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Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

Resultados

10.965 questões encontradas. Mostrando a página 95 de 549.

  • DF30EEA6-7B

    Português

    Análise sintática
    USP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, USP 2021, Análise sintática

    Em "Seu carisma seduziu a editora DC Comics, que impôs o acréscimo de um quadrinho." (L. 12-13), o vocábulo "que" possui a mesma função sintática desempenhada no texto por
    Escolha uma alternativa para a questão df30eea6-7b
  • DF2E1CF1-7B

    Português

    Pontuação
    USP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, USP 2021, Pontuação

    As vírgulas em "E depois, o silêncio." (L. 1) e em "Mas seu rosto continua sorrindo, para sempre." (L. 2-3) são usadas, respectivamente, com a mesma finalidade que as vírgulas em
    Escolha uma alternativa para a questão df2e1cf1-7b
  • DF2B06C2-7B

    Português

    Análise sintática
    USP · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, USP 2021, Análise sintática

    No fragmento "ao tropeçar, cravava sua própria adaga no peito." (L. 8-9), a oração em negrito abrange, simultaneamente, as noções de
    Escolha uma alternativa para a questão df2b06c2-7b
  • D77D8430-72

    Português

    Pontuação
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Cruz na porta da tabacaria!
    Quem morreu? O próprio Alves? Dou
    Ao diabo o bem-’star que trazia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Quem era? Ora, era quem eu via.
    Todos os dias o via. Estou
    Agora sem essa monotonia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Ele era o dono da tabacaria.
    Um ponto de referência de quem sou.
    Eu passava ali de noite e de dia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Meu coração tem pouca alegria,
    E isto diz que é morte aquilo onde estou.
    Horror fechado da tabacaria!
    Desde ontem a cidade mudou.

    Mas ao menos a ele alguém o via,
    Ele era fixo, eu, o que vou,
    Se morrer, não falto, e ninguém diria:
    Desde ontem a cidade mudou.

    (Obra poética, 1997.)
    O eu lírico recorre a um sinal de pontuação para indicar a supressão de um verbo em
    Escolha uma alternativa para a questão d77d8430-72
  • D779432C-72

    Português

    Sintaxe
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Cruz na porta da tabacaria!
    Quem morreu? O próprio Alves? Dou
    Ao diabo o bem-’star que trazia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Quem era? Ora, era quem eu via.
    Todos os dias o via. Estou
    Agora sem essa monotonia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Ele era o dono da tabacaria.
    Um ponto de referência de quem sou.
    Eu passava ali de noite e de dia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Meu coração tem pouca alegria,
    E isto diz que é morte aquilo onde estou.
    Horror fechado da tabacaria!
    Desde ontem a cidade mudou.

    Mas ao menos a ele alguém o via,
    Ele era fixo, eu, o que vou,
    Se morrer, não falto, e ninguém diria:
    Desde ontem a cidade mudou.

    (Obra poética, 1997.)
    Sempre que haja necessidade expressiva de reforço, de ênfase, pode o objeto direto vir repetido. Essa reiteração recebe o nome de objeto direto pleonástico.

    (Adriano da Gama Kury. Novas lições de análise sintática, 1997. Adaptado.)

    O eu lírico lança mão desse recurso expressivo no verso
    Escolha uma alternativa para a questão d779432c-72
  • D76CBF73-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    Cruz na porta da tabacaria!
    Quem morreu? O próprio Alves? Dou
    Ao diabo o bem-’star que trazia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Quem era? Ora, era quem eu via.
    Todos os dias o via. Estou
    Agora sem essa monotonia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Ele era o dono da tabacaria.
    Um ponto de referência de quem sou.
    Eu passava ali de noite e de dia.
    Desde ontem a cidade mudou.

    Meu coração tem pouca alegria,
    E isto diz que é morte aquilo onde estou.
    Horror fechado da tabacaria!
    Desde ontem a cidade mudou.

    Mas ao menos a ele alguém o via,
    Ele era fixo, eu, o que vou,
    Se morrer, não falto, e ninguém diria:
    Desde ontem a cidade mudou.

    (Obra poética, 1997.)
    No poema, o eu lírico sente-se
    Escolha uma alternativa para a questão d76cbf73-72
  • D7633EC1-72

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    UNIFESP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão d7633ec1-72
  • D75EE257-72

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    A palavra sublinhada em “Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente” (3o parágrafo) pertence à mesma classe gramatical da palavra sublinhada em
    Escolha uma alternativa para a questão d75ee257-72
  • D75A5981-72

    Português

    Análise sintática
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    “Mesmo assim a insônia impera.” (3o parágrafo)

    No contexto em que se encontra, a expressão sublinhada exprime ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d75a5981-72
  • D755F4FE-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

        A palavra sonho, do latim somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. Realizei “o sonho da minha vida”, “meu sonho de consumo” são frases usadas cotidianamente pelas pessoas para dizer que pretendem ou conseguiram alcançar algo. Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Todo mundo deseja algo que não tem. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode evocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter?
        
        O repertório publicitário contemporâneo não tem dúvidas de que o sonho é a força motriz de nossos comportamentos. Desejo é o sinônimo mais preciso da palavra “sonho”. [...] Na área de desembarque de um aeroporto nos Estados Unidos, uma foto enorme de um casal belo e sorridente, velejando num mar caribenho em dia ensolarado, sob a frase enigmática: “Aonde seus sonhos o levarão?”, embaixo o logotipo da empresa de cartão de crédito. Deduz-se do anúncio que os sonhos são como veleiros, capazes de levar-nos a lugares idílicos, perfeitos, altamente… desejáveis. As equações “sonho é igual a desejo que é igual a dinheiro” têm como variável oculta a liberdade de ir, ser e principalmente ter, liberdade que até os mais miseráveis podem experimentar no mundo de regras frouxas do sonho noturno, mas que no sonho diurno é privilégio apenas dos detentores de um mágico cartão plástico.

        A rotina do trabalho diário e a falta de tempo para dormir e sonhar, que acometem a maioria dos trabalhadores, são cruciais para o mal-estar da civilização contemporânea. É gritante o contraste entre a relevância motivacional do sonho e sua banalização no mundo industrial globalizado. [...] A indústria da saúde do sono, um setor que cresce aceleradamente, tem valor estimado entre 30 bilhões e 40 bilhões de dólares. Mesmo assim a insônia impera. Se o tempo é sempre escasso, se despertamos diariamente com o toque insistente do despertador, ainda sonolentos e já atrasados para cumprir compromissos que se renovam ao infinito, se tão poucos se lembram que sonham pela simples falta de oportunidade de contemplar a vida interior, quando a insônia grassa e o bocejo se impõe, chega-se a duvidar da sobrevivência do sonho.

        E, no entanto, sonha-se. Sonha-se muito e a granel, sonha-se sofregamente apesar das luzes e dos ruídos da cidade, da incessante faina da vida e da tristeza das perspectivas. Dirá a formiga cética que quem sonha assim tão livre é o artista, cigarra de fábula que vive de brisa. [...] Na peça teatral A vida é sonho, o espanhol Pedro Calderón de la Barca dramatizou a liberdade de construir o próprio destino. O sonho é a imaginação sem freio nem controle, solta para temer, criar, perder e achar.

    (O oráculo da noite: a história e a ciência do sonho, 2019.)
    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão d755f4fe-72
  • D7510497-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    “— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.” (1o parágrafo)

    Ao se transpor esse trecho para o discurso indireto, os termos sublinhados assumem, respectivamente, as seguintes formas:
    Escolha uma alternativa para a questão d7510497-72
  • D74B3BFC-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Observa-se o emprego de expressão própria da linguagem coloquial no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão d74b3bfc-72
  • D7479805-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    O título do conto antecipa seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão d7479805-72
  • D7434B24-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar
    Escolha uma alternativa para a questão d7434b24-72
  • D73E7871-72

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    No texto, a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d73e7871-72
  • A7645935-70

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Prevalece, na parte verbal do Texto, o emprego da norma culta da língua. Nesse contexto, é CORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a7645935-70
  • A75EB47D-70

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Acerca de elementos não verbais do Texto, analise as afirmações abaixo.

    1) As nuvens na parte superior do texto cumprem a função de reforçar a ideia, geralmente consensual, de que, pela leitura, "nos elevamos às alturas", ou seja, a leitura nos permite voar.
    2) A sugestão dada no texto verbal, de o leitor ler livros clássicos, é representada nas imagens por livros grossos, pesados, como são todos os clássicos.
    3) Toda a composição visual do texto, com imagens de livros empilhados, um garoto lendo sentado nas alturas e textos verbais curtinhos na lateral, confere harmonia ao texto como um todo e é mais um elemento pensado para atrair o potencial leitor.
    4) A imagem dos livros empilhados com o jovem sentado sobre eles sugere que as obras impressas estão ultrapassadas e que a leitura por meio virtual é a 'nova onda‘ que deve ser seguida.

    Estão CORRETAS:
    Escolha uma alternativa para a questão a75eb47d-70
  • A75B3300-70

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Texto  serve de base para a questão.

    Texto 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Interpretação de Textos

    Disponível em: https://redeglobo.globo.com/sp/eptv/eptv-na-escola-ribeirao/noticia/a-leitura-como-aliada-da-boa-redacao.ghtml 

    Para compreender bem um texto, dentre outras habilidades, devemos apreender qual a função desse texto, na sociedade em que ele circula. Assim, para compreendermos bem o Texto, é importante perceber que ele tem, prioritariamente, uma função
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  • A75158BE-70

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade de Pernambuco · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Português, Universidade de Pernambuco 2021, Coesão e coerência
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.
    Todo texto revela uma multiplicidade de relações semânticas, sendo algumas explicitadas por conectivos, outras não. Acerca dessas relações e dos conectivos que as explicitam no Texto, assinale a alternativa CORRETA.
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