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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 387 de 549

  • Linguagens

    Português

    As expressões assinaladas no parágrafo inicial da entrevista fazem a retomada de informações apresentadas previamente no texto.

    1      No final de maio deste ano, a revista Science publicou um trabalho que causou alarde para além dos muros da comunidade
    2 científica. Liderado pelo doutor Craig Venter, um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu criar em laboratório a primeira
    3 célula controlada por um genoma sintético. A descoberta sinaliza para o fato de que a criação de seres vivos inéditos na natureza
    4 parece não estar distante, o que despertou a atenção de diversos setores da sociedade. Prova disso foi a atitude do presidente
    5 Barack Obama que, após tomar conhecimento do feito, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia que
    6 elaborassem um relatório sobre os possíveis prós e contras da descoberta. O Vaticano, por sua vez, conclamou para o debate
    7 ético, ao afirmar que a descoberta “deve ter regras, como tudo o que toca o coração da vida”.

    Assinale a alternativa que NÃO estabelece de forma adequada a relação entre a expressão destacada e a informação que essa expressão retoma. 
    Escolha uma alternativa para a questão bf65a682-b0
  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir é parte de uma entrevista publicada pela revista CULT e serve de base para as questão.

         No final de maio deste ano, a revista Science publicou um trabalho que causou alarde para além dos muros da comunidade científica. Liderado pelo doutor Craig Venter, um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu criar em laboratório a primeira célula controlada por um genoma sintético. A descoberta sinaliza para o fato de que a criação de seres vivos inéditos na natureza parece não estar distante, o que despertou a atenção de diversos setores da sociedade. Prova disso foi a atitude do presidente Barack Obama que, após tomar conhecimento do feito, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia que elaborassem um relatório sobre os possíveis prós e contras da descoberta. O Vaticano, por sua vez, conclamou para o debate ético, ao afirmar que a descoberta “deve ter regras, como tudo o que toca o coração da vida”.
         Esse exemplo é apenas um entre os tantos avanços recentes da ciência que suscitam acaloradas discussões. O homem está autorizado a criar seres vivos inéditos na natureza? Quais os dilemas éticos envolvidos? Qual o papel da sociedade e dos cientistas diante desses dilemas? Para discutir essas e outras questões, a CULT entrevistou uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a geneticista Lygia da Veiga Pereira.  

         CULT – Com relação ao genoma sintético, é correto falar em “criação” da vida, como a mídia vem fazendo?
         Lygia da Veiga Pereira – O que esse grupo [pesquisadores norte-americanos liderados pelo doutor Craig Venter] fez foi sintetizar no laboratório um genoma completo de uma bactéria e, ao colocar esse genoma dentro de outra, ele passou a reger a vida dessa bactéria. Então, rigorosamente falando, ele não criou vida, eu diria que ele reprogramou uma vida, pois transformou uma forma de vida A em uma forma de vida B. Trata-se de um grande avanço tecnológico, pois ele mostrou que consegue sintetizar no laboratório um genoma de uma bactéria e que esse genoma funciona quando é posto dentro de outra.   
         Por que eu digo que é um avanço puramente tecnológico? Eles de fato sintetizaram as moléculas de DNA em laboratório, mas a sequência daquele DNA já existia na natureza. O próximo passo, esse sim revolucionário, será criar um genoma inédito, que a natureza não selecionou. Baseados nos milhares de genes já descritos em bancos de dados, os pesquisadores poderão criar um genoma completamente inédito, inseri-lo em uma bactéria e então vão criar um ser vivo inédito. E para que fazer isso? Porque eles acham que vão conseguir desenhar seres vivos que exerçam funções interessantes para nós, como, por exemplo, captar CO2 da atmosfera ou digerir o petróleo no mar. É um enorme desafio. 

         CULT – Que implicações éticas você prevê para isso?
       Lygia – O dilema ético é que não conseguimos prever se esse ser vivo fará somente o que o pesquisador pretende que ele faça. Não sabemos se aquela bactéria que ele desenhou só para digerir o petróleo na água do mar vai, por exemplo, começar a digerir algas ou será tóxica para alguns peixes e então provocar um desastre ecológico. A questão é que os sistemas biológicos são muito complexos e não conhecemos todas as leis que os regem. Então, se propor a construir novos seres vivos, desenhar novos seres vivos talvez seja uma pretensão ainda muito grande, dado o nosso pouco conhecimento dessas leis. Pode-se ter a melhor das intenções, mas, quando esse ser vivo estiver solto no meio ambiente, ele vai se comportar de forma imprevisível e o tiro pode sair pela culatra. É nisso que devemos prestar atenção.
    (CULT, 16 jul. 2010.) 
    Avalie se as afirmativas a seguir correspondem ao ponto de vista expresso por Lygia da Veiga Pereira na entrevista a propósito da criação em laboratório de seres não existentes na natureza:

    1. A criação de seres vivos inéditos pode ser avaliada positivamente, uma vez que esses seres podem ser projetados para exercer funções benéficas para os homens e outros seres vivos.
    2. Antes de criar novos seres vivos, a ciência deve priorizar o estudo e a preservação da diversidade biológica existente.
    3. É necessário ampliar o conhecimento sobre os sistemas biológicos antes de colocar na natureza seres criados em laboratório.
    4. A criação de seres vivos inéditos representa uma ingerência humana injustificável nos processos naturais de evolução biológica.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bf62a1fc-b0
  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir é parte de uma entrevista publicada pela revista CULT e serve de base para as questão.

         No final de maio deste ano, a revista Science publicou um trabalho que causou alarde para além dos muros da comunidade científica. Liderado pelo doutor Craig Venter, um grupo de cientistas norte-americanos conseguiu criar em laboratório a primeira célula controlada por um genoma sintético. A descoberta sinaliza para o fato de que a criação de seres vivos inéditos na natureza parece não estar distante, o que despertou a atenção de diversos setores da sociedade. Prova disso foi a atitude do presidente Barack Obama que, após tomar conhecimento do feito, pediu a seus conselheiros especializados em biotecnologia que elaborassem um relatório sobre os possíveis prós e contras da descoberta. O Vaticano, por sua vez, conclamou para o debate ético, ao afirmar que a descoberta “deve ter regras, como tudo o que toca o coração da vida”.
         Esse exemplo é apenas um entre os tantos avanços recentes da ciência que suscitam acaloradas discussões. O homem está autorizado a criar seres vivos inéditos na natureza? Quais os dilemas éticos envolvidos? Qual o papel da sociedade e dos cientistas diante desses dilemas? Para discutir essas e outras questões, a CULT entrevistou uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a geneticista Lygia da Veiga Pereira.  

         CULT – Com relação ao genoma sintético, é correto falar em “criação” da vida, como a mídia vem fazendo?
         Lygia da Veiga Pereira – O que esse grupo [pesquisadores norte-americanos liderados pelo doutor Craig Venter] fez foi sintetizar no laboratório um genoma completo de uma bactéria e, ao colocar esse genoma dentro de outra, ele passou a reger a vida dessa bactéria. Então, rigorosamente falando, ele não criou vida, eu diria que ele reprogramou uma vida, pois transformou uma forma de vida A em uma forma de vida B. Trata-se de um grande avanço tecnológico, pois ele mostrou que consegue sintetizar no laboratório um genoma de uma bactéria e que esse genoma funciona quando é posto dentro de outra.   
         Por que eu digo que é um avanço puramente tecnológico? Eles de fato sintetizaram as moléculas de DNA em laboratório, mas a sequência daquele DNA já existia na natureza. O próximo passo, esse sim revolucionário, será criar um genoma inédito, que a natureza não selecionou. Baseados nos milhares de genes já descritos em bancos de dados, os pesquisadores poderão criar um genoma completamente inédito, inseri-lo em uma bactéria e então vão criar um ser vivo inédito. E para que fazer isso? Porque eles acham que vão conseguir desenhar seres vivos que exerçam funções interessantes para nós, como, por exemplo, captar CO2 da atmosfera ou digerir o petróleo no mar. É um enorme desafio. 

         CULT – Que implicações éticas você prevê para isso?
       Lygia – O dilema ético é que não conseguimos prever se esse ser vivo fará somente o que o pesquisador pretende que ele faça. Não sabemos se aquela bactéria que ele desenhou só para digerir o petróleo na água do mar vai, por exemplo, começar a digerir algas ou será tóxica para alguns peixes e então provocar um desastre ecológico. A questão é que os sistemas biológicos são muito complexos e não conhecemos todas as leis que os regem. Então, se propor a construir novos seres vivos, desenhar novos seres vivos talvez seja uma pretensão ainda muito grande, dado o nosso pouco conhecimento dessas leis. Pode-se ter a melhor das intenções, mas, quando esse ser vivo estiver solto no meio ambiente, ele vai se comportar de forma imprevisível e o tiro pode sair pela culatra. É nisso que devemos prestar atenção.
    (CULT, 16 jul. 2010.) 
    Segundo o texto, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão bf5e8374-b0
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    Português

    Os textos a seguir são referência para a questão.

    Texto 1:
         Apenas poucos séculos atrás, a mera ideia de resistir à agricultura, ao invés de estimulá-la, pareceria ininteligível. Como teria progredido a civilização sem a limpeza das florestas, o cultivo do solo e a conversão da paisagem agreste em terra colonizada pelo homem? Os reis e grandes proprietários podiam reservar florestas e parques para caça e extração de madeira, mas na Inglaterra Tudor a preservação artificial dos cumes incultos teria parecido tão absurda como a criação de santuários para pássaros e animais que não podiam ser comidos ou caçados. A tarefa do homem, nas palavras do Gênesis (I, 28), era “encher a terra e submetê-la”, derrubar matas, lavrar o solo, eliminar predadores, matar insetos nocivos, arrancar fetos, drenar pântanos. A agricultura estava para a terra assim como o cozimento para a carne crua. Convertia a natureza em cultura. Terra não cultivada significava homens incultos. E quando os ingleses seiscentistas mudaram-se para Massachusetts, parte de sua argumentação em defesa da ocupação dos territórios indígenas foi que aqueles que por si mesmos não submetiam e cultivavam a terra não tinham direito de impedir que outros o fizessem.

    Fetos: plantas da espécie que inclui samambaias e avencas.
    (THOMAS, Keith. O homem e o mundo natural. S. Paulo: Companhia das Letras, 2010, p. 17-18.)  

    Texto 2:
         Antes dos anos 80, o termo biodiversidade não era conhecido. Esse termo, que une as palavras ‘diversidade’ e ‘biológica’, foi popularizado pelo livro Biodiversidade, de 1988, organizado pelo biólogo norte-americano Edward O. Wilson, um dos pioneiros da ecologia, a partir dos debates do Fórum Nacional de Biodiversidade, realizado dois anos antes em Washington (Estados Unidos). O livro foi publicado no Brasil em 1997. No conceito de biodiversidade estão incluídos todos os seres vivos e as relações que esses organismos têm entre si e com o meio físico, transformando e construindo florestas, lagos e todos os elementos da paisagem que normalmente chamamos de natureza. Assim, plantas, animais e ecossistemas passaram a ser entendidos como um complexo integrado, que dá forma e funcionamento à vida no planeta.
         A biodiversidade, portanto, não se refere exclusivamente aos organismos em si, mas também ao ambiente criado a partir da presença deles. É como um jogo de xadrez. De que valem as peças se não forem realizadas boas jogadas? Precisamos compreender as complexas regras desse jogo, para evitar ou minimizar nossas interferências nefastas. No caso da Amazônia, precisamos apreender a biodiversidade da região em toda a sua complexidade e dinâmica, entender os efeitos dos processos de mudança e buscar as melhores soluções para a manutenção dessa diversidade.
    (A Amazônia está mudando. Ciência Hoje, jul. 2007, p. 40.)
    Relacione os textos 1 e 2 e considere as afirmativas a seguir:

    1. O conceito de biodiversidade, formulado no século XX, reflete uma avaliação das intervenções humanas sobre a natureza diferente da concepção vigente no século XVI.
    2. A busca de preservação da biodiversidade já estava implícita na atitude seiscentista de buscar, através do cultivo da terra, converter a natureza em cultura.
    3. Ambos os textos ressaltam a importância da agricultura para o homem e a natureza.
    4. No século XVI, os reis e grandes proprietários que preservavam áreas incultas em suas terras pretendiam garantir a sobrevivência de espécies vivas ameaçadas.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bf51778f-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto VI e a charge e responda a questão.

    Texto VI 

    Pau de Dois Bicos
    Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos?
        – Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!...
    A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele.
    Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves? 
        – E quem te disse que sou ave? - retruca o cínico - sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês? 
    – Mas voas!...
    – Vôo de mentira, por fingimento...
    – Mas tem asas! 
    – Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa...
    O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo.

    Moral da Estória: 
    O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco! 

    (MONTEIRO LOBATO, José Bento. Fábulas. 45. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 49.)

    Imagem da questão de Português, UEL 2010, Interpretação de Textos
    (SASSÁ. Jornal de Londrina, Londrina, 23 jul. 2010. p. 2.)
    A charge de Sassá refere-se a um problema que afeta a cidade de Londrina e muitas outras cidades brasileiras: o risco de contrair doenças transmitidas pelas pombas que vivem na região urbana. O que permite ao morcego, da fábula, e à pomba, da charge, disfarçarem sua condição é
    Escolha uma alternativa para a questão f5e91f3c-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto VI e a charge e responda a questão.

    Texto VI 

    Pau de Dois Bicos
    Um morcego estonteado pousou certa vez no ninho da coruja, e ali ficaria de dentro se a coruja ao regressar não investisse contra ele.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha casa, sabendo que odeio a família dos ratos?
        – Achas então que sou rato? Não tenho asas e não vôo como tu? Rato, eu? Essa é boa!...
    A coruja não sabia discutir e, vencida de tais razões, poupou-lhe a pele.
    Dias depois, o finório morcego planta-se no casebre do gato-do-mato. O gato entra, dá com ele e chia de cólera.
        – Miserável bicho! Pois te atreves a entrar em minha toca, sabendo que detesto as aves? 
        – E quem te disse que sou ave? - retruca o cínico - sou muito bom bicho de pêlo, como tu, não vês? 
    – Mas voas!...
    – Vôo de mentira, por fingimento...
    – Mas tem asas! 
    – Asas? Que tolice! O que faz a asa são as penas e quem já viu penas em morcego? Sou animal de pêlo, dos legítimos, e inimigo das aves como tu. Ave, eu? É boa...
    O gato embasbacou, e o morcego conseguiu retirar-se dali são e salvo.

    Moral da Estória: 
    O segredo de certos homens está nesta política do morcego. É vermelho? Tome vermelho. É branco? Viva o branco! 

    (MONTEIRO LOBATO, José Bento. Fábulas. 45. ed. São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 49.)

    Imagem da questão de Português, UEL 2010, Sintaxe
    (SASSÁ. Jornal de Londrina, Londrina, 23 jul. 2010. p. 2.)
    Considerando o trecho em negrito no texto Pau de dois bicos, assinale a alternativa correta. Nos dois casos, a palavra “mas”
    Escolha uma alternativa para a questão f5e4a7e4-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto V e responda a questão. 

    Texto V

    O “Adeus” de Teresa

    A vez primeira que eu fitei Teresa,

    Como as plantas que arrasta a correnteza,

    A valsa nos levou nos giros seus...

    E amamos juntos... E depois na sala

    “Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala...

    E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

    Uma noite... entreabriu-se um reposteiro...

    E da alcova saía um cavaleiro

    Inda beijando uma mulher sem véus...

    Era eu... Era a pálida Teresa!

    “Adeus” lhe disse conservando-a presa...

    E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

    Passaram tempos... séc’los de delírio

    Prazeres divinais... gozos do Empíreo...

    ... Mas um dia volvi aos lares meus.

    Partindo eu disse – “Voltarei!... descansa!...”

    Ela, chorando mais que uma criança,

    Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

    Quando voltei... era o palácio em festa!...

    E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra

    Preenchiam de amor o azul dos céus.

    Entrei!... Ela me olhou branca... surpresa!

    Foi a última vez que eu vi Teresa!...

    E ela arquejando murmurou-me: “adeus!” 

    (CASTRO ALVES, Antonio Frederico. Espumas flutuantes. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005. p. 51.)

    Considerando os recursos de composição utilizados no poema, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5d8efa9-b0
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    Português

    Leia o texto II e responda a questão.

    Texto II

    O tempo fecha.
    Sou fiel aos acontecimentos biográficos.
    Mais do que fiel, oh, tão presa! Esses mosquitos
    que não largam! Minhas saudades ensurdecidas
    por cigarras! O que faço aqui no campo
    declamando aos metros versos longos e sentidos?
    Ah que estou sentida e portuguesa, e agora não
    sou mais, veja, não sou mais severa e ríspida:
    agora sou profissional.
    (CESAR, Ana Cristina. A teus pés. 6. ed. São Paulo: Editora Brasiliense, s/d. p. 9.)
    Sobre a relação entre o poema e os demais textos que compõem a obra A teus pés, considere as afirmativas a seguir.
    I. Destoa, em todos os sentidos, do conteúdo geral da obra, uma vez que se afasta dos temas cotidianos, bem como da linguagem coloquial.
    II. Está em consonância com a proposta do livro, pois aborda temáticas do dia a dia, por meio do uso de linguagem coloquial.
    III. Trata de acontecimentos biográficos da vida da escritora, exaltando a vivência no campo em Portugal, seu país de origem.
    IV. Utiliza aspectos autobiográficos como matéria para a construção poética, estilizando a realidade em vez de retratá-la fielmente.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão f5a8a353-b0
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    Português

    Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. Constitui o início do conto “AA”, de Rubem Fonseca. 
    Imagem da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Sintaxe
    (64 contos de Rubem Fonseca. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 692) 
    A alternativa que apresenta afirmação correta é:
    Escolha uma alternativa para a questão 8266f982-b0
  • Linguagens

    Português

    Atenção: Para responder à questão considere o texto abaixo.

         Arrancado das entranhas da terra, o barro é visto por aqueles que nele tentam imputar formas como uma verdadeira entidade viva, dona de vontade própria. É como se houvesse uma espécie de pacto entre o barro e o barrista, e quem dá as cartas nessa parceria não é o homem. Porções generosas de imprevisibilidade, escondidas em sua composição, se desnudam instantaneamente ao menor toque das mãos. Alguns artesãos de Santa Catarina veem isso acontecer desde crianças, tomaram gosto pelo desafio e continuam mostrando o talento semeado em casa. Essa imprevisibilidade também apaixonou uma nova geração, que, como os artesãos de berço, continua narrando a influência da colonização açoriana no litoral. As crendices, a preferência pelas coisas simples da vida, o gosto pelas festas, a forte religiosidade. Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.
    (Feito a mãos: O artesanato em Santa Catarina. Publicação do Governo do Estado de Santa Catarina: Tempo Editorial, 2008. p. 19) 
    Para responder a esta questão, considere os sentidos encontrados no verbete de dicionário abaixo transcrito e a última frase do texto − Tudo ainda é registrado por mãos como as dos oleiros da Cerâmica Tatá, que aqui apresentam loucinhas de barro que tantas infâncias embalaram.

    louça

    substantivo feminino
    1 produto de cerâmica de pasta porosa e esmaltada, us. para fins diversos e esp. na fabricação de objetos domésticos Ex.: caneca de l.

    2 conjunto de recipientes (pratos, xícaras etc.) de porcelana ou similar, us. para servir refeições; aparelho, serviço

    A análise do verbete e da frase, considerada em seu contexto, autoriza o seguinte comentário:
    Escolha uma alternativa para a questão 825e6fb9-b0
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    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o texto que segue, de Cecília Meireles.


    “Grande é a diferença entre o turista e o viajante. O primeiro é uma criatura feliz, que parte por este mundo com a sua máquina fotográfica a tiracolo, o guia no bolso, um sucinto vocabulário entre os dentes (...) O viajante é criatura menos feliz, de movimentos mais vagarosos, todo enredado em afetos, querendo morar em cada coisa, descer à origem de tudo, amar loucamente cada aspecto do caminho, desde as pedras mais toscas às mais sublimadas almas do passado, do presente e até do futuro – um futuro que ele nem conhecerá.”


    Sobre o turista e o viajante, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 6208f038-b0
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, ler o seguinte excerto do poema “A viagem”, de Mario Quintana.

    “A louca agitação das vésperas de partida!
    Com a algazarra das crianças atrapalhando tudo
    E a gente esquecendo o que devia trazer ,
    Trazendo coisas que deviam ficar...
    Mas é que as coisas também querem partir ,
    As coisas também querem chegar
    A qualquer parte! – desde que não seja
    Este eterno mesmo lugar...
    E em vão o Pai procura assumir o comando:
    Mas acabou-se a autoridade...
    Só existe no mundo esta grande novidade:
    VIAJAR!”

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao poema, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 62044754-b0
  • Linguagens

    Português

    Bento Santiago, narrador de Dom Casmurro, sente-se confuso ao ver a morte injusta de Desdêmona, quando vai ao teatro assistir à peça Otelo, de Shakespeare. Assinale a alternativa que está de acordo com tal sentimento.
    Escolha uma alternativa para a questão b0d4fc46-b0
  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o texto abaixo e responda à questão.

    Porque é mau negócio “comer gato por lebre”?
    Emiliano Urbin
    Se considerarmos que um filhote de gato persa com pedigree custa até 2 mil, enquanto a venda de uma lebre reprodutora, regulada pelo Ibama, não rende um décimo disso, pode-se dizer que o ditado está errado. Mas ele surgiu na Espanha medieval onde a carne era escassa e a malandragem abundante. O registro mais antigo do sentido clássico, ser ludibriado em uma transação, é de um livro de 1611, Tesoro de la lengua, do espanhol Sebástian de Covarrubias. Relatos dessa época mostram que pedir uma carne e ser servido com um prato pior era uma preocupação constante dos viajantes. (Aliás, gato e lebre, servidos decepados são bem parecidos). [...].
    Fonte: Revista Superinteressante - Edição 262 - Fev/2009. 
    O pronome “ele”, sublinhado no texto, refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão b0b33025-b0
  • Linguagens

    Português

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    Há textos literários designados como canções, tal como a “Canção do vento e da minha vida”, de Manuel Bandeira, da qual se transcreve a primeira estrofe:

    O vento varria as folhas,
    O vento varria os frutos,
    O vento varria as flores...
    E a minha vida ficava
    Cada vez mais cheia
    De frutos, de flores, de folhas.

    Com base nesses versos, justifica-se a designação de canção porque
    Escolha uma alternativa para a questão 549eef67-af
  • Linguagens

    Português

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Interpretação de Textos


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    A referência às musas inspiradoras da Grécia faz lembrar que essas entidades míticas costumavam ser invocadas na ......, tal como se deu em ......, de ...... .

    Preenchem corretamente as lacunas da frase acima os seguintes elementos:
    Escolha uma alternativa para a questão 5496026b-af
  • Linguagens

    Português

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Coesão e coerência

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Coesão e coerência


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    Em 1911, os “soldados da banana” invadiram Honduras, depuseram o presidente e ainda exigiram que o seu substituto os reembolsasse pelas despesas da invasão.

    Outra redação para o segmento destacado acima, que mantém a clareza e a conformidade com o padrão culto, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5492a33b-af
  • Linguagens

    Português

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Análise sintática

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Análise sintática


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    Considerado o último parágrafo é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 548fdf26-af
  • Linguagens

    Português

    Instruções: Leia atentamente o texto abaixo para responder a questão.


    Banana, a fruta mais consumida e perigosa do mundo

    Figura 1 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Denotação e Conotação

    Figura 2 de 2 da questão de Português, PUC - Campinas 2010, Denotação e Conotação


    (Adaptado de Sergio Augusto, O Estado de S. Paulo, 26/04/2008)

    No quinto parágrafo,
    Escolha uma alternativa para a questão 5483b7fa-af
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto 2.

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Interpretação de Textos

    André Comte-Sponville. Pequeno tratado das
    grandes virtudes. p. 55 a 57 (adaptado).
    Neste fragmento, o autor pretende esclarecer ao leitor que
    Escolha uma alternativa para a questão 192fc06a-af