Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2006
- UFRN
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: 26E4A694-4E

No fragmento, as palavras sublinhadas indicam
Disciplina · Linguagens
Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Sobre o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) A história, estruturada em forma de diário, abarca cinco anos da vida de Carolina, que, segundo a narradora, suporta sua rotina de fome e violência através da escrita.
( ) A autora produz uma narrativa de grande potência, apesar dos desvios gramaticais presentes no texto.
( ) A narradora reflete sobre desigualdade social e racismo. A força do texto está no depoimento de quem sente essas mazelas no corpo e ainda assim se apresenta como voz vigorosa e propositiva.
( ) O livro, relato atípico na tradição literária brasileira, nunca obteve sucesso editorial, permanecendo esquecido até os dias de hoje.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos trechos abaixo, adaptados de A hora da estrela, de Clarice Lispector.
Proponho-me a que não seja complexo o que escreverei, embora obrigado a usar as palavras que vos sustentam. A história – determino com falso livre-arbítrio – vai ter uns sete personagens e eu sou um dos mais importantes deles, é claro. Eu, ........ . Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade. Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e “gran finale” seguido de silêncio e de chuva caindo. [...]
........ trabalhava de operário numa metalúrgica e ela nem notou que ele não se chamava de “operário” e sim de “metalúrgico”. ........ ficava contente com a posição social dele porque também tinha orgulho de ser datilógrafa, embora ganhasse menos de um salário mínimo. Mas eles eram alguém no mundo. “Metalúrgico e datilógrafa” formavam um casal de classe.
No bloco superior abaixo, estão listados os títulos de alguns contos do livro Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu; no inferior, aspectos e/ou temas relacionados aos contos.
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
1 - Pela passagem de uma grande dor
2 - Além do ponto
3 - Os companheiros (Uma história embaraçada)
4 - Luz e sombra
5 - Pera, uva ou maçã?
( ) Amigos reúnem-se em ambiente sombrio, que é invadido por morcegos.
( ) Narrador apresenta uma conversa telefônica entre um amigo e uma amiga.
( ) Psicanalista narra as sessões com uma paciente, que ocorrem todas as segundas e quintas, às 17h.
( ) Narrador, caminhando na chuva, conta sua angústia e sua expectativa em direção ao encontro de outro sujeito.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Leia o poema “Um dia, de repente”, escrito pela poeta porto-alegrense Lara de Lemos (1923-2010).
Um dia, de repente,
arrastam-nos à força
para um lugar incerto.
Um dia, de repente,
desnudam-nos impudica/
mente.
Um dia, de repente,
é o duro frio
do escuro catre.
Um dia, de repente,
somos apenas um ser vivo:
verme ou gente?
Considere as seguintes afirmações sobre o poema.
I - O poema recupera o episódio de encarceramento, ocorrido com Lara de Lemos, durante a ditadura civil-militar no Brasil.
II - O poema é construído na primeira pessoa do plural, reforçando a solidariedade do sujeito lírico com todos que viveram a mesma situação.
III- A repetição de “Um dia, de repente” revive a arbitrariedade das prisões e da tortura.
Quais estão corretas?
Leia a crônica Ovo frito, de Rubem Alves (1933-2014).
Gosto muito de ovo. Ovo frito. Ovo escaldado, com pão torrado. Coisa boba, o fato é que comecei a pensar sobre as razões por que gosto de ovo. Lembrei-me... Meu pai era viajante. Passava a semana fora de casa. Voltava às sextas-feiras, no trem das oito. Noite escura, o trem das oito vinha apitando na curva, resfolegando de cansado, expelindo enxames de vespas vermelhas, chamuscava uma paineira, entrava na reta, passava a dez metros da nossa casa, todos nós estávamos lá, o pai com a cabeça de fora, sorrindo, e todos corríamos para a estação. Ele vinha com fome e sujo. Água quente não havia. Mas não tinha importância. Da leitura do Evangelho havíamos aprendido de Jesus, no lava-pés, que quem está com os pés limpos tem o corpo inteiro limpo. A coisa, então, era lavar os pés. E esse era o costume geral lá em Minas. Minha mãe esquentava água no fogão de lenha, punha numa bacia e eu lavava os pés do meu pai. Depois de limpo, ele se assentava à mesa e o que tinha para comer era sempre a mesma coisa: arroz, feijão, molho de tomate e cebola, ovo frito e pão. Ele me punha assentado ao joelho e comia junto. Ah, como é gostoso comer pão ensopado no molho de tomate, pão lambuzado no amarelo mole do ovo! Era um momento de felicidade. Nunca me esqueci. Acho que quando enfio o pão no amarelo mole do ovo eu volto àquela cena da minha infância. Os poetas, somente os poetas, sabem que um ovo é muito mais que um ovo...
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre a crônica.
( ) Defende a importância de comer ovos.
( ) Relata que o trem em que o pai chegava trazia também criadores de vespas.
( ) Mostra que lavar os pés antes das refeições era um hábito importante, quase sagrado.
( ) Apresenta a memória como elemento essencial para a literatura.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Considere as seguintes afirmações sobre o romance.
I - O diário escrito pelo narrador desdobra-se em três confissões geracionais: memórias do avô, do pai e do filho.
II - O título do romance permite múltiplas interpretações da palavra “queda”: o suicídio do avô, o incidente com João, o alcoolismo do narrador, a doença do pai.
III- Os acontecimentos históricos da Shoah marcam a trajetória e o relato do narrador, apontando para a complexidade da tradição judaica.
Quais estão corretas?
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
O termo “absorta” (linha 08) tem, no texto, sentido contrário ao da alternativa:Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o romance.
( ) O pano de fundo histórico da narrativa é a ditadura salazarista, que durou quatro décadas em Portugal.
( ) O Lar da Feliz Idade presentifica o tema da velhice, em uma sociedade que busca a longevidade, mas não sabe o que fazer com os velhos.
( ) O romance dialoga com obras de autores portugueses, como Fernando Pessoa e José Saramago.
( ) Antônio Silva constrói a própria narrativa, sugerindo, por vezes, estar escrevendo um livro.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
No texto, a palavra “explícito” (linha 16) tem sentido equivalente a:
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
De acordo com o texto, a expressão da mulher que lê a carta é de:
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.
Assinale a alternativa em que a reescrita da frase em destaque altera o sentido do texto
ALVES, Rubem. O retorno e eterno: crônicas. Campinas, SP: Papirus, 1992, p. 43-44.
Com base no texto 01, responda à questão.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa: Rio de Janeiro, Nova Aguilar 1988, p.1914-1915.
Com base no texto 02, responda à questão.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa: Rio de Janeiro, Nova Aguilar 1988, p.1914-1915.
Com base no texto 02, responda à questão.