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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 149 de 549

  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que classifica respectivamente e corretamente as orações do seguinte período: Penso/ que podia ir viver com os animais/ que são tão plácidos / e bastam-se a si mesmos.
    Escolha uma alternativa para a questão 5afa1411-f8
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a palavra que é uma conjunção integrante introduzindo uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
    Escolha uma alternativa para a questão 5af01ceb-f8
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que a palavra sublinhada é um pronome adjetivo demonstrativo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5ae063c6-f8
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que o adjetivo sublinhado tem valor de substantivo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5ad6d062-f8
  • Linguagens

    Português

    Na frase: Envelhecer deveria ser como planar, a palavra sublinhada formou-se pelo processo de:
    Escolha uma alternativa para a questão 5acd7fd7-f8
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que analisa corretamente a palavra destacada.
    Escolha uma alternativa para a questão 5ac6272a-f8
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa em que todos os hiatos são acentuados, conforme a nova ortografia.
    Escolha uma alternativa para a questão 5ac336b3-f8
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Federal do Ceará 2011, Denotação e Conotação

    Adaptado de SANT’ANNA, Affonso Romano de. Melhores crônicas. São Paulo. Global, 2003, pp. 52-54 

    Assinale a alternativa em que o adjetivo está empregado em linguagem figurada.
    Escolha uma alternativa para a questão 5a83604a-f8
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    Em “Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional”, a série “não apenas... mas também” exprime valor de:
    Escolha uma alternativa para a questão 2920f875-ec
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Ser ou não ser

        Na atualidade, a imagem da juventude está marcada ao mesmo tempo pela ambiguidade e pela incerteza. Digo ambiguidade, pois se, de um lado, a juventude é sempre exaltada na contemporaneidade, cantada que é em prosa e verso pelas potencialidades existenciais que condensaria, por outro a condição jovem caracteriza-se por sua posição de suspensão no espaço social, que se materializa pela ausência de seu reconhecimento social e simbólico.
        Seria em decorrência disso que a incerteza é o que se delineia efetivamente como o futuro real para os jovens, em todos os quadrantes do mundo. É preciso destacar, antes de tudo, que a possibilidade de experimentação foi o que passou a caracterizar a condição da adolescência no Ocidente, desde o final do século 18, quando as idades da vida foram construídas em conjunção com a família nuclear burguesa, em decorrência da emergência histórica da biopolítica.
        Nesse contexto, a adolescência foi delimitada como o tempo de passagem entre a infância e a idade adulta, na qual o jovem podia empreender experiências nos registros do amor e das escolhas profissionais, até que pudesse se inserir no mercado de trabalho e se casar para reproduzir efetivamente as linhas de força da família nuclear burguesa. Desde os anos 1980, no entanto, essa figuração da adolescência entrou em franco processo de desconstrução, por diversas razões.
        Antes de mais nada, pela revolução feminista dos anos 1960 e 70, com a qual as mulheres foram em busca de outras formas sociais de existência, além da condição materna. Em seguida, porque o deslocamento das mulheres da posição exclusivamente materna foi o primeiro combate decisivo contra o patriarcado, que forjou nossa tradição desde a Antiguidade. Finalmente, a construção do modelo neoliberal da economia internacional, em conjunção com seu processo de globalização, teve o poder de incidir preferencialmente em dois segmentos da população, no que tange ao mercado de trabalho. De fato, foram os jovens e os trabalhadores da faixa etária dos 50 anos os segmentos sociais mais afetados pela voragem neoliberal. Com isso, se os primeiros passaram a se inserir mais tardiamente no dito mercado, os segundos passaram a ser descartados para ser substituídos por trabalhadores jovens e mais baratos, pela precariedade que foi então estabelecida no mercado de trabalho.
        Foi em consequência desse processo que o tempo de duração da adolescência se alongou bastante, ficando então os jovens fora do espaço social formal e lançados perigosamente numa terra de ninguém. Assim, graças à ausência de inserção no mercado de trabalho, a juventude foi destituída de reconhecimento social e simbólico, prolongando-se efetivamente, não tendo mais qualquer limite tangível para seu término. Despossuídos que foram de qualquer reconhecimento social e simbólico, aos jovens restaram apenas o corpo e a força física. É por essa trilha que podemos interpretar devidamente a emergência e a multiplicação das formas de violência entre os jovens na contemporaneidade.
        Esse processo ocorre não apenas no Brasil e na América Latina, mas também em escala internacional. Pode-se depreender aqui a constituição de uma cultura agonística* na juventude de hoje. Assim, a violência juvenil transformou-se em delinquência, inserindo-se efetivamente no registro da criminalidade. No Brasil, os jovens de classe média e das elites passaram a atacar gratuitamente certos segmentos sociais com violência. De mulheres pobres confundidas com prostitutas até homossexuais, passando pelos mendigos, a violência disseminou-se nas grandes metrópoles do país.
        Ao fazerem isso, no entanto, seus gestos delinquentes inscrevem-se numa lógica social precisa e rigorosa. Com efeito, tais segmentos sociais representam no imaginário desses jovens a decadência na hierarquia social, sendo, pois, os signos do que eles poderão ser efetivamente no futuro, na ausência do reconhecimento social e simbólico que os marca. A cultura da força empreende-se regularmente em academias de ginástica, onde os jovens cultuam os músculos, não apenas para se preparar para os combates cotidianos da vida real, mas para forjar também um simulacro de força na ausência efetiva de potência, isto é, na ausência de reconhecimento social e simbólico, lançados que estão aqueles no desamparo.
        É nesse registro que se deve inscrever a disseminação do bullying na contemporaneidade. É preciso dizer, no que concerne a isso, que a provocação e a violência entre os jovens e crianças é uma prática social antiga. O que é novo, contudo, é a ausência de uma autoridade que possa funcionar como mediação no combate entre estes e aqueles, o que incrementou bastante a disseminação dessa prática de violência.
        Não obstante tudo isso, a juventude é ainda glorificada como a representação do que seria o melhor dos mundos possíveis. A juventude seria então a condensação simbólica de todas as potencialidades existenciais. Contudo, se fazemos isso é porque não apenas queremos cultivar a aparência juvenil, por meio de cirurgias plásticas e da medicina estética, mas também porque o código de experimentação que caracterizou a adolescência de outrora se disseminou para a idade adulta e para a terceira idade. Constituiu-se assim uma efetiva adolescência sem fim na tradição ocidental, onde se busca pelo desejo a possibilidade de novos laços amorosos e novas modalidades de realização existencial. (Joel Birman, revista Cult n. 157, maio 2011).


    *agonística: relativo a luta, conflito, combate.  
    Assinale a opção cuja frase justifica corretamente o título do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 291830a9-ec
  • Linguagens

    Português

    A questão está baseada na charge abaixo, publicada na Folha de São Paulo no dia 28 de maio de 2009. 

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Interpretação de Textos
    No primeiro quadrinho, a utilização das palavras “Droga!” e “tá notando” apontam para uma variação linguística. Que tipo de registro linguístico está sendo empregado?
    Escolha uma alternativa para a questão f40747f5-e9
  • Linguagens

    Português

    A questão está baseada na charge abaixo, publicada na Folha de São Paulo no dia 28 de maio de 2009. 

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Figuras de Linguagem
    Ao invés de utilizar a expressão “Comprei um relógio”, o personagem da charge afirma “Comprei um Rolex”, sendo que a palavra “Rolex” refere-se a uma famosa marca de relógios suíços. Nesse caso, portanto, o nome da marca (Rolex) foi utilizado no lugar do nome do produto (Relógio). Como se chama a figura de linguagem que denomina esse fenômeno?
    Escolha uma alternativa para a questão f401d57a-e9
  • Linguagens

    Português

    A questão está baseada no texto Casa de boneca, do escritor gaúcho Moacyr Scliar, publicado em SCLYAR, Moacir. Deu no jornal. Erechim: Edelbra, 2008, p. 18-19. 

    Casa de boneca

    “Casa de boneca” abriga morador de rua. Os abrigos, de cerca de um metro e meio de altura, foram construídos por entidade assistencial de São Paulo. Folha de São Paulo 

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Conjunções: Relação de causa e consequência

    Na linha 19 (“que ele não teve outra alternativa”), qual o sentido lógico expresso pela conjunção “que”?
    Escolha uma alternativa para a questão f3f34c3a-e9
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    Por que as orações “que não se aguentava de fome” (l. 8) e “que são quatro” (l. 11) estão entre vírgulas?
    Escolha uma alternativa para a questão bf20d870-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Pontuação
    Por que foi utilizada uma vírgula após a palavra Zeca, no primeiro quadrinho?
    Escolha uma alternativa para a questão bf0a4f1e-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Conjunções: Relação de causa e consequência
    Assinale a única alternativa em que a palavra “para” está sendo usada como uma preposição e NÃO como conjunção adverbial.
    Escolha uma alternativa para a questão bef99071-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Interpretação de Textos
    Quanto ao estilo do texto de Gilberto Dimenstein, é correto afirmar o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão bef5da9a-e9
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Luterana do Brasil 2011, Denotação e Conotação
    Assinale a única alternativa em que o termo sublinhado no enunciado está sendo empregado com sentido denotativo.
    Escolha uma alternativa para a questão bef2bf26-e9
  • Linguagens

    Português

    “Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disso.”

    RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 64. ed. Rio de Janeiro: Record, 1993. p.54. (Fragmento).


    A partir da leitura do fragmento acima, e também com base em toda a obra Vidas secas, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão b193d5de-e8