Assado, frito, na brasa ou cozido. Não importa o modo de preparo, o peixe tem espaço garantido na mesa
da população de Roraima. No entanto, o hábito saudável e tradicional está ameaçado pelo garimpo ilegal na
Terra Indígena Yanomami. Segundo estudo de pesquisadores da Fiocruz, do Instituto Socioambiental (ISA),
do Instituto Evandro Chagas e da Universidade Federal de Roraima (UFRR), os pescados coletados em três de quatro pontos na Bacia do Rio Branco apresentaram concentrações de mercúrio maiores ou iguais ao limite
estabelecido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização
Mundial da Saúde (OMS). [...] A pesquisa aponta que barba chata, coroataí, filhote, piracatinga e pirandirá são
peixes carnívoros com risco muito alto, que devem ser consumidos no máximo em uma porção de 50 gramas,
uma vez ao mês. Dourada, mandubé, liro, pescada, piranha preta e tucunaré são peixes carnívoros com alto
risco, não devendo o consumo exceder 200 gramas por semana. Já curimatã, jaraqui, matrinxã, pacu seriam
peixes não carnívoros com médio e baixo riscos, que não apresentam restrições para o consumo e podem
ser consumidos em porções de até 300 gramas por dia. Para as mulheres grávidas, é indicado evitar, durante
toda a gravidez, o consumo de peixes carnívoros (barba chata, coroataí, filhote, piracatinga, pirandirá).
ENESB. Estudo revela que peixes de rios de Roraima estão contaminados por mercúrio. FIOCRUZ, [S.l.], 29 ago. 2022.
O que ocorre no caso dos rios amazônicos, contaminados por mercúrio, e que leva às recomendações feitas
sobre o modo de consumo da pesca, é o processo de bioacumulação. Sobre esse processo, é correto afirmar
que substâncias ingeridas