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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 318 de 549

  • Linguagens

    Português

                                             Famigerado


          Com arranco, [o sertanejo] calou-se. Como arrependido de ter começado assim, de evidente. Contra que aí estava com o fígado em más margens; pensava, pensava. Cabismeditado. Do que, se resolveu. Levantou as feições. Se é que se riu: aquela crueldade de dentes. Encarar, não me encarava, só se fito à meia esguelha. Latejava-lhe um orgulho indeciso. Redigiu seu monologar.

          O que frouxo falava: de outras, diversas pessoas e coisas, da Serra, do São Ão, travados assuntos, insequentes, como dificultação. A conversa era para teias de aranha. Eu tinha de entender-lhe as mínimas entonações, seguir seus propósitos e silêncios. Assim no fechar-se com o jogo, sonso, no me iludir, ele enigmava. E, pá:

          — Vosmecê agora me faça a boa obra de querer me ensinar o que é mesmo que é: fasmisgerado... faz-me-gerado... falmisgeraldo... familhas-gerado...?

    ROSA, J. G. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988.


    A linguagem peculiar é um dos aspectos que conferem a Guimarães Rosa um lugar de destaque na literatura brasileira. No fragmento lido, a tensão entre a personagem e o narrador se estabelece porque

    Escolha uma alternativa para a questão f757a473-4a
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    Ao interagirmos socialmente, é comum deixarmos claro nosso posicionamento a respeito do assunto discutido. Para isso, muitas vezes, recorremos a determinadas estratégias argumentativas, dentre as quais se encontra o argumento de autoridade.


    Considerando o texto em suas cinco partes, constata-se que há o emprego de argumento de autoridade no trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão f745e2e7-4a
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    A palavra inglesa "involution" traduz-se como involução ou regressão. A construção da imagem com base na combinação do verbal com o não verbal revela a intenção de

    Escolha uma alternativa para a questão f737b576-4a
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    Português

    E: Diva ... tem algumas ... alguma experiência pessoal que você passou e que você poderia me contar ... alguma coisa que marcou você? Uma experiência ... você poderia contar agora...


    I: É ... tem uma que eu vivi quando eu estudava o terceiro ano científico lá no Atheneu...né... é:: eu gostava muito do laboratório de química ... eu ... eu ia ajudar os professores a limpar aquele material todo ... aqueles vidros ... eu achava aquilo fantástico ... aquele monte de coisa ... né ... então ... todos os dias eu ia ... quando terminavam as aulas eu ajudava o professor a limpar o laboratório ... nesse dia não houve aula e o professor me chamou pra fazer uma limpeza geral no laboratório ... chegando lá ... ele me fez uma experiência ... ele me mostrou uma coisa bem interessante que ... pegou um béquer com meio d’água e colocou um pouquinho de cloreto de sódio pastoso... então foi aquele fogaréu desfilando... aquele fogaréu ... quando o professor saiu ... eu chamei umas duas colegas minhas pra mostrar a experiência que eu tinha achado fantástico ... só que ... eu achei o seguinte ... se o professor colocou um pouquinho... foi aquele desfile... imagine se eu colocasse mais ... peguei o mesmo béquer ... coloquei uma colher ... uma colher de cloreto de sódio ... foi um fogaréu tão grande ... foi uma explosão ... quebrou todo o material que estava exposto em cima da mesa eu branca... eu fiquei...olha..eu pensei que fosse morrer sabe ... quando ... o colégio inteiro correu pro laboratório pra ver o que tinha sido ...

    CUNHA, M. A. F. (Org.) . Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal. Natal: EdUFRN, 1998.


    Na transcrição de fala, especialmente, no trecho “eu branca...eu fiquei...olha...eu pensei que fosse morrer sabe...", há um estrutura sintática fragmentada, embora facilmente interpretável. Sua presença na fala revela

    Escolha uma alternativa para a questão f72d9ab1-4a
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    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2015, Interpretação de Textos


    A obra do artista plástico Leonilson (1953-1993) marca presença no panorama da arte brasileira e internacional. Nessa obra, ele utilizou a habilidade técnica do bordado manual para

    Escolha uma alternativa para a questão f72a654b-4a
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    Português

    Da timidez


    Ser um tímido notório é uma contradição. O tímido tem horror a ser notado, quanto mais a ser notório. Se ficou notório por ser tímido, então tem que se explicar. Afinal, que retumbante timidez é essa, que atrai tanta atenção? Se ficou notório apesar de ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os outros e sua timidez seja apenas um estratagema para ser notado. Tão secreto que nem ele sabe. É como no paradoxo psicanalítico, só alguém que se acha muito superior procura o analista para tratar um complexo de inferioridade, porque só ele acha que se sentir inferior é doença.

    [...]

    O tímido tenta se convencer de que só tem problemas com multidões, mas isto não é vantagem. Para o tímido, duas pessoas são uma multidão. Quando não consegue escapar e se vê diante de uma plateia, o tímido não pensa nos membros da plateia como indivíduos. Multiplica-os por quatro, pois cada indivíduo tem dois olhos e dois ouvidos. Quatro vias, portanto, para receber suas gafes. Não adianta pedir para a plateia fechar os olhos, ou tapar um olho e um ouvido para cortar o desconforto do tímido pela metade. Nada adianta. O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó.

    VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.


    Entre as estratégias de progressão textual presentes nesse trecho, identifica-se o emprego de elementos conectores. Os elementos que evidenciam noções semelhantes estão destacados em:

    Escolha uma alternativa para a questão f7273506-4a
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    Português

    Cena V – JORGE, MADALENA E MARIA
    JORGE – Ora seja Deus nesta casa!
    (Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena somente o escapulário.)
    MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!
    MARIA – Boas tardes, tio Jorge!
    JORGE – Minha senhora mana! A bênção de Deus te cubra, filha! Também estou desassossegado como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. É certo que tive umas notícias de Lisboa...
    MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?
    JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governadores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos, é que por força querem mudar de ares.
    MADALENA – Pois coitados!...
    MARIA – Coitado do povo! Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu entendia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até a última, onde a miséria fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. Pois, rei não quer dizer pai comum de todos?
    JORGE – A minha donzela Teodora! Assim é, filha, mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?
    MARIA – Emendá-lo.
    JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.
    MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.
    JORGE (alto) – Mas enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen retiro” dos nossos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela, que Deus guarde, foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares lavados e graciosa vista.
    MADALENA – Deixá-los vir.
    JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre Convento de São Paulo tem de hospedar o senhor arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. Bom prelado é ele; e, se não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secular... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...
    MADALENA – O meu!
    JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr aqui aposentadoria2 .
    MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço3 de meu pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... E há de ser bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha! 
    JORGE – Louquinha!
    MADALENA – Mas que mal fizemos nós ao conde de Sabugal e aos outros governadores, para nos fazerem esse desacato? Não há por aí outras casas; e eles não sabem que nesta há senhoras, uma família... e que estou eu aqui?... (Teatro, vol. 3, 1844.)
    1 escapulário: faixa de tecido que frades e freiras de certas ordens religiosas cristãs usam pendente sobre o peito.
    2 pôr aposentadoria: ficar, morar.
    3 terço: corpo de tropas dos exércitos português e espanhol dos séculos XVI e XVII.
    Ao dizer, em voz baixa, para Madalena, “Tenho medo desta criança”, Jorge sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 44ebd58f-3c
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    Português

    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    Com a frase “a recíproca não é verdadeira”, a personagem da tira sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 44dd79ca-3c
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    Português

    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    No contexto do poema, “estrada da vida” é uma imagem que significa
    Escolha uma alternativa para a questão 44da89c2-3c
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    Português

    Ao Príncipe
    Pela estrada da vida subi morros,
    Desci ladeiras e, afinal, te digo
    Que, se entre amigos encontrei cachorros,
    Entre os cachorros encontrei-te, amigo!

    Para insultar alguém hoje recorro
    A novos nomes feios, porque vi
    Que elogio a quem chame de cachorro,
    Depois que este cachorro conheci.

    (Fernando Góes (org.). Panorama da poesia brasileira, vol. 5, 1960.)
    Imagem da questão de Português, UNESP 2015, Interpretação de Textos
    No poema de Belmiro Braga, a diferença expressiva mais relevante entre as duas ocorrências da palavra “cachorros” consiste no fato de que:
    Escolha uma alternativa para a questão 44d4e265-3c
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    Português

    Para chegar ao soberbo resultado de transformar a banha em fibra, aí vem o futebol.
    Mas por que o futebol?
    Não seria, porventura, melhor exercitar-se a mocidade em jogos nacionais, sem mescla de estrangeirismo, o murro, o cacete, a faca de ponta, por exemplo?
    Não é que me repugne a introdução de coisas exóticas entre nós. Mas gosto de indagar se elas serão assimiláveis ou não.
    No caso afirmativo, seja muito bem-vinda a instituição alheia, fecundemo-la, arranjemos nela um filho híbrido que possa viver cá em casa. De outro modo, resignemo-nos às broncas tradições dos sertanejos e dos matutos. Ora, parece- -me que o futebol não se adapta a estas boas paragens do cangaço. É roupa de empréstimo, que não nos serve.
    Para que um costume intruso possa estabelecer-se definitivamente em um país é necessário, não só que se harmonize com a índole do povo que o vai receber, mas que o lugar a ocupar não esteja tomado por outro mais antigo, de cunho indígena. É preciso, pois, que vá preencher uma lacuna, como diz o chavão.
    O do futebol não preenche coisa nenhuma, pois já temos a muito conhecida bola de palha de milho, que nossos amadores mambembes1 jogam com uma perícia que deixaria o mais experimentado sportman britânico de queixo caído.
    Os campeões brasileiros não teriam feito a figura triste que fizeram em Antuérpia se a bola figurasse nos programas das Olimpíadas e estivessem a disputá-la quatro sujeitos de pulso. Apenas um representante nosso conseguiu ali distinguir-se, no tiro de revólver, o que é pouco lisonjeiro para a vaidade de um país em que se fala tanto. Aqui seria muito mais fácil o indivíduo salientar-se no tiro de espingarda umbiguda, emboscado atrás de um pau.
    Temos esportes em quantidade. Para que metermos o bedelho em coisas estrangeiras?
    O futebol não pega, tenham a certeza. Não vale o argumento de que ele tem ganho terreno nas capitais de importância. Não confundamos.
    As grandes cidades estão no litoral; isto aqui é diferente, é sertão.
    As cidades regurgitam de gente de outras raças ou que pretende ser de outras raças; nós somos mais ou menos botocudos, com laivos de sangue cabinda e galego.
    Nas cidades os viciados elegantes absorvem o ópio, a cocaína, a morfina; por aqui há pessoas que ainda fumam liamba².
    1 mambembe: medíocre, reles, de baixa condição.
    2 liamba: cânhamo, maconha.
    (Linhas tortas, 1971.)
    Na oração “O do futebol não preenche coisa nenhuma” (7o parágrafo) é omitida, por elipse, uma palavra empregada anteriormente:
    Escolha uma alternativa para a questão 44d1b291-3c
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    Português

    Para chegar ao soberbo resultado de transformar a banha em fibra, aí vem o futebol.
    Mas por que o futebol?
    Não seria, porventura, melhor exercitar-se a mocidade em jogos nacionais, sem mescla de estrangeirismo, o murro, o cacete, a faca de ponta, por exemplo?
    Não é que me repugne a introdução de coisas exóticas entre nós. Mas gosto de indagar se elas serão assimiláveis ou não.
    No caso afirmativo, seja muito bem-vinda a instituição alheia, fecundemo-la, arranjemos nela um filho híbrido que possa viver cá em casa. De outro modo, resignemo-nos às broncas tradições dos sertanejos e dos matutos. Ora, parece- -me que o futebol não se adapta a estas boas paragens do cangaço. É roupa de empréstimo, que não nos serve.
    Para que um costume intruso possa estabelecer-se definitivamente em um país é necessário, não só que se harmonize com a índole do povo que o vai receber, mas que o lugar a ocupar não esteja tomado por outro mais antigo, de cunho indígena. É preciso, pois, que vá preencher uma lacuna, como diz o chavão.
    O do futebol não preenche coisa nenhuma, pois já temos a muito conhecida bola de palha de milho, que nossos amadores mambembes1 jogam com uma perícia que deixaria o mais experimentado sportman britânico de queixo caído.
    Os campeões brasileiros não teriam feito a figura triste que fizeram em Antuérpia se a bola figurasse nos programas das Olimpíadas e estivessem a disputá-la quatro sujeitos de pulso. Apenas um representante nosso conseguiu ali distinguir-se, no tiro de revólver, o que é pouco lisonjeiro para a vaidade de um país em que se fala tanto. Aqui seria muito mais fácil o indivíduo salientar-se no tiro de espingarda umbiguda, emboscado atrás de um pau.
    Temos esportes em quantidade. Para que metermos o bedelho em coisas estrangeiras?
    O futebol não pega, tenham a certeza. Não vale o argumento de que ele tem ganho terreno nas capitais de importância. Não confundamos.
    As grandes cidades estão no litoral; isto aqui é diferente, é sertão.
    As cidades regurgitam de gente de outras raças ou que pretende ser de outras raças; nós somos mais ou menos botocudos, com laivos de sangue cabinda e galego.
    Nas cidades os viciados elegantes absorvem o ópio, a cocaína, a morfina; por aqui há pessoas que ainda fumam liamba².
    1 mambembe: medíocre, reles, de baixa condição.
    2 liamba: cânhamo, maconha.
    (Linhas tortas, 1971.)
    No contexto da crônica, “transformar a banha em fibra” significa converter
    Escolha uma alternativa para a questão 44c955eb-3c
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    Português

    Protestos a Arminda

        Conheço muitas pastoras
    Que beleza e graça têm,
    Mas é uma só que eu amo
    Só Arminda e mais ninguém.

        Revolvam meu coração
    Procurem meu peito bem,
    Verão estar dentro dele
    Só Arminda e mais ninguém.

        De tantas, quantas belezas
    Os meus ternos olhos veem,
    Nenhuma outra me agrada
    Só Arminda e mais ninguém.

        Estes suspiros que eu solto
    Vão buscar meu doce bem,
    É causa dos meus suspiros
    Só Arminda e mais ninguém.

    Os segredos de meu peito
    Guardá-los nele convém,
    Guardá-los aonde os veja
    Só Arminda e mais ninguém.

        Não cuidem que a mim me importa
    Parecer às outras bem,
    Basta que de mim se agrade
    Só Arminda e mais ninguém.

        Não me alegra, ou me desgosta
    Doutra o mimo, ou o desdém,
    Satisfaz-me e me contenta
    Só Arminda e mais ninguém.

        Cantem os outros pastores
    Outras pastoras também,
    Que eu canto e cantarei sempre
    Só Arminda e mais ninguém.

    (Viola de Lereno, 1980.)
    Assinale a alternativa que indica duas estrofes em que o termo “Arminda” surge como paciente da ação expressa pelo verbo da oração de que faz parte.
    Escolha uma alternativa para a questão 44bdb8f5-3c
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    Português

    Protestos a Arminda

        Conheço muitas pastoras
    Que beleza e graça têm,
    Mas é uma só que eu amo
    Só Arminda e mais ninguém.

        Revolvam meu coração
    Procurem meu peito bem,
    Verão estar dentro dele
    Só Arminda e mais ninguém.

        De tantas, quantas belezas
    Os meus ternos olhos veem,
    Nenhuma outra me agrada
    Só Arminda e mais ninguém.

        Estes suspiros que eu solto
    Vão buscar meu doce bem,
    É causa dos meus suspiros
    Só Arminda e mais ninguém.

    Os segredos de meu peito
    Guardá-los nele convém,
    Guardá-los aonde os veja
    Só Arminda e mais ninguém.

        Não cuidem que a mim me importa
    Parecer às outras bem,
    Basta que de mim se agrade
    Só Arminda e mais ninguém.

        Não me alegra, ou me desgosta
    Doutra o mimo, ou o desdém,
    Satisfaz-me e me contenta
    Só Arminda e mais ninguém.

        Cantem os outros pastores
    Outras pastoras também,
    Que eu canto e cantarei sempre
    Só Arminda e mais ninguém.

    (Viola de Lereno, 1980.)
    Além de outras características, a presença de dois vocábulos contribui para identificar o aspecto neoclássico desta modinha, a saber:
    Escolha uma alternativa para a questão 44b77b4d-3c
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    Português

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 

    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2015, Interpretação de Textos

    O texto acima
    Escolha uma alternativa para a questão 8106a015-31
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    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto 4.

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    A frase que melhor sintetiza a ideia central do texto 4 é
    Escolha uma alternativa para a questão 4b912621-30
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    Português

    INSTRUÇÃO: Responder à questão com base no texto 1.

    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2015, Interpretação de Textos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere as expressões empregadas no texto 1 e preencha os parênteses com V (verdadeiro) e F (falso).

    ( ) Há marcas de posicionamento crítico do autor, como se comprova pelo emprego de “É uma pena” (linha 02).

    ( ) As palavras “Nada” (linha 10), “sem” (linha 11) e “Não” (linha 12) revelam a depreciação do autor a um ponto de vista contrário ao seu.

    ( ) A expressão “matou a cobra” (linha 13) é utilizada pelo autor para fazer alusão às críticas enfrentadas por Santos Dumont na sociedade francesa.

    ( ) A expressão “jeitinho brasileiro” (linha 15) sugere que Santos Dumont abusou da improvisação brasileira para conseguir sucesso.

    ( ) Entre “audácia” (linha 14) e “coragem” (linha 14), há uma relação de implicação.

    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 4b7fdf3c-30
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    Português

    De acordo com o texto, analise as afirmações e marque a alternativa CORRETA.

                            O que aconteceria se a internet deixasse de existir?

    Não seria tarefa fácil derrubar todas as redes conectadas que compõem a internet, mas, se isso acontecesse, as consequências seriam radicalmente mais graves que o fim dos emoji trocados com seus amigos.

    “Se a internet deixasse de existir, seria como dizimar um continente com mais de 2 bilhões de pessoas”, afirma Humberto de Sousa Delgado, coordenador de tecnologia em redes de computadores e sistemas para internet da Fiap. Basicamente, toda a produção econômica do mundo seria comprometida – na indústria, no setor de serviços, nas transações comerciais ou nas operações financeiras nas bolsas de valores –, com consequências imprevisíveis no âmbito político e social.

    “Segundo dados de pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos, as transações via internet banking superaram qualquer outro meio de operação e já são em número quatro vezes maior quando comparadas às transações nas agências físicas”, diz Delgado.

    Deixando o colapso econômico global de lado, também viveríamos uma regressão cultural: o fim dos mais de 870 mil artigos da Wikipédia em português, dos 30 bilhões de fotos hospedadas no Instagram ou das 300 horas de vídeos adicionadas a cada minuto no YouTube representaria a destruição de parte do patrimônio guardado pelos usuários na rede, uma espécie de destruição da Biblioteca de Alexandria em escala exponencial. Não seria o apocalipse zumbi, mas estaríamos bem próximos disso...

    Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/o-que-aconteceria-se-internet-deixasse-de-existir.html> .Acesso em: maio 2015.

    I. Sem internet seria um grande caos.

    II. Sem internet não poderíamos mais ter indústrias ou transações comerciais.

    III. A regressão cultural seria devastadora.

    IV. Seria o apocalipse total.  

    Escolha uma alternativa para a questão e1f6bae9-30
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    Português

    De acordo com o texto, analise as afirmações e marque a sequência CORRETA.

    Quem tem nariz vai a Roma (ou Londres ou BH)

    Um mapa que leva você ao seu destino pelo caminho mais cheiroso: essa é a proposta de um time liderado por Daniele Quercia, da Universidade de Cambridge. Eles criaram mapas, batizados de “smell-fies”, de cidades como Londres e Barcelona, identificando aromas que cada rua e região possui. Para fazer isso, a equipe criou um “dicionário de aromas”. Definiu dez categorias, que incluem, entre outros, natureza, indústria e comida. Depois, foram utilizados dados de redes sociais, como hashtags do Twitter e comentários no Instagram, para criar um algoritmo que detecte aglomerados de palavras relacionadas aos cheiros. “Se você pode mapear um cheiro, pode também alterar o cenário dos aromas urbanos”, diz Quercia. O catálogo de cheiros – bons e ruins – pode incentivar pessoas a participar mais da vida da cidade em que vivem e restringir a poluição do ar. E o Brasil está na lista: “Em agosto estarei em Minas Gerais, e talvez, comece alguns projetos lá”.

    Disponível em: Super Interessante, ed. 350, agosto 2015, p. 19.

    I. Um mapa identifica que aromas serão encontrados em ruas e regiões de certas cidades.

    II. O dicionário criado possui, entre as categorias, natureza, indústria e comida.

    III. Essa informação é acessada pelos usuários por meio de hashtags e Instagram.

    IV. O catálogo de cheiros restringe a poluição do ar.

    V. O Brasil terá essa informação em breve.

    Escolha uma alternativa para a questão e1f3dafc-30
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    Português

     Leia o texto, analise as afirmações feitas e escolha a opção CORRETA.

               Hackers podem acessar mensagens de 600 milhões de smartphones da Samsung

                                  Foi descoberta uma vulnerabilidade no software dos gadgets

    Se você tem um Galaxy é bom ficar longe de conexões abertas de wi-fi. Foi descoberta uma vulnerabilidade no software dos smartphones que permite que hackers acessem a câmera do celular, ouçam o microfone, leiam mensagens enviadas ou recebidas e instalem apps. E, além de ficar fora de redes que não sejam protegidas (o que ainda não garante proteção completa), há pouco que os usuários podem fazer. O hack funciona a partir de uma falha no sistema IME de teclado, uma versão nova do SwiftKey que a Samsung inclui nos telefones. Esse software pede por atualizações periódicas para um servidor, mas hackers podem 'fingir' ser o servidor e enviar malwares para o aparelho. Então não importa se o usuário faz uso desse software específico, já que os pedidos por atualizações são feitos ao servidor de forma automática.

    A falha é confirmada nos modelos Samsung Galaxy S6, S6 e Galaxy S4 Mini – porém, pode estar ativa em outros telefones Galaxy.

    A Samsung afirmou que já lançou a atualização para as operadoras de telefonia móvel – e elas devem corrigir o problema. Mas ainda não sabemos se alguma operadora já o fez.

    Já a SwiftKey, fabricante do software de teclado, afirmou que o problema não afeta a versão do app disponível para download na Google Play ou na App Store. A falha existiria apenas na versão já instalada nos Galaxys.

    Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Tecnologia/noticia/2015/06/hackers-podem-acessar-mensagens-de-600-milhoes-de-smartphones-da-samsung.html> . Acesso em: Junho de 2015.  

    Escolha uma alternativa para a questão e1ede6f5-30