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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 271 de 549

  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir, um excerto do conto As Cerejas, de Lygia Fagundes Telles, servirá de base para a questão. 

         Aquela gente teria mesmo existido? Madrinha tecendo a cortina de crochê com um anjinho a esvoaçar por entre rosas, a pobre Madrinha sempre afobada, piscando os olhinhos estrábicos, vocês não viram onde deixei meus óculos? A preta Dionísia a bater as claras de ovos em ponto de neve, a voz ácida contrastando com a doçura dos cremes, esta receita é nova... Tia Olívia enfastiada e lânguida, abanando-se com uma ventarola chinesa, a voz pesada indo e vindo ao embalo da rede, fico exausta no calor... (...)
         A casa em meio do arvoredo, o rio, as tardes como que suspensas na poeira do ar - desapareceu tudo sem deixar vestígios. Ficaram as cerejas, só elas resistiram com sua vermelhidão de loucura. Basta abrir a gaveta: algumas foram roídas por alguma barata e nessas o algodão estoura, empelotado, não, tia Olívia, não eram de cera, eram de algodão suas cerejas vermelhas.
         Ela chegou inesperadamente. Um cavaleiro trouxe o recado do chefe da estação pedindo a charrete para a visita que acabara de desembarcar.
         – É Olívia! – exclamou Madrinha. – É a prima! Alberto escreveu dizendo que ela viria, mas não disse quando, ficou de avisar. (...)
         – Como se já não bastasse esse menino que também chegou sem aviso...
         O menino era Marcelo. Tinha apenas dois anos mais do que eu mas era tão alto e parecia tão adulto com suas belas roupas de montaria, que tive vontade de entrar debaixo do armário quando o vi pela primeira vez. 
          – Um calor na viagem! – gemeu tia Olívia em meio de uma onda de perfumes e malas. – E quem é este rapazinho?
        – Pois este é o Marcelo, filho do Romeu – disse Madrinha. – Você não se lembra do Romeu? Primo-irmão do Alberto...
         Tia Olívia desprendeu do chapeuzinho preto dois grandes alfinetes de pérola em formato de pera. O galho de cerejas estremeceu no vértice do decote da blusa transparente. Desabotoou o casaco. (...)
         Tia Olívia ajeitou com as mãos em concha o farto coque preso na nuca. Umedeceu os lábios com a ponta da língua. (...)
          Aproximei-me fascinada. Nunca tinha visto ninguém como tia Olívia, ninguém com aqueles olhos pintados de verde e com aquele decote assim fundo.
           – É de cera? – perguntei tocando-lhe uma das cerejas.
          Ela acariciou-me a cabeça com um gesto distraído. Senti bem de perto seu perfume.
          – Acho que sim, querida. Por quê? Você nunca viu cerejas?
         – Só na folhinha.
        Ela teve um risinho cascateante. No rosto muito branco a boca parecia um largo talho aberto, com o mesmo brilho das cerejas.
         – Na Europa são tão carnudas, tão frescas. (...)
    Sobre os elementos narrativos do excerto do conto As Cerejas de Lygia Fagundes Telles, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 87d7b74e-cb
  • Linguagens

    Português

    Analise os textos (itens) abaixo, considerando os conhecimentos sobre variação linguística e norma padrão.

    I) Aqui em Minas os pobres não vão badaponti, nem pro meidaprass.
    II) O Arnesto nos convidô prum samba, ele mora no Brás nóis fumo e não encontremos ninguém... (Adoniram Barbosa).
    III) Toma aí, chê, uma guampa de canha.
    IV) V.Exª, data vênia, não adentrou às entranhas meritórias doutrinárias e jurisprudenciais acopladas na inicial, que caracterizam, hialinamente, o dano sofrido.

    Identifique a alternativa correta, quanto ao uso da língua, nos textos acima.
    Escolha uma alternativa para a questão 87d212fe-cb
  • Linguagens

    Português

    Com base na charge abaixo, assinale a alternativa correta na questão.

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    Em relação aos elementos constitutivos da charge:
    Escolha uma alternativa para a questão 87cc695e-cb
  • Linguagens

    Português

    Com base na charge abaixo, assinale a alternativa correta na questão.

    Imagem da questão de Português, IF-PR 2017, Interpretação de Textos

    O que confere humor ao texto?
    Escolha uma alternativa para a questão 87c9767b-cb
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Auto da Barca do Inferno

    (Aproxima-se um corregedor com uma vara na mão

    e diz chegando à Barca do Inferno:)

    Corregedor – Hou da barca?

    Diabo – Que quereis?

    Corregedor – Está aqui o senhor juiz.

    Diabo – Oh amador de perdiz* / quantos processos

    trazeis?

    Corregedor – Por trazê-los, bem vereis, / venho muito

    contrafeito.

    Diabo – Como anda lá o Direito?

    Corregedor – Nos autos constatareis.

    Diabo – Ora, pois, entrai, vejamos / o que dizem tais

    Corregedor – Para onde vai o batel?

    Diabo – No inferno nós ancoramos.

    Corregedor – Como? À terra dos demônios / há de ir um

    corregedor? [...]

    Diabo – Ora, entrai nos negros fados. / Ireis ao lago dos

    cães / e vereis os escrivães / como estão bem

    prosperados.

    Corregedor – Vão à terra dos danados / os novos

    evangelistas?

    Diabo – Os mestres das fraudes vistas / lá estão bem

    atormentados [...]

    *“amador de perdiz” – referência ao fato de os juízes aceitarem,

    como agrado, a doação de coelhos e perdizes.

    VICENTE, GIL. Três autos: da alma; da barca do inferno; de Mofina Mendes. Livre adaptação de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 145 -153.


    Sobre o trecho da cena transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. A cena se inicia com a chegada do corregedor, que é representante do judiciário, à Barca do Inferno, quando o Diabo lhe dirige a primeira acusação: a de corrupção, por manipular a justiça em benefício próprio, com a aceitação de suborno sob a forma de presentes ou doações.

    II. Na obra, através de farta argumentação e de provas forjadas, o corregedor consegue convencer o Diabo e o Anjo de sua inocência. Por isso, após ser perdoado, aceita o pedido de desculpas de ambos e se encaminha para a Barca do Paraíso, onde é recebido com muitos festejos e intensa louvação.

    III. Na obra, o autor, para relativizar os conceitos de bem e mal, de certo e errado, evitando uma perspectiva maniqueísta, coloca circunstâncias em que o Anjo e o Diabo trocam de papéis e passam a dirigir, respectivamente, a Barca do Inferno e a Barca da Glória. Com isso, o julgamento se torna mais preciso e a punição mais justa.

    IV. O cenário da obra é um porto onde se encontram ancoradas duas barcas: uma, guiada pelo Diabo, tem como destino o inferno; outra, guiada por um Anjo, leva ao paraíso. Nelas são acomodadas as pessoas que se aproximam e que já morreram, selecionadas pelo Diabo ou pelo Anjo, segundo sua conduta quando estavam vivas.

    V. A obra é uma sátira social e moral, pois veicula criticas aos costumes impróprios ou pecados de figuras poderosas da época, que são julgadas e punidas com a condenação ao inferno. Trata-se de uma temática que, embora contextualizada no século XVI, em Portugal, guarda certa atualidade e pertinência com questões contemporâneas.

    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 4994bf2d-ca
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Análise sintática

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Análise sintática

    Releia o seguinte trecho: “São parte fundamental dos jogos de dominação e de poder, servem para mistificar, para manipular, mas servem, sobretudo, para sustentar um ideal falso na pessoa do preconceituoso, ideal acerca de si mesmo, um ideal de ‘superioridade’, sem o qual os preconceitos seriam eliminados porque perderiam, aí sim, a sua função fundante.” (l. 7-14)

    Sobre aspectos de morfossintaxe desse período, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 4962d540-ca
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Coesão e coerência

    De acordo com uma associação de ideias ensejada pelo texto, “esclarecimento” e “discernimento” (l. 45) se relacionam com
    Escolha uma alternativa para a questão 4948175c-ca
  • Linguagens

    Português

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos


    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo. Disponível em: . Acesso em: 08 nov. 2016. 

    Caracteriza o “anti-intelectualismo” (l. 43)
    Escolha uma alternativa para a questão c60af496-ca
  • Linguagens

    Português

    Auto da Barca do Inferno

    (Aproxima-se um corregedor com uma vara na mão e diz chegando à Barca do Inferno:)
    Corregedor – Hou da barca?
    Diabo – Que quereis?
    Corregedor – Está aqui o senhor juiz.
    Diabo – Oh amador de perdiz* / quantos processos trazeis?
    Corregedor – Por trazê-los, bem vereis, / venho muito contrafeito.
    Diabo – Como anda lá o Direito?
    Corregedor – Nos autos constatareis.
    Diabo – Ora, pois, entrai, vejamos / o que dizem tais papéis.
    Corregedor – Para onde vai o batel?
    Diabo – No inferno nós ancoramos.
    Corregedor – Como? À terra dos demônios / há de ir um corregedor? [...]
    Diabo – Ora, entrai nos negros fados. / Ireis ao lago dos cães / e vereis os escrivães / como estão bem prosperados.
    Corregedor – Vão à terra dos danados / os novos evangelistas?
    Diabo – Os mestres das fraudes vistas / lá estão bem atormentados [...]


    *“amador de perdiz” – referência ao fato de os juízes aceitarem, como agrado, a doação de coelhos e perdizes.
    VICENTE, GIL. Três autos: da alma; da barca do inferno; de Mofina Mendes. Livre adaptação de Walmir Ayala. Rio de Janeiro: Ediouro; São Paulo: Publifolha, 1997. p. 145 -153. 
    Sobre o trecho da cena transcrito e a obra de onde foi extraído, é correto afirmar:

    I. A cena se inicia com a chegada do corregedor, que é representante do judiciário, à Barca do Inferno, quando o Diabo lhe dirige a primeira acusação: a de corrupção, por manipular a justiça em benefício próprio, com a aceitação de suborno sob a forma de presentes ou doações.
    II. Na obra, através de farta argumentação e de provas forjadas, o corregedor consegue convencer o Diabo e o Anjo de sua inocência. Por isso, após ser perdoado, aceita o pedido de desculpas de ambos e se encaminha para a Barca do Paraíso, onde é recebido com muitos festejos e intensa louvação.
    III. Na obra, o autor, para relativizar os conceitos de bem e mal, de certo e errado, evitando uma perspectiva maniqueísta, coloca circunstâncias em que o Anjo e o Diabo trocam de papéis e passam a dirigir, respectivamente, a Barca do Inferno e a Barca da Glória. Com isso, o julgamento se torna mais preciso e a punição mais justa.
    IV. O cenário da obra é um porto onde se encontram ancoradas duas barcas: uma, guiada pelo Diabo, tem como destino o inferno; outra, guiada por um Anjo, leva ao paraíso. Nelas são acomodadas as pessoas que se aproximam e que já morreram, selecionadas pelo Diabo ou pelo Anjo, segundo sua conduta quando estavam vivas.
    V. A obra é uma sátira social e moral, pois veicula criticas aos costumes impróprios ou pecados de figuras poderosas da época, que são julgadas e punidas com a condenação ao inferno. Trata-se de uma temática que, embora contextualizada no século XVI, em Portugal, guarda certa atualidade e pertinência com questões contemporâneas.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão 47af4a5a-ca
  • Linguagens

    Português

    Ódio à inteligência: sobre o
    anti-intelectualismo

    Figura 1 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo.
    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/> . Acesso em: 08 nov. 2016.

    Figura 4 de 4 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    Dahmer, André. https://66.media.tumblr.com/29b78461327db2f95 1c7c08fd84a9388/tumblr_mnkcw5fMPV1qmggloo1_500.jpg Acesso em: 15 nov. 2016.


    São trechos do texto que podem ser associados à narrativa da tirinha acima:


    I. “Os preconceitos não são inúteis. Eles têm uma função importantíssima na economia psíquica do preconceituoso.” (l. 1-3).

    II. “Vivemos tempos de descompensação emocional profunda, em uma espécie de vazio afetivo” (l. 22-23).

    III. “Há um ódio que se dirige atualmente à inteligência, ao conhecimento, à ciência, ao esclarecimento, ao discernimento.” (l. 43-45).

    IV. “Há, dividindo espaço com opressões próprias ao campo do saber, um estranho ódio ao saber em sua forma crítica e desconstrutiva.” (l. 53-55).

    V. “O pensamento e a ousadia intelectual tornaram-se insuportáveis para muitas pessoas” (l. 59-60).



    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 479ebc2a-ca
  • Linguagens

    Português

    Ódio à inteligência: sobre o
    anti-intelectualismo

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia 2017, Interpretação de Textos

    TIBURI, Marcia e CASARA, Rubens. Ódio à inteligência: sobre o antiintelectualismo.
    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/> . Acesso em: 08 nov. 2016.

    O “messianismo” e a “peste” são categorias corretamente explicitadas, de acordo com o texto, em


    I. O messianismo faz crer que coragem, populismo e performance são os requisitos do sucesso político e qualidades para dirigir os destinos da pátria. A peste é uma categoria que transfigura os problemas brasileiros como males cuja solução depende da intercessão divina ou de líderes iluminados.

    II. A peste constitui uma referência ao passado, quando os problemas do país eram decorrentes de um sistema político retrógrado ou ultrapassado. Já o messianismo abarca os líderes que foram responsáveis pela superação desses problemas, a partir da valoração da ciência, do conhecimento e da educação.

    III. O messianismo supõe a necessidade, na direção política do país, de líderes heroicos, salvadores da pátria, mesmo que não disponham de preparo, cultura ou inteligência. Já a peste constitui uma concepção que atribui causa desconhecida e extensão indeterminada às dificuldades reais e mais graves do país.

    IV. A peste representa o perigo atual de disseminação de um ódio irracional dirigido para o conhecimento, o saber, a inteligência. Já o messianismo constitui uma crença de que existem indivíduos predestinados para as funções públicas por sua capacidade de resolver os problemas do país a partir de suas qualidades intelectuais e morais.

    V. Ambos, a peste e o messianismo são categorias vinculadas a uma lógica superada de pensamento, e estão presentes numa onda atual e crescente de conservadorismo, caracterizada pela rejeição a uma educação e um conhecimento capazes de estimular o senso crítico e a reflexão, atitudes indesejadas e combatidas.



    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a

    Escolha uma alternativa para a questão 479c340f-ca
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Figuras de Linguagem
    O poema apresenta uma linguagem permeada de aliterações e assonâncias, o que lhe confere mais musicalidade, ao passo que a pintura apresenta traços de uma estética
    Escolha uma alternativa para a questão 6a3f8f0c-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    A leitura da pintura e do poema permite que se entreveja a importância da
    Escolha uma alternativa para a questão 6a3ccee9-c4
  • Linguagens

    Português

    Observe a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, UEG 2017, Interpretação de Textos
    A leitura, tanto da imagem quanto do poema apresentados, metaforiza o caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 6a3974c6-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    O mundo como pode ser: uma outra globalização

        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.
        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.
         É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.
        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).
    No enunciado “É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas”, a parte “afinal descoberta pelas massas” estabelece o seguinte pressuposto:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a330d30-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.

    O mundo como pode ser: uma outra globalização

        Podemos pensar na construção de um outro mundo a partir de uma globalização mais humana. As bases materiais do período atual são, entre outras, a unicidade da técnica, a convergência dos momentos e o conhecimento do planeta. É nessas bases técnicas que o grande capital se apoia para construir uma globalização perversa. Mas essas mesmas bases técnicas poderão servir a outros objetivos, se forem postas a serviço de outros fundamentos sociais e políticos. Parece que as condições históricas do fim do século XX apontavam para esta última possibilidade. Tais novas condições tanto se dão no plano empírico quanto no plano teórico.
        Considerando o que atualmente se verifica no plano empírico, podemos, em primeiro lugar, reconhecer um certo número de fatos novos indicativos da emergência de uma nova história. O primeiro desses fenômenos é a enorme mistura de povos, raças, culturas, gostos, em todos os continentes. A isso se acrescente, graças ao progresso da informação, a “mistura” de filosofia, em detrimento do racionalismo europeu. Um outro dado de nossa era, indicativo da possibilidade de mudanças, é a produção de uma população aglomerada em áreas cada vez menores, o que permite um ainda maior dinamismo àquela mistura entre pessoas e filosofias. As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação. Trata-se da existência de uma verdadeira sociodiversidade, historicamente muito mais significativa que a própria biodiversidade. Junte-se a esses fatos a emergência de uma cultura popular que se serve dos meios técnicos antes exclusivos da cultura de massas, permitindo-lhe exercer sobre esta última uma verdadeira revanche ou vingança.
         É sobre tais alicerces que se edifica o discurso da escassez, afinal descoberta pelas massas. A população, aglomerada em poucos pontos da superfície da Terra, constitui uma das bases de reconstrução e de sobrevivência das relações locais, abrindo a possiblidade de utilização, ao serviço dos homens, do sistema técnico atual.
        No plano teórico, o que verificamos é a possiblidade de produção de um novo discurso, de uma nova metanarrativa, um grande relato. Esse novo discurso ganha relevância pelo fato de que, pela primeira vez na história do homem, se pode constatar a existência de uma universalidade empírica. A universalidade deixa de ser apenas uma elaboração abstrata na mente dos filósofos para resultar da experiência ordinária de cada pessoa. De tal modo, em mundo datado como o nosso, a explicação do acontecer pode ser feita a partir de categorias de uma história concreta. É isso, também, que permite conhecer as possiblidade existentes e escrever uma nova história.

    SANTOS, Milton. Por uma outra globalização. 13. ed. São Paulo: Record, 2006. p. 20-21. (Adaptado).
    Considere o seguinte recorte: “As massas, de que falava Ortega y Gasset na primeira metade do século (A rebelião das massas, 1937), ganham uma nova qualidade em virtude de sua aglomeração exponencial e de sua diversificação”.

    O discurso do outro é apresentado nesse trecho por meio de uma
    Escolha uma alternativa para a questão 6a2bdb63-c4
  • Linguagens

    Português


    Figura 1 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Coesão e coerência

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Coesão e coerência
    Figura 3 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Coesão e coerência

    Fonte: http://sociologia.uol.com.br/barbarie-e-terror-ou-a-conta-chegou/ 30.12.2016. Acesso em: 23 de mar 2017.



    TEXTO 2

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Coesão e coerência


    TEXTO 3

    Figura 5 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Coesão e coerência

    Considere o trecho do TEXTO 01:


    Nossos ancestrais descobriram que enfrentar o mundo que os circunscrevia seria muito mais fácil e eficiente se o fizessem em grupo. (Linhas 16 - 17) 


    Em relação aos termos destacados, é correto afirmar que: 

    Escolha uma alternativa para a questão dd71cd2f-c2
  • Linguagens

    Português


    Figura 1 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Sintaxe

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Sintaxe
    Figura 3 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Sintaxe

    Fonte: http://sociologia.uol.com.br/barbarie-e-terror-ou-a-conta-chegou/ 30.12.2016. Acesso em: 23 de mar 2017.



    TEXTO 2

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Sintaxe


    TEXTO 3

    Figura 5 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Sintaxe

    Considere o trecho do TEXTO 01


    "(...) faz-se necessário, fundamentalmente, lograr êxito em tolerar o outro (ou os outros), bem como suas complexidades, contradições e diferenças.‖ (Linhas 11 - 12)


    Marque a opção CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão dd6eb993-c2
  • Linguagens

    Português


    Figura 1 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Análise sintática

    Figura 2 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Análise sintática
    Figura 3 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Análise sintática

    Fonte: http://sociologia.uol.com.br/barbarie-e-terror-ou-a-conta-chegou/ 30.12.2016. Acesso em: 23 de mar 2017.



    TEXTO 2

    Figura 4 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Análise sintática


    TEXTO 3

    Figura 5 de 5 da questão de Português, IFN-MG 2017, Análise sintática

    Considere o seguinte trecho do TEXTO 01


    "(...) ousaríamos afirmar que, enquanto um de nós humanos estiver em situação de risco, perigo, ameaça, violência, miséria, escravidão, desnutrição, indignidade e desabrigo, todos nós (humanidade) também estaremos presos e ancorados nessa energia horrenda e mutilante, pois, mesmo que ignoremos, somos todos irmãos, vivemos num mesmo planeta, temos as mesmas necessidades, e gozamos das mesmas condições de sensibilidade e fragilidade.‖ (linhas 98 - 103) 


    Marque a opção INCORRETA: 
    Escolha uma alternativa para a questão dd6b180a-c2
  • Linguagens

    Português


    Figura 1 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos
    Figura 3 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos

    Fonte: http://sociologia.uol.com.br/barbarie-e-terror-ou-a-conta-chegou/ 30.12.2016. Acesso em: 23 de mar 2017.



    TEXTO 2

    Figura 4 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos


    TEXTO 3

    Figura 5 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos

    Leia o TEXTO 03 que se segue e responda à questão proposta, observando-se atentamente a linguagem verbal e a linguagem não-verbal.
    Figura 6 de 6 da questão de Português, IFN-MG 2017, Interpretação de Textos
    Fonte http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#29/4/2017. Acesso em: 28 de abr 2017.

    Sobre o TEXTO 03, SÓ NÃO podemos afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão dd646aab-c2