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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 241 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    Era de jurema o bosque sagrado. Em torno corriam os troncos rugosos da árvore de Tupã; dos galhos pendiam ocultos pela rama escura os vasos do sacrifício; lastravam o chão as cinzas de extinto fogo, que servira à festa da última lua.

    Antes de penetrar o recôndito sítio, a virgem que conduzia o guerreiro pela mão hesitou, inclinando o ouvido sutil aos suspiros da brisa. Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma voz para a selvagem filha do sertão. Nada havia porém de suspeito no intenso respiro da floresta.

    Iracema fez ao estrangeiro um gesto de espera e silêncio, e depois desapareceu no mais sombrio do bosque. O Sol ainda pairava suspenso no viso da serrania; e já noite profunda enchia aquela solidão.

    Quando a virgem tornou, trazia numa folha gotas de verde e estranho licor vazadas da igaçaba, que ela tirara do seio da terra. Apresentou ao guerreiro a taça agreste.

    — Bebe!

    Martim sentiu perpassar nos olhos o sono da morte; porém logo a luz inundou-lhe os seios d’alma; a força exuberou em seu coração. Reviveu os dias passados melhor do que os tinha vivido: fruiu a realidade de suas mais belas esperanças.

    Ei-lo que volta à terra natal, abraça sua velha mãe, revê mais lindo e terno o anjo puro dos amores infantis.

    Mas por que, mal de volta ao berço da pátria, o jovem guerreiro de novo abandona o teto paterno e demanda o sertão?

    Já atravessa as florestas; já chega aos campos do Ipu. Busca na selva a filha do pajé. Segue o rastro ligeiro da virgem arisca, soltando à brisa com o crebro suspiro o doce nome:

    — Iracema! Iracema!...
    ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 28.

    O trecho apresentado é uma transcrição do livro Iracema, de José de Alencar, sobre o qual se verifica o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão a2ad2e91-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o texto a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    Douglas Okada. Vida no sítio, Óleo sobre tela, 60X 80 cm.
    Disponível em: <http://4.bp.blogspot.com/-CY0BBy9AXBk/T72Upt0-luI/AAAAAAAAHKE/pWjrj8LWYlQ/s640/DOUGLAS+OKADA+- +Vida+no+s%C3%ADtio+-+%C3%93leo+sobre+tela+-+60+x+80.jpg>. Acesso em: 07 maio 2018.

        O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados assuntos, insequentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava: E, pá:
        — Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-megerado...falmisgeraldo...familhas-gerado...?
        Disse, de golpe, trazia entre dentes aquela frase. Soara com riso seco. Mas, o gesto, que se seguiu, imperava-se de toda a rudez primitiva, de sua presença dilatada. Detinha minha resposta, não queria que eu a desse de imediato. E já aí outro susto vertiginoso suspendia-me: alguém podia ter feito intriga, invencionice de atribuir-me a palavra de ofensa àquele homem; que muito, pois, que aqui ele se famanasse, vindo para exigirme, rosto a rosto, o fatal, a vexatória satisfação?
    ROSA, Guimarães. Famigerado. In: Primeiras estórias. 12. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1981. p. 9
    O último parágrafo do excerto apresentado veicula, por parte do narrador, um sentimento de
    Escolha uma alternativa para a questão a2613c28-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    Não há para mim uma ruptura entre o saber empírico e o saber científico, mas uma superação. Essa superação se dá na medida em que a curiosidade ingênua, sem deixar de ser curiosidade, se torna crítica. Ao se fazer crítica, tornando-se então curiosidade epistemológica, metodicamente rigorosa na sua aproximação com o objeto, promove achados de maior exatidão.

    Na verdade, a curiosidade ingênua está associada ao saber do senso comum. É a mesma curiosidade que, se tornando crítica, passa a ser curiosidade epistemológica. Muda de qualidade, mas não de essência. A curiosidade de camponeses com quem tenho dialogado ao longo de minha experiência político-pedagógica é a mesma curiosidade com que cientistas ou filósofos acadêmicos admiram o mundo. Porém, os cientistas e os filósofos superam a ingenuidade da curiosidade do camponês ao aplicarem rigor metódico à sua curiosidade.

    A curiosidade como inquietação indagadora, como inclinação ao desvelamento de algo, como pergunta, como procura de esclarecimento, faz parte da vida. Não haveria criatividade sem a curiosidade que nos move e que nos põe pacientemente impacientes diante do mundo que não fizemos, acrescentando a ele algo que fazemos.

    Como manifestação da vida, a curiosidade humana vem sendo histórica e socialmente construída e reconstruída, precisamente porque a passagem da ingenuidade para a criticidade não se dá automaticamente. Uma das tarefas precípuas da prática educativa-progressista é exatamente o desenvolvimento da curiosidade crítica, insatisfeita, indócil. Curiosidade com que podemos nos defender dos "irracionalismos" decorrentes do ou produzidos pelo excesso de "racionalidade" de nosso tempo altamente tecnologizado.

    FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 55. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2017. p. 32-33. (Adaptado). 
    Defende-se no texto a tese segundo a qual
    Escolha uma alternativa para a questão a251e227-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    O lobo e o cordeiro
    Vamos mostrar que a razão do mais forte é sempre a melhor. Um cordeiro matava sua sede numa corrente de água pura, quando chega um lobo cuja fome o levava a buscar caça.
    – Que atrevimento é esse de sujar a água que estou bebendo? – diz enfurecido o lobo. – Você será castigado por essa temeridade.
    – Senhor – responde o cordeiro –, que vossa majestade não se encolerize e leve em conta que estou bebendo vinte passos mais abaixo que o senhor. Não posso, pois, sujar a água que está bebendo.
    – Você a suja, sim – diz o cruel animal. – Sei que você falou mal de mim no ano passado.
    – Como eu poderia tê-lo feito, se não havia sequer nascido? – responde o cordeiro. – Eu ainda mamo.
    – Se não foi você, foi seu irmão.
    – Eu não tenho irmãos.
    – Então, foi alguém dos seus, porque todos vocês, inclusive pastores e cães, não me poupam. Fiquei sabendo disso e, portanto, preciso vingar-me.
    Sem fazer nenhuma outra forma de julgamento, o lobo pegou o cordeiro, estraçalhou-o e devorou-o.
    La Fontaine. O lobo e cordeiro. In: SAVIOLI, Francisco Platão; FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. 5. ed. São Paulo: Ática, 2006. p. 125. (Adaptado).
    A acusação lançada pelo lobo, no trecho “Sei que você falou mal de mim no ano passado”, apresenta, em relação ao trecho anterior “Você a suja, sim”, o seguinte efeito na construção textual:
    Escolha uma alternativa para a questão a24aad84-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o texto para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos

    PRAZERES, Heitor dos. Carnaval nos Arcos (1961), Óleo sobre tela. Disponível em: <http://artenarede.com.br/blog/index.php/ate-ocarnaval-chegar/>. Acesso em: 22 out. 2018.



    Ela desatinou

    Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Ela não vê que toda gente
    Já está sofrendo normalmente
    Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da avenida
    Onde Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Quem não inveja a infeliz, feliz
    No seu mundo de cetim, assim
    Debochando da dor, do pecado
    Do tempo perdido, do jogo acabado 
    BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 210.
    Tanto a pintura quanto a letra de música apresentadas
    Escolha uma alternativa para a questão 73ab56ac-c4
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    Português

    Leia o poema e a tirinha a seguir para responder à questão

    Figura 1 de 2 da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos

    PESSOA, Fernando. Mar Português. In: Antologia Poética. Organização Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2014. p. 15.


    Figura 2 de 2 da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos

    Disponível em: <https://tirasdidaticas.files.wordpress.com/2014/12/rato79.jpg?w=640&h=215>
    Acesso em: 13 nov. 2018.
    Ao tomar como base os versos “Tudo vale a pena / Se a alma não é pequena”, o autor da tirinha focou seu processo de criação no seguinte aspecto da língua:
    Escolha uma alternativa para a questão 73a7b00c-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    PRAZERES, Heitor dos. Carnaval nos Arcos (1961), Óleo sobre tela. Disponível em: <http://artenarede.com.br/blog/index.php/ate-ocarnaval-chegar/>. Acesso em: 22 out. 2018.

    Ela desatinou
    Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Ela não vê que toda gente
    Já está sofrendo normalmente
    Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da avenida
    Onde Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Quem não inveja a infeliz, feliz
    No seu mundo de cetim, assim
    Debochando da dor, do pecado
    Do tempo perdido, do jogo acabado.

    BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Janeiro: Record, 2004. p. 210.
    Em termos imagéticos tem-se, na pintura e na letra da canção apresentadas, respectivamente, a representação do
    Escolha uma alternativa para a questão c323fd5c-c3
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    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    HARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014. p. 28-30. (Adaptado). 
    A interrogação apresentada no fim do primeiro parágrafo, “Como podemos, portanto, definir esse direito?” (linha 4), constitui um exemplo de
    Escolha uma alternativa para a questão c313df69-c3
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Pontuação
    HARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014. p. 28-30. (Adaptado). 
    Considere o seguinte fragmento:

    Nessa perspectiva, o direito à cidade é, portanto, muito mais do que um direito de acesso individual ou grupal aos recursos que a cidade incorpora: é um direito de mudar e reinventar a cidade, de forma que ela atenda aos desejos mais profundos e às necessidades mais prementes do ser humano. (Linhas 13-15).

    O uso do sinal de dois pontos (:), nesse trecho, tem a função de
    Escolha uma alternativa para a questão c31024a0-c3
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    HARVEY, David. Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. São Paulo: Martins Fontes, 2014. p. 28-30. (Adaptado). 
    De acordo com o texto, o direito à cidade constitui um dos direitos humanos mais básicos, o qual deve
    Escolha uma alternativa para a questão c30cc4fb-c3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    Ela desatinou

    Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Ela não vê que toda gente
    Já está sofrendo normalmente
    Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da
    avenida
    Onde Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Quem não inveja a infeliz, feliz
    No seu mundo de cetim, assim
    Debochando da dor, do pecado
    Do tempo perdido, do jogo acabado.
    BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Janeiro:
    Record, 2004. p. 210.

    Em termos de construção, a letra da música de Chico Buarque apresenta rimas, o que lhe confere cadência e musicalidade. Já na pintura,
    Escolha uma alternativa para a questão 89f6fd52-c3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEG 2018, Interpretação de Textos
    Ela desatinou

    Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Ela não vê que toda gente
    Já está sofrendo normalmente
    Toda a cidade anda esquecida, da falsa vida, da
    avenida
    Onde Ela desatinou, viu chegar quarta-feira
    Acabar brincadeira, bandeiras se desmanchando
    E ela inda está sambando
    Ela desatinou, viu morrer alegrias, rasgar fantasias
    Os dias sem sol raiando e ela inda está sambando
    Quem não inveja a infeliz, feliz
    No seu mundo de cetim, assim
    Debochando da dor, do pecado
    Do tempo perdido, do jogo acabado.
    BUARQUE, Chico. Ela desatinou. In: Todas as canções. Rio de Janeiro:
    Record, 2004. p. 210.

    Tanto a pintura quanto a letra de música apresentadas
    Escolha uma alternativa para a questão 89f0fbab-c3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Análise sintática

    Analise as proposições em relação à crônica De Mavioso Encanto, Marina Colasanti, e ao Texto 4.

    I. Da leitura da estrutura “De manhã reuni a família ao redor da mesa do café e disse: Gente, vou contar uma coisa importante e vocês precisam acreditar em mim” (linhas 2 e 3), inferese a importância da notícia a ser dada, a relevância do que iria ser dito.
    II. Da leitura da estrutura “E de repente” (linha 6), infere-se o tom do suspense, do inesperado quanto ao visitante que chega - o beija-flor.
    III. No período “Mas o dia me pareceu tão novo gue parei para olhar.” (linhas 5 e 6) a palavra destacada pode ser substituída pela conjunção porque e, mesmo assim, mantém-se o sentido original no texto.
    IV. Da leitura da crônica constata-se que, embora a aparição do beija-flor causasse espanto, os amigos e os empregados acreditaram e apoiaram as declarações de Marina.
    V. Em “Era de madrugada” (linha 5) o verbo destacado é impessoal e, portanto, tem-se uma oração sem sujeito.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 4f31cf6f-c2
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    Relacione as duas colunas pautando a transgressão, quanto à língua formal culta, identificada no Texto 3.

    (1) “Cosinhei as batatas” (linha 4)
    (2) “Dura é a cama que dormimos” (linha 10)
    (3) “vende eu para a Dona Julita” (linha 16)
    (4) “eu vi as lagrimas” (linha 20)
    (5) “os dramas que ali se desenrola” (linha 21)

    ( ) acentuação gráfica
    ( ) regência verbal
    ( ) concordância verbal
    ( ) ortografia
    ( ) emprego inadequado do pronome reto

    Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.

    Escolha uma alternativa para a questão 4f2b961a-c2
  • Linguagens

    Português

    “Foi assim que o temporal, o vento uivando, as águas encrespadas, os alcançou em viagem. (...) Ninguém sabe como Quincas se pôs de pé, encostado à vela menor. (...) Mulheres e homens se seguravam às cordas, agarravam às bordas do saveiro... e a figura de Quincas, de pé, cercado pela tempestade, impassível e majestoso, o velho marinheiro.
    (...) Foi quando cinco raios sucederam-se no céu, a trovoada reboou num barulho de fim de mundo, uma onda sem tamanho levantou o saveiro. (...) ...à luz dos raios, viram Quincas atirar-se e ouviram sua frase derradeira.” (p.101- 102)
    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro d’Água. Rio de Janeiro: Record, 42 ed., 1980.

    A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água, de Jorge Amado, enquadra-se num estilo bastante desenvolvido na América Latina chamado Realismo Mágico.
    O trecho destacado ilustra bem esse estilo porque apresenta
    Escolha uma alternativa para a questão a3864e67-bb
  • Linguagens

    Português

    Trecho 1
    “Até hoje permanece certa confusão em torno da morte de Quincas Berro d’Água. Dúvidas por explicar, detalhes absurdos, contradições nos depoimentos das testemunhas, lacunas diversas.” (p.15).

    Trecho 2
    “Quando finalmente, naquela manhã, um santeiro estabelecido na ladeira do Taboão chegou aflito à pequena porém bem arrumada casa da família Barreto e comunicou à filha Vanda e ao genro Leonardo estar Quincas definitivamente espichado, morto em sua pocilga miserável...” (p. 21).

    Trecho 3
    “Quando já estavam fartos de tanto cantar, Curió perguntou:
    - Não era hoje de noite a moqueca de Mestre Manuel?
    - Hoje mesmo. Moqueca de Arraia – acentou Pé de Vento.
    - Ninguém faz moqueca igual a Maria Clara – afirmou Cabo.
    Quincas estalou a língua. Negro Pastinha riu:
    -Tá doidinho pela moqueca.” (p. 91).
    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro d’Água. Rio de Janeiro: Record, 42 ed., 1980.

    Os trechos destacados permitem afirmar que a narrativa utilizada pelo autor se dá
    Escolha uma alternativa para a questão a3814855-bb
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    Português

    “Três pastos, uma casa, uma roça de mandioca, arado, carro de bois, cavalo, gado e cachorro. Uma mulher, doze filhos. O baque da cancela era um adeus a tudo isso. Já tinha sido um homem, agora não era mais nada, não tinha mais nada.”
    TORRES, Antônio. Essa Terra. Rio de Janeiro: Record, 2005, 20 ed. edição, p. 67.

    Considerando-se a totalidade do romance e a temática do trecho acima, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão a3783e03-bb
  • Linguagens

    Português

    Mágoas
    Quando nasci, num mês de tantas flores,
    Todas murcharam, tristes, langorosas,
    Tristes fanaram redolentes rosas,
    Morreram todas, todas sem olores.

    Mais tarde da existência nos verdores
    Da infância nunca tive as venturosas
    Alegrias que passam bonançosas,
    Oh! Minha infância nunca tive flores!

    Volvendo à quadra azul da mocidade,
    Minh’alma levo aflita à Eternidade,
    Quando a morte matar meus dissabores.

    Cansado de chorar pelas estradas,
    Exausto de pisar mágoas pisadas,
    Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!
    ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.
    Excerto 1
    Quando nasci, um anjo torto
    desses que vivem na sombra
    disse: Vai Carlos! Ser gauche na vida.
    ANDRADE, Carlos Drummond de.Poema das Sete Faces. Alguma Poesia. Rio de Janeiro. Ed. José Olímpio, 1983. p.3-4).

    Excerto 2
    Quando eu nasci
    um anjo louco muito louco
    veio ler a minha mão
    não era um anjo barroco
    era um anjo muito louco, torto
    com asas de avião.
    Let’s play that Todo Dia É Dia D, CD Torquato Neto Vários Artistas, Dubas Música, 2002.

    Excerto 3
    Quando nasci um anjo esbelto,
    desses que tocam trombeta, anunciou:
    vai carregar bandeira.
    Cargo muito pesado pra mulher,
    esta espécie ainda envergonhada.
    PRADO, Adélia. Com licença poética. Poesia Reunida. São Paulo: Siciliano, 1991.

    Excerto 4
    Quando nasci veio um anjo safado
    O chato dum querubim
    E decretou que eu tava predestinado
    A ser errado assim
    Já de saída a minha estrada entortou
    Mas vou até o fim.
    BUARQUE, Chico. Letra e Música. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

    Assim como Augusto dos Anjos em “Mágoas”, os excertos 1, 2, 3 e 4 constituem uma reflexão acerca do nascimento, distintas entre si, pela época, pela visão de mundo e pelo tratamento que cada um deles dá a esse tema, mantendo um perceptível distanciamento.
    Considerando-se esses excertos, é improcedente afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão a3708433-bb
  • Linguagens

    Português

    Mágoas
    Quando nasci, num mês de tantas flores,
    Todas murcharam, tristes, langorosas,
    Tristes fanaram redolentes rosas,
    Morreram todas, todas sem olores.

    Mais tarde da existência nos verdores
    Da infância nunca tive as venturosas
    Alegrias que passam bonançosas,
    Oh! Minha infância nunca tive flores!

    Volvendo à quadra azul da mocidade,
    Minh’alma levo aflita à Eternidade,
    Quando a morte matar meus dissabores.

    Cansado de chorar pelas estradas,
    Exausto de pisar mágoas pisadas,
    Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!
    ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.
    Considerando-se os recursos de estilo do poema “Mágoas” e a escola literária em que o poeta está inserido, é procedente o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão a36d8b26-bb
  • Linguagens

    Português

    Mágoas
    Quando nasci, num mês de tantas flores,
    Todas murcharam, tristes, langorosas,
    Tristes fanaram redolentes rosas,
    Morreram todas, todas sem olores.

    Mais tarde da existência nos verdores
    Da infância nunca tive as venturosas
    Alegrias que passam bonançosas,
    Oh! Minha infância nunca tive flores!

    Volvendo à quadra azul da mocidade,
    Minh’alma levo aflita à Eternidade,
    Quando a morte matar meus dissabores.

    Cansado de chorar pelas estradas,
    Exausto de pisar mágoas pisadas,
    Hoje eu carrego a cruz de minhas dores!
    ANJOS, Augusto. Mágoas. Eu e outras poesias. Disponível em: . Acesso em: 14 nov. 2018.
    Analisando-se o poema, em destaque, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão a369c7c1-bb