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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 179 de 549

  • Linguagens

    Português

        A ocupação das Américas pelo Homo sapiens pode ter mais do que o dobro de tempo do sustentado pelas teorias tradicionais. Segundo dois artigos publicados em 22 de julho de 2020 na revista científica Nature, um deles com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), populações humanas estavam presentes na América do Norte por volta de 33 mil anos atrás, ainda antes do início do Último Máximo Glacial (UMG). Esse período, entre 26,5 mil e 19 mil anos atrás, representa o intervalo de tempo, durante a mais recente glaciação, em que as geleiras atingiram sua maior extensão no globo terrestre. Embora cada vez mais questionada ao longo das últimas décadas, a tese historicamente dominante na arqueologia norte-americana defende que a primeira cultura estabelecida no continente teria sido a de Clóvis, preservada em sítios de cerca de 13 mil anos, ricos em pontas de lança bifaciais, situados no estado norte- -americano do Novo México.


    (Marcos Pivetta. “O homem moderno entrou nas Américas mais de 30 mil anos atrás.” In: Pesquisa Fapesp, 20.08.2020, https://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado.)



    Segundo o artigo, a datação da ocupação humana das Américas

    Escolha uma alternativa para a questão b690707e-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    O termo sublinhado em “— Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?” (6º parágrafo) pertence à mesma classe gramatical daquele sublinhado em: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67e3f27-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    A voz do personagem mescla-se intimamente à voz do narrador, configurando o chamado discurso indireto livre, no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão b67652bc-7e
  • Linguagens

    Português

    O avanço tecnológico provocou alterações nos meios de comunicação e também na linguagem, com o surgimento de novos tipos e gêneros textuais, entre eles os digitais. É interessante notar que eles podem ser definidos porque apresentam elementos que possibilitam isso, além de preservarem características de tipos e gêneros já consagrados. [...] Sabemos que os tipos e gêneros textuais são incontáveis e adaptáveis a diversas realidades e situações comunicacionais. Sabemos também que em relação aos gêneros textuais estes podem ser definidos graças a um conjunto de elementos fixos, embora sejam mais flexíveis do que os tipos textuais. A verdade é que a comunicação na internet acabou criando novos gêneros e alterando outros, comprovando que eles estão a serviço dos falantes e às necessidades de seu tempo [...].


    Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/generos-digitais.html. Acesso em: 26 out. 2022 (fragmento).



    Em síntese, entre os gêneros textuais utilizados em diferentes situações comunicativas estão os gêneros digitais, os quais

    Escolha uma alternativa para a questão 34839db1-0f
  • Linguagens

    Português

    […]


    E casaram-se e tiveram uma secante e três cones


    Muito engraçadinhos.


    E foram felizes


    Até aquele dia  


    Em que tudo, afinal,


    Vira monotonia.


    Foi então que surgiu


    O Máximo Divisor Comum


    Frequentador de Círculos Concêntricos.


    Viciosos.


    Ofereceu-lhe, a ela,


    Uma Grandeza Absoluta,


    E reduziu-a a um Denominador Comum. 


    Ele, Quociente, percebeu


    Que com ela não formava mais


    Um Todo Uma Unidade.


    Era o Triângulo.


    Tanto chamado amoroso.


    Desse problema ela era a fração 


    Mais ordinária.


    [… ]


    FERNANDES, Millôr. Poesia Matemática. Poesia Matemática de Millôr Fernandes. 27/10/2011. Disponível em: https://www.ime.usp.br/~abe/lista/msg06802.

    html. Acesso em: 31 out 2022 (adaptado).

    A partir da análise da Poesia Matemática, de Millôr Fernandes, é correto afirmar que essa obra se estrutura como um poema

    Escolha uma alternativa para a questão 347c0b26-0f
  • Linguagens

    Português

                                                  Imagem da questão de Português, UFGD 2023, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-202695/trailer-19393478/ e https://bonifacio.net.br/luiz-gonzaga-rei-do-baiao/. Acesso em: 31 out. 2022.




    Gonzaga foi, pois, o artista que, por meio de suas canções, instituiu o Nordeste como um espaço da saudade. Embora não aquele Nordeste com saudade da escravidão, do engenho, das casas-grandes; mas o Nordeste da saudade do sertão, de sua terra, de seu lugar. Saudade de seus cheiros, seus ritmos, suas festas, suas alegrias, suas sensações corporais. Saudade de migrante ou de homem de cidade, em relação a um espaço idílico onde homem e natureza ainda não se separaram; onde as relações comunitárias ainda estão preservadas, onde a ordem patriarcal ainda está garantida. Um Nordeste de hierarquias conhecidas e preservadas, mas também o Nordeste da seca, das retiradas, da súplica ao Estado e às autoridades por proteção e socorro. [...] E, ao mesmo tempo, um Nordeste de grande “personalidade cultural”.


    ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4. ed. Recife: FJN; Ed. Massangana; São Paulo: Cortez, 2009, p.164.

    Considerando a obra cinematográfica sobre um dos artistas mais importantes da cultura brasileira, Luiz Gonzaga, cujo valor é também validado no excerto de Albuquerque Jr. (2009), assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra desse cantor por excelência.
    Escolha uma alternativa para a questão 34796eeb-0f
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I


    Ninguém ganha uma multa


    Quantas vezes você já ouviu um repórter ou locutor esportivo afirmar que o jogador acaba de “ganhar cartão amarelo”? Perdeu a conta? Pois esse é apenas um dos usos indevidos do verbo ganhar. Como ele só tem sentido positivo, de modo diferente do que se lê ou ouve muitas vezes, ninguém “ganha” uma punição, uma multa, uma advertência, uma repreensão, uma descompostura, um ferimento, um tiro ou uma cicatriz no rosto. O que a pessoa pode é receber ou sofrer – mas jamais “ganhar” – quaisquer coisas dessas.


    MARTINS, Eduardo. Com todas as letras: o português simplificado. São Paulo: Moderna, 1999, p. 123.




    TEXTO II


    Ganhar (ga.nhar) v. t.d. e t.d.i. 1 (prep. de) receber (algo) por merecimento, trabalho ou sorte < ganhou um par de tênis (do pai) > 2 <ganhou um beijo do amigo> < ganhou um tapa > B infrm*(prep. de) ser atingido por; receber, levar t.d. 3 tomar conta de; apoderar-se <o sono ganhou o doente >  4 passar a ter; adquirir <ganhou saúde, fama> 5 deixar de gastar (tempo); economizar < seguindo pelo atalho, ganhou algumas horas > 6 trazer de volta; recuperar <quer ganhar o tempo que perdeu> recuperar 7 infrm. Conquistar; seduzir <ganhou uma garota>  8 dar à luz (uma criança); parir t.d. e int. 9 sair vitorioso (em); vencer <i promotor ganhou a causa> <o time da casa ganhou> GRAM/USO part.: ganhado, ganho.


    * B infrm – brasileirismo; linguagem informal. Instituto Antônio Houaiss de Lexicografia (org.). Pequeno dicionário Houaiss de língua portuguesa. São Paulo:

    Moderna, 2015, p.480-481. 


    Considerando os argumentos apresentados no texto I, quanto a uma possível acepção semântica do verbo “ganhar”, e as trazidas no texto II pelo Dicionário Houaiss para esse verbo, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 346c9320-0f
  • Linguagens

    Português

    Cantares do sem - nome e de partidas

    Hilda Hilst 


    [...]


    Que este amor não me cegue nem me siga


    E de mim mesma nunca se aperceba.


    Que me exclua do estar sendo perseguida


    E do tormento


    De só por ele me saber estar sendo.


    Que o olhar não se perca nas tulipas


    Pois formas tão perfeitas de beleza


    Vêm do fulgor das trevas.


    E o meu Senhor habita o rutilante escuro


    De um suposto de heras em alto muro.


    Que este amor só me faça descontente


    E farta de fadigas. E de fragilidades tantas


    Eu me faça pequena. E diminuta e tenra


    Como só soem ser aranhas e formigas.


    Que este amor só me veja de partida. 


    HILST, Hilda. Que este amor não me cegue. Disponível em: http://www.hildahilst.com.br/portfolio/cantares-do-sem-nome-e-de-partidas. Acesso em: 08 set. 2022 (fragmento).


    Respectivamente, as palavras fulgor, rutilante e soem equivalem semanticamente a:

    Escolha uma alternativa para a questão 3469e37a-0f
  • Linguagens

    Português

    As tipologias textuais são caracterizadas como as diferentes formas que um texto pode apresentar, considerando-se o tipo de linguagem utilizado, a estrutura, o vocabulário, os modos e os tempos verbais, etc. Quanto aos gêneros discursivos e às tipologias textuais (narração, descrição, dissertação, injunção e exposição), assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3464f343-0f
  • Linguagens

    Português

    Salman Rushdie: duas semanas após ataque, intelectuais fazem campanha por Nobel para escritor.


     Hospitalizado após sofrer 15 facadas no último 12 de agosto de 2022, o escritor Salman Rushdie, de 75 anos, é daqueles nomes que são todo ano lembrados para o Nobel de Literatura. Após o atentado que quase o matou, essa lembrança ficou ainda mais forte. Entre diversos escritores franceses, um possível Nobel para Rushdie virou caso de torcida e campanha nos últimos dias. Neste ano, o prêmio da Academia Sueca, o mais importante da literatura, será anunciado no dia 10 de dezembro de 2022.


     [...]


    Próximo de Rushdie, Bernard-Henri Lévy publicou um longo texto relatando sua amizade com o colega britânico.


     “A comunidade internacional terá de dizer aos patrocinadores do crime que há um antes e um depois do novo caso Salman Rushdie”, escreveu Henri Lévy. “Mas seus amigos, seus pares, aqueles cuja opinião conta, a imprensa, têm uma decisão nas mãos. Para garantir que, em nome de toda a sua família e em seu próprio nome, lhe seja atribuído este ano, ou seja, em poucas semanas, o Prêmio Nobel da Literatura”.


    Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/salman-rushdie-duas-semanas-apos-ataque-intelectuais-fazem-campanha-por-nobel-para-escritor/. Acesso

    em: 01 set. 2022 (adaptado).

    De acordo com o trecho apresentado, é correto afirmar que 

    Escolha uma alternativa para a questão 346285c0-0f
  • Linguagens

    Português

    Linguisticamente


    A linguística, nascida no século 19 e amadurecida no 20, revolucionou o mapa do nosso entendimento sobre as línguas. Até então, a cartografia do verbo tinha duas estradas principais, a normativista e a enciclopédica.


    O normativismo é, como diria o Chico, “bedel e também juiz”. Dita regras de bom uso do idioma, pautadas num distante ideal fixado por escritores clássicos, e fica bravo se discordamos. É o que costuma cair em provas, muitas vezes na forma de ridículas pegadinhas. O maior símbolo dessa visão que divide o mundo em certo e errado é aquele tijolo temido pelos estudantes do meu tempo, a gramática normativa. Até hoje o normativismo pauta o senso comum. “Português é tão difícil! A língua está decadente! Será que pode se escrever assim?”


    O enciclopedismo é menos carrancudo. Como um colecionador de borboletas, espeta expressões — com destaque para as pitorescas — em compridos murais de cortiça que formam corredores a perder de vista. Tem como símbolo um tijolo maior ainda, o dicionário, que hoje já quase ninguém tira da estante, porque funciona melhor on-line.


    A linguística abriu uma terceira via nesse mapa, rumo a amplas regiões inexploradas — a do olhar científico aplicado à língua. Um linguista não está interessado em como a língua deveria ser nem na catalogação de palavras em sua quase infinita variedade. O que se deseja saber é como essa poderosa máquina de fazer sentido, moeda simbólica de toda sociedade humana, estrutura-se e se manifesta. Trata-se de uma ideia simples, indiscutível até. A língua existe na vida real, material, fora do âmbito de nossos desejos, e está condicionada apenas à história.


    Sérgio Rodrigues, Folha de São Paulo, 03 fev. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2021/02/linguisticamente.shtml.

    Acesso em: 20 ago. 2022 (fragmento).


    Sobre a interpretação autorizada do texto de Sérgio Rodrigues, é correto afirmar que a linguística

    Escolha uma alternativa para a questão 346005f2-0f
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFPR 2023, Interpretação de Textos

    Observe o seguinte excerto do texto:

    O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares.

    Assinale alternativa em que o trecho destacado é parafraseado adequadamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f83b53e-0a
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFPR 2023, Interpretação de Textos

    Com base no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f80ec23-0a
  • Linguagens

    Português

    Talvez estejamos muito condicionados a uma ideia de ser humano e a um tipo de existência. Se a gente desestabilizar esse padrão, talvez nossa mente sofra uma espécie de ruptura, como se caíssemos num abismo. Quem disse que a gente não pode cair? Quem disse que a gente já não caiu? Houve um tempo em que o planeta que chamamos Terra juntava os continentes todos numa grande Pangeia. Se olhássemos lá de cima do céu, tiraríamos uma fotografia completamente diferente do globo. Quem sabe se, quando o astronauta Iúri Gagarin disse “a Terra é azul”, ele não fez um retrato ideal daquele momento para essa humanidade que nós pensamos ser. Ele olhou com o nosso olho, viu o que a gente queria ver. Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui? O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano. O nosso apego a uma ideia fixa de paisagem da Terra e de humanidade é a marca mais profunda do Antropoceno.


    KRENAK, Ailton. Ideias para Adiar o Fim do Mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2020. p. 57-58.



    Antropoceno: considerado uma nova época geológica em que, pela primeira vez na história do planeta, as mudanças ambientais são resultado da intervenção humana. 
    Assinale a alternativa que retoma a tese central do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 5f796c7b-0a
  • Linguagens

    Português

           [...] O Brasil linguístico que vigorou até meados do século XVIII, no qual as línguas gerais ocupavam um espaço definitivo e se difundiam rumo ao sertão a partir de dois grandes núcleos, Amazônia e entorno de São Paulo, acabou sendo substituído por um espraiamento do português vinculado diretamente ao Nordeste, à lavoura que se servia da mão de obra escrava, aos negros africanos. Nessa situação, fica nítido que eles teriam sido a linha de frente da real lusitanização do território, ao mesmo tempo que iam transformando a língua aprendida numa coisa efetivamente nova, depois levada para outros pontos do país à medida que os ciclos econômicos se sucediam, cada um com seu centro num ponto diferente do território.
    Se é para pensarmos no português brasileiro como algo que se encontra num caldeirão, é preciso reconhecer quanto o conteúdo desse caldeirão teve que ser mexido e remexido para produzir nossa atual paisagem linguística. E é preciso reconhecer também que os primeiros e mais importantes desses movimentos foram determinados pela grande massa de falantes africanos que iam carregando e modificando essa língua durante todo o processo. Refundado e recaracterizado por eles.
    Apesar das adversidades, foi a língua falada por negros e mestiços que dominou o Brasil. Somos um país que fala português como fruto direto dessa presença negra.
    Talvez caiba deixar de lado por um momento a bela ideia da “última flor do Lácio”. O português brasileiro foi um broto africano, flor de Luanda.



    GALINDO, Caetano. Latim em pó. Companhia das Letras, 2023. p. 181-182.


    lusitanização: diz-se das coisas referentes à colonização portuguesa. In: https://www.dicionarioinformal.com.br/última flor do Lácio: a expressão “Última flor do Lácio, inculta e bela” é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac, poeta brasileiro que
    viveu no período de 1865 a 1918, e refere-se à filiação da língua portuguesa ao latim. In: https://www.jussiup.com.br/2019/04/ultima-flor-do-lacioinculta-e-bela.htmlLuanda: capital de Angola, costa oeste da África do Sul
    A respeito das expressões “última flor do Lácio” e “broto africano, flor de Luanda”, é correto afirmar que:  
    Escolha uma alternativa para a questão 5f7463cb-0a
  • Linguagens

    Português

           [...] O Brasil linguístico que vigorou até meados do século XVIII, no qual as línguas gerais ocupavam um espaço definitivo e se difundiam rumo ao sertão a partir de dois grandes núcleos, Amazônia e entorno de São Paulo, acabou sendo substituído por um espraiamento do português vinculado diretamente ao Nordeste, à lavoura que se servia da mão de obra escrava, aos negros africanos. Nessa situação, fica nítido que eles teriam sido a linha de frente da real lusitanização do território, ao mesmo tempo que iam transformando a língua aprendida numa coisa efetivamente nova, depois levada para outros pontos do país à medida que os ciclos econômicos se sucediam, cada um com seu centro num ponto diferente do território.
    Se é para pensarmos no português brasileiro como algo que se encontra num caldeirão, é preciso reconhecer quanto o conteúdo desse caldeirão teve que ser mexido e remexido para produzir nossa atual paisagem linguística. E é preciso reconhecer também que os primeiros e mais importantes desses movimentos foram determinados pela grande massa de falantes africanos que iam carregando e modificando essa língua durante todo o processo. Refundado e recaracterizado por eles.
    Apesar das adversidades, foi a língua falada por negros e mestiços que dominou o Brasil. Somos um país que fala português como fruto direto dessa presença negra.
    Talvez caiba deixar de lado por um momento a bela ideia da “última flor do Lácio”. O português brasileiro foi um broto africano, flor de Luanda.



    GALINDO, Caetano. Latim em pó. Companhia das Letras, 2023. p. 181-182.


    lusitanização: diz-se das coisas referentes à colonização portuguesa. In: https://www.dicionarioinformal.com.br/última flor do Lácio: a expressão “Última flor do Lácio, inculta e bela” é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac, poeta brasileiro que
    viveu no período de 1865 a 1918, e refere-se à filiação da língua portuguesa ao latim. In: https://www.jussiup.com.br/2019/04/ultima-flor-do-lacioinculta-e-bela.htmlLuanda: capital de Angola, costa oeste da África do Sul
    Sobre palavras e expressões presentes no texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f71c9ca-0a
  • Linguagens

    Português

    pe.lé® adj m+f sm+f Que ou aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé®, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excepcional, incomparável, único. Ele é o pelé do basquete. Ela é a pelé do tênis. Ela é a pelé da dramarturgia brasileira.


    Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/palavra/wezv8/Pel%C3%A9/. 
    Assinale, dentre os exemplos que seguem, aquele em que a expressão em destaque tem o mesmo sentido do emprego da palavra pelé tal como descrito pelo dicionário. 
    Escolha uma alternativa para a questão 5f6cb0b8-0a
  • Linguagens

    Português

    pe.lé® adj m+f sm+f Que ou aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé®, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excepcional, incomparável, único. Ele é o pelé do basquete. Ela é a pelé do tênis. Ela é a pelé da dramarturgia brasileira.


    Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/palavra/wezv8/Pel%C3%A9/. 
    Com base no texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 5f69fba3-0a
  • Linguagens

    Português

    Obras Agricultor Trabaiando na Roça e Ceia em cerâmica policromada

    Imagem da questão de Português, UFGD 2023, Interpretação de Textos


    Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa9523/mestre-vitalino/obras. Acesso em: 11 ago. 2023.


    Vitalino Pereira dos Santos ou, como é conhecido, Mestre Vitalino nasceu em 10 de julho de 1909 e morreu em 20 de janeiro de 1963 em Caruaru/Pernambuco. Com obras exibidas em diversas partes do Brasil e do mundo, é considerado um dos maiores artistas brasileiros que utilizam o barro como matéria-prima. Suas peças de cerâmica trazem uma assinatura muito particular inspirada no Nordeste. Sua arte é popular e não segue nenhum movimento artístico específico. Desde criança, Mestre Vitalino mexeu com o barro, a partir das sobras que ganhava da sua mãe; esta, por sua vez, fazia utensílios domésticos para vender na feira de Caruaru e ajudar no sustento da família. Aos seis anos de idade, ele fez suas primeiras esculturas: um boi e um cavalo que usou para brincar.


    Analise as afirmativas a seguir e assinale V para verdadeiras ou F para falsas.


    [ ] Os trabalhos de Mestre Vitalino trazem como personagens principais figuras e fatos das tradições nordestina e do folclore daquela região, como, por exemplo, lobisomem, lavradores, lavadeiras e cozinheiras. Retratam também casamentos, enterros, a vida dos cangaceiros e o costume da vaquejada.

    [ ] Apesar de não ter formação acadêmica, Mestre Vitalino possui um estilo pessoal marcante, aprendeu distintas técnicas de escultura e, devido ao sucesso de suas obras, deixou o barro de lado e passou a trabalhar com outras matérias-primas.

    [ ] As obras de Mestre Vitalino refletem uma brasilidade e características marcantes do agreste de Pernambuco, no entanto, a maior parte do acervo de 118 peças do artista estão expostas fora do Brasil, especialmente em Paris e na Áustria.

    [ ] As obras de Mestre Vitalino são inspiradas e retratam as crenças da cultura popular brasileira, em rituais e no imaginário popular, seja o cotidiano rural e urbano do sertão nordestino. São exemplos dessa afirmação as obras Retirantes e Vaquejada.

    [ ] Os especialistas nomeiam o trabalho de Mestre Vitalino como “arte figurativa”, e suas peças estão expostas em grandes museus do Brasil, e também no Museu de Arte Popular de Viena na Áustria e no Museu do Louvre em Paris.


    Considerando as afirmativas de cima para baixo, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0ca5032-04
  • Linguagens

    Português

    O rap é um estilo de música muitas vezes caracterizado por letras fortes e impactantes. Não raramente, os rappers utilizam-se de samples em suas músicas, ou seja, inserem em suas letras trechos de outras obras, atribuindo novos significados a esses fragmentos e gerando uma nova composição que pode reforçar ou ressignificar o conteúdo do sample. Na canção AmarElo, de Emicida, o sample utilizado é parte da música Sujeito de Sorte, de Belchior.

    Sujeito de sorte

    Presentemente eu posso me
    Considerar um sujeito de sorte
    Porque apesar de muito moço
    Me sinto são e salvo e forte

    E tenho comigo pensado
    Deus é brasileiro e anda do meu lado
    E assim já não posso sofrer no ano passado

    Tenho sangrado demais
    Tenho chorado pra cachorro
    Ano passado eu morri
    Mas esse ano eu não morro

    Disponível em: https://www.letras.mus.br/belchior/344922/. Acesso em: 1 jun. 2023 (fragmento).


     AmarElo

    Eu sonho mais alto que drones
    Combustível do meu tipo? A fome
    Pra arregaçar como um ciclone
    Pra que amanhã não seja só um ontem
    Com um novo nome

    [...]

    É um mundo cão pra nóis, perder não é opção, certo?
    De onde o vento faz a curva, brota o papo reto
    Num deixo quieto, num tem como deixar quieto
    A meta é deixar sem chão quem riu de nós sem teto, vai

    [...]

    Mano, rancor é igual tumor, envenena raiz
    Onde a plateia só deseja ser feliz, saca?
    Com uma presença aérea, onde a última tendência
    É depressão com aparência de férias

    Disponível em: https://g.co/kgs/VQLE8i. Acesso em: 1 jun. 2023 (fragmento).


    A partir dos seus conhecimentos sobre a língua portuguesa e com base na canção AmarElo e na leitura dos fragmentos transcritos, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b0b745c0-04