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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 493 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO II

    Imagem da questão de Português, UECE 2012, Interpretação de Textos

    Sobre suas preocupações do momento, diz Mário de Andrade que elas Serão desprezíveis pra qualquer idiota antiquado, aguado e simbolista. Para ele, são tão importantes como escrever um romance ou sofrer uma recusa de amor (Linhas 104-108).

    Assinale a única afirmativa NÃO condizente com as ideias do texto II.
    Escolha uma alternativa para a questão 9d609a5c-b7
  • Linguagens

    Português

    A questão toma por base o texto a seguir, de Carlos Drummond de Andrade.  

    Elegia 1938

    Trabalhas sem alegria para um mundo caduco, onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo. Praticas laboriosamente os gestos universais, sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

    Heróis enchem os parques da cidade em que te arrastas, e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção. À noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

    Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra e sabes que, dormindo, os problemas te dispensam de morrer. Mas o terrível despertar prova a existência da Grande Máquina e te repõe, pequenino, em face de indecifráveis palmeiras.

    Caminhas entre mortos e com eles conversas sobre coisas do tempo futuro e negócios do espírito. A literatura estragou tuas melhores horas de amor. Ao telefone perdeste muito, muitíssimo tempo de semear.

    Coração orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota e adiar para outro século a felicidade coletiva. Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuição porque não podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia Poética. 47

    ed. Rio de Janeiro: Record, 2001.

    Vocabulário:

    Elegia – Poema lírico, cujo tom é quase sempre terno e triste. 

    Na oração “[...] dinamitar a ilha de Manhattan” (último verso) tem-se
    Escolha uma alternativa para a questão 4f9c1250-b6
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos

    No desenvolvimento da argumentação, o autor enumera razões específicas, facilmente constatadas no cotidiano, para sustentar sua opinião, anunciada no título, de que todos nós seríamos ainda escravocratas.

    Esse método argumentativo, que apresenta elementos específicos da experiência social cotidiana, para deles extrair uma conclusão geral, é conhecido como:

    Escolha uma alternativa para a questão eae85322-6e
  • Linguagens

    Português

    Os infográficos, textos que combinam linguagem verbal com linguagem visual, vêm sendo largamente utilizados no meio jornalístico. O exemplar, a seguir está publicado em uma reportagem sobre antibióticos. Analise-o e indique a asserção INCORRETA a respeito desse gênero textual.

    Imagem da questão de Português, PUC - PR 2012, Interpretação de Textos

    Escolha uma alternativa para a questão 50a431de-77
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    Português

    Leia o seguinte texto, adaptado da revista IstoÉ, que servirá de base para a próxima questão:

                                                  A vida depois do aborto  

                                                                                                                             Solange Azevedo

        A paulistana Camila Moreira Olímpio, 27 anos, deu pulos de alegria quando engravidou. Antes de completar três meses de gestação, sua casa já estava abarrotada de roupinhas de bebê. O enxoval era todo rosa porque ela nunca teve dúvidas de que a criança que carregava no ventre era uma menina. Até o nome estava escolhido: Stacy. Com o berço e o guarda-roupa instalados no quarto, Camila e o marido foram construindo sonhos. “Daí veio a desilusão. Fui fazer o ultrassom e o médico disse que o meu bebê não tinha calota craniana nem massa encefálica”, lamenta Camila. “Desci da maca e saí correndo do posto de saúde. Parei na beira da avenida. Ali, vi o meu castelo desabar.” Ela descobriu que a criança que tanto amava era mesmo uma menina. Mas constatou, também, que Stacy não sobreviveria porque sofria de uma grave má-formação fetal chamada anencefalia. Uma anomalia congênita irreversível e incompatível com a vida.

    “E agora, o que eu faço?”, perguntou aos médicos. Eles explicaram que a gestação de um bebê anencefálico traria mais riscos que uma gravidez comum. Camila ficou dez dias enfurnada em casa. Não abria a janela, não tomava banho, não penteava o cabelo, não comia, não levantava da cama. “Entrei em depressão. Estar grávida e saber que não teria minha filha comigo estava me matando”, lembra. “Se eu não antecipasse o parto, perderia a chance de ter outro filho porque eu morreria junto.” Camila decidiu se valer de uma liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que permitia que grávidas de anencéfalos fizessem aborto. Conseguiu realizar o procedimento no 5º mês de gestação. Ela foi uma das cerca de 60 beneficiadas entre 1º de julho e 20 de outubro de 2004, período em que a decisão provisória vigorou. Começava ali uma batalha jurídica entre grupos de defesa dos direitos humanos e entidades de cunho religioso – a qual se estende até hoje. “Obrigar uma mulher a passar meses, entre o diagnóstico e o parto, dormindo e acordando sabendo que não terá aquele filho, é impor a ela um imenso sofrimento inútil. Isso viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, afirma o advogado Luís Roberto Barroso, da CNTS. “É uma situação equiparável à tortura. Interromper ou não a gestação deve ser uma opção da mulher e de seu médico. O Estado, o Judiciário ou quem quer que seja não têm o direito de interferir nessa decisão.” Barroso fundamenta a ação em mais dois pilares. Primeiro, alega que a interrupção da gestação de um anencéfalo, tecnicamente, não pode ser considerada aborto porque o feto não é uma vida em potencial. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o que define a morte é a falta de atividade cerebral e, como o anencéfalo não tem cérebro, ele seria um natimorto. Um dos argumentos dos grupos contrários é que, caso a gestação chegue aos nove meses, os órgãos do bebê podem ser doados. Mas nem a OMS nem o Conselho Federal de Medicina recomendam a doação porque esses órgãos também podem apresentar má-formação.

    A outra tese de Barroso é a de que a lei brasileira permite o aborto em duas ocasiões: se a gravidez é resultado de estupro ou se há riscos para a mãe. “Interromper a gestação de um feto anencefálico é menos do que nas duas situações já previstas pelo Código Penal, pois tanto no caso de estupro quanto no de riscos para a mãe, o feto tem potencialidade de vida”, relata o advogado. “O nosso Código Penal não contempla a hipótese do feto inviável porque foi elaborado em 1940, quando o diagnóstico da anencefalia não era possível.” Paulo Fernando da Costa, vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, entidade que atua no combate ao aborto, contesta. “Não podemos condenar uma pessoa à morte. O aborto dos anencéfalos abre uma janela para a legalização completa do aborto”, afirma. Costa conta que a Associação fez um filme sobre Marcela de Jesus – uma menina do interior paulista, que morreu em agosto de 2008, com 1 ano e 8 meses. A história de Marcela se tornou uma das principais bandeiras de grupos religiosos na cruzada antiaborto. Porém, as explicações do vídeo podem ser contestadas pela medicina especializada em anencefalia, o que aumenta a discussão. “Marcela não era anencéfala. Tinha merocrania”, garante o geneticista Thomaz Gollop, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto. O médico explica que o que distingue esse quadro da anencefalia é a presença de um cérebro muito rudimentar – um pouco mais de massa encefálica, coberta por uma membrana. Isso faz com que o indivíduo sobreviva um pouco mais. Mas não faz com que tenha cérebro nem que interaja. “Quando a anencefalia é diagnosticada, não estamos discutindo a vida, mas a morte certa”, diz Gollop. 

    Camila Moreira afirma que, mesmo com a liminar de Marco Aurélio, batalhou para conseguir um hospital que aceitasse fazer o aborto. “Entrei em trabalho de parto no dia 18 de outubro. No dia 20, a liminar caiu”, lembra. “Foi um desespero. Algumas mulheres que estavam internadas foram mandadas de volta para casa. Se eu saísse de lá, grávida, não resistiria. Ia enlouquecer.” O casamento de Camila terminou um ano depois. Ela desistiu de tentar ser mãe depois de descobrir que é alérgica aos comprimidos de ácido fólico, uma vitamina do complexo B essencial para prevenir a má-formação fetal. “Tenho muito medo de passar por tudo de novo, por aquela desilusão”, diz. 

        “Minha filha nasceu viva. Morreu dez segundos depois. Eu não quis ver, preferi guardar a imagem que eu tinha dela na minha cabeça”. Camila leva uma vida pacata. Divide uma casa simples em Cotia, na Grande São Paulo, com duas amigas e os três filhos delas. Passa a maior parte do tempo trabalhando como demonstradora de café num supermercado.

    O medo de que alguma coisa dê errada é comum às gestantes. Quando a mulher tem um passado traumático essa sensação é multiplicada. Foi assim com a paulista Érica Souza do Nascimento, 22 anos. Ela fez a antecipação do parto dias antes de Camila, na 17ª semana de gestação, no mesmo hospital. “Foi complicado emocionalmente. Imagina ter consciência de que seu filho vai nascer e morrer, e você não vai poder fazer nada”, diz Érica. “Não tive dúvidas de que interromper a gestação era a melhor opção. Não queria sentir o meu neném mexer e, depois, ter de enterrá-lo.” Durante um bom tempo, Érica não conseguia ver crianças. Doía. Machucava. “Isso só passou quando engravidei de novo”, conta Érica, aos prantos. “No ultrassom, eu e minha mãe estávamos apreensivas. A gente queria perguntar se a cabecinha do neném estava bem, mas não tivemos coragem. A gente esperou o laudo sair para ver o que estava escrito. Foi uma das melhores sensações que tive na vida.” Yasmin, uma menina de 5 anos toda serelepe, é a alegria dos pais. “Foi ela que me ajudou a esquecer”, garante Érica. “Minha filha é tudo na minha vida.”

    Fonte: Revista IstoÉ, n. 2177, 29 de julho de 2011. 

    Analise os fragmentos dando atenção aos verbos selecionados para a introdução de discursos diretos no texto. Depois, assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA:

    “Daí veio a desilusão. Fui fazer o ultrassom e o médico disse que o meu bebê não tinha calota craniana nem massa encefálica”, lamenta Camila.

    “Entrei em depressão. Estar grávida e saber que não teria minha filha comigo estava me matando”, lembra (Camila).

    “Tenho muito medo de passar por tudo de novo, por aquela desilusão”, diz (Camila Moreira).

    “Isso só passou quando engravidei de novo”, conta Érica, aos prantos.

    “Não podemos condenar uma pessoa à morte. O aborto dos anencéfalos abre uma janela para a legalização completa do aborto”, afirma (Paulo Fernando da Costa, vice-presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família).

    “Obrigar uma mulher a passar meses, entre o diagnóstico e o parto, dormindo e acordando sabendo que não terá aquele filho, é impor a ela um imenso sofrimento inútil. Isso viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana”, afirma o advogado Luís Roberto Barroso, da CNTS.

    “Marcela não era anencéfala. Tinha merocrania”, garante o geneticista Thomaz Gollop, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Grupo de Estudos sobre o Aborto.

    Escolha uma alternativa para a questão 50877228-77
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    Português

     As questões de números 06 a 10 tomam por base um poema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    Imagem da questão de Português, UNESP 2012, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Marque a alternativa em que o verso apresenta acento tônico na segunda e na sexta sílabas:
    Escolha uma alternativa para a questão ef57f857-36
  • Linguagens

    Português

     As questões de números 06 a 10 tomam por base um poema de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810).

    Imagem da questão de Português, UNESP 2012, Interpretação de Textos
    Assinale a alternativa que indica a ordem em que os versos de dez e de seis sílabas se sucedem nas oito estrofes do poema.
    Escolha uma alternativa para a questão ef526379-36
  • Linguagens

    Português

                                        Ata


                Acredito que o mau tempo haja concorrido para que os sabadoyleanos* hoje não estivessem na casa de José Mindlin, em São Paulo, gozando das delícias do cuscuz paulista aqui amavelmente prometido. Depois do almoço, visita aos livros dialogantes, na expressão de Drummond, não sabemos se no rigoroso sistema de vigilância de Plínio Doyle, mas de qualquer forma com as gentilezas das reuniões cariocas. Para o amigo de São Paulo as saudações afetuosas dos ausentes- presentes, que neste instante todos nos voltamos para o seu palácio, aquele que se iria desvestir dos ares aristocráticos para receber camaradescamente os descamisados da Rua Barão de Jaguaribe.
                Guarde, amigo Mindlin, para breve o cuscuz da tradição bandeirante, que hoje nos conformamos com os biscoitos à la Plínio Doyle.

                                                                                        Rio, 20-11-1976.


    Signatários: Carlos Drummond de Andrade, Gilberto de Mendonça Teles, Plínio Doyle e outros.

    Cartas da biblioteca Guita e José Mindlin. Adaptado.


    * “sabadoyleanos”: frequentadores do sabadoyle, nome dado ao encontro de intelectuais, especialmente escritores, realizado habitualmente aos sábados, na casa do bibliófilo Plínio Doyle, situada no Rio de Janeiro.



    Da leitura do texto, depreende-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 4b6c5732-e4
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    Português

                V - O samba

                À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um maciço de construções, ao qual às vezes recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas fustigadas pelo vento.
                (...)
                É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que o fecham como praça d’armas.
                Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o samba com um frenesi que toca o delírio. Não se descreve, nem se imagina esse desesperado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudar- se.
                Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das aparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe em seco. (...)


                                                                                                    José de Alencar, Til.

    (*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se.
    Considerada no contexto histórico a que se refere Til, a desenvoltura com que os escravos, no excerto, se entregam à dança é representativa do fato de que
    Escolha uma alternativa para a questão 4845a473-e4
  • Linguagens

    Português

                V - O samba

                À direita do terreiro, adumbra-se* na escuridão um maciço de construções, ao qual às vezes recortam no azul do céu os trêmulos vislumbres das labaredas fustigadas pelo vento.
                (...)
                É aí o quartel ou quadrado da fazenda, nome que tem um grande pátio cercado de senzalas, às vezes com alpendrada corrida em volta, e um ou dois portões que o fecham como praça d’armas.
                Em torno da fogueira, já esbarrondada pelo chão, que ela cobriu de brasido e cinzas, dançam os pretos o samba com um frenesi que toca o delírio. Não se descreve, nem se imagina esse desesperado saracoteio, no qual todo o corpo estremece, pula, sacode, gira, bamboleia, como se quisesse desgrudar- se.
                Tudo salta, até os crioulinhos que esperneiam no cangote das mães, ou se enrolam nas saias das aparigas. Os mais taludos viram cambalhotas e pincham à guisa de sapos em roda do terreiro. Um desses corta jaca no espinhaço do pai, negro fornido, que não sabendo mais como desconjuntar-se, atirou consigo ao chão e começou de rabanar como um peixe em seco. (...)


                                                                                                    José de Alencar, Til.

    (*) “adumbra-se” = delineia-se, esboça-se.
    Na composição do texto, foram usados, reiteradamente,

    I. sujeitos pospostos;
    II. termos que intensificam a ideia de movimento;
    III. verbos no presente histórico.

    Está correto o que se indica em
    Escolha uma alternativa para a questão 45496bc5-e4
  • Linguagens

    Português

                A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos n econômicos, políticos, ou sociais n são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos.

                                        Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.


    No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor
    Escolha uma alternativa para a questão 40955e57-e4
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    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2012, Interpretação de Textos O personagem parece julgar quase todos que o rodeiam, mas não se exime de julgar também a si mesmo.

    Um julgamento autocrítico de Isaías Caminha está melhor ilustrado no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão dd2d0203-bf
  • Linguagens

    Português

    Oh retrato da morte, oh Noite amiga

    Por cuja escuridão suspiro há tanto!

    Calada testemunha do meu pranto,

    De meus desgostos secretária antiga!

    Pois manda Amor, que a ti somente os diga,

    Dá- ­lhes pio agasalho no teu manto;

    Ouve- ­os, como costumas, ouve, enquanto

    Dorme a cruel, que a delirar me obriga:

    E vós, oh cortesãos da escuridade,

    Fantasmas vagos, mochos piadores,

    Inimigos, como eu, da claridade!

    Em bandos acudi aos meus clamores;

    Quero a vossa medonha sociedade,

    Quero fartar meu coração de horrores.

    (Bocage. Sonetos, 1994.)


    Nesse poema, predomina

    Escolha uma alternativa para a questão 3aaa0d71-36
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    Português

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2012, Interpretação de Textos

    No plano formal, o poema é marcado por

    Escolha uma alternativa para a questão de6ff905-fe
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    Português

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2012, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa que traz uma explicação plausível para o riso dos alunos.

    Escolha uma alternativa para a questão dacc525f-fe
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado
    abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer. O
    diplomata ajusta, com um copo de champagne na mão, os
    mais intrincados negócios; todos murmuram, e não há quem
    deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e
    das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da
    sua época; as moças são no sarau como as estrelas no céu;
    estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina,
    eleva-se vaidosa nas asas dos aplausos, por entre os quais
    surde, às vezes, um bravíssimo inopinado, que solta de lá
    da sala do jogo o parceiro que acaba de ganhar sua partida
    no écarté, mesmo na ocasião em que a moça se espicha
    completamente, desafinando um sustenido; daí a pouco vão
    outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e
    marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer
    de nossos batalhões da Guarda Nacional, ao mesmo tempo
    que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem
    olhaduras e risadinhas apreciáveis. Outras criticam de uma
    gorducha vovó, que ensaca nos bolsos meia bandeja de doces
    que veio para o chá, e que ela leva aos pequenos que, diz,
    lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dandy que dirige
    mil finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados
    na sinhá, que senta-se ao lado. Finalmente, no sarau não é
    essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns é regra,
    durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.
            E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis
    conduziram da corte para a ilha de... senhoras e senhores,
    recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e
    escolhida sociedade enche a grande casa, que brilha e mostra
    em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto.
            Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que
    com aturado empenho se esforçam para ver qual delas vence
    em graças, encantos e donaires, certo sobrepuja a travessa
    Moreninha, princesa daquela festa.
    (Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha, 1997.)

    Considerando os papéis desempenhados pelas personagens no texto, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão d386cfe1-fe
  • Linguagens

    Português

    Há tantos diálogos

    Diálogo com o ser amado

    o semelhante

    o diferente

    o indiferente

    o oposto

    o adversário

    o surdo-mudo

    o possesso

    o irracional

    o vegetal

    o mineral

    o inominado

    Diálogo consigo mesmo

    com a noite

    os astros

    os mortos

    as ideias

    o sonho

    o passado

    o mais que futuro

    Escolhe teu diálogo

    e

    tua melhor palavra

    ou

    teu melhor silêncio

    Mesmo no silêncio e com o silêncio

    dialogamos.

    (Carlos Drummond de Andrade. Discurso de primavera e algumas sombras, 1977.)


    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           O silêncio é a matéria significante por excelência, um
    continuum significante. O real da comunicação é o silêncio.
    E como o nosso objeto de reflexão é o discurso, chegamos a
    uma outra afirmação que sucede a essa: o silêncio é o real do
    discurso.
           O homem está “condenado” a significar. Com ou sem palavras,
    diante do mundo, há uma injunção à “interpretação”:
    tudo tem de fazer sentido (qualquer que ele seja). O homem
    está irremediavelmente constituído pela sua relação com o
    simbólico.
           Numa certa perspectiva, a dominante nos estudos dos signos,
    se produz uma sobreposição entre linguagem (verbal e
    não-verbal) e significação.
           Disso decorreu um recobrimento dessas duas noções, resultando
    uma redução pela qual qualquer matéria significante
    fala, isto é, é remetida à linguagem (sobretudo verbal) para
    que lhe seja atribuído sentido.
           Nessa mesma direção, coloca-se o “império do verbal”
    em nossas formas sociais: traduz-se o silêncio em palavras.
    Vê-se assim o silêncio como linguagem e perde-se sua especificidade,
    enquanto matéria significante distinta da linguagem.
    (Eni Orlandi. As formas do silêncio, 1997.)

    Na oração do 4.º parágrafo – [...] para que lhe seja atribuído sentido. –, o pronome “lhe” substitui a expressão

    Escolha uma alternativa para a questão cb506e6e-fe
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de números 06 a 10 tomam por base um fragmento de uma peça do teatrólogo Guilherme Figueirdo (1915-1997).

    Imagem da questão de Português, UNESP 2012, Interpretação de Textos

    Considerando-se que os papéis desempenhados pela esposa e pela escrava são reveladores do modo como sentem as condições em que vivem, pode-se afirmar que Cleia e Melita encarnam em cena, respectivamente, dois sentimentos distintos:

    Escolha uma alternativa para a questão d5d8a192-78
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFRN 2012, Sintaxe Para fazer uma leitura proficiente do fragmento, é necessário que o leitor, entre outros procedimentos, recupere as relações sintático-semânticas ali estabelecidas.
    Assim, os sujeitos dos quatro últimos períodos do fragmento, considerando-se a ordem de ocorrência, são:
    Escolha uma alternativa para a questão 36fa19ca-5c
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFRN 2012, Flexão verbal de tempo (presente, pretérito, futuro)

    Leia o trecho a seguir. 


    "Não mais atracaram na sua ponte os veleiros que iam partir carregados. Não mais trabalharam ali os negros musculosos que vieram da escravatura. Não mais cantou na velha ponte uma canção um marinheiro nostálgico." 


    Em relação aos tempos verbais presentes no fragmento, o narrador emprega

    Escolha uma alternativa para a questão 3544f412-5c