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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 177 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


            Meu caro Gilberto,

       Convivi longamente com Saciologia goiana. As palavras faíscam em garimpos semânticos. Goiás mora em minhas raízes. Ali tombei no corpo de meus antepassados Antônio Castanho Almeida e Martin Rodrigues Tenório de Aguilar e agora renasço em minha neta Mirela Rondom Caiado Bomfim.

          Você recebeu a Coroa de sonetos?

          Um abraço fraterno do

          Paulo Bomfim



    TEXTO II



          Prezado Prof. Gilberto Mendonça Teles

          Cumprimentos

          Quero lhe agradecer o oferecimento da sua Saciologia goiana, que li e estou relendo e que me proporcionou inúmeras surpresas. Acompanho com o maior apreço a sua atividade — ainda agora consultei a edição recente e enriquecida de seu trabalho sobre vanguarda europeia e Modernismo brasileiro.

         Creia no apreço e admiração do

         Nelson W. Sodré


    XAVIER, T. M. (Org.). Fortuna crítica de Saciologia goiana.
    Rio de Janeiro: Galo Branco, 2011.


    As cartas de Paulo Bomfim e de Nelson Sodré respondem e agradecem a Gilberto M. Teles o envio de um exemplar de seu livro Saciologia goiana. Quanto ao teor, elas se diferenciam, respectivamente, por apresentarem
    Escolha uma alternativa para a questão 079c10fa-d9
  • Linguagens

    Português

    O valente Romano


               Não rolaram pelo chão, machucando-se nas pedras, como fazem os guerreiros. Nem esmurraram-se as bocas. Num tempo que não tem medida, sentiram o calor e o cheiro que cada um exalava. Olhavam o céu procurando resposta e nada estava escrito. Teriam eles mesmos de inventar a sentença para o encontro.

          Derrotados pela certeza de que gostariam de nunca romper o abraço, desvencilharam-se, bruscamente. De cabeças baixas, guardaram o silêncio que apenas os homens de coragem conhecem.

            — Vá embora! — suplicou Romano.

         Anselmo Dantas experimentou um derradeiro impulso de partir em cima do inimigo, mas duvidou se queria matá-lo ou retê-lo junto ao peito. Virou as costas e desapareceu na escuridão. Um galho de baraúna e um laço de corda de agave eram a única luz que seus olhos enxergavam.


    BRITO, R. C. Faca. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.



    Nesse fragmento, a tensão da luta corporal entre os personagens desdobra-se na consciência com que cada um
    Escolha uma alternativa para a questão 07999097-d9
  • Linguagens

    Português

          Sim, ela sentia dentro de si um animal perfeito. Repugnava-lhe deixar um dia esse animal solto. Por medo talvez da falta de estética. Ou receio de alguma revelação... Não, não, — repetia-se ela — é preciso não ter medo de criar. No fundo de tudo possivelmente o animal repugnava-lhe porque ainda havia nela o desejo de agradar e de ser amada por alguém poderoso como a tia morta. Para depois no entanto pisá-la, repudiá-la sem contemplações. Porque a melhor frase, sempre ainda a mais jovem, era: a bondade me dá ânsias de vomitar. A bondade era morna e leve, cheirava a carne crua guardada há muito tempo. Sem apodrecer inteiramente apesar de tudo. Refrescavam-na de quando em quando, botavam um pouco de tempero, o suficiente para conservá-la um pedaço de carne morna e quieta.


    LISPECTOR, C. Perto do coração selvagem.
    Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.


    Nessa passagem, a reflexão feita pela personagem resulta da sua tomada de consciência da
    Escolha uma alternativa para a questão 0796f273-d9
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    Português

    Venha ver o pôr do sol


         O mato rasteiro dominava tudo. E não satisfeito de ter-se alastrado furioso pelos canteiros, subira pelas sepulturas, infiltrara-se ávido pelos rachões dos mármores, invadira as alamedas de pedregulhos esverdinhados, como se quisesse com sua violenta força de vida cobrir para sempre os últimos vestígios da morte. Foram andando pela longa alameda banhada de sol. Os passos de ambos ressoavam sonoros como uma estranha música feita do som das folhas secas trituradas sobre os pedregulhos. Amuada, mas obediente, ela se deixava conduzir como uma criança. Às vezes mostrava certa curiosidade por uma ou outra sepultura com os pálidos medalhões de retratos esmaltados.


    TELLES, L. F. Antes do baile verde. São Paulo: Cia. das Letras, 2009.



    Nesse trecho, os procedimentos de construção que promovem a expressividade decorrem da
    Escolha uma alternativa para a questão 0791f1fa-d9
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    Português

    A rua


         A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo. Há suor humano na argamassa do seu calçamento. Cada casa que se ergue é feita do esforço exaustivo de muitos seres, e haveis de ter visto pedreiros e canteiros, ao erguer as pedras para as frontarias, cantarem, cobertos de suor, uma melopeia tão triste que pelo ar parece um arquejante soluço. A rua sente nos nervos essa miséria da criação, e por isso é a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas.


    JOÃO DO RIO. A alma encantadora das ruas.
    São Paulo: Cia. das Letras, 2008.



    Nesse trecho, as metáforas usadas pelo narrador caracterizam a rua como um lugar que retrata a
    Escolha uma alternativa para a questão 078cd8ff-d9
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.


    Nesse anúncio publicitário, o trecho que concentra concomitantemente marcas das funções conativa e emotiva da linguagem é
    Escolha uma alternativa para a questão 078a4789-d9
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    Português

    Uma fábrica na qual os operários fossem, efetiva e integralmente, simples peças de máquinas executando cegamente as ordens da direção pararia em quinze minutos. O capitalismo só pode funcionar com a contribuição constante da atividade propriamente humana de seus subjugados que, ao mesmo tempo, tenta reduzir e desumanizar o mais possível.


    CASTORIADIS, C. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.


    O texto apresenta uma contradição interna do capitalismo caracterizada pela
    Escolha uma alternativa para a questão 5e6866d7-d8
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    Português

    As capas dos folhetos de cordel, já então ilustradas por postais fotográficos, desenhos ou fotogramas de filmes, demoravam mais de uma semana para serem transformadas em clichês em Recife ou Fortaleza, o que levou a que santeiros e artesãos locais fossem requisitados para cortar na umburana — madeira preferida para o taco xilográfico pela facilidade do talhe e abundância — princesas, dragões, cangaceiros.

    CARVALHO, G. Xilogravura: os percursos da criação popular. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, n. 39, 1986 (adaptado).

    No início do século XX, a incorporação da técnica de produção descrita no texto promoveu uma renovação da
    Escolha uma alternativa para a questão 5e390f89-d8
  • Linguagens

    Português

    Marília acorda

          Tomo café em golinhos para não queimar meus lábios ressequidos. Como pão em pedacinhos para não engasgar com um farelo mais duro. Marília come também, mas olha o tempo todo para baixo. Parece que tem um acanhamento novo entre a gente. Termino. Olho mais uma vez pela janela. O dia está bom. Quero caminhar pelo pátio. Marília levanta, pega o andador e põe ao lado da cama. Ela sabe que eu quero levantar sozinha, e levanto. O lance de escadas, apesar de pequeno, ainda me causa problemas, mas não quero um elevador na casa e não vou tolerar descer uma rampa de cadeira de rodas. Marília abre a porta e saímos para a manhã. O dia está mais fresco do que eu imaginava. Ela pega uma manta de tricô que temos desde não sei quando e põe sobre as minhas costas. Ela aperta meus ombros com muita força, porque mesmo depois de todos esses anos, não descobriu a medida certa do carinho. Eu gosto. Porque entendo que naquele ato, naquela força está o nosso carinho.


    POLESSO, N. B. Amora. Porto Alegre: Não Editora, 2015.


    Nesse trecho, o drama do declínio físico da narradora transmite uma sensibilidade lírica centrada na
    Escolha uma alternativa para a questão 5dc96b09-d8
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    Português

    Cap. XLVIII / Terpsícore


    Ao contrário do que ficou dito atrás, Flora não se aborreceu na ilha. Conjeturei mal, emendo-me a tempo. Podia aborrecer-se pelas razões que lá ficam, e ainda outras que poupei ao leitor apressado; mas, em verdade, passou bem a noite. A novidade da festa, a vizinhança do mar, os navios perdidos na sombra, a cidade defronte com os seus lampiões de gás, embaixo e em cima, na praia e nos outeiros, eis aí aspectos novos que a encantaram durante aquelas horas rápidas

    . Não lhe faltavam pares, nem conversação, nem alegria alheia e própria. Toda ela compartia da felicidade dos outros. Via, ouvia, sorria, esquecia-se do resto para se meter consigo. Também invejava a princesa imperial, que viria a ser imperatriz um dia, com o absoluto poder de despedir ministros e damas, visitas e requerentes, e ficar só, no mais recôndito do paço, fartando-se de contemplação ou de música. Era assim que Flora definia o ofício de governar. Tais ideias passavam e tornavam. De uma vez alguém lhe disse, como para lhe dar força: “Toda alma livre é imperatriz!”.

    ASSIS, M. Esaú e Jacó. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1974.


    Convidada para o último baile do Império, na Ilha Fiscal, localizada no Rio de Janeiro, Flora devaneia sobre aspectos daquele contexto, no qual o narrador ironiza a
    Escolha uma alternativa para a questão 5dc6c4f2-d8
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    Português

    Meu irmão é filho adotivo. Há uma tecnicidade no termo, filho adotivo, que contribui para sua aceitação social. Há uma novidade que por um átimo o absolve das mazelas do passado, que parece limpá-lo de seus sentidos indesejáveis. Digo que meu irmão é filho adotivo e as pessoas tendem a assentir com solenidade, disfarçando qualquer pesar, baixando os olhos como se não sentissem nenhuma ânsia de perguntar mais nada. Talvez compartilhem da minha inquietude, talvez de fato se esqueçam do assunto no próximo gole ou na próxima garfada. Se a inquietude continua a reverberar em mim, é porque ouço a frase também de maneira parcial — meu irmão é filho — e é difícil aceitar que ela não termine com a verdade tautológica habitual: meu irmão é filho dos meus pais. Estou entoando que meu irmão é filho e uma interrogação sempre me salta aos lábios: filho de quem?

    FUCKS, J. A resistência. São Paulo: Cia. das Letras, 2015.


    Das reflexões do narrador, apreende-se uma perspectiva que associa a adoção
    Escolha uma alternativa para a questão 5dc17503-d8
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    Português

    TEXTO I

    A linguagem visual dos adornos transmite informações sobre prestígio e transgressão, direito e dever, pois só é permitido ao indivíduo o uso de adornos de sua linhagem. Quando diretamente vinculadas aos conceitos cosmológicos, as artes indígenas convertem-se antes em prismas que refletem as concepções acerca da composição do universo e dos componentes que o povoam.

    AGUILAR, N. (Org.); DIAS, J. A. B. F.; VELTHEN, L. H. V. Mostra do redescobrimento: artes indígenas. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo-Associação Brasil 500 anos, 2000 (adaptado).


    Imagem da questão de Português, ENEM 2024, Interpretação de Textos



    Pela leitura desses textos, infere-se que a compreensão da arte plumária indígena requer a consideração da
    Escolha uma alternativa para a questão 5dab12c8-d8
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    Português

    Maranhenses que moram longe matam a saudade da terra natal usando expressões próprias do estado. Se o maranhês impressiona e desperta a curiosidade de quem mora no próprio Maranhão, imagine de quem vem de outros estados e países? A variedade linguística local é enorme e o modo de falar tão próprio e característico dos maranhenses vem conquistando muita gente e inspirando títulos e muito conteúdo digital com a criação de podcasts, blogs, perfis na internet, além de estampar diversos tipos de produtos e serviços de empresas locais.

    Com saudades do Maranhão, morando há 16 anos no Rio de Janeiro, um fotógrafo maranhense criou um perfil na internet no qual compartilha a culinária, brincadeiras e o ‘dicionário’ maranhês. “A primeira vez que fui a uma padaria no Rio, na inocência, pedi 3 reais de ‘pães misturados’. Quando falei isso, as pessoas pararam e me olharam de uma forma bem engraçada, aí já fiquei ‘encabulado, ó’ e o atendente sorriu e explicou que lá não existia pão misturado e, sim, pão francês e suíço. Depois foi a minha vez de explicar sobre os pães ‘massa grossa e massa fina’”, contou o fotógrafo, com humor.


    Disponível em: https://oimparcial.com.br. Acesso em: 1 nov. 2021 (adaptado).


    A vivência relatada no texto evidencia que as variedades linguísticas
    Escolha uma alternativa para a questão 5d9898e8-d8
  • Linguagens

    Português

        Evanildo Bechara prepara a sua aposentadoria de pouco em pouco, como se a adiasse ao máximo. Aos 95 anos, o imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) alcançou um status de astro pop no mundo da filologia e da gramática. Quando ainda tinha saúde para viagens mais longas, o filólogo lotava plateias em suas palestras na Europa e no Brasil, que não raro terminavam com filas para selfies.

         A idade acentuou o lado “cientista” e professoral de Bechara, que adota um tom técnico na conversa até mesmo diante das perguntas mais pessoais. — “Qual o seu tipo preferido de leitura?”. — “A minha leitura está dividida em duas partes, a científica e a literária, estabelecendo uma relação de causa e efeito entre elas.” — responde.

      Ainda adolescente, Bechara descobriu a lexicologia. Um “novo mundo” se abriu para o pernambucano, que se mantém atento às metamorfoses do nosso idioma. Seu colega de ABL, o filólogo Ricardo Cavaliere, se lembra de quando deu carona para o mestre e este encucou com os estrangeirismos do aplicativo de navegação instalado no veículo. — “A vozinha do aplicativo avisou que havia um radar de velocidade ‘reportado’ à frente”, lembra Cavaliere. — “Esse ‘reportado’ é uma importação, né?”, notou Bechara.

    Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 3 jan. 2024 (adaptado).


    Nesse texto, as falas atribuídas a Evanildo Bechara são representativas da variedade linguística 
    Escolha uma alternativa para a questão 5d904188-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia os versos da canção “Silêncio de um cipreste” – composição de Cartola e Carlos Cachaça.


    Todo mundo tem o direito

    De viver cantando.

    O meu único defeito

    É viver pensando

    Em que não realizei

    E é difícil realizar.

    Se eu pudesse dar um jeito

    Mudaria o meu pensar.

    O pensamento é uma folha desprendida

    Do galho de nossas vidas

    Que o vento leva e conduz,

    É uma luz vacilante e cega,

    É o silêncio do cipreste

    Escoltado pela cruz.



    Nesta canção, é possível afirmar que o eu-lírico

    Escolha uma alternativa para a questão 2091b028-b7
  • Linguagens

    Português

    Em “Sonhos para adiar o fim do mundo”, o pensador Ailton Krenak conta-nos que um pajé Xavante sonhou que a terra ficaria desolada diante da ação predatória dos homens brancos. Escreve Krenak no livro:

    “Foi ali que eu atinei que tinha algo na perspectiva dos povos indígenas, em nosso jeito de observar e pensar, que poderia abrir uma fresta de entendimento nesse entorno que é o mundo do conhecimento. Naquele tempo eu comecei a visitar as florestas (...) e, por todos os lados, os pajés diziam: ‘vocês precisam tomar cuidado porque o mundo dos brancos está invadindo a nossa existência.’ Invadindo.”.

    (KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, p. 35-36, 2020.)


    No trecho, as preocupações dos pajés evocam 
    Escolha uma alternativa para a questão 208f8500-b7
  • Linguagens

    Português

    “(...) Tão geladas as pernas e os braços e a cara que pensei em abrir a garrafa [de conhaque] para beber um gole, mas não queria chegar na casa dele meio bêbado, hálito fedendo, não queria que ele pensasse que eu andava bebendo, e eu andava, todo dia um bom pretexto, e fui pensando também que ele ia pensar que eu andava sem dinheiro, chegando a pé naquela chuva toda, e eu andava, estômago dolorido de fome, e eu não queria que ele pensasse que eu andava insone, e eu andava, roxas olheiras (...)”.

    (ABREU, Caio Fernando. Além do ponto. Morangos Mofados. São Paulo: Companhia das Letras, p. 42, 2019.)


    No conto “Além do ponto”, observa-se que o contraste entre o “eu”, personagem que deseja, e o “ele”, personagem imaginado,
    Escolha uma alternativa para a questão 208d1fe3-b7
  • Linguagens

    Português

    Qual o macete de ‘Macetando’?


    Macetar, verbo transitivo: “golpear (alguém ou algo) com maceta ou macete, um martelo de cabo curto”. A definição está nos dicionários, mas o carnaval, como de praxe, mascarou o significado a seu bel-prazer. O coro da multidão que acompanhou Ivete Sangalo na abertura da folia de Salvador comprova que essa é a época ideal para enriquecer o vocabulário. Música gravada pela cantora baiana com participação de Ludmilla, “Macetando” despontou como hit nacional ao encher a boca do povo com o refrão-chiclete: “Ah, bebê, é a Veveta que tá no comando / Macetando, macetando, macetando...”.

    (Adaptado de CUNHA, G. Qual o macete de ‘macetando’? O Globo (versão online), 10/02/2024.)



    Na letra da música em questão, um dos aspectos que contribuem para o mascaramento do significado de macetar é
    Escolha uma alternativa para a questão 2080a3be-b7
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    Português

    Leia o trabalho da grafiteira e muralista Simone Siss (Texto 1), reconhecida por abordar temáticas femininas em sua obra.

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos
    Esse trabalho da artista Simone Siss expressa
    Escolha uma alternativa para a questão 20769641-b7
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    Português

    Texto 5


    É verdade esse bilete: memes e a disputa pela verdade


    Rangel Ramiro Ramos



    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2024, Interpretação de Textos




    A fim de ficar em casa e assistir a sua série preferida, Gabriel Lucca, de 5 anos, escreveu um bilhete passando-se por sua professora e o entregou à sua mãe. Nele, o recado era de que não haveria aula no dia seguinte, e, para finalizar sua “arte", Gabriel pós-escreveu: “é verdade esse bilhete”. A mãe de Gabriel não se conteve e publicou, no dia 21 de agosto, uma foto do bilhete no Facebook.

    Alguns dias depois, a frase “é verdade esse bilhete” já havia se tornado um bordão nacional. Artistas, empresas e internautas das mais variadas regiões do país começaram a escrever absurdidades assinando de brincadeira: “é verdade esse bilhete”. O meme “é verdade esse bilhete” – que, no universo memeal, pode ser entendido como um bordão ou uma catchphrase – popularizou-se por sua ironia, figura de linguagem de oposição, que segundo Chagas (2016) é característica dos memes de discussão pública. [...]


    Disponível em: https://museudememes.com.br/e-verdade-esse-bilete-memes-e-a-disputa-pela-verdade. Acesso em: 18 jul. 2024.


    Texto 6




    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2024, Interpretação de Textos



    Disponível em: https://museudememes.com.br/e-verdade-esse-bilete-memes-e-a-disputa-pela-verdade. Acesso em: 18 jul. 2024. 

    Leia o anúncio a seguir para responder a esta questão. Ele foi publicado pela empresa TIM, que atua como operadora de serviços de telefonia móvel, fixa, longa distância e transmissão de dados, numa revista mineira, disponibilizada em lugares de ampla circulação, como aeroportos, em 2011.


    Texto 7

    A TIM sabe que para mineiro qualquer lugar é perTIM.
    E tudo que tem tecnologia tem que ser perfeiTIM.
    E que quando ele liga, gosta de pagar um preço jusTIM
    Mineiro fala é assim. TIM: viver sem fronteiras...

    Fonte: Revista Mais Propaganda. Belo Horizonte, ano 2, n. 23, 11 nov. 2011.


    Por meio do anúncio, a empresa procurou gerar aproximação com os consumidores mineiros ao utilizar
    Escolha uma alternativa para a questão 937575ee-8b