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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 441 de 549

  • Linguagens

    Português

    ASSINALE o trecho que resume o filme curta-metragem Ilha das Flores, de Jorge Furtado:
    Escolha uma alternativa para a questão 86ce9222-b4
  • Linguagens

    Português

    ASSINALE a afirmativa correta sobre a obra Minha Vida de Menina, de Helena Morley:
    Escolha uma alternativa para a questão 86cbcf61-b4
  • Linguagens

    Português

    O livro O professor, de Cristóvão Tezza, possui como epígrafe uma tese extraída do texto religioso “Vita Christi”, do século XV – cuja atualização pode se fazer da seguinte forma: “Não pode alguém ser boa testemunha de outrem, se primeiro não for boa testemunha de si mesmo”.
    Essa proposição da epígrafe corrobora todos os aspectos dessa narrativa, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 7c01661a-b4
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho extraído do conto “Depois do dilúvio”, presente no livro Contos indígenas brasileiros, de Daniel Munduruku:

    “Os Kaiurucré continuavam a fazer, com as cinzas, outros animais. Faziam isso sempre de noite. Num certo dia, estando a esculpir um outro bicho, começou a amanhecer e isso era muito perigoso para eles. Para que este bicho ficasse perfeito, faltava apenas a língua, os dentes e algumas unhas. Mas eles não teriam tempo de completar. A solução foi colocar varinhas na boca do animal. – Como vocês não têm dentes – disse o ancestral – comerão apenas formigas. E é por isso que o tamanduá é um animal inacabado, incompleto e imperfeito.”

    Tendo o episódio do tamanduá como referência e outros mitos Kaigang semelhantes que compõem o conto de Daniel Munduruku, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO
    Escolha uma alternativa para a questão e17aa019-b4
  • Linguagens

    Português

    Veja a reprodução da tela A primeira missa no Brasil, obra de Victor Meirelles, representando a primeira celebração cristã em nossas terras realizada pelo padre lusitano Henrique de Coimbra, em 26 de abril de 1500. 

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2018, Interpretação de Textos

    Fazendo uma leitura dos elementos que compõem a tela, todas as alternativas estão corretas, EXCETO

    Escolha uma alternativa para a questão e1749d6e-b4
  • Linguagens

    Português

     Leia o texto a seguir e responda à questão de que a ele se referem ou que o tomam como ponto de partida. 

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2018, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2018, Interpretação de TextosFigura 3 de 3 da questão de Português, Universidade Estadual de Montes Claros - MG 2018, Interpretação de Textos;

    Assinale a alternativa CORRETA a respeito da “geração canguru” de que fala o texto.
    Escolha uma alternativa para a questão e1599696-b4
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    Português

    A questão se refere ao conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.

    Leia o trecho abaixo, retirado do conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”

    “A lembrança do dia em que fui roubada voltava incessantemente. Às vezes, com todos os detalhes, ora grosseiramente modificada. Na versão modificada, eu-menina era jogada no porão de um navio pelo casal que tinha me roubado de casa”.
    EVARISTO, Conceição. “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”. p.4

    Apesar de se tratar de uma reconstrução dos fatos, por meio do sonho ou da imaginação, a nova versão para o rapto mostra-se coerente com algumas experiências vividas por Maria do Rosário, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 7c644778-b3
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    Português

    A questão se refere ao conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.

    Leia as afirmações abaixo sobre a estruturação do enredo do conto “Maria do Rosário Imaculada dos Santos”, de Conceição Evaristo.

    I - a situação inicial do enredo caracteriza-se por uma cena cotidiana: Maria do Rosário, criança, encontra-se sentada à porta de sua casa junto com sua família.
    II - o contexto da vida pacata é quebrado pela chegada de um jipe, comandado por um casal de estrangeiros que se aproxima da família dos Santos e dos Reis e que, apesar da dificuldade linguística, consegue convencer os adultos a levar as crianças para um passeio no automóvel.
    III - o conflito se estabelece com a partida do casal, levando consigo, para outro país, duas crianças: Maria do Rosário e um dos seus irmãos, que, raptados, passarão anos de suas vidas junto aos raptores.
    IV - o clímax da história, como ponto alto da narrativa, ilustra-se pela angústia internalizada de Maria do Rosário a partir do momento em que toma consciência de que havia sido roubada dos seus.
    V - a vida apartada de sua origem desencadeia na protagonista o medo de constituir família e a necessidade de se deslocar rumo à cidade natal.
    VI - a resolução do conflito ocorre com a chegada da protagonista à cidade Flor de Mim, onde, finalmente, reencontra parte de sua família.

    Mostra-se INCOERENTE com a narrativa o que se afirma em:

    Escolha uma alternativa para a questão 7c60ee4b-b3
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    Português

    As questão se refere ao texto II

    Texto II

    Leia o trecho da entrevista ao Le Diplomatique, concedida pelo rapper brasileiro Emicida, quando questionado sobre o seu papel como artista: 

    EMICIDA - Talvez minha cruz seja a liberdade. Tenho um bagulho selvagem. Livre e selvagem, e não estou contando com a compreensão dos outros. No momento que precisávamos romper com a tradição, rompemos, sem medo de ser feliz ou triste.
    [...]
    Não chamo a liberdade de cruz por ser ruim, mas a atmosfera do nosso país faz com que a liberdade seja uma parada amaldiçoada quando um preto é livre. Quando você é preto, precisa cumprir com alguns requisitos básicos para ser interpretado como ser humano. As pessoas têm um estereótipo, e se você quebra isso, elas se julgam no direito de colocar o dedo na sua cara.
    [...]
    A vida inteira estamos cantando sobre ascensão, quebrar as barreiras e mostrar como a vitória também pode ser possível. Corta para 2017. Um bando de cabaço do MBL (Movimento Brasil Livre) pega uma foto minha em um evento de gala e coloca: “usa um terno de R$ 15 mil e isso é uma grande contradição no discurso dele”. No imaginário dessas e de várias pessoas que corroboram com essa palhaçada, o lugar do preto está definido. Eles nunca se incomodam ao ver um preto na calçada, jogado no lixo, andando pelado, louco na rua ou amontoado em cadeia. Mas quando vê um preto ganhando troféu de “Homem do ano”, com um terno foda, nesse momento consigo ler claramente que a liberdade ofende. Quando damos um passo rumo ao SP Fashion Week, com pretos em toda cadeia de produção, da costureira da Vila Brasilândia a modelo que desfilou, move toda estrutura, e no momento que colocamos esses pretos vivos na capa de todos os jornais do Brasil, as pessoas falam que estamos cobrando caro nas roupas da Laboratório Fantasma… É gente que não faz a menor ideia do que é a nossa história, do que nós falamos, da cadeia que movemos. Na cabeça delas, nosso destino é ser miserável. Não temos o direito de cobrar o que achamos que nosso trabalho vale. Mas aí eu me apego à minha liberdade. Eu quero é que se foda.
    Disponível em: https://diplomatique.org.br/me-preocupa-o-fato-de-a-poesia-precisar-ser-obvia-pra-caralho-emicida/
    De acordo com a entrevista, são exemplos da quebra de paradigma que envolve o negro na sociedade brasileira, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 7c57587b-b3
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, IF Sul - MG 2018, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://cdn.atividadesparaprofessores.com.br/uploads/preconceito.jpeg Acesso em: 30.10.18

    Para a produção de sua crítica, o cartunista faz uso de diferentes recursos, EXCETO o(a):

    Escolha uma alternativa para a questão 7c4d3746-b3
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir.
    primeiro verso do ano
    é pra você
    brisa que passa
    deixando marca de brasa
    (RUIZ S., Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p. 83.)

    Com base no poema, considere as afirmativas a seguir.
    I. A referência ao termo “verso” constitui a inclinação metalinguística, traço bastante comum nos poemas da autora.
    II. O tempo aparece como apego ao sentido de renovação, que se valoriza em detrimento de experiências permanentes e intensas.
    III. O terceiro verso registra a noção de compromisso que coexiste paradoxalmente com a fugacidade.
    IV. O termo “brasa” estabelece um jogo de palavras com o verso anterior, evidenciando sentidos como leveza e força.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dc395dce-b2
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    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.
    Racismo em tempos modernos
    Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
    No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
    Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
    Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
    (Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
    Com base no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbd3a070-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Assinale a alternativa em que o trecho do diário foi reescrito, mantendo-se as correlações semânticas originais e respeitando-se a variedade culta da língua portuguesa.
    Escolha uma alternativa para a questão 88f26b07-b2
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    Português

    Leia o texto para responder à questão. 

         Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. 

         Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana.

         Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais.

         A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo.

         [...]

        No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista.

    Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado.
    Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”, presente no primeiro parágrafo.

    As palavras destacadas exercem
    Escolha uma alternativa para a questão 3acbf625-b2
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    Português

    Memorial de Aires é o último romance escrito por Machado de Assis, tendo sido publicado em 1908, ano da morte do autor. Obra de caráter autobiográfico, apresenta-se como diversas entradas em uma espécie de diário, em que a relação com a velhice, as dificuldades dos relacionamentos amorosos e a futilidade da elite brasileira no final do século XIX são retratadas por meio de um série de episódios que se intercalam.

    O trecho a seguir foi retirado do prefácio Advertência, que introduz a obra.

    Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: “Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis”. Referia-me ao Conselheiro Aires. Tratando-se agora de imprimir o Memorial, achou-se que a parte relativa a uns dois anos (1888-1889), se for decotada de algumas circunstâncias, anedotas, descrições e reflexões, — pode dar uma narração seguida, que talvez interesse, apesar da forma de diário que tem. Não houve pachorra de a redigir à maneira daquela outra, — nem pachorra, nem habilidade. Vai como estava, mas desbastada e estreita, conservando só o que liga o mesmo assunto. O resto aparecerá um dia, se aparecer algum dia.
    ASSIS, Machado de. Memorial de Aires. In:______. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 1096

    Com base na leitura dos textos e nas obras de Machado de Assis, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão b8ea26d5-b1
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    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Morfologia

    Analise as proposições em relação à obra Nós, Salim Miguel, ao Texto 4, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) No sintagma “por que então aquele salto” (linhas 7 e 8), a expressão destacada, quanto à morfologia, é constituída de preposição e pronome relativo.
    ( ) Nos períodos “O comissário pediu que o gerente o ajudasse” (linha 1) e “puxou-a” (linha 11), se os vocábulos destacados forem substituídos por lhe, não há prejuízo quanto ao sentido original do texto e nem quanto à regência verbal.
    ( ) Na obra, o autor nomeou as personagens com pronomes pessoais e pronomes indefinidos. Somente a personagem Eu possui sobrenome - Fleury, sobrenome que lembrava um torturador da época da ditadura militar, no Brasil.
    ( ) Da leitura da obra, infere-se que o contratado como “matador” era, também, um possível candidato a vereador em Alagoas.
    ( ) O vocábulo “florzinhas” (linha 10), usado frequentemente na linguagem popular, é anômalo de florezinhas que é a forma considerada gramaticalmente correta na linguagem culta, segundo o plural dos substantivos diminutivos.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bd1a58c2-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Nós, Salim Miguel, e ao Texto 4.
    Escolha uma alternativa para a questão bd101c1b-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Lucíola e ao seu autor José de Alencar.

    I. José de Alencar, em suas obras, faz críticas às relações humanas na sociedade carioca, à época, revelando-a preocupada com a ostentação, o poder e o status que apenas o dinheiro traz, especialmente nos três romances – Diva, Lucíola e Senhora, em que retrata perfis de mulheres que, mesmo tentando se defrontarem com os homens pelo plano de igualdade, são redimidas ou dominadas pelo amor, no final.
    II. José de Alencar procurou registrar em seus romances histórias simples, típicas do gosto romântico-burguês de sua época, além de também documentar, em suas obras, a realidade política nacional sob uma ótica crítica que antecipava o estilo da primeira geração modernista.
    III. A leitura da obra leva o leitor a inferir que, apesar de todo idealismo romântico, José de Alencar conseguiu perceber e delatar alguns aspectos profundos e recalcados da realidade social e individual, em que se podem detectar vestígios de um pré-realismo.
    IV. O romance Lucíola, dentro de uma classificação didática e literária para as obras alencarianas, enquadra-se nos romances urbanos ou de costumes, pois retrata a sociedade de diferentes partes do país no Segundo Reinado, focalizando hábitos, costumes, linguagem, tradições religiosas, sempre em oposição aos valores urbanos da Corte.
    V. A leitura da obra leva leitor a inferir que o autor foi bastante feliz com a estratégia de criar Paulo como personagem narrador, quem escreve a história entre Lúcia e Paulo, porém contada por meio de cartas à Sra. G. M., autora fictícia, e assim Paulo fica isento da ponderação de uma sociedade preconceituosa. Embora ele se revele também preconceituoso, recusando-se, ele mesmo, a escrever a história vivida por ele e Lúcia.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bd0ac26d-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra Valsa no 6, Nelson Rodrigues, e ao Texto 2.

    I. Nelson Rodrigues buscou em sua obra teatral, representada por um monólogo, trazer à tona o embricamento do diálogo direto com a música, a valsa de Chopin, embora sons dissonantes apontem para um universo em cujo centro está uma pessoa perdida em uma nova vida ou em várias fases da vida.
    II. O texto rodrigueano, apesar de ser um monólogo, é mesclado por reflexões de vários personagens, representados apenas pelos pedaços de memórias, delírios, que a personagem Sônia vive e revive.
    III. A leitura da obra Valsa n0 6 leva o leitor a perceber que o texto, aos poucos, vai se construindo, juntando a cada momento as memórias de Sônia, a partir do momento em que ela interpreta a presença de outras pessoas, e não apenas a si própria.
    IV. A personagem, apresentada por Nelson Rodrigues, não foge ao estereótipo de outras personagens nas peças dele, Sônia é caracterizada como uma personagem psicológica em uma situação romântica.
    V. A leitura da obra leva o leitor a inferir que há um jogo de ambiguidade marcante na Valsa n0 6, ou seja, a passagem de menina para mulher, da vida para a morte, da realidade para a ficção.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão bcfa6d8b-b0
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    Português

    Imagem da questão de Português, UDESC 2018, Interpretação de Textos

    Analise as proposições em relação à obra, Valsa no 6, Nelson Rodrigues, ao Texto 2, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.

    ( ) Da leitura das estruturas “Dr. Junqueira é doido pela ‘Valsa n0 6’ ” (linha 1) e “Ah, toca a valsa, minha filha, pelo amor de Deus” (linha 3), infere-se o mascaramento dos desejos de Dr. Junqueira, sob a ótica de Sônia.
    ( ) Da leitura da obra, infere-se que o desenvolvimento da peça de Nelson Rodrigues ocorre no plano do desequilíbrio mental e da alucinação de Sônia, personagem principal, que é assassinada enquanto executava a valsa n0 6 de Chopin, no piano.
    ( ) Nos períodos “Paulo cresce como um lírio espantado” (linha 22) e “Mas tua fisionomia está mutilada” (linha 26) se as palavras destacadas forem substituídas, sequencialmente, por temeroso e pura não há alteração de sentido, no texto.
    ( ) No período “Dize, ao menos, o que eu sou de ti” (linha 11), se a preposição destacada for substituída por para, não há transgressão quanto à norma gramatical, em relação à regência, e nem alteração de sentido, no texto.
    ( ) Na oração “Estou-me lembrando” (linha 20) o verbo destacado é pronominal, pois está sendo usado com o sentido de vir à memória, ou seja, configurando um ato totalmente involuntário por parte da personagem Sônia.

    Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
    Escolha uma alternativa para a questão bcf61cce-b0