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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 481 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia, atentamente, o texto para responder à questão.


    Sem esforço e sem exemplo


        Não creio que a gente ande tão ruim de português por causa das redes sociais, dos torpedos no celular. Essa reclamação tem cheiro de mofo.
        O interessante é que, embora digam que se lê pouco, as editoras vendem mais que nunca, bienais e feiras ficam lotadas, e mesmo assim não conseguimos nos expressar direito, nem oralmente e nem por escrito. Se lemos mais, por que escrevemos e falamos mal?
        Penso que, coisas verificadas há trinta anos em meus tempos de professora universitária, andamos com problemas de raciocínio. Não aprendemos a pensar, observar, argumenta (qualquer esforço maior foi banido de muitas escolas), portanto não sabemos organizar nosso pensamento, muito menos expressá-lo por escrito ou mesmo falando. "Eu sei, mas não sei dizer", "Eu sei, mas não consigo escrever isso” são frases ouvidas há muito tempo, tempo demais.
        A exigência aos alunos baixou de nível assustadoramente, e com isso o ensino entrou em questão vertiginosa. Tudo deve parecer brincadeira. Na infância, ensinam a chamar as professoras de tias, coisa com o que, pouco simpática, sempre impliquei: tias são parentes. Professoras, ou os carinhosos profes, ou pros, são pessoas que estão ali para cuidar, sim, mas também para educar os bem pequenos. Modos à mesa, civilidade, dividir brinquedos, não morder nem bater, socializar-se enfim da maneira menos selvagem possível.    
        Depois, sim, devem educar e ensinar. Sala de aula é para trabalhar; pátio é para brincar. Não precisa ser sacrifício, mas dar uma sensação de coisa séria, produtiva e boa.
        Por alguma razão, lá pela década de 60 inventamos, melhor: importamos a de que ensinar é antipático e aprender, ou estudar é crueldade infligida pelos adultos. Tabuada, nem pensar. Ortografia, longe de nós. Notas abolidas: agora só os vagos conceitos. Reprovação seria o anátema (a condenação). É preciso esforçar-se, e caprichar, para ser reprovado.
        Resultado: alunos saindo do ensino médio para a faculdade sem saber redigir uma página ou parágrafo coerente e em boa ortografia em seu próprio idioma!
        O acesso à universidade, devido a esse baixo nível do ensino médio, reduziu-se a um facilitarismo assustador. Hordas de jovens entram na universidade sem o menor preparo. São os futuros bacharéis que não vão passar no exame da Ordem. Outras providências desse tipo virão depois. Em vez de elevarmos o nível do ensino básico, vamos adotar o método da não reprovação. Em lugar de exigirmos mais no ensino médio, vamos deixar todos à vontade, pois com tantas cotas e outros recursos vão ingressar na universidade de qualquer jeito.
        Além do ensino e do aprendizado, facilitamos incrivelmente as coisas no nível da educação, isto é, comportamento, compostura, postura, respeito, civilidade. Alunos comem, jogam no celular, conversam, riem na sala de aula, na presença do professor que tenta exercer sua dura profissão, como se estivessem no bar. Tente o professor impor autoridade, e possivelmente ele, não o aluno malcriado, será chamado pela diretoria e admoestado. Caso tenha sido mais severo, quem sabe será processado pelos pais.
        Não estou inventando: nesta coluna não escreve a ficcionista, mas a observadora da realidade.
        A continuar esse processo antieducação, e nos altos escalões o desfile de péssimos exemplos, impunidades, negociatas e deboches, além do desastroso resultado do julgamento do mensalão, apesar de firulas jurídicas, teremos problemas bem interessantes nos próximos anos em matéria de dignidade e honradez. Pois tudo isso contamina o sentimento do povo, e pior: desanima os jovens que precisam de liderança positiva.
        Resta buscar ânimo em outras pastagens, para não desistir de ser um cidadão produtivo e decente.
    Lya Luft. Revista Veja, 06 de outubro de 2013.
    Segundo o texto, serão consequências futuras do baixo nível do ensino hoje, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão b7b6d95f-e1
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    Português

    TEXTO III


    Os problemas de escrita nas empresas que podem tornar a comunicação profissional um inferno


        A comunicação é um ato diário e constante, que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso de relações profissionais, pessoais e familiares. No entanto, muitas pessoas preferem transferir o problema ao leitor ou interlocutor, afirmando que ele não é capaz de entender a sua mensagem. Nunca param para analisar que a limitação pode estar na maneira como se expressam.
        Para eliminar essa barreira comportamental rumo ao sucesso na comunicação, temos de deixar de lado a postura egoísta que registramos na infância. Ainda bebês, mesmo com muita dificuldade, limitações e erros, nossos pais e familiares conseguem nos entender, passando a falsa imagem de que é fácil sermos entendidos e não há necessidade de nos esforçarmos.
        No mundo corporativo, há anos já não existe mais a figura da secretária de departamento responsável pela elaboração e revisão de comunicados, apresentações e relatórios. Na era do conhecimento e da internet, em que qualquer funcionário escreve e-mails para toda a empresa, fornecedores e clientes, e não raro escreve em nome da empresa, a exigência da comunicação eficiente em português tornou-se fundamental.
        O e-mail se consolidou como uma ferramenta de comunicação corporativa, mas também é um documento que, na maioria das empresas, ficará arquivado por muito tempo, um registro de erros. Por isso, é preciso que as pessoas dediquem uma especial atenção a essa modalidade de interação.
    (Lígia Velozo Crispino)  
    Em qual das opções abaixo, a retirada da(s) vírgula(s) não acarretaria alteração semântica:
    Escolha uma alternativa para a questão bc315fbf-e0
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    Português

    Leia o texto abaixo, para responder a questão.


    O apanhador de desperdícios


    Uso a palavra para compor meus silêncios.
    Não gosto de palavras fatigadas de informar.
    Dou mais respeito às que vivem de barriga no chão tipo água pedra sapo.
    Entendo bem o sotaque das águas.
    Dou respeito às coisas desimportantes e aos seres desimportantes.
    Prezo insetos mais que aviões.
    Prezo a velocidade das tartarugas mais que a dos mísseis.
    Tenho em mim esse atraso de nascença.
    Eu fui aparelhado para gostar de passarinhos.
    Tenho abundância de ser feliz por isso.
    Meu quintal é maior do que o mundo.
    Sou um apanhador de desperdícios:
    Amo os restos como as boas moscas.
    Queria que a minha voz tivesse um formato de canto.
    Porque eu não sou da invencionática.Só uso a palavra para compor meus silêncios.

    Manuel de Barros. Memórias Inventadas: a infância. São Paulo: Planeta do Brasil, 2003.
    Para o eu lírico, algumas palavras não lhe são prazerosas, enquanto outras merecem seu respeito. Para explicá-las usa-as em sentido figurado que sugerem ao leitor imagens diferentes e criativas. Que alternativa explica o sentido dos seguintes versos: “Não gosto de palavras fatigadas de informar.”
    Escolha uma alternativa para a questão ae48a5b1-e0
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    Português

    Texto para a questão:


    D. SEBASTIÃO

    'Sperai! Caí no areal e na hora adversa
    Que Deus concede aos seus
    Para o intervalo em que esteja a alma imersa
    Em sonhos que são Deus.

    Que importa o areal e a morte e a desventura
    Se com Deus me guardei?
    É O que eu me sonhei que eterno dura
    É Esse que regressarei.

    (PESSOA, Fernando .Mensagem)
    Comparativamente, o poema de Pessoa toma o mito sebastianista de modo um pouco diferente daquele referido por Wisnik. Em “D. Sebastião” especificamente o rei é a figura esperada, que regressará, para:
    Escolha uma alternativa para a questão 298daad5-de
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão:


    D. SEBASTIÃO

    'Sperai! Caí no areal e na hora adversa
    Que Deus concede aos seus
    Para o intervalo em que esteja a alma imersa
    Em sonhos que são Deus.

    Que importa o areal e a morte e a desventura
    Se com Deus me guardei?
    É O que eu me sonhei que eterno dura
    É Esse que regressarei.

    (PESSOA, Fernando .Mensagem)
    O sebastianismo, mito do retorno triunfal de Dom Sebastião, o rei desaparecido em batalha no norte da África, ilustra a fala de José Miguel Wisnki e o poema de Fernando Pessoa. O uso para Wisnik se justifica porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 298a0150-de
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    Português

    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Em “Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam”, é possível verificar o uso de:
    Escolha uma alternativa para a questão 298482e0-de
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    Português

    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Uma das características da narrativa modernista é a sensação de alta velocidade com que as cenas são elaboradas. No trecho do conto de Antônio de Alcântara Machado, escritor modernista, essa alta velocidade é sugerida:
    Escolha uma alternativa para a questão 297d6859-de
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    Português

    Leia a charge abaixo, que tem como tema uma cobrança de falta no futebol, para responder a questão:

    Imagem da questão de Português, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Interpretação de Textos
    (Disponível em https://opiodopovo.files.wordpress.com/2009/09/laerte-17-08-dragea116.jpg, acesso em 05/08/2014.)
    A sátira que a tira acima faz ao futebol tem como alvo:
    Escolha uma alternativa para a questão 29757862-de
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    Português

    Texto para a questão


    Consideração do poema


    Imagem da questão de Português, FGV 2014, Concordância verbal, Concordância nominal

    Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.

    Considere as seguintes afirmações sobre diferentes elementos do texto:


    I O verbo “rimarei”, empregado duas vezes no início do texto, pode ser entendido em seu sentido literal nas duas ocorrências.

    II No verso “nem deslizar de lancha entre camélias” (2ª. estrofe), a palavra “deslizar” deve ser lida como substantivo e não como verbo.

    III O pronome que ocorre na frase “se ainda as há” (3ª. estrofe), embora esteja no plural, relaciona-se, quanto ao sentido, com uma palavra no singular.


    Está correto apenas o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 13d629f1-de
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    Português

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, FGV 2014, Análise sintática

    Evanildo Bechara, Na ponta da língua. Adaptado. 

    Consideradas no contexto, expressam o mesmo tipo de relação sintático-semântica as orações do texto “não indo aos assuntos a ela correlatos” (L. 2) e
    Escolha uma alternativa para a questão 13ba0dd7-de
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    Português

    Texto para a questão


    Imagem da questão de Português, FGV 2014, Interpretação de Textos


    Oswald de Andrade, Poesias reunidas. 

    Para enfatizar a autenticidade artística do conjunto arquitetônico situado em Congonhas do Campo, Minas Gerais, do qual fala o texto, o poeta lança mão, entre outros recursos, do procedimento de
    Escolha uma alternativa para a questão 13aab928-de
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    Português

    Texto para a questão.


    Engajamento agora é outro, revela pesquisa


    Os jovens brasileiros desconfiam dos políticos e estão cada vez mais desencantados com os partidos. Isso não provoca, no entanto, o seu afastamento automático de atividades politicamente engajadas. Ligado a organizações que se caracterizam pelo uso de redes sociais e pela estrutura pouco hierarquizada, um número significativo de jovens está se mobilizando em torno de um amplo leque de questões políticas e sociais.

    Temas que vão da mobilidade urbana à organização de grupos de hip hop e cineclubes na periferia das grandes cidades fazem parte do cotidiano desses moços e moças, de acordo com três grandes pesquisas realizadas recentemente sobre juventude no Brasil. Embora conduzidas por diferentes pesquisadores e com focos diversos, as três apontaram na mesma direção.

    R. Arruda, www.estadao.com.br, 14/07/2013.

    O trecho “Embora conduzidas”, que inicia o último período do texto, poderia ser substituído, sem prejuízo para o sentido e para a correção gramatical, por
    Escolha uma alternativa para a questão 13a5bd79-de
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    Português

    Texto para a questão

    A Esmeralda e o Camafeu
    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2014, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2014, Interpretação de Textos

    Joaquim Manoel de Macedo, A Moreninha.
    A partir do fragmento selecionado, pode-se afirmar que a prosa de Joaquim Manoel de Macedo

    I. é marcada por enredos cheios de peripécias e final feliz.
    II. é composta com uma linguagem simples, estilo fluente e leve.
    III. é elaborada em torno de objetividade temática, com negação do sentimentalismo.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 5d884946-dc
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    Português

    Texto para a questão

    A Esmeralda e o Camafeu
    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2014, Interpretação de Textos
    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2014, Interpretação de Textos

    Joaquim Manoel de Macedo, A Moreninha.
    No excerto, está presente:
    Escolha uma alternativa para a questão 5d84c930-dc
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    Português

    Textos para a questão

    Sete anos de pastor Jacob servia
    01 Sete anos de pastor Jacob servia
    02 Labão, pai de Raquel, serrana bela;
    03 Mas não servia ao pai, servia a ela,
    04 E a ela só por prêmio pretendia.

    05 Os dias, na esperança de um só dia,
    06 Passava, contentando-se com vê-la;
    07 Porém o pai, usando de cautela,
    08 Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

    09 Vendo o triste pastor que com enganos
    10 Lhe fora assim negada a sua pastora,
    11 Como se a não tivera merecida;

    12 Começa de servir outros sete anos,
    13 Dizendo – Mais servira, se não fora
    14 Para tão longo amor tão curta a vida.
    Luís de Camões

    Sunetto Crassico
    01 Sette anno di pastore, Giacó servia Labó,
    02 Padre da Raffaela, serrana bella,
    03 Ma non servia o pai, che illo non era trouxa nó!
    04 Servia a Raffaela p’ra si gazá c’oella.

    05 I os dia, na speranza di un dia só,
    06 Apassava spiano na gianella;
    07 Ma o páio, fugino da gombinaçó,
    08 Deu a Lia inveiz da Raffaela.

    09 Quano o Giacó adiscobri o ingano,
    10 E che tigna gaido na sparella,
    11 Ficô c’um brutto d’um garó di arara,

    12 I incominciô di servi otros sette anno
    13 Dizeno: Si o Labó non fossi o pai d’ella
    14 Io pigava elli i li quibrava a gara.
    Juó Bananere
    A partir de Sete anos de pastor Jacob servia é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 5d79d48a-dc
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    Português

    Leia os versos de “Se se morre de amor” de Gonçalves Dias e da letra de música “Não Se Morre de Mal de Amor”, de Taiguara.

    Imagem da questão de Português, FAME 2014, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa INCORRETA acerca da leitura dos textos.
    Escolha uma alternativa para a questão 198fc250-dc
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    Português

    Decifrando os rolezinhos

    “Note-se que nas jornadas de junho os jovens se manifestaram nas ruas, que é o local mais adequado para esse tipo de mobilização. Não houve, em seu primeiro momento, nenhuma conotação anticapitalista, mas, ao contrário, uma indignação apartidária com os governos federal, estaduais e municipais pela péssima qualidade dos serviços públicos. Ademais, havia uma clara insatisfação com os partidos políticos e os movimentos sociais organizados.

    Agora há uma diferença essencial. As manifestações estão sendo feitas em shoppings, que são locais privados, empresariais. Isto é, os manifestantes, mesmo nos genuínos rolezinhos, apesar de gostarem de roupas de grife, já se dirigem a estabelecimentos privados apagando a distinção entre o público e o privado. De um lado, identificam-se com a economia de mercado e o consumo, procurando ter mais de seus produtos; são prócapitalistas nessa perspectiva. De outro, não respeitam a propriedade privada”.

    ROSENFIELD, Denis. Decifrando os rolezinhos. O Estado de São Paulo. 27 jan. 2014.(fragmento). Disponível em : < http://goo.gl/iUbWMG> .Acesso em 13 abr.2014.

    Ao relacionar os pontos de vista dos dois textos, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 198826b1-dc
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    Português

    NOSSO TEMPO


    (...)
                                     V
    Escuta a hora formidável do almoço
    na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se. 
    As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
    Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos! 
    Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa, 
    olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso. 
    Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida, 
    mais tarde será o de amor. 
    Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem. 


    O esplêndido negócio insinua-se no tráfego. 
    Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem cheiro. 
    Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
    vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, 
    toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. 
    (...) 

                                                     Carlos Drummond de Andrade, Poesia completa.

    Tanto esse trecho de Drummond quanto o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, apresentam a figuração de coletivos humanos em ação. Embora em proporções diferentes, em ambas as obras esses coletivos são movidos sobretudo por forças de caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 2e0b763b-d8
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    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Tendo em vista que a cena aqui reproduzida representa o ápice da solenidade bienal de distribuição dos prêmios aos colegiais, confirma-se o paradoxo de que o colégio Ateneu tem como objetivo primordial
    Escolha uma alternativa para a questão 2dfdacd4-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu

    Considere os seguintes pares de palavras retirados do texto:

    I     “metamorfose” – “transmutação”; 
    II     “dúctil” – “inerte”;
    III    “empedernia” – “mineralizava”.


    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas no texto, é correto afirmar que pode ser lido como sinônimo apenas o par indicado em

    Escolha uma alternativa para a questão 2df6887c-d8