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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 334 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia o final do conto A causa secreta, de Machado de Assis, para responder à questão.
        Fortunato saiu, foi deitar-se no sofá da saleta contígua, e adormeceu logo. Vinte minutos depois acordou, quis dormir outra vez, cochilou alguns minutos, até que se levantou e voltou à sala. Caminhava nas pontas dos pés para não acordar a parenta, que dormia perto. Chegando à porta, estacou assombrado.
        Garcia tinha-se chegado ao cadáver, levantara o lenço e contemplara por alguns instantes as feições defuntas. Depois, como se a morte espiritualizasse tudo, inclinou-se e beijou-a na testa. Foi nesse momento que Fortunato chegou à porta. Estacou assombrado; não podia ser o beijo da amizade, podia ser o epílogo de um livro adúltero. Não tinha ciúmes, note-se; a natureza compô-lo de maneira que lhe não deu ciúmes nem inveja, mas dera-lhe vaidade, que não é menos cativa ao ressentimento. Olhou assombrado, mordendo os beiços.
        Entretanto, Garcia inclinou-se ainda para beijar outra vez o cadáver; mas então não pôde mais. O beijo rebentou em soluços, e os olhos não puderam conter as lágrimas, que vieram em borbotões, lágrimas de amor calado, e irremediável desespero. Fortunato, à porta, onde ficara, saboreou tranquilo essa explosão de dor moral que foi longa, muito longa, deliciosamente longa.
    (Contos escolhidos, 1994.)
    Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho do texto altera o sentido original.
    Escolha uma alternativa para a questão 6f7a949c-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia a tira de Adão Iturrusgarai para responder à questão.

    Imagem da questão de Português, Faculdade Cultura Inglesa 2014, Interpretação de Textos

    No primeiro quadrinho, na fala da personagem, a locução verbal Acabo de lançar expressa uma ação de
    Escolha uma alternativa para a questão 6f562587-b6
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que apresenta a respectiva classificação do vocábulo “se” nos períodos abaixo.
    I. “Não se descobriu o erro”.
    II. “O patrão zangou-se”.
    Escolha uma alternativa para a questão db91b8f9-b6
  • Linguagens

    Português

    O homem é produto do meio. O meio é um produto do homem. O produto é um homem do meio.

    FERNANDES, M. O livro vermelho dos pensamentos de Millôr.São Paulo: L&PM Editores, 2012.


    Os termos destacados no texto exercem, respectivamente, as funções sintáticas de

    Escolha uma alternativa para a questão db8d8c54-b6
  • Linguagens

    Português

    Passam-se meses. Acaba-se o flagelo. Ei-lo de volta. Vence-o a saudade do sertão. Remigra. E torna feliz, revigorado, cantando; esquecido de infortúnios.

    CUNHA, Euclides da. Os Sertões. São Paulo: M. Claret, 2002.


    Analise as reescritas do trecho sublinhado e assinale aquela que não apresenta danos à norma culta da língua portuguesa.

    Escolha uma alternativa para a questão db895647-b6
  • Linguagens

    Português

    Sei que um dia abrirão as asas para o voo necessário, e eu ficarei sozinha. É fatal, porque a gente não cria os filhos para a gente, nós os criamos para eles mesmos”.

    LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. 9.


    Sintaticamente, o trecho sublinhado no fragmento é

    Escolha uma alternativa para a questão db78faab-b6
  • Linguagens

    Português

    [...] Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na área do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala. [...]
    RAMOS, Graciliano. Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2008.

    Analise as assertivas abaixo, baseando-se no período: “Fazia horas que procuravam uma sombra.”
    I. A primeira oração do período apresenta um sujeito inexistente e o verbo encontra-se impessoal.
    II. Pode-se substituir o verbo da oração “Fazia horas” por uma locução verbal (“Devem fazer...”), alterando assim a classificação do sujeito.
    III. A segunda oração do referido período é classificada como subordinada substantiva.

    verifica-se que está(ão) correta(s)
    Escolha uma alternativa para a questão db6e426b-b6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFAL 2014, Estrutura das Palavras: Radical, Desinência, Prefixo e Sufixo

    Os adjetivos que estão presentes no primeiro quadrinho aparecem com o prefixo cujo significado consta em movimento

    Escolha uma alternativa para a questão db67d3bb-b6
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Gêneros Textuais
    É possível afirmar que se trata de um poema, porque:
    Escolha uma alternativa para a questão cecc2cba-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Gêneros Textuais
    A forma poética do texto é conhecida como:
    Escolha uma alternativa para a questão cec8a87a-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Os verbos estão majoritariamente flexionados:
    Escolha uma alternativa para a questão cead3e96-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Sobre a expressão em destaque no verso 13 – “E há de deixar-me apenas os cabelos” – é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão cea9179a-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Coesão e coerência
    Em “Este ambiente me causa repugnância...” (verso 6), o termo em destaque:
    Escolha uma alternativa para a questão cea5ee21-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Interpretação de Textos
    A leitura atenta do poema evidencia:
    Escolha uma alternativa para a questão ce9e546e-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Interpretação de Textos
    Verifica-se que o “eu-lírico” se apresenta como:
    Escolha uma alternativa para a questão ce9b0e9e-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o poema de Augusto dos Anjos e responda à questão a seguir:

    Psicologia de um vencido

    Imagem da questão de Português, Fundação Educacional Inaciana Padre Sabóia de Medeiros 2014, Interpretação de Textos
    O termo em destaque em “Anda a espreitar meus olhos para roê-los” (verso 12) poderia ser substituído, sem mudar significativamente o sentido original, por:
    Escolha uma alternativa para a questão ce8dac77-b5
  • Linguagens

    Português

    “A cidade está alegre, cheia de sol. Os dias da Bahia parecem dias de festa, pensa Pedro Bala, que se sente invadido também pela alegria. Assovia com força, bate risonhamente no ombro de Professor. E os dois riem, e logo a risada se transforma em gargalhada. No entanto, não têm mais que uns poucos níqueis no bolso, vão vestidos de farrapos, não sabem o que comerão. Mas estão cheios da beleza do dia e da liberdade de andar pelas ruas da cidade. E vão rindo sem ter do que, Pedro Bala com o braço passado no ombro de Professor. De onde estão podem ver o Mercado e o cais dos saveiros e mesmo o velho trapiche onde dormem.”

    (http://www.culturabrasil.org/zip/ Acesso em: 20.03.14. Adaptado)


    É correto afirmar que esse fragmento foi extraído do romance
    Escolha uma alternativa para a questão 5f0e0860-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.

    O futebol repete a vida

    Tostão

    (Colunista da Folha)


         Há muitas analogias entre o esporte e a vida. Por isso, as empresas, principalmente as americanas, adoram convidar pessoas do futebol para darem palestras aos seus funcionários e executivos. Por ter sido campeão do mundo e ser agora um cronista, recebo muitos convites. Recuso todos.

         As empresas confundem as razões e as emoções do esporte com as experiências pessoais. Querem criar um manual e um perfil dos vencedores. Não existe. As experiências não se transmitem. Cada um faz do seu jeito.

         Um jogo de futebol é um espetáculo, uma metáfora da vida. Estão presentes a alegria e a tristeza, a glória e o ocaso, a razão e a paixão, a ganância e a solidariedade, o invisível e o previsível, o evidente e o contraditório, o real e o simbólico, a ternura e a agressividade e outras ambivalências que fazem parte da alma humana.

         Nos esportes coletivos e na vida, todos querem brilhar mais do que os outros. Muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo ou de uma sociedade organizada, forte e solidária. Por outro lado, são os talentos individuais que iluminam o coletivo. Parece contraditório. A vida é contraditória.

        O esporte é uma boa analogia entre razão e paixão. Um grande jogo precisa ter técnica e emoção. Para formarmos um grande time, é necessário talento, criatividade, disciplina tática e garra. Os grandes atletas são sábios e guerreiros. Quanto mais difícil a partida, mais Pelé vibrava em campo.

       O futebol está tão próximo da brincadeira e da descontração quanto da disciplina e da seriedade. Garrincha foi barrado antes da Copa de 58 porque era considerado uma criança irresponsável. Ele mostrou que o futebol pode ser uma brincadeira séria.

        Em qualquer atividade, a base da criatividade está na brincadeira com seriedade. Craques brincam com a bola; poetas e artistas brincam com as palavras, as imagens e os sons. O ideal seria brincar com a vida, com responsabilidade e sem sentimento de culpa.

      Em um jogo de futebol é muito estreita a linha divisória entre a ética, a responsabilidade e a ambição e a busca pela vitória de todas as maneiras. Na emoção de uma partida, no desejo intenso de ser um campeão, muitas vezes se perdem esses limites. Aí, o atleta dribla a ética. Alguns se arrependem. Assim é também na vida.

    (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0405200342.htm Acesso em:12.02.14. Adaptado)

    Segundo Tostão, alguns atletas, para obter a vitória a todo custo num jogo de futebol, são capazes de
    Escolha uma alternativa para a questão 5f06d232-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.

    O futebol repete a vida

    Tostão

    (Colunista da Folha)


         Há muitas analogias entre o esporte e a vida. Por isso, as empresas, principalmente as americanas, adoram convidar pessoas do futebol para darem palestras aos seus funcionários e executivos. Por ter sido campeão do mundo e ser agora um cronista, recebo muitos convites. Recuso todos.

         As empresas confundem as razões e as emoções do esporte com as experiências pessoais. Querem criar um manual e um perfil dos vencedores. Não existe. As experiências não se transmitem. Cada um faz do seu jeito.

         Um jogo de futebol é um espetáculo, uma metáfora da vida. Estão presentes a alegria e a tristeza, a glória e o ocaso, a razão e a paixão, a ganância e a solidariedade, o invisível e o previsível, o evidente e o contraditório, o real e o simbólico, a ternura e a agressividade e outras ambivalências que fazem parte da alma humana.

         Nos esportes coletivos e na vida, todos querem brilhar mais do que os outros. Muitos aprendem que só vão se destacar e melhorar de vida se participarem de um grupo ou de uma sociedade organizada, forte e solidária. Por outro lado, são os talentos individuais que iluminam o coletivo. Parece contraditório. A vida é contraditória.

        O esporte é uma boa analogia entre razão e paixão. Um grande jogo precisa ter técnica e emoção. Para formarmos um grande time, é necessário talento, criatividade, disciplina tática e garra. Os grandes atletas são sábios e guerreiros. Quanto mais difícil a partida, mais Pelé vibrava em campo.

       O futebol está tão próximo da brincadeira e da descontração quanto da disciplina e da seriedade. Garrincha foi barrado antes da Copa de 58 porque era considerado uma criança irresponsável. Ele mostrou que o futebol pode ser uma brincadeira séria.

        Em qualquer atividade, a base da criatividade está na brincadeira com seriedade. Craques brincam com a bola; poetas e artistas brincam com as palavras, as imagens e os sons. O ideal seria brincar com a vida, com responsabilidade e sem sentimento de culpa.

      Em um jogo de futebol é muito estreita a linha divisória entre a ética, a responsabilidade e a ambição e a busca pela vitória de todas as maneiras. Na emoção de uma partida, no desejo intenso de ser um campeão, muitas vezes se perdem esses limites. Aí, o atleta dribla a ética. Alguns se arrependem. Assim é também na vida.

    (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0405200342.htm Acesso em:12.02.14. Adaptado)

    É correto afirmar que, no terceiro parágrafo do texto, há a predominância da figura de linguagem denominada
    Escolha uma alternativa para a questão 5efb1518-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.


        Cumpridos dez anos de prisão por um crime que não pratiquei e do qual, entanto, nunca me defendi, morto para a vida e para os sonhos: nada podendo já esperar e coisa alguma desejando – eu venho fazer enfim a minha confissão: isto é, demonstrar a minha inocência.

    Talvez não me acreditem. Decerto que não me acreditam. Mas pouco importa. O meu interesse hoje em gritar que não assassinei Ricardo de Loureiro é nulo. Não tenho família; não preciso que me reabilitem. Mesmo quem esteve dez anos preso, nunca se reabilita. A verdade simples é esta.

        E àqueles que, lendo o que fica exposto, me perguntarem: “Mas por que não fez a sua confissão quando era tempo? Por que não demonstrou a sua inocência ao tribunal?”, a esses responderei: – A minha defesa era impossível. Ninguém me acreditaria. E fora inútil fazer-me passar por um embusteiro ou por um doido… Demais, devo confessar, após os acontecimentos em que me vira envolvido nessa época, ficara tão despedaçado que a prisão se me afigurava uma coisa sorridente. Era o esquecimento, a tranquilidade, o sono. Era um fim como qualquer outro – um termo para a minha vida devastada. Toda a minha ânsia foi pois de ver o processo terminado e começar cumprindo a minha sentença.

        De resto, o meu processo foi rápido. Oh! o caso parecia bem claro… Eu nem negava nem confessava. Mas quem cala consente… E todas as simpatias estavam do meu lado.

        O crime era, como devem ter dito os jornais do tempo, um “crime passional”. Cherchez la femme*. Depois, a vítima um poeta – um artista. A mulher romantizara-se desaparecendo. Eu era um herói, no fim de contas. E um herói com seus laivos de mistério, o que mais me aureolava. Por tudo isso, independentemente do belo discurso de defesa, o júri concedeu-me circunstâncias atenuantes. E a minha pena foi curta.

        Ah! foi bem curta – sobretudo para mim… Esses dez anos esvoaram-se-me como dez meses. É que, em realidade, as horas não podem mais ter ação sobre aqueles que viveram um instante que focou toda a sua vida. Atingido o sofrimento máximo, nada já nos faz sofrer. Vibradas as sensações máximas, nada já nos fará oscilar. Simplesmente, este momento culminante raras são as criaturas que o vivem. As que o viveram ou são, como eu, os mortos-vivos, ou – apenas – os desencantados que, muita vez, acabam no suicídio.

    * Cherchez la femme: Procurem a mulher. 

    (Mário de Sá-Carneiro. A confissão de Lúcio, 2011.)

    Quando se quer chamar atenção para o Objeto Direto que precede o verbo, costuma-se repeti-lo. É o que se chama Objeto Direto Pleonástico, em cuja constituição entra sempre um pronome pessoal átono.
    (Celso Cunha e Lindley Cintra. Nova gramática do português contemporâneo, 2000.)


    Verifica-se a ocorrência de objeto direto pleonástico em:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c88b5fd-b1