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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 520 de 549

  • Linguagens

    Português

    A questão têm como referência o seguinte poema do livro Horto (publicado em 1900), de Auta de Souza: 


    Imagem da questão de Português, UFRN 2009, Interpretação de Textos


    Em contraposição à solidão, ao desespero e à dor que o “eu-lírico” projeta no poema, o segundo quarteto acentua
    Escolha uma alternativa para a questão ed8a7029-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFRN 2009, Interpretação de Textos

    Tanto na linha 1 como na linha 5, os colchetes são empregados
    Escolha uma alternativa para a questão ed81c7c2-df
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFRN 2009, Interpretação de Textos

    Admitindo-se que se pode dividir esse fragmento textual em dois momentos, é correto afirmar que, no segundo, o narrador se detém em informar o leitor sobre a
    Escolha uma alternativa para a questão ed7888cc-df
  • Linguagens

    Português

    *Endogamia: os casamentos e relações se dão no mesmo grupo.


    Observe o parágrafo abaixo:


    “Mas que sensibilidade! Agora não apenas por causa do quadro de uvas e peras e peixe morto brilhando nas escamas. Sua sensibilidade incomodava sem ser dolorosa, como uma unha quebrada. E se quisesse podia permitir-se o luxo de se tornar ainda mais sensível, ainda podia ir mais adiante: porque era protegida por uma situação, protegida como toda a gente que atingiu uma posição na vida. Como uma pessoa a quem lhe impedem de ter a sua desgraça. Ai que infeliz que sou, minha mãe. Se quisesse podia deitar ainda mais vinho no copo e, protegida pela posição que alcançara na vida, emborrachar-se ainda mais, contanto que não perdesse o brio. E assim, mais emborrachada ainda, percorria os olhos pelo restaurante, e que desprezo pelas pessoas secas do restaurante, nenhum homem que fosse homem a valer, que fosse triste. Que desprezo pelas pessoas secas do restaurante, enquanto ela estava grossa e pesada, generosa a mais não poder. E tudo no restaurante tão distante um do outro como se jamais um pudesse falar com o outro. Cada um por si, e lá Deus por toda a gente.” (LISPECTOR, C. Devaneio e embriaguez de uma rapariga. Laços de família. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p. 14-5)


    Clarice Lispector se caracterizou por uma escrita bastante sensível e precisa, em busca de uma revelação maior do sujeito, na sua inglória afirmação de ser. Sua capacidade de percepção do mínimo dava a ela uma condição bastante elegante na hora de tecer elementos capazes de propor uma leitura da condição humana em luta consigo mesma. No conto, Clarice se esmerou na capacidade de atingir o alvo com mais brevidade e ambição econômica de espaço. No parágrafo do conto acima, o personagem é descrito tentando juntar duas pontas, a dele e a dos outros à sua volta, no restaurante, mas, enquanto se embriaga, não deixa de cavar um imenso abismo entre ele e o próprio mundo. Isso significa que:

    Escolha uma alternativa para a questão c7583fd2-de
  • Linguagens

    Português

    Observe o trecho do poema abaixo:


    “ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO

    – Essa cova em que estás,

    com palmos medida

    é a conta menor

    que tiraste em vida.

    – É de bom tamanho,

    nem largo nem fundo

    é a parte que te cabe

    deste latifúndio.

    – Não é cova grande,

    é cova medida,

    é a terra que querias

    ver dividida.

    – É uma cova grande

    para teu pouco defunto

    mas estarás mais ancho

    que estavas no mundo.

    – É uma cova grande

    para teu defunto parco,

    porém mais que no mundo

    te sentirás largo.

    – É uma cova grande

    para tua carne pouca,

    mas a terra dada

    não se abre a boca.”

    (MELO NETO, J.C. Morte e vida severina: auto de natal pernambucano. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p. 159-160)


    Em “Morte e vida severina”, João Cabral de Melo Neto recupera uma tradição medieval para traçar o percurso de mais um nordestino tangido pela seca. Por meio dele temos o duro testemunho de um personagem anônimo que percorre o agreste até o Capibaribe, mostrando-nos uma geografia de escassez e desolação que, ao final, é atenuada com um nascimento que representa a esperança cristã na vida. O trecho acima dramatiza o funeral de um lavrador e as vozes declamando representam:

    Escolha uma alternativa para a questão c7519ac7-de
  • Linguagens

    Português

    Observe o parágrafo abaixo:


    “Em 2006, foi condenado pelo crime em júri popular. No mesmo ano, teve a sentença confirmada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo e, dois anos mais tarde, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Como explicar o fato de que continua livre? A resposta está, sobretudo, numa mudança ideológica que começou a tomar corpo no Supremo Tribunal Federal (STF) no início dos anos 2000. Até a década de 90, o STF era composto de uma maioria de ministros ditos conservadores – termo que – em direito penal, indica aqueles que têm uma interpretação rigorosa da lei, em oposição, por exemplo, aos ‘garantistas’, mais preocupados em assegurar os direitos fundamentais do réu. Grossíssimo modo, conservadores seriam aqueles que mandam prender e garantistas, ou liberais, aqueles que mandam soltar. A partir de 2003, o colegiado de onze magistrados do STF sofreu sete substituições. O fato de quase todos os novos ministros serem liberais levou a que uma tese passasse a prevalecer nas decisões do tribunal: o princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém será considerado culpado antes que todos os recursos da defesa sejam julgados. No tempo da supremacia conservadora no STF, entendia-se que uma condenação em segunda instância era suficiente para que o réu pudesse ser preso. Agora, com a hegemonia garantista, desde que ele tenha dinheiro para pagar bons advogados e entrar com sucessivos recursos na Justiça, poderá ficar solto até a palavra final do STF, ainda que isso leve quase uma década – como no caso de Pimenta Neves.” (DINIS, L. Quase uma década de impunidade. Veja, São Paulo, 23 set. 2009. Brasil, p. 74)


    Em qual das expressões abaixo, a jornalista dá entrada para uma mudança de expectativa no processo de compreensão dos termos jurídicos em foco, de forma mais clara:

    Escolha uma alternativa para a questão c73d509f-de
  • Linguagens

    Português

    Observe o parágrafo abaixo:


    “Dia após dia, nestas últimas semanas, o público vem se admirando com exibições de amor entre gente que deveria se odiar. Por que estariam aos abraços, fazendo elogios radicais uns aos outros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o expresidente Fernando Collor e o atual presidente do Senado José Sarney? Lula, numa declaração inesquecível, disse que Sarney era ‘o grande ladrão da Nova República’; contra Collor, ele e o seu partido se jogaram numa guerra de extermínio desde o primeiro dia de seu governo e só sossegaram quase três anos depois, quando o inimigo foi posto para fora da presidência. Collor, por sua vez, disse que Sarney era ‘um batedor de carteira’ – carteira ‘da história’, em suas palavras, o que não é tão ruim quanto uma carteira de verdade, mas assim mesmo é coisa pra lá de pesada. Também afirmou, na sua disputa presidencial contra Lula, que o adversário iria expropriar as casas e apartamentos das pessoas se fosse eleito – isso para não falar da humilhação pública que lhe impôs ao levar para a televisão uma ex-companheira do atual presidente, que o acusou de racismo e de pressão para abortar a filha que acabariam tendo. Sarney se queixa até hoje das 1200 greves, a maioria comandada pelo PT, que teve ao longo de seu governo, e já descreveu Collor como ‘um homem profundamente transtornado.’” (GUZZO, J.R. Do mesmo lado. Veja, São Paulo, 19 ago. 2009. Seções, p. 142)


    O autor do artigo diz que Collor havia chamado Sarney de “o batedor de carteira”, mas a “carteira da história”, o que amenizaria, num certo sentido, o insulto, mas que não deixaria de ter o seu peso de desagravo. Por outro lado, poderíamos compreender esse último aspecto como:
    Escolha uma alternativa para a questão c734e962-de
  • Linguagens

    Português

    Observe o parágrafo abaixo:


    “Dia após dia, nestas últimas semanas, o público vem se admirando com exibições de amor entre gente que deveria se odiar. Por que estariam aos abraços, fazendo elogios radicais uns aos outros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o expresidente Fernando Collor e o atual presidente do Senado José Sarney? Lula, numa declaração inesquecível, disse que Sarney era ‘o grande ladrão da Nova República’; contra Collor, ele e o seu partido se jogaram numa guerra de extermínio desde o primeiro dia de seu governo e só sossegaram quase três anos depois, quando o inimigo foi posto para fora da presidência. Collor, por sua vez, disse que Sarney era ‘um batedor de carteira’ – carteira ‘da história’, em suas palavras, o que não é tão ruim quanto uma carteira de verdade, mas assim mesmo é coisa pra lá de pesada. Também afirmou, na sua disputa presidencial contra Lula, que o adversário iria expropriar as casas e apartamentos das pessoas se fosse eleito – isso para não falar da humilhação pública que lhe impôs ao levar para a televisão uma ex-companheira do atual presidente, que o acusou de racismo e de pressão para abortar a filha que acabariam tendo. Sarney se queixa até hoje das 1200 greves, a maioria comandada pelo PT, que teve ao longo de seu governo, e já descreveu Collor como ‘um homem profundamente transtornado.’” (GUZZO, J.R. Do mesmo lado. Veja, São Paulo, 19 ago. 2009. Seções, p. 142)


    O autor do artigo trata das relações convenientes no alto escalão da nossa república, mas faz isso de uma maneira bastante peculiar, utilizando alguns recursos que acabam ratificando um determinado efeito. Poderíamos dizer que em boa parte deste parágrafo ele:

    Escolha uma alternativa para a questão c731f43b-de
  • Linguagens

    Português

    Observe o parágrafo abaixo:

    “Duas décadas sem papel higiênico ajudaram os cubanos a encontrar uma utilidade, digamos, escatológica para o jornal oficial do Partido Comunista, o Granma, e para o recém-lançado Dicionário de pensamentos de Fidel Castro, um livrão de mais de 300 páginas muito apreciado por suas folhas finas e macias. O uso sanitário das publicações do governo é tão difundido que já deu origem a uma versão bizarra da lei da oferta e da procura: no mercado paralelo, o jornal da semana passada é vendido pelo mesmo preço que o da edição do dia. Na verdade, não importa a data da publicação se a finalidade for substituir o papel higiênico. Favorito para o asseio dos cubanos, o Granma tem oito páginas (dezesseis às sextasfeiras) e 400 mil exemplares diários. Seus artigos, pura ladainha comunista, são uma enorme chatice. As notícias, distorcidas pela propaganda oficial, não têm credibilidade. Mas o diário é bastante valorizado pela qualidade absorvente do papel em que é impresso e também pelas cores firmes, que não mancham o traseiro de seus, por assim dizer, leitores.” (TEIXEIRA, D. Até que enfim serviram para algo. Veja, São Paulo, 9 set. 2009. Ideologia, p. 98)

    A reportagem acima, ressalta, em boa parte do texto, o aspecto irônico ao tratar de uma questão que deveria ser, em primeiro lugar, meramente informativa. Ao utilizar esse recurso de forma geral ele proporciona:
    Escolha uma alternativa para a questão c72e323a-de
  • Linguagens

    Português

    Em “Os olhos da mulher, súplica e esperança, o meio sorriso, ferida aberta no meio da cara [...] Mas ela nada diz de sua boca, impõe com as mãos febris, com as pernas magras, com o corpo esquálido de bicho fêmea que ele lhe entregue seu corpo duro de bicho macho [...] Ela vê volume nos bolsos dele, mete as mãos e as traz cheias de brita que atira pela janela, o dinheiro, cadê o dinheiro?” (p.16-17) e em “Irene [...] provado devagarinho, por primeira vez, quem sabe?, o sabor que pode ter tocar-se o corpo de um homem por nada, só por carinho” (p. 57), é possível afirmar

    I - que o fio de esperança por dias melhores, alimentado por Irene, depois de conhecer Rosálio, opera uma mudança na sua forma de ver e de sentir o outro.

    II - que, embora lutando por sobreviver e alimentar um “guri e uma velha”, Irene encontra momentos para pensar em si, cuidar de si, ao mesmo tempo em que cuida do outro (Rosálio);

    III - que não há alusão a uma possível mudança na forma de Irene sentir a si e ao outro: ela apenas quis agradá-lo (como mostra o fragmento), depois retoma a dura vida de prostituta, uma vez que a sobrevivência é um imperativo maior que “o prazer de ler”;


    Está(ão) correta(s) apenas a(s) proposição(ões)
    Escolha uma alternativa para a questão 173a84c3-de
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    Português

    Leia o texto a seguir, e coloque V para proposição verdadeira e F para falsa.


    Imagem da questão de Português, UEPB 2009, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Revista ISTO É, São Paulo: Editora Três, ano 31, 02 de julho, 2008, p. 60.

    ( ) Os dados revelam decisões políticas para o avanço da inclusão digital na sociedade brasileira.

    ( ) A expressão “Neste prazo” remete ao quantitativo de professores que serão capacitados em informática.

    ( ) O termo “até” funciona no texto como indicação circunstancial que expressa um ponto de chegada da banda larga nas escolas.


    Marque a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 17063d68-de
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    Português

    Imagem da questão de Português, UEPB 2009, Interpretação de Textos

    ANGELI, Folha de São Paulo, 11 jun. 2003.


    Na charge acima, a temática do texto é revelada pelos traços da linguagem não-verbal e todo o contexto discursivo. Nesse sentido, pode-se depreender que:


    I - A fala do personagem estabelece uma contradição entre o real e o imaginário.

    II - Os procedimentos de construção subjetiva do autor contribuem para referendar as condições de exclusão social.

    III - O discurso do personagem coloca em cena um enunciador que assume uma posição absurda, gerando um distanciamento marcado pelo contexto.

    IV - A fala irônica do enunciador revela o conflito instaurado pela posição social que o personagem ocupa.


    Analise as proposições acima, e marque a alternativa que corresponde às verdadeiras.

    Escolha uma alternativa para a questão 16fb1a98-de
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    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2009, Interpretação de Textos
    Tomando por base o sentido do texto, julgue as proposições abaixo e assinale a alternativa que contém a opção correta.

    I- Há, no texto, dois pontos de vista antagônicos. Um que afirma ser a inveja um sentimento negativo e, como tal, gerador de competitividade e cobiça. Outro que alega ser a inveja um sentimento positivo, desde que não prejudique ninguém e que sirva para o crescimento pessoal. Patrícia Affonso, com base em Cida Medeiros e Priscila Araújo, defende o primeiro em detrimento do segundo.

    II- A autora do texto afirma que a inveja é parte inerente de todo ser humano. Sendo assim, podemos inferir, a partir de considerações da própria autora, que a “inveja boa” deve ser desenvolvida, ao passo que a “inveja má” tem de ser repelida.

    III- Segundo o texto, é uma unanimidade acreditar que, se soubermos dosar, a inveja pode vir a se tornar uma ferramenta para o crescimento, uma vez que ela é estímulo para se buscar aquilo que desejamos ter ou ser.

    IV- Inveja boa e inveja criativa, no texto, são expressões sinônimas. Assim, a inveja boa (ou inveja criativa) serve para dar início a uma série de atitudes benéficas. Ela é como o combustível que nos faz ir atrás de nossos objetivos, desde que não prejudique outras pessoas.
    Escolha uma alternativa para a questão b8fdc290-db
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    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado do Amapá 2009, Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Das afirmativas abaixo, assinale a única que apresenta o que como pronome relativo.
    Escolha uma alternativa para a questão b8f45402-db
  • Linguagens

    Português

    Com base no texto a seguir, responda à questão.


    A instabilidade das cousas do mundo

    Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
    Depois da Luz se segue a noite escura,
    Em tristes sombras morre a formosura,
    Em contínuas tristezas a alegria.

    Porém se acaba o Sol, por que nascia?
    Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
    Como a beleza assim se transfigura?
    Como o gosto da pena assim se fia?

    Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
    Na formosura não se dê constância,
    E na alegria sinta-se tristeza.

    Começa o mundo enfim pela ignorância,
    E tem qualquer dos bens por natureza
    A firmeza somente na inconstância.

    (Gregório de Matos) 


    Considere as afirmações sobre o poema:


    I. O autor utiliza o Sol, a beleza e a alegria para ilustrar a efemeridade da vida;

    II. O poeta afirma que a única coisa firme é o fato de nada ser constante;

    III. O autor utiliza um paradoxo na última estrofe, o que não é próprio da estética Barroca;

    IV. O acúmulo de antíteses e a estrutura interrogativa são recursos estilísticos utilizados pelo autor para sustentar sua argumentação.


    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão e29bcfd7-d9
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    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Pará 2009, Análise sintática

     Autor: S.I. Revista Língua Portuguesa (2005), nº 2, p.: 10. 

    Tomando por base o texto, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão e2840177-d9
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    Português

    Levanta-se e percorre os quartos vazios, sem camas, sem nada. Entra na cozinha e acende o fogo. Pensa em fazer um café. Desiste. Joga água nos tições, apaga o fogo. Já que ia embora, para que café, para que fogo aceso? Sai até o avarandado. A barra do dia está nascendo, da cor do ouro. Carregaria estas manhãs para sempre, levaria nos olhos e na alma o raiar destes dias, as promessas da vida nova, deixando sempre um velho dia para trás. Desce até o riacho. Tira a roupa. O corpo nu se reflete na água limpa, esverdeada, à sombra do capim-angolinha, capim de beira de rio.


    TORRES, Antônio. Essa Terra. 21 ed. São Paulo: Record, 2005. p. 71.


    A personagem em foco
    Escolha uma alternativa para a questão 97f778eb-ba
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    Português

    I.
    BUCÓLICA NOSTÁLGICA
    Ao entardecer no mato, a casa entre
    bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
    aparece dourada. Dentro dela, agachados,
    na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
    rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
    feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
    Muitas vezes abóbora.
    Depois, café na canequinha e pito.
    O que um homem precisa pra falar,
    entre enxada e sono: Louvado seja Deus!
    PRADO, Adélia. Bucólica Nostálgica. Bagagens. Rio de Janeiro: Imago,1976. p. 54.



    II.
    CIDADEZINHA QUALQUER
    Casas entre bananeiras
    mulheres entre laranjeiras
    pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar.
    Um cachorro vai devagar.
    Um burro vai devagar.

    Devagar... as janelas olham.
    Êta vida besta, meu Deus.
    ANDRADE, Carlos Drummond de. Cidadezinha qualquer. Reunião:10 livros de poesia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1971. p. 17.
    Comparando-se os textos I e II, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 97ef6b27-ba
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    Português

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2009, Interpretação de Textos

    O narrador-personagem, no fragmento contextualizado na obra,
    Escolha uma alternativa para a questão 97e09f3b-ba
  • Linguagens

    Português

    — Papai...

    — Não te ponhas com denguices, e falemos como dous amigos sérios. Fecha aquela porta; vou dizer-te cousas importantes. Senta-te e conversemos. Vinte e um anos, algumas apólices, um diploma, podes entrar no parlamento, na magistratura, na imprensa, na lavoura, na indústria, no comércio, nas letras ou nas artes. Há infinitas carreiras diante de ti. Vinte e um anos, meu rapaz, formam apenas a primeira sílaba do nosso destino. Os mesmos Pitt e Napoleão, apesar de precoces, não foram tudo aos vinte e um anos. Mas, qualquer que seja a profissão da tua escolha, o meu desejo é que a faças grande e ilustre, ou pelo menos notável, que te levantes acima da obscuridade comum.


    ASSIS, Machado de. A teoria do medalhão. In: Papéis avulsos. Obra completa. 2. ed. ilust. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1962. v. II, p. 288.


    No fragmento e no todo do conto, observa-se

    Escolha uma alternativa para a questão 97d95d7a-ba