pai campeava

    no mato sem fim da fazenda.


    E eu não sabia que minha história

    era mais bonita que a de Robinson Crusoé.


    Poema 3

    Figura 4 de 4 da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos


    Infância

    João Cabral de Melo Neto

    Sobre o lado ímpar da memória

    o anjo da guarda esqueceu

    perguntas que não se respondem.

    Seriam hélices

    aviões locomotivas

    timidamente precocidade

    balões-cativos si-bemol?

    Mas meus dez anos indiferentes

    rodaram mais uma vez

    nos mesmos intermináveis carrosséis. 

    Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f8a3191c-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    No segundo parágrafo do texto 1, as estratégias utilizadas pelas mídias sociais moldam o comportamento humano, pois:
    Escolha uma alternativa para a questão f8a3337d-13
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    Da leitura do terceiro parágrafo do texto 1, observa-se que a estrutura argumentativa se constrói por:
    Escolha uma alternativa para a questão f8a581f9-13
  • Linguagens

    Português

    Paulo Leminski, Décio Pignatari e os irmãos Campos, Haroldo e Augusto, conseguiram desenvolver poemas visuais, que associam o lirismo a um tom plurissignificativo e, às vezes, crítico leve. Observe os poemas a seguir:


    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2017, Interpretação de Textos

    Analise as afirmativas a seguir e coloque V nas verdadeiras e F nas falsas.


    ( ) No poema 4, a linguagem visual e a verbal criam um todo inseparável, uma vez que as próprias palavras formam o símbolo de infinito, sendo possível realizar a leitura em, pelo menos, duas direções.

    ( ) Há duas possibilidades de leitura no poema 4, o que caracteriza a plurissignificação da poesia concreta.

    ( ) Trata-se de dois poemas concretos em que, no primeiro, predomina a linguagem verbal e, no segundo, a linguagem visual.

    ( ) No poema 5, o título repete o primeiro verso, razão pela qual se deduz tratar-se de prática exclusivamente do Concretismo.

    ( ) Há certa ironia no tema do poema 5, quando o eu lírico admite, no último dístico, que, só aos setenta, vai chegar à consciência plena.


    Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão f8a73c96-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    No trecho “É por isso que ‘dar uma olhadinha rápida’ vira meia hora, no mínimo.” (l. 19, texto 1), a expressão ‘dar uma olhadinha rápida’ causa um efeito de sentido de:
    Escolha uma alternativa para a questão f8a7b26e-13
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    No quarto parágrafo do texto 1, o enunciador aponta a intencionalidade das plataformas digitais que:
    Escolha uma alternativa para a questão f8a9f80b-13
  • Linguagens

    Português

    Leia os poemas a seguir e os relacione.


    Poema 6

    Casamento

    Adélia Prado Há mulheres que dizem:

    Meu marido, se quiser pescar, pesque,

    mas que limpe os peixes.

    Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

    ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

    É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

    de vez em quando os cotovelos se esbarram,

    ele fala coisas como "este foi difícil"

    "prateou no ar dando rabanadas"

    e faz o gesto com a mão.


    O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

    atravessa a cozinha como um rio profundo.

    Por fim, os peixes na travessa,

    vamos dormir.

    Coisas prateadas espocam:

    somos noivo e noiva.


    Poema 7

    Bilhete

    Mário Quintana

    Se tu me amas, ama-me baixinho

    Não o grites de cima dos telhados

    Deixa em paz os passarinhos

    Deixa em paz a mim!

    Se me queres,

    enfim,

    tem de ser bem devagarinho, Amada,

    que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

    Sobre essa relação, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão f8abd3a2-f9
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1



    A TECNOLOGIA ESTÁ MOLDANDO SUA SAÚDE – E VOCÊ TALVEZ NEM TENHA PERCEBIDO



    Figura 1 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos




    NAVAS, Daniel. A tecnologia está moldando sua saúde – e você talvez nem tenha percebido. InfoMoney25. 12 nov. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/tecnologia-hiperconectividade-digital-saude/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).



    TEXTO 2


    SUA MEMÓRIA ESTÁ PIOR? NÃO, ELA SÓ DESISTIU DE COMPETIR COM O CELULAR




    Figura 3 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    Figura 4 de 4 da questão de Português, Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) 2025, Interpretação de Textos


    DOLCI, Renato. Sua memória está pior? Não, ela só desistiu de competir com o celular. InfoMoney25. 26 out. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/ colunistas/renato-dolci/sua-memoria-esta-pior-nao-ela-so-desistiu-de-competir-com-o-celular/. Acesso em: 13 nov. 2025. (Adaptado).

    Ao utilizar a expressão “a humanidade está ‘ficando mais burra’” (l. 1, texto 2), a intenção comunicativa do enunciador é:
    Escolha uma alternativa para a questão f8ac5f93-13
  • Linguagens

    Português

    Observe o texto abaixo.

    “Nacib olhava pela janela do bar: não poderiam existir mundos distantes que o tirassem do olhar de Gabriela.
    Pensava” (Jorge Amado).

    A parte sublinhada do trecho pode também ser reescrita da seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão f8ac80d3-64