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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 430 de 549

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, faculdade independente do Nordeste 2019, Interpretação de Textos

    A expressão “eu não dei por esta mudança” denota uma reação do sujeito poético de:
    Escolha uma alternativa para a questão 24d5a769-e6
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, faculdade independente do Nordeste 2019, Interpretação de Textos

    ( )I - Com o passar do tempo, o sujeito poético perdeu o movimento das mãos.
    ( )II - A beleza é um dom fugaz.
    ( )III - O espelho representa simbolicamente a constatação inevitável da morte.
    ( )IV - Desde que nasce, o ser humano passa por um desgaste físico e psicológico.

    Refletindo sobre o poema, identifique as afirmativas verdadeiras
    Escolha uma alternativa para a questão 24d18cce-e6
  • Linguagens

    Português

    Cognatos são elementos que tem a mesma raiz. Assinale abaixo a alternativa em que não há três cognatos:
    Escolha uma alternativa para a questão 00ee2ffe-e6
  • Linguagens

    Português

    As crianças andavam pelas calçadas, despreocupadas, como se não existisse perigo algum, mas os vigilantes continuavam tomando tranquilamente seus cafés.


    A alternativa que apresenta o elemento de coesão que corrige o texto acima é:

    Escolha uma alternativa para a questão 00eaa7cf-e6
  • Linguagens

    Português

    Texto II


    Só metade das famílias dedica tempo suficiente à educação dos filhos


    Pesquisa da ONG britânica Varkey Foundation mostra a percepção de famílias brasileiras e de outros 28 países sobre a maneira com que acompanham a vida escolar de seus filhos


    Você não está sozinho(a) quando diz que não tem tempo para acompanhar o desempenho de seu filho ou sequer perguntar como foi o dia dele na escola. No Brasil, 46% dos pais e responsáveis por crianças em idade escolar dizem não dedicar tempo suficiente com a educação dos filhos, 41% reservam uma quantidade adequada e 9% sentem que reservam muito tempo para acompanhá-los. É isso o que mostra uma pesquisa da ONG global de educação Varkey Foundation feita em parceria com o Instituto Ipsos com 27 mil pais de estudantes de 4 a 18 anos em 29 países.

    Mais do que um consenso entre educadores, outras pesquisas internacionais mostram que o engajamento familiar é fundamental para o desenvolvimento dos alunos. De acordo com a publicação Family Engagement from the Youth Perspective, do Cambridge Kids Council, a aproximação entre escolas e famílias pode influenciar resultados educacionais das crianças e ajudar os alunos a transitarem com autonomia por diferentes etapas das suas vidas, além de colaborar para promover a equidade na educação.

    O estudo da Fundação Varkey também aponta que 51% dos familiares consideram a escola as escolas públicas brasileiras “fracas” e, se houvesse condições financeiras, 81% daqueles cujos filhos frequentam escolas públicas disseram que “bastante provavelmente” ou “muito provavelmente” migrariam para o ensino privado. Trata-se do índice mais alto em toda a América Latina.

    Apesar de se declararem pouco participativos nos estudos dos filhos e criticarem a qualidade da escola pública, 70% dos brasileiros estão otimistas quanto ao futuro dos filhos, um número muito superior à média global de 60%.

    Imagem da questão de Português, Instituto Nacional de Telecomunicações 2019, Análise sintática

    Melhorou ou piorou?

    Enquanto as transformações tecnológicas e culturais demonstram-se cada vez mais rápidas, os pais demonstram-se em dúvida quanto aos padrões de educação terem melhorado ou piorado nos últimos dez anos – 40% dizem que “melhorou” e 37% dizem que “piorou”. Os dados referentes ao Brasil são um pouco menores que a média: para 36% está melhor, enquanto 52% avaliam que o ensino piorou na última década.

    Alguns dos pais mais pessimistas se encontram nas grandes economias europeias. Os pais franceses estão particularmente pessimistas quanto à educação, com apenas 8% dizendo que os padrões melhoraram, seguidos pelos alemães (19%).

    Os pais das economias asiáticas emergentes são muito mais positivos, com 72% na Índia e 70% na China e em Singapura dizendo que a educação melhorou. O Japão é o único país asiático abaixo da média global da pesquisa, com 21%.

    Reconhecimento do professor
    Caso houvesse fundos adicionais para a escola de seus filhos, a maioria dos pais gostaria que fossem gastos nos professores. Metade (50%) dos pais indica mais professores, ou uma melhor remuneração dos professores existentes, como uma de suas principais prioridades. Isso é comparado com pais que gastariam fundos adicionais hipotéticos para a escola de seus filhos em: computadores/tecnologia (46%); atividades extracurriculares (44%); equipe de suporte (37%); recursos (37%); e em edifícios e outras instalações (34%).

    Gestão escolar
    O número de pais brasileiros (55%) que aprovam a gestão de escolas públicas por empresas privadas (como no modelo nos Estados Unidos) é três vezes superior ao dos que se opõem à ideia (16%). 
    Associações de pais são uma escolha popular para a gestão de escolas públicas, com quase dois terços (61%) dos pais brasileiros satisfeitos com esta opção, número muito acima da média global (50%).

    Instruções:
    Fuja das generalizações, clichês, lugares-comuns e frases feitas.
    Seu texto deve obrigatoriamente conter um título.
    O texto deve ter, no máximo, 25 linhas.
    Utilize a última folha da prova como rascunho. É permitido destacá-la.

    Coletânea: Leia toda a coletânea e selecione o que julgar pertinente para a realização da proposta. Articule os elementos selecionados com sua história de leituras e suas reflexões.

    Tema: “Principais desafios na educação dos filhos” 

    Vista de cima, a imensa estrada parece uma cicatriz na floresta.


    Sobre o texto, é incorreto o que se afirma em:

    Escolha uma alternativa para a questão 00deed48-e6
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    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o texto que segue para responder às questões propostas.


    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2019, Coesão e coerência


    Fonte: LLOSA, Mário Vargas. Breve discurso sobre a cultura. In: MACHADO, Cassiano Elek (org.). Pensar a cultura. Porto Alegre: Arquipélago, 2013. p. 12-13.

    A progressão textual contribui na construção da coerência textual. Nesse texto, essa progressão se constrói, basicamente, pela(s)
    Escolha uma alternativa para a questão e366e306-de
  • Linguagens

    Português

    Para o estudioso da canção brasileira Luiz Tatit, em sua obra O século da canção (2004), os sambistas da década de 1930 destacaram-se pelo desenvolvimento de uma forma poética a partir da prosódia popular dos morros cariocas, retratando o cotidiano de vida permeado pela pobreza, pelo humor e pela boemia. Nas palavras de Tatit: "Alheios a qualquer formação escolar, de ordem musical ou literária, esses sambistas retiravam suas melodias e seus versos da própria fala cotidiana. Serviam-se das entoações que acompanham a linguagem oral e das expressões usadas em conversa. Tais recursos, aliás, já vinham das brincadeiras indígenas e dos rituais religiosos das primeiras levas de negros que aqui chegaram".

    De acordo com esse texto, o verso que NÃO apresenta prosódia baseada na linguagem popular é:
    Escolha uma alternativa para a questão dc14fbb0-dc
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Menino de engenho, de José Lins do Rego, para responder à questão.

         A velha Totonha de quando em vez batia no engenho. E era um acontecimento para a meninada. Ela vivia de contar histórias de Trancoso1 . Pequenina e toda engelhada2 , tão leve que uma ventania poderia carregá-la, andava léguas e léguas a pé, de engenho a engenho, como uma edição viva das Mil e uma noites. Que talento ela possuía para contar as suas histórias, com um jeito admirável de falar em nome de todos os personagens! Sem nem um dente na boca, e com uma voz que dava todos os tons às palavras.
                                                                                (Menino de engenho, 2000.)
    1 Trancoso: escritor português do século XVI.
    2 engelhada: enrugada.
    Está em conformidade com as regras de concordância da norma-padrão da língua portuguesa a seguinte frase escrita a partir do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 05129fbe-da
  • Linguagens

    Português

    Considere os versos de Gonçalves Dias.

        O nosso índio errante vaga; 
        Mas por onde quer que vá, 
        Os ossos dos seus carrega; 
        Por isso onde quer que chega 
        Da vida n’amplo deserto, 
        Como que a pátria tem perto, 
        Nunca dos seus longe está! 
       
    (Márcia Lígia Guidin (org.). “Estâncias”. Poesia lírica e indianista, 2003.)

    Assim como na prosa de José de Alencar, na poesia de Gonçalves Dias o índio é retratado
    Escolha uma alternativa para a questão 0502c2f6-da
  • Linguagens

    Português

    Leia os versos de Manoel de Barros.


    Escrever nem uma coisa
    Nem outra —
    A fim de dizer todas —
    Ou, pelo menos, nenhumas.

    Assim,
    Ao poeta faz bem
    Desexplicar —
    Tanto quanto escurecer acende os vaga-lumes.

    (Poesia completa, 2013.)




    Tanto na forma quanto no conteúdo, o poema

    Escolha uma alternativa para a questão f48426d5-d9
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    Português

    ASSINALE a alternativa que apresenta a relação da música Índios – do álbum Dois (1986), da banda Legião Urbana – com a coletânea de contos Noites na Taverna ou com o filme Caramuru: a invenção do Brasil.
    Escolha uma alternativa para a questão 5c43a18b-d9
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho de A hora da estrela, de Clarice Lispector, para responder à questão

        De dia usava saia e blusa, de noite dormia de combinação. Uma colega de quarto não sabia como avisar-lhe que seu cheiro era murrinhento. E como não sabia, ficou por isso mesmo, pois tinha medo de ofendê-la. Nada nela era iridescente1 , embora a pele do rosto entre as manchas tivesse um leve brilho de opala. Mas não importava. Ninguém olhava para ela na rua, ela era café frio.
        E assim se passava o tempo para a moça esta. Assoava o nariz na barra da combinação. Não tinha aquela coisa delicada que se chama encanto. Só eu a vejo encantadora. Só eu, seu autor, a amo. Sofro por ela. E só eu é que posso dizer assim: “que é que você me pede chorando que eu não lhe dê cantando”? Essa moça não sabia que ela era o que era, assim como um cachorro não sabe que é cachorro. Daí não se sentir infeliz. A única coisa que queria era viver. Não sabia para quê, não se indagava. Quem sabe, achava que havia uma gloriazinha em viver. Ela pensava que a pessoa é obrigada a ser feliz. Então era. Antes de nascer ela era uma ideia? Antes de nascer ela era morta? E depois de nascer ela ia morrer? Mas que fina talhada de melancia.

    (A hora da estrela, 1998.)

    1 iridescente: colorido como o arco-íris.
    Em A hora da estrela, a história é contada
    Escolha uma alternativa para a questão e49dea90-d9
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    Português

    Leia o texto II e responda à questão

    TEXTO II
    ELA E EU

    Há flores de cores concentradas
    Ondas queimam rochas com seu sal
    Vibrações do sol no pó da estrada
    Muita coisa, quase nada
    Cataclismas, carnaval

    Há muitos planetas habitados
    E o vazio da imensidão do céu
    Bem e mal e boca e mel
    E essa voz que Deus me deu
    Mas nada é igual a ela e eu

    Trecho de uma canção de Caetano Veloso, cantada por Marina Lima no álbum Marina Lima, do ano de 1991. Disponível em: https://www.vagalume.com.br/marina-lima/ ela-e-eu.html>. Acessado em: 06/08/2018.
    Sobre a canção de Caetano Veloso é correto afirmar:

    I – Apresenta uma dimensão sensorial, centrada, principalmente, em imagens que se contrastam.

    II – Tem uma dimensão lógica e procura definir com precisão o relacionamento entre o eu lírico e a sua amada.

    III – buscar fazer o leitor entender de forma precisa o que significa “Ela e eu”.

    IV – buscar fazer o leitor sentir, mais do que entender, o que “Ela e eu” é para ele.


    Para responder use o seguinte código:
    Escolha uma alternativa para a questão 637feaf5-d8
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    Português

    Leia o texto I e responda à questão

    TEXTO I
    SUPER VELOCIDADE

    O velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super-heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash?

    Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes.

    Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz.

    O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.

    Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse.

    Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala.

    A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h.

    Disponível em: <https://medium.com/ciencia-descomplicada/ super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4>. Acessado em: 06.08.2018
    Assinale a alternativa em que o termo em negrito seja um pronome pessoal oblíquo, com a função sintática de objeto direto e se refira à expressão do texto “uma donzela em perigo”.
    Escolha uma alternativa para a questão 6378c025-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto I e responda à questão

    TEXTO I
    SUPER VELOCIDADE

    O velocista escarlate consegue mover-se a uma velocidade sobre-humana e, com isso, é capaz de violar várias leis da Física. Barry Allan ganhou seus poderes após ser atingido por um raio. Então, ele resolveu colocar um colante vermelho e sair por aí, correndo. Depois de um tempo, acabou se juntando a outros super-heróis integrando a Liga da Justiça. Será que a gente conseguiria correr por aí como o Flash?

    Nós somos uma espécie bem lenta quando comparada a outras. Nossos pés e pernas evoluíram para escalar árvores. Nós começamos a andar eretos recentemente enquanto outros animais evoluíram de ancestrais bípedes.

    Engenheiros e pesquisadores têm se baseado em pernas de outros animais para dar um jeito de aumentar a nossa velocidade. Um destes animais é a avestruz, que corre até 64 km por hora, usando metade da energia que nós. Isso é possível porque eles têm tendões que são capazes de reciclar a energia exercida quando os pés batem no chão e a utilizam para impulsionar o pé no próximo passo. Algumas próteses utilizadas por atletas olímpicos foram baseadas nas pernas e patas da avestruz.

    O recorde de velocidade humana é dos astronautas da Apollo 11, que atingiram 40.000 km/h quando a espaçonave reentrou na atmosfera terrestre. Nós poderíamos economizar muito tempo nos movimentando nesta velocidade, mas há alguns problemas.

    Com super velocidade, antes de você ver o que está a sua frente e reagir, você já teria passado por, ou através, do que quer que fosse que teria que desviar. A conta é: tempo (1/5 de segundo) multiplicado pela velocidade (40.000 km/h) é igual a distância (2,2 km). Ou seja, se você estivesse correndo nesta velocidade e tentasse desviar de um prédio, teria que estar a mais de 2 km dele para ter tempo de desviar. Quem dirige sabe o que acontece com um inseto quando ele atinge o para-brisa do carro. Não é uma visão muito bonita (principalmente para o inseto). Dessa forma, qualquer colisão direta que você tenha viajando mais de 95 km por hora será fatal. Então, não adianta ter super cura se você morre no impacto. Na melhor das hipóteses, caso você seja indestrutível, se tornaria um míssil, destruindo tudo que atingisse.

    Tudo bem! Você se livrou de todos estes problemas! Imagine que uma bala está prestes a atingir uma donzela em perigo. Então você, com sua super velocidade, agarra a moça e a leva para um lugar seguro. Romântico, mas ela vai sofrer mais lesões pelo salvamento do que pela bala.

    A Primeira Lei de Newton fala da Inércia, que é a resistência a uma mudança no estado natural de repouso ou movimento. Isso significa que um objeto vai continuar se movendo ou continuar parado, a não ser que algo mude isso. Ela estava parada e acelerou até a sua velocidade em menos de um segundo. O cérebro dela se chocaria com uma das paredes dentro do crânio no momento do seu salvamento e, ao parar abruptamente, o cérebro se chocaria com a outra parede do crânio, transformando-se em mingau. Neste caso, não é a velocidade que causa os danos, mas sim a aceleração ou a parada abrupta, da mesma forma que você é jogado para frente quando o motorista do ônibus pisa fundo no freio. O que você fez à moça é matematicamente a mesma coisa que atropelá-la com uma nave espacial a 40.000 km/h.

    Disponível em: <https://medium.com/ciencia-descomplicada/ super-poderes-4-super-velocidade-c0c5333a18a4>. Acessado em: 06.08.2018
    Sobre o texto I é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 636a0d24-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance A moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo, para responder à questão:


        Chegou o sábado. O nosso Augusto, depois de muitos rodeios e cerimônias, pediu finalmente licença para ir passar o dia de domingo na ilha de… e obteve em resposta um não redondo; jurou que tinha dado sua palavra de honra de lá se achar nesse dia e o pai, para que o filho não cumprisse a palavra, nem faltasse à honra, julgou muito conveniente trancá-lo em seu quarto.
        Mania antiga é essa de querer triunfar das paixões com fortes meios; erro palmar, principalmente no caso em que se acha o nosso estudante; amor é um menino doidinho e malcriado que, quando alguém intenta refreá-lo, chora, escarapela, esperneia, escabuja, morde, belisca e incomoda mais que solto e livre; prudente é facilitar-lhe o que deseja, para que ele disso se desgoste; soltá-lo no prado, para que não corra; limpar-lhe o caminho, para que não passe; acabar com as dificuldades e oposições, para que ele durma e muitas vezes morra. O amor é um anzol que, quando se engole, agadanha-se logo no coração da gente, donde, se não é com jeito, o maldito rasga, esburaca e se aprofunda.

    (A moreninha, 1997.)

    A ideia central do segundo parágrafo consiste em que
    Escolha uma alternativa para a questão 3e30bd2f-d8
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Goiano - Goiás 2019, Gêneros Textuais

    TEXTO 1
    Maria

        Maria estava parada há mais de meia hora no ponto do ônibus. Estava cansada de esperar. Se a distância fosse menor, teria ido a pé. Era preciso mesmo ir se acostumando com a caminhada. O preço da passagem estava aumentando tanto! Além do cansaço, a sacola estava pesada. No dia anterior, no domingo, havia tido festa na casa da patroa. Ela levava para casa os restos. (...)
        O ônibus não estava cheio, havia lugares. (...) Ao entrar, um homem levantou lá de trás, do último banco, fazendo um sinal para o trocador. Passou em silêncio, pagando a passagem dele e de Maria. Ela reconheceu o homem. Quanto tempo, que saudades! Como era difícil continuar a vida sem ele. (...) Por que não podia ser de uma outra forma? Por que não podiam ser felizes? E o menino, Maria? Como vai o menino? cochichou o homem. Sabe que sinto falta de vocês? (...)
        Ela, ainda sem ouvir direito, adivinhou a fala dele: um abraço, um beijo, um carinho no filho. E, logo após, levantou rápido sacando a arma. Outro lá atrás gritou que era um assalto. Maria estava com muito medo. Não dos assaltantes. Não da morte. Sim da vida. Tinha três filhos. O mais velho, com onze anos, era filho daquele homem que estava ali na frente com uma arma na mão. (...)
        Os assaltantes desceram rápido. Maria olhou saudosa e desesperada para o primeiro. Foi quando uma voz acordou a coragem dos demais. Alguém gritou que aquela puta safada lá da frente conhecia os assaltantes. Maria se assustou. Ela não conhecia assaltante algum. Conhecia o pai de seu primeiro filho. Conhecia o homem que tinha sido dela e que ela ainda amava tanto. Ouviu uma voz: Negra safada, vai ver que estava de coleio com os dois. (...)
        — Calma pessoal! Que loucura é esta? Eu conheço esta mulher de vista. Todos os dias, mais ou menos neste horário, ela toma o ônibus comigo. Está vindo do trabalho, da luta para sustentar os filhos...
         Lincha! Lincha! Lincha! Maria punha sangue pela boca, pelo nariz e pelos ouvidos. (...)
        Tudo foi tão rápido, tão breve, Maria tinha saudades de seu ex-homem. (...) Quando o ônibus esvaziou, quando chegou a polícia, o corpo da mulher estava todo dilacerado, todo pisoteado.
        Maria queria tanto dizer ao filho que o pai havia mandado um abraço, um beijo, um carinho.

    EVARISTO, Conceição. Maria. In: Olhos D’Água. Rio de Janeiro: Pallas e Fundação Biblioteca Nacional. 2016. p. 39-42. [Adaptado].
    Extraído do livro Olhos D’Agua, de Conceição Evaristo, o Texto 1 encaixa-se no gênero discursivo conto, pois apresenta uma
    Escolha uma alternativa para a questão 51b8d6de-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do livro Bilhões e bilhões, de Carl Sagan, para responder à questão.


         Espantosamente, a astrofísica moderna está prestes a determinar percepções fundamentais da origem, natureza e destino de todo o universo. O universo está em expansão. Todas as galáxias estão se afastando velozmente umas das outras no que é chamado de fluxo de Hubble, uma das três principais evidências de uma enorme explosão na época em que o universo teve início — ou, pelo menos, sua presente encarnação. A gravidade da Terra é bastante forte para atrair de volta uma pedra atirada para o céu, mas não um foguete com velocidade de escape. E assim acontece com o universo: se ele contém uma grande quantidade de matéria, a gravidade exercida por toda essa matéria vai diminuir e deter a expansão. Um universo em expansão será convertido num universo em colapso. E se não há bastante matéria, a expansão vai continuar para sempre. O presente inventário de matéria no universo é insuficiente para diminuir a expansão, mas há razões para pensar que talvez exista uma grande quantidade de matéria escura que não trai a sua existência emitindo luz, para a conveniência dos astrônomos. Se o universo em expansão se revelar apenas temporário, sendo finalmente substituído por um universo em contração, isso certamente criará a possibilidade de que o universo passa por um número infinito de expansões e contrações, sendo infinitamente antigo. Um universo infinitamente antigo não tem necessidade de ser criado. Sempre esteve ali. Por outro lado, se não há matéria suficiente para reverter a expansão, isso seria coerente com um universo criado do nada. Essas são questões profundas e difíceis que toda cultura humana tem de algum modo tentado enfrentar. Mas é só na nossa época que temos uma perspectiva real de desvendar algumas das respostas. Não por meio de conjeturas ou histórias — mas por observações reais, verificáveis, passíveis de repetição.


    (Carl Sagan. Bilhões e bilhões, 2008.)

    Em “talvez exista uma grande quantidade de matéria escura que não trai a sua existência emitindo luz”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão be8e99e4-d8
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “O cobrador”, de Rubem Fonseca, para responder à questão.



            Na porta da rua uma dentadura grande, embaixo escrito Dr. Carvalho, Dentista. Na sala de espera vazia uma placa, Espere o Doutor, ele está atendendo um cliente. Esperei meia hora, o dente doendo, a porta abriu e surgiu uma mulher acompanhada de um sujeito grande, uns quarenta anos, de jaleco branco.             Entrei no gabinete, sentei na cadeira, o dentista botou um guardanapo de papel no meu pescoço. Abri a boca e disse que o meu dente de trás estava doendo muito. Ele olhou com um espelhinho e perguntou como é que eu tinha deixado os meus dentes ficarem naquele estado.

            Só rindo. Esses caras são engraçados.

           Vou ter que arrancar, ele disse, o senhor já tem poucos dentes e se não fizer um tratamento rápido vai perder todos os outros, inclusive estes aqui — e deu uma pancada estridente nos meus dentes da frente.             Uma injeção de anestesia na gengiva. Mostrou o dente na ponta do boticão: A raiz está podre, vê?, disse com pouco caso. São quatrocentos cruzeiros.

             Só rindo. Não tem não, meu chapa, eu disse.

            Não tem não o quê? Não tem quatrocentos cruzeiros. Fui andando em direção à porta.

          Ele bloqueou a porta com o corpo. É melhor pagar, disse. Era um homem grande […]. E meu físico franzino encoraja as pessoas. Odeio dentistas, comerciantes, advogados, industriais, funcionários, médicos, executivos, essa canalha inteira. Todos eles estão me devendo muito. Abri o blusão, tirei o 38 [...]. Ele ficou branco, recuou. Apontando o revólver para o peito dele comecei a aliviar o meu coração: tirei as gavetas dos armários, joguei tudo no chão, chutei os vidrinhos todos como se fossem balas, eles pipocavam e explodiam na parede. Arrebentar os cuspidores e motores foi mais difícil, cheguei a machucar as mãos e os pés. O dentista me olhava, várias vezes deve ter pensado em pular em cima de mim, eu queria muito que ele fizesse isso para dar um tiro naquela barriga grande […].

         Eu não pago mais nada, cansei de pagar!, gritei para ele, agora eu só cobro!


    (O melhor de Rubem Fonseca, 2015.)

    O trecho “Só rindo. Esses caras são engraçados” (3º parágrafo) sugere que o narrador considera a pergunta do dentista
    Escolha uma alternativa para a questão be7a5212-d8
  • Linguagens

    Português

    O FUTURO NA BALANÇA

    Se, na década de 1970, o principal entrave ao desenvolvimento das crianças brasileiras era a desnutrição, hoje, quase 50 anos depois, a preocupação pende para o oposto da balança. “A obesidade é a maior epidemia de todos os tempos e não deixou o Brasil de fora”, sentenciam peritos da Sociedade Brasileira de Pediatria.

    Trata-se de um problema que afeta gente de todas as idades – a prevalência entre os adultos aumentou 60% no país de 2006 a 2016! E começa cada vez mais cedo. Entre meninos e meninas de 5 a 9 anos, 33% já estão acima do peso, e 15% são considerados obesos. Nesse ritmo, a estimativa é que a obesidade atinja 11,3 milhões de brasileirinhos em 2025. E por que os especialistas se inquietam tanto com isso? Uma criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso, alertam os especialistas.

    A essa condição está associada nada menos que 26 doenças crônicas, como pressão alta e diabetes do tipo 2 – problemas que deixaram de ser exclusividade de gente grande. Nesse cenário, vislumbra-se, pela primeira vez na história recente, uma geração que poderá viver menos e pior que seus pais.

    Não é à toa que o combate à obesidade foi alçado em prioridade para o governo, que aposta em ações de estímulo ao aleitamento materno, à prática de atividade física e à mudança do comportamento alimentar.

    Ironicamente, uma criança acima do peso até pode ser considerada desnutrida.

    (Revista Saúde. Abril, set. 2018, p. 48. Adaptado)
    A teoria linguística propõe que o uso da linguagem constitui uma forma de a pessoa atuar ou agir socialmente. Entre as possíveis ações que resultam das intenções reveladas no Texto 2, prevalece a ação de:
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