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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 189 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2021, Interpretação de Textos

    Considerando o trecho “Um posicionamento político que reforça a discussão aberta, durante o último campeonato europeu de handebol, sobre como o sexismo se reflete no controle dos uniformes de atletas” (linhas 94-98), é correto dizer que a relação estabelecida entre política e esporte diz respeito
    Escolha uma alternativa para a questão ffa02603-58
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    Português

    Imagem da questão de Português, UECE 2021, Gêneros Textuais

    O texto caracteriza-se como gênero textual
    Escolha uma alternativa para a questão ff891c48-58
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    Português

        No ano em que o maior clarinetista que o Brasil conheceu, Abel Ferreira, faria 100 anos, o choro dá mostras de vivacidade. É quase um paradoxo que essa riquíssima manifestação da genuína alma brasileira seja forte o suficiente para driblar a falta de incentivos oficiais, a insensibilidade dos meios de comunicação e a amnésia generalizada. “Ele trazia a alma brasileira derramada em sua sonoridade ímpar. Artur da Távola, seguramente seu maior admirador, foi quem melhor o definiu, ‘alma sertaneja, toque mozarteano’”. O acervo do músico autodidata nascido na mineira Coromandel, autor de 50 músicas, entre as quais Chorando baixinho (1942), que o consagrou, amigo e parceiro de Pixinguinha, com quem gravou Ingênuo (1958), permanece com os herdeiros à espera de compilação adequada. O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro tem a guarda do sax e do clarinete, doados em 1995. Na avaliação de Leonor Bianchi, editora da Revista do Choro, “a música instrumental fica apartada do que é popular porque não vai à sala de concerto. O público em geral tem interesse em samba, pagode e axé”. Ela atribui essa situação à falta de conhecimento e à pouca divulgação do gênero nas escolas.

    FERRAZ, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 abr. 2015 (adaptado).
    Considerando-se o contexto, o gênero e o público-alvo, os argumentos trazidos pela autora do texto buscam
    Escolha uma alternativa para a questão 30a11c4c-57
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos

    D’SALETE, M. Cumbe. São Paulo: Veneta, 2018, p. 10-11 (adaptado). 


    A sequência dos quadrinhos conjuga lirismo e violência ao

    Escolha uma alternativa para a questão 309b71fd-57
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos

    LICHTENSTEIN, R. Garota com bola. Óleo sobre tela, 153 cm x 91,9 cm.

    Museu de Arte Moderna de Nova York, 1961.


    Disponível em: www.moma.org. Acesso em: 4 dez. 2018. 


    A obra, da década de 1960, pertencente ao movimento artístico Pop Art, explora a beleza e a sensualidade do corpo feminino em uma situação de divertimento. Historicamente, a sociedade inventou e continua reinventando o corpo como objeto de intervenções sociais, buscando atender aos valores e costumes de cada época. Na reprodução desses preceitos, a erotização do corpo feminino tem sido constituída pela 

    Escolha uma alternativa para a questão 3098c190-57
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    Português

    O pavão vermelho

    Ora, a alegria, este pavão vermelho,
    está morando em meu quintal agora.
    Vem pousar como um sol em meu joelho
    quando é estridente em meu quintal a aurora.

    Clarim de lacre, este pavão vermelho
    sobrepuja os pavões que estão lá fora.
    É uma festa de púrpura. E o assemelho
    a uma chama do lábaro da aurora.

    É o próprio doge a se mirar no espelho.
    E a cor vermelha chega a ser sonora
    neste pavão pomposo e de chavelho.

    Pavões lilases possuí outrora.
    Depois que amei este pavão vermelho,
    os meus outros pavões foram-se embora.

    Costa, S. Poesia completa: Sosígenes Costa. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2001.
    Na construção do soneto, as cores representam um recurso poético que configura uma imagem com a qual o eu lírico
    Escolha uma alternativa para a questão 30960e9d-57
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    Português

    Se for possível, manda-me dizer:
    — É lua cheia. A casa está vazia —
    Manda-me dizer, e o paraíso
    Há de ficar mais perto, e mais recente
    Me há de parecer teu rosto incerto.
    Manda-me buscar se tens o dia
    Tão longo como a noite. Se é verdade
    Que sem mim só vês monotonia.
    E se te lembras do brilho das marés
    De alguns peixes rosados
    Numas águas
    E dos meus pés molhados, manda-me dizer:
    — É lua nova —
    E revestida de luz te volto a ver.

    HILST, H. Júbilo, memória, noviciado da paixão. São Paulo: Cia. das Letras, 2018. 
    Falando ao outro, o eu lírico revela-se vocalizando um desejo que remete ao
    Escolha uma alternativa para a questão 308d27c0-57
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos

    LEMOS, A. Artistas brasileiras. Belo Horizonte: Miguilim, 2018. 

    O que assegura o reconhecimento desse texto em quadrinhos como prefácio é o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 307e3ff6-57
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    Português

    Estojo escolar

    Rio de Janeiro — Noite dessas, ciscando num desses canais a cabo, vi uns caras oferecendo maravilhas eletrônicas, bastava telefonar e eu receberia um notebook capaz de me ajudar a fabricar um navio, uma estação espacial.
         […] Como pretendo viajar esses dias, habilitei-me a comprar aquilo que os caras anunciavam como o top do top em matéria de computador portátil.
        No sábado, recebi um embrulho complicado que necessitava de um manual de instruções para ser aberto.
       […] De repente, como vem acontecendo nos últimos tempos, houve um corte na memória e vi diante de mim o meu primeiro estojo escolar. Tinha 5 anos e ia para o jardim de infância.
        Era uma caixinha comprida, envernizada, com uma tampa que corria nas bordas do corpo principal. Dentro, arrumados em divisões, havia lápis coloridos, um apontador, uma lapiseira cromada, uma régua de 20 cm e uma borracha para apagar meus erros.
        […] Da caixinha vinha um cheiro gostoso, cheiro que nunca esqueci e que me tonteava de prazer.[…]
        O notebook que agora abro é negro e, em matéria de cheiro, é abominável. Cheira vilmente a telefone celular, a cabine de avião, a aparelho de ultrassonografia onde outro dia uma moça veio ver como sou por dentro. Acho que piorei de estojo e de vida.

    CONY, C. H. Crônicas para ler na escola. São Paulo: Objetiva, 2009 (adaptado).
    No texto, há marcas da função da linguagem que nele predomina. Essas marcas são responsáveis por colocar em foco o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 307b1275-57
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    Português

    Thumbs Up

        Ponto positivo para o Facebook, que vai dar uma ajeitada na casa para, quem sabe, não ser mais conhecido como o espaço da treta. Durante a F8, sua conferência anual, a empresa anunciou a maior mudança de design do serviço em 5 anos. Agora, o polêmico feed de notícias deixa de ser o protagonista, e o queridinho da rede social se torna o segmento de Grupos (é o Orkut fazendo escola?). Segundo Mark Zuckerberg, mais de 1 bilhão de usuários mensais entram nessa aba do aplicativo, e 400 mil deles já estão integrados em grupos de “assuntos significativos”. O objetivo agora é aumentar o tráfego, oferecendo mais sugestões e ferramentas especiais para quem gerencia essas comunidades. Além disso, o Marketplace, que já tem mais de 800 milhões de usuários, vai ganhar mais atenção e integração. Com isso, parece que há um novo padrão se montando na rede social: sai o feed, entra a segmentação, que pode ser uma boa porta para monetização nos próximos anos. No mesmo evento, Zuckerberg também disse que o futuro do Facebook é a privacidade, mas não deu muitos detalhes de como vai proteger seus clientes daqui para frente. Evitar que vazamentos de dados dos usuários aconteçam é um bom começo.

    #FicaaDica

    Disponível em: https://thebrief.us16.list-manage.com. Acesso em: 3 maio 2019 (adaptado)
    O texto relata que uma rede social virtual realizará sua maior mudança de design dos últimos anos. Esse fato revela que as tecnologias de informação e comunicação
    Escolha uma alternativa para a questão 306f30f4-57
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    Português

    TEXTO I

        Correu à sala dos retratos, abriu o piano, sentou-se e espalmou as mãos no teclado. Começou a tocar alguma coisa própria, uma inspiração real e pronta, uma polca, uma polca buliçosa, como dizem os anúncios. Nenhuma repulsa da parte do compositor; os dedos iam arrancando as notas, ligando-as, meneando-as; dir-se-ia que a musa compunha e bailava a um tempo. […] Compunha só, teclando ou escrevendo, sem os vãos esforços da véspera, sem exasperação, sem nada pedir ao céu, sem interrogar os olhos de Mozart. Nenhum tédio. Vida, graça, novidade, escorriam-lhe da alma como de uma fonte perene.

    ASSIS, M. Um homem célebre. Disponível em: www.biblio.com.br. Acesso em: 2 jun. 2019.


    TEXTO II

        Um homem célebre expõe o suplício do músico popular que busca atingir a sublimidade da obra-prima clássica, e com ela a galeria dos imortais, mas que é traído por uma disposição interior incontrolável que o empurra implacavelmente na direção oposta. Pestana, célebre nos saraus, salões, bailes e ruas do Rio de Janeiro por suas composições irresistivelmente dançantes, esconde-se dos rumores à sua volta num quarto povoado de ícones da grande música europeia, mergulha nas sonatas do classicismo vienense, prepara-se para o supremo salto criativo e, quando dá por si, é o autor de mais uma inelutável e saltitante polca.

    WISNIK, J. M. Machado maxixe: o caso Pestana. Teresa: revista de literatura brasileira, 2004 (adaptado).
    O conto de Machado de Assis faz uma referência velada ao maxixe, gênero musical inicialmente associado à escravidão e à mestiçagem. No Texto II, o conflito do personagem em compor obras do gênero é representativo da 
    Escolha uma alternativa para a questão 304a0d62-57
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    Português

    A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar
    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos
    TAYLOR, J. C. A balsa de Lampedusa. Instalação. Museu Atlântico, Lanzarote, Canárias, 2016 (detalhe). 

        A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânico Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias.
        Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Líbano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu.
        As esculturas do Museu Atlântico ficam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote.
      Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte.

    Disponível em: http://conexaoplaneta.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).

    Além de apresentar ao público a obra A balsa de Lampedusa, essa reportagem cumpre, paralelamente, a função de chamar a atenção para
    Escolha uma alternativa para a questão 30477d6c-57
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    Português

        Os velhos papéis, quando não são consumidos pelo fogo, às vezes acordam de seu sono para contar notícias do passado.

        É assim que se descobre algo novo de um nome antigo, sobre o qual já se julgava saber tudo, como Machado de Assis.

        Por exemplo, você provavelmente não sabe que o autor carioca, morto em 1908, escreveu uma letra do hino nacional em 1867 — e não poderia saber mesmo, porque os versos seguiam inéditos. Até hoje.

        Essa letra acaba de ser descoberta, em um jornal antigo de Florianópolis, pelo pesquisador independente Felipe Rissato.

        “Das florestas em que habito/ Solto um canto varonil:/ Em honra e glória de Pedro/ O gigante do Brasil”, diz o começo do hino, composto de sete estrofes em redondilhas maiores, ou seja, versos de sete sílabas poéticas. O trecho também é o refrão da música.

        O Pedro mencionado é o imperador Dom Pedro II. O bruxo do Cosme Velho compôs a letra para o aniversário de 42 anos do monarca, em 2 de dezembro daquele ano— o hino seria apresentado naquele dia no teatro da cidade de Desterro, antigo nome de Florianópolis.

    Disponível em: www.revistaprosaversoearte.com. Acesso em: 4 dez. 2018 (adaptado).

    Considerando-se as operações de retomada de informações na estruturação do texto, há interdependência entre as expressões
    Escolha uma alternativa para a questão ac317605-57
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    Português

        Seus primeiros anos de detento foram difíceis; aos poucos entendeu como o sistema funciona. Apanhou dezenas de vezes, teve o crânio esmagado, o maxilar deslocado, braços e pernas quebrados; por fim, um dia ficou lesionado da perna quando foi jogado da laje de um pavilhão. Nem todas as vezes ele soube por que apanhou, muito menos da última, quando foi deixado para morrer, mas sobreviveu. Seu corpo, moído no inferno, aguarda o fim dos seus dias. Já não questiona mais. Obedece. Cumpre as ordens. Baixa a cabeça e se retira. Apanha, às vezes com motivo, às vezes sem. Por onde passou, derramaram seu sangue. Seu rastro pode ser seguido. Intriga ter sobrevivido durante tantos anos. Pouquíssimos chegaram à terceira idade encarcerados.

    MAIA, A. P. Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.

    A narrativa concentra sua força expressiva no manejo de recursos formais e numa representação ficcional que
    Escolha uma alternativa para a questão ac2c0c3b-57
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    Português

        A história do futebol brasileiro contém, ao longo de um século, registros de episódios racistas. Eis o paradoxo: se, de um lado, a atividade futebolística era depreciada aos olhos da “boa sociedade” como profissão destinada aos pobres, negros e marginais, de outro, achava-se investida do poder de representar e projetar a nação em escala mundial. A Copa do Mundo no Brasil, em 1950, viria a se constituir, nesse sentido, em uma rara oportunidade. Contudo, na decisão contra o Uruguai sobreveio o inesperado revés. As crônicas esportivas elegiam o goleiro Barbosa e o defensor Bigode como bodes expiatórios, “descarregando nas costas” dos jogadores os “prejuízos” da derrota. Uma chibata moral, eis a sentença proferida no tribunal dos brancos. Nos anos 1970, por não atender às expectativas normativas suscitadas pelo estereótipo do “bom negro”, Paulo César Lima foi classificado como “jogador-problema”. Ele esboçava a revolta da chibata no futebol brasileiro. Enquanto Barbosa e Bigode, sem alternativa, suportaram o linchamento moral na derrota de 1950, Paulo César contra-atacava os que pretendiam condená-lo pelo insucesso de 1974. O jogador assumia as cores e as causas defendidas pela esquadra dos pretos em todas as esferas da vida social. “Sinto na pele esse racismo subjacente”, revelou à imprensa francesa: “Isto é, ninguém ousa pronunciar a palavra ‘racismo’. Mas posso garantir que ele existe, mesmo na Seleção Brasileira”. Sua ousadia consistiu em pronunciar a palavra interdita no espaço simbólico do discurso oficial para reafirmar o mito da democracia racial.

    Disponível em: https://observatorioracialfutebol.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado).

    O texto atribui o enfraquecimento do mito da democracia racial no futebol à
    Escolha uma alternativa para a questão ac1741f8-57
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    Português

    Devagar, devagarinho


        Desacelerar é preciso. Acelerar não é preciso. Afobados e voltados para o próprio umbigo, operamos, automatizados, falas robóticas e silêncios glaciais. Ilustra bem esse estado de espírito a música Sinal fechado (1969), de Paulinho da Viola. Trata-se da história de dois sujeitos que se encontram inesperadamente em um sinal de trânsito. A conversa entre ambos, porém, se deu rápida e rasteira. Logo, os personagens se despedem, com a promessa de se verem em outra oportunidade. Percebe-se um registro de comunicação vazia e superficial, cuja tônica foi o contato ligeiro e superficial construído pelos interlocutores: “Olá, como  vai? / Eu vou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo, / pegar meu lugar no futuro. E você? / Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono / tranquilo, quem sabe? / Quanto tempo... / Pois é, quanto tempo... / Me perdoe a pressa / é a alma dos nossos negócios... / Oh! Não tem de quê. / Eu também só ando a cem”.


        O culto à velocidade, no contexto apresentado, se coloca como fruto de um imediatismo processual que celebra o alcance dos fins sem dimensionar a qualidade dos meios necessários para atingir determinado propósito. Tal conjuntura favorece a lei do menor esforço — a comodidade — e prejudica a lei do maior esforço — a dignidade.


        Como modelo alternativo à cultura fast, temos o movimento slow life, cujo propósito, resumidamente, é conscientizar as pessoas de que a pressa é inimiga da perfeição e do prazer, buscando assim reeducar seus sentidos para desfrutar melhor os sabores da vida.


    SILVA, M. F. L. Boletim UFMG, n. 1 749, set. 2011 (adaptado).


    Nesse artigo de opinião, a apresentação da letra da canção Sinal fechado é uma estratégia argumentativa que visa sensibilizar o leitor porque

    Escolha uma alternativa para a questão ac14a783-57
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2021, Interpretação de Textos
    HENFIL.Disponível em: https:medium.com. Acesso em: 29 out.2018(adaptado).


    Nessa tirinha, produzida na década de 1970, os recursos verbais e não verbais sinalizam a finalidade de
    Escolha uma alternativa para a questão ac0c411b-57
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    Português

        O documentário O menino que fez um museu, direção de Sérgio Utsch, produção independente de brasileiros e britânicos, gravado no Nordeste em 2016, mais precisamente no distrito Dom Quintino, zona rural do Crato, foi premiado em Londres, pela Foreign Press Association (FPA), a associação de correspondentes estrangeiros mais antiga do mundo, fundada em 1888.

        De acordo com o diretor, O menino que fez um museu foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas. O documentário conta a história de um Brasil profundo, desconhecido até mesmo por muitos brasileiros. É apresentado com o carisma de Pedro Lucas Feitosa, 11 anos.

        Quando tinha 10 anos, Pedro Lucas criou o Museu de Luiz Gonzaga, que fica no distrito de Dom Quintino. A ideia surgiu após uma visita que o garoto fez, em 2013, quando tinha 8 anos, ao Museu do Gonzagão, em Exu, Pernambuco. Pedro decidiu criar o próprio lugar de exposição para homenagear o rei e o local escolhido foi a casa da sua bisavó já falecida, que fica ao lado da casa dele, na rua Alto de Antena.

    Disponível em: www.opovo.com.br. Acesso em: 18 abr. 2018.

    No segundo parágrafo, uma citação afirma que o documentário “foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas”.

    No texto, esse recurso expressa uma estratégia argumentativa que reforça a
    Escolha uma alternativa para a questão abfb985d-57
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    Português

    Texto 3


    Imagem da questão de Português, UECE 2021, Interpretação de Textos

    PRATES, Lubi. Um corpo negro. 2.ed.

    São Paulo: Nosostros Editorial, 2019. p.53. 

    Os versos: “minha pele não é casca/é um mapa:/onde África ocupa/todos os espaços:” (linhas 256-259) fazem referência
    Escolha uma alternativa para a questão 4973e560-0b
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    Português

    Texto 3


    Imagem da questão de Português, UECE 2021, Interpretação de Textos

    PRATES, Lubi. Um corpo negro. 2.ed.

    São Paulo: Nosostros Editorial, 2019. p.53. 

    Poeta, tradutora, editora e curadora de eventos literários e culturais, Lubi Prates iniciou sua trajetória poética em 2012, com a publicação de coração na boca. Em 2016, surge triz, e em 2018, publica um corpo negro, com o qual foi finalista do 61º Prêmio Jabuti e do 4º Prêmio Rio de Literatura. A autora transforma em poesia as nuances da assunção da identidade feminina e negra. No texto 3, poema de sua autoria, o eu lírico apresenta

    I. a importância de se sentir negro diante de uma história que foi apagada e distorcida.
    II. a reflexão a partir da perspectiva do corpo negro como ponto central e contador de sua própria história.
    III. um sentimento atravessado pelas questões de cor presentes na pele negra.

    Estão corretas as complementações contidas em
    Escolha uma alternativa para a questão 496cf74d-0b