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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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10.965 questões encontradas. Mostrando a página 222 de 549.

  • 2DCCF21D-CC

    Português

    Coesão e coerência
    IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto III


                            O conceito felicidade para os filósofos


          A felicidade é particular para cada ser humano, é uma questão muito individual. Mesmo que a ideia compartilhada entre a maior parte das pessoas seja que esse conceito é construído com saúde, amor, dinheiro, entre outros itens.

          A filosofia que investiga e se dedica para definir e esclarecer as ideias do ser humano é excelente para refletir sobre a felicidade. E as primeiras reflexões de filosofia sobre ética continham o assunto felicidade, na Grécia antiga.

          A mais antiga referência de filosofia sobre esse tema é o fragmento do texto de Tales de Mileto, este que viveu entre 7 a.C. e 6 a.C. Para Tales, ser feliz é ter corpo forte e são, boa sorte e alma formada.

          Para Sócrates, essa ideia teve rumo novo, ele postulou que não havia relação da felicidade com somente satisfação dos desejos e necessidades do corpo, mas que o homem não é apenas corpo, e sim em principal, alma. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.

          E já para Kant, a felicidade está no âmbito do prazer e desejo, e não há relação com Ética, logo não seria tema para investigar de maneira filosófica.

          Mas ao que cerca a língua inglesa, na época de Kant, a felicidade teve destaque no pensamento político e sua busca passou a ser “direito do homem”, e isso é consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, de 1787, redigida de acordo com o Iluminismo.

          No século 20, surge uma nova reflexão sobre o tema do inglês Bertrand Russel com a obra A Conquista da Felicidade, com método da investigação lógica; para Bertrand, por síntese, ser feliz é eliminar o egocentrismo.

    [...]

    Disponível em: www.afilosofia.com.br/post/o-conceito-felicidade-para-os-filosofos/542. Acesso em: 06 abr. 2018 (adaptado). 


    Texto IV


                                Felicidade clandestina


          Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade".

          Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós que éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.

          Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As Reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato.

          Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

          Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

          No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

          E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados. 

          Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! 

          E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: "E você fica com o livro por quanto tempo quiser." Entendem? Valia mais do que me dar o livro: "pelo tempo que eu quisesse" é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. 

          Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não, não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. 

          Chegando em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar... Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. 

          Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. 

          Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com o seu amante. 

    LISPECTOR, Clarice. Felicidade Clandestina. In: Felicidade Clandestina: contos. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1998 (adaptado).


    Os elementos de coesão são recursos imprescindíveis para que um texto cumpra, de forma efetiva, o seu papel comunicativo. No texto IV, tais elementos foram bastante utilizados. Acerca de alguns deles, fizeram-se algumas considerações.


    I. “Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados.” Verifica-se, no pronome em destaque, um caso de coesão catafórica, sendo o termo “essa menina” (l. 11) o referente.

    II. No excerto “... um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós, menos ainda...” (l. 4-5), a coesão textual por elipse se estabelece pela omissão de um termo.

    III. No fragmento “Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia.”, é possível identificar uma relação lógico-discursiva concessiva entre as duas orações, separadas por “dois-pontos” (:).

    IV. Entre as linhas 61 e 63, tem-se a ocorrência do substantivo “livro” por três vezes. Percebe-se o uso intencional da repetição como recurso coesivo a fim de produzir um efeito de sentido enfático, que demonstra a importância do objeto para a personagem.


    Pode-se afirmar que estão CORRETAS

    Escolha uma alternativa para a questão 2dccf21d-cc
  • 2DC95991-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFF · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFF 2018, Interpretação de Textos


    Um texto pode estabelecer relação com outro, reafirmando suas ideias ou contrapondo-as.


    O texto II é retomado de modo a reafirmar sua ideia por qual fragmento?

    Escolha uma alternativa para a questão 2dc95991-cc
  • 2DC51E8B-CC

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


                                         Feliz por nada


          Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

          Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

          Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

          Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

          Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

          Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

          A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bemintencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

          Ser feliz por nada talvez seja isso.

    MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 

    Determinadas categorias gramaticais podem produzir diferentes efeitos de sentido nos contextos em que estão inseridas, como é o caso dos verbos. Alguns deles, em tempos simples ou integrando uma locução verbal, podem denotar ideias ou “matizes” denominados aspectos. Examine as alternativas e indique em qual delas o aspecto verbal está INCORRETAMENTE analisado:
    Escolha uma alternativa para a questão 2dc51e8b-cc
  • 2DC11FA0-CC

    Português

    Figuras de Linguagem
    IFF · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Texto I


                                         Feliz por nada


          Geralmente, quando uma pessoa exclama “Estou tão feliz!”, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.

          Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou. Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.

          Feliz por nada, nada mesmo? Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza. “Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?

          Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma. Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.

          Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.

          Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre. Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto? 

          A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bemintencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.

          Ser feliz por nada talvez seja isso.

    MEDEIROS, Martha. Felicidade crônica. 15.ed. Porto Alegre: L&PM, 2016. p. 86-87. 

    Os recursos expressivos, como as figuras de linguagem, fazem-se relevantes para a compreensão e interpretação de textos literários, levando o emissor a um uso mais eficaz da linguagem, que é um fenômeno social. A partir dos comentários sobre esses recursos, analise as proposições a seguir e marque a que NÃO representa seu uso:
    Escolha uma alternativa para a questão 2dc11fa0-cc
  • D6264E0D-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sobre a obra “Olhai os Lírios do Campo” de Érico Veríssimo, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão d6264e0d-cc
  • D622F102-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 07


    Considere o trecho do conto “Uma velhinha”, de Márcio Moraes.


    “Hoje, revi, depois de quinze anos, uma velhinha, que há quinze anos já era velha. Naquele tempo ela vendia panos de prato bordados nas ruas da cidade. (...) mas nunca tinha fixado o meu olhar e coração em seu ser, com tanta intensidade, (...).

    Sim, encontrei-me não apenas com uma velhinha que se fixara em minha memória desde o primeiro dia que a vi há quinze anos. Encontrei-me também com aquele Office boy que corria de um banco a outro. (...)

    Hoje encontrei-me a mim mesmo. Estava perdido no tempo que me trouxe a velhinha de volta.(...)

    Hoje, revivi”

    (MORAES, Márcio Adriano. Tecidos do Imaginário: Ler-Se(R). Revista Literartes. São Paulo: USP. n. 01. p. 01 e 02, 2012).


    Esse reencontro do narrador-personagem com a velhinha representa:

    Escolha uma alternativa para a questão d622f102-cc
  • D61EFC1B-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 06


    Januária, Bonito de Minas, Chapada Gaúcha, Arinos, Urucuia – O buriti que se mira no espelho d’água vai se firmando mais e mais como um traço do passado retido na memória de antigos moradores, em fotografias e na bela imagem literária de Guimarães Rosa. (...)

    As veredas que mataram a sede do narrador da saga, de Diadorim e Zé Bebelo, hoje agonizam e perdem a capacidade de armazenar o líquido no período chuvoso para alimentar córregos e rios ao longo do ano (...)

    O veredito é trágico. Setenta por cento das veredas estão ameaçadas de desaparecer em curto prazo, continuamente maltratadas pelas mãos do homem, revela a pesquisadora do Departamento de Biologia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) Maria das Dores Magalhães Veloso, a Dora, que há oito anos se debruça sobre o tema.

    Disponível em: https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2016/10/16/interna_gerais,814549/veredas-de-guimaraes-rosa-agonizam-no-interior-deminas-gerais.shtml. Acesso em 28 abr. 2018. Adaptado.


    Ao trazer a notícia, o jornalista Luiz Ribeiro evoca:

    Escolha uma alternativa para a questão d61efc1b-cc
  • D61B5608-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 05


    Considere o trecho:


    “Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: – Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994).


    O trecho é um exemplar:

    Escolha uma alternativa para a questão d61b5608-cc
  • D6145FC1-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Figura 1 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos


    Figura 2 de 2 da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos


    TEXTO 03

    CHEGA DE MÁGOA


    Milton Nascimento e outros (criação coletiva)


    Nós não vamos nos dispersar

    Juntos, é tão bom saber

    Que passado o tormento

    Será nosso esse chão…

    Água, dona da vida

    Ouve essa prece tão comovida

    Chega, brinca na fonte

    Desce do monte, vem como amiga

    Te quero água de beber

    Um copo d’água

    Marola mansa da maré

    Mulher amada

    Te quero orvalho toda manhã

    Terra, olha essa terra

    Raça valente, gente sofrida

    Chama, tem que ter feira

    Tem que ter festa, vamos pra vida

    Te quero terra pra plantar, ah

    Te quero verde

    Te quero casa pra morar, ah

    Te quero rede

    Depois da chuva o Sol da manhã

    Chega de mágoa

    Chega de tanto penar

    Canto e o nosso canto

    Joga no tempo uma semente

    Gente, olha essa gente

    Olha essa gente, olha essa gente

    Te quero água de beber

    Um copo d’água

    Marola mansa da maré

    Mulher amada

    Te quero terra pra plantar

    Te quero verde, hum

    Te quero casa pra morar

    Te quero rede

    Depois da chuva o Sol da manhã

    Canto (eu canto) e o nosso canto (canto)

    Joga no tempo (joga no tempo) uma semente

    Gente (quero te ver crescer bonita)

    Olha essa gente (quero te ver crescer feliz)

    Olha essa gente (olha essa terra, olha essa gente)

    Olha essa gente (Gente pra ser feliz, feliz)

    Te quero água de beber (me dê um copo)

    Um copo d’água

    Marola mansa da maré

    Mulher amada

    Te quero terra pra plantar

    Te quero verde

    Te quero casa pra morar

    Te quero rede

    Depois da chuva o Sol da manhã

    Chega de mágoa

    Chega de tanto penar

    Chega de mágoa

    Chega de tanto penar

    Ah!

    Disponível em: https://www.letras.mus.br/milton-nascimento/1493585/. Acesso em 22 abr. 2018.


    “Chega de mágoa”, compõe o disco “Nordeste Já”, gravado no Brasil, em 1985, com o objetivo de angariar fundos para a população carente do nordeste do país. Sobre a letra da música “Chega de Mágoa”, podemos observar que:

    Escolha uma alternativa para a questão d6145fc1-cc
  • D610D3D7-CC

    Português

    Denotação e Conotação
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Denotação e Conotação


    Sobre a campanha no TEXTO 02, só NÃO é correto afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão d610d3d7-cc
  • D60CE501-CC

    Português

    Regência
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Regência

    Marque a opção em que houve o uso INADEQUADO da regência verbal, conforme a exigência da língua padrão proposta na maioria das gramáticas.
    Escolha uma alternativa para a questão d60ce501-cc
  • D609268B-CC

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    IFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Funções morfossintáticas da palavra QUE

    Considerando a função sintática do termo destacado no trecho a seguir:


    “(...) e intervêm diretamente na soberania dos países que possuem essa riqueza.” (Linhas 22-23)


    Marque a opção cuja ocorrência apresenta a mesma função.

    Escolha uma alternativa para a questão d609268b-cc
  • D605DDC8-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    O efeito predatório do modelo econômico só NÃO pode ser exemplificado pelas seguintes ações:
    Escolha uma alternativa para a questão d605ddc8-cc
  • D602562A-CC

    Português

    Coesão e coerência
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Coesão e coerência

    Leia o trecho.


    “Diante disso, todos devem reagir e defender-se de um modelo econômico que considera água e natureza como meros ativos de mercado, impondo um modelo ineficaz para prover acesso à água e ao saneamento para o conjunto da humanidade. Gerir bens comuns não é adequado ao perfil de empresas que visam ao lucro, portanto jamais será a base de uma economia sustentável, solidária e democrática, pois ameaça as espécies vivas,(...)” (Linhas 51-54).


    As expressões destacadas podem ser substituídas, sem prejuízo de sentido do texto, respectivamente, por:

    Escolha uma alternativa para a questão d602562a-cc
  • D5FF0390-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    “Por outro lado, a história também tem revelado a luta dos povos diante das contradições e conflitos cada vez mais numerosos e intensos pelo uso da água, visando à construção de um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade (ecológica, social, espacial, cultural, econômico-financeira etc.) para países e até continentes, como a América do Sul e a África.” (Linhas 35-38).


    A expressão destacada tem a função de:

    Escolha uma alternativa para a questão d5ff0390-cc
  • D5FB2CC3-CC

    Português

    Morfologia
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Morfologia

    Considere a utilização da preposição para nas ocorrências que se seguem.


    I - As iniciativas da sociedade brasileira têm sido incipientes como prática preventiva para proteger a água. (Linha 8).

    II – “(...) de um modelo econômico que considera água e natureza como meros ativos de mercado, impondo um modelo ineficaz para prover acesso à água e ao saneamento para o conjunto da humanidade.” (Linhas 51-53).

    III - “Há destruição e exclusão, enquanto deveria haver sustentabilidade e proteção do meio ambiente e da vida, para as atuais e futuras gerações.”. (Linhas 43-44).

    IV – “visando à construção de um modelo de desenvolvimento com sustentabilidade (ecológica, social, espacial, cultural, econômico-financeira etc.) para países e até continentes, como a América do Sul e a África.” (Linhas 36-38).


    A preposição para introduz ideia de objetivo, finalidade:

    Escolha uma alternativa para a questão d5fb2cc3-cc
  • D5F7BE05-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Leia o trecho.


    “O capitalismo também leva à perda do controle social, democrático e comunitário sobre os recursos naturais, convertendo direitos em mercadorias e limitando o acesso dos povos aos bens e serviços necessários à sobrevivência.” (Linhas 29-31).


    Esse trecho é um argumento conclusivo que só NÃO arremata a seguinte constatação:

    Escolha uma alternativa para a questão d5f7be05-cc
  • D5F4119A-CC

    Português

    Interpretação de Textos
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    Imagem da questão de Português, IFN-MG 2018, Interpretação de Textos

    Conforme o TEXTO 01, a privatização da água interessa:
    Escolha uma alternativa para a questão d5f4119a-cc
  • D5F05E69-CC

    Português

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    No trecho “É injusto porque representa o domínio de poucos sobre o direito de todos.” (Linha 19), o adjetivo injusto refere-se:
    Escolha uma alternativa para a questão d5f05e69-cc
  • D5ECD94A-CC

    Português

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    Tomando como base o TEXTO 01, podemos inferir que os “rios voadores“ são:
    Escolha uma alternativa para a questão d5ecd94a-cc