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Questões de Filosofia do ENEM

Questões de Filosofia, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

Resultados

72 questões encontradas. Mostrando a página 4 de 4.

  • 7B8DC629-2D

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    A definição de Aristóteles para enigma é totalmente desligada de qualquer fundo religioso: dizer coisas reais associando coisas impossíveis. Visto que, para Aristóteles, associar coisas impossíveis significa formular uma contradição, sua definição quer dizer que o enigma é uma contradição que designa algo real, em vez de não indicar nada, como é de regra.

    COLLI, G. O nascimento da filosofia. Campinas: Unicamp, 1996 (adaptado).


    Segundo o texto, Aristóteles inovou a forma de pensar sobre o enigma, ao argumentar que

    Escolha uma alternativa para a questão 7b8dc629-2d
  • 7B51D5E7-2D

    Filosofia

    A Política
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    A crítica é uma questão de distância certa. O olhar hoje mais essencial, o olho mercantil que penetra no coração das coisas, chama-se propaganda. Esta arrasa o espaço livre da contemplação e aproxima tanto as coisas, coloca-as tão debaixo do nariz quanto o automóvel que sai da tela de cinema e cresce, gigantesco, tremeluzindo em direção a nós. E, do mesmo modo que o cinema não oferece móveis e fachadas a uma observação crítica completa, mas dá apenas a sua espetacular, rígida e repentina proximidade, também a propaganda autêntica transporta as coisas para primeiro plano e tem um ritmo que corresponde ao de um bom filme.

    BENJAMIN, W. Rua de mão única: infância berlinense - 1900. Belo Horizonte: Autêntica, 2013 (adaptado).


    O texto apresenta um entendimento do filósofo Walter Benjamin, segundo o qual a propaganda dificulta o procedimento de análise crítica em virtude do(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 7b51d5e7-2d
  • 7B3CCA11-2D

    Filosofia

    A Política
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I


    Frantz Fanon publicou pela primeira vez, em 1952, seu estudo sobre colonialismo e racismo, Pele negra, máscaras brancas. Ao dizer que “para o negro, há somente um destino” e que esse destino é branco, Fanon revelou que as aspirações de muitos povos colonizados foram formadas pelo pensamento colonial predominante.

    BUCKINGHAM, W. et al. O livro da filosofia. São Paulo: Globo, 2011 (adaptado).


    TEXTO II


    Mesmo que não queiramos cobrar desses estabelecimentos (salões de beleza) uma eficácia política nos moldes tradicionais da militância, uma vez que são estabelecimentos comerciais e não entidades do movimento negro, o fato é que, ao se autodenominarem “étnicos” e se apregoarem como divulgadores de uma autoimagem positiva do negro em uma sociedade racista, os salões se colocam no cerne de uma luta política e ideológica.

    GOMES, N. Corpo e cabelo como símbolos da identidade negra. Disponível em: www.rizoma.ufsc.br. Acesso em: 13 fev. 2013.


    Os textos apresentam uma mudança relevante na constituição identitária frente à discriminação racial. No Brasil, o desdobramento dessa mudança revela o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 7b3cca11-2d
  • 33CE4738-1B

    Filosofia

    Filosofia e Conhecimento
    UNESP · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    Posto que as qualidades que impressionam nossos sentidos estão nas próprias coisas, é claro que as ideias produzidas na mente entram pelos sentidos. O entendimento não tem o poder de inventar ou formar uma única ideia simples na mente que não tenha sido recebida pelos sentidos. Gostaria que alguém tentasse imaginar um gosto que jamais impressionou seu paladar, ou tentasse formar a ideia de um aroma que nunca cheirou. Quando puder fazer isso, concluirei também que um cego tem ideias das cores, e um surdo, noções reais dos diversos sons.

    (John Locke. Ensaio acerca do entendimento humano, 1991. Adaptado.)


    De acordo com o filósofo, todo conhecimento origina-se

    Escolha uma alternativa para a questão 33ce4738-1b
  • 33CB0647-1B

    Filosofia

    O Sujeito Moderno
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Os homens, diz antigo ditado grego, atormentam-se com a ideia que têm das coisas e não com as coisas em si. Seria grande passo, em alívio da nossa miserável condição, se se provasse que isso é uma verdade absoluta. Pois se o mal só tem acesso em nós porque julgamos que o seja, parece que estaria em nosso poder não o levarmos a sério ou o colocarmos a nosso serviço. Por que atribuir à doença, à indigência, ao desprezo um gosto ácido e mau se o podemos modificar? Pois o destino apenas suscita o incidente; a nós é que cabe determinar a qualidade de seus efeitos.

    (Michel de Montaigne. Ensaios, 2000. Adaptado.)


    De acordo com o filósofo, a diferença entre o bem e o mal

    Escolha uma alternativa para a questão 33cb0647-1b
  • 33C1153F-1B

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    De um lado, dizem os materialistas, a mente é um processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral. De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as posições estão enraizadas em uma longa tradição filosófica, que remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte do corpo.

    (Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”. www.archivespsy.com, 2015.)


    A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-se que

    Escolha uma alternativa para a questão 33c1153f-1b
  • 33BDD230-1B

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Sou imperfeito, logo existo. Sustento que o ser ou é carência ou não é nada. Sustento que uma pessoa com deficiência intelectual é um ser com carências e imperfeições. Sustento que eu, você e ele somos seres com carências e imperfeições. Portanto, concluo que nós, os seres humanos, pelo fato de existir, somos – TODOS – incapazes e capazes intelectualmente. A diferença entre um autista severo e eu é o grau de carência, não a diferença entre o que somos. A “razão alterada” é um tipo de racionalidade diferenciada que considera as pessoas como seres únicos e não categorizados em padrões sociais que agrupam as pessoas por níveis, índices ou coeficientes.

    (Chema Sánchez Alcón. “Crítica de la razón alterada”. http://losojosdehipatia.com.es, 30.10.2016. Adaptado.)


    De acordo com o texto, “razão alterada” é

    Escolha uma alternativa para a questão 33bdd230-1b
  • 685AC5F6-CB

    Filosofia

    A Metafísica de Aristóteles
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    Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. Mas não terá o conhecimento, porventura, grande influência sobre essa vida? Se assim é, esforcemo-nos por determinar, ainda que em linhas gerais apenas, o que seja ele e de qual das ciências ou faculdades constitui o objeto. Ninguém duvidará de que o seu estudo pertença à arte mais prestigiosa e que mais verdadeiramente se pode chamar a arte mestra. Ora, a política mostra ser dessa natureza, pois é ela que determina quais as ciências que devem ser estudadas num Estado, quais são as que cada cidadão deve aprender, e até que ponto; e vemos que até as faculdades tidas em maior apreço, como a estratégia, a economia e a retórica, estão sujeitas a ela. Ora, como a política utiliza as demais ciências e, por outro lado, legisla sobre o que devemos e o que não devemos fazer, a finalidade dessa ciência deve abranger as das outras, de modo que essa finalidade será o bem humano.

    ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: Pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1991 (adaptado).


    Para Aristóteles, a relação entre o sumo bem e a organização da pólis pressupõe que

    Escolha uma alternativa para a questão 685ac5f6-cb
  • 68525E16-CB

    Filosofia

    Filosofia e Conhecimento
    ENEM · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

    Uma pessoa vê-se forçada pela necessidade a pedir dinheiro emprestado. Sabe muito bem que não poderá pagar, mas vê também que não lhe emprestarão nada se não prometer firmemente pagar em prazo determinado. Sente a tentação de fazer a promessa; mas tem ainda consciência bastante para perguntar a si mesma: não é proibido e contrário ao dever livrar-se de apuros desta maneira? Admitindo que se decida a fazê-lo, a sua máxima de ação seria: quando julgo estar em apuros de dinheiro, vou pedi-lo emprestado e prometo pagá-lo, embora saiba que tal nunca sucederá.

    KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1980.


    De acordo com a moral kantiana, a “falsa promessa de pagamento” representada no texto

    Escolha uma alternativa para a questão 68525e16-cb
  • 681D36A9-CB

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
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    Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais, como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. É sobretudo a esses jovens, muitos quase crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

    BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.


    O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

    Escolha uma alternativa para a questão 681d36a9-cb
  • 681A0701-CB

    Filosofia

    Filosofia e a Grécia Antiga
    ENEM · 2017FácilEntre para guardar nos favoritos

    A representação de Demócrito é semelhante à de Anaxágoras, na medida em que um infinitamente múltiplo é a origem; mas nele a determinação dos princípios fundamentais aparece de maneira tal que contém aquilo que para o que foi formado não é, absolutamente, o aspecto simples para si. Por exemplo, partículas de carne e de ouro seriam princípios que, através de sua concentração, formam aquilo que aparece como figura.

    HEGEL, G. W. F. Crítica moderna. In: SOUZA, J. C. (Org.). Os pré-socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000 (adaptado).


    O texto faz uma apresentação crítica acerca do pensamento de Demócrito, segundo o qual o “princípio constitutivo das coisas” estava representado pelo(a)

    Escolha uma alternativa para a questão 681a0701-cb
  • C66D18ED-3B

    Filosofia

    Conceitos Filosóficos
    UNESP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos

          Concentração e controle, em nossa cultura, escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem camuflados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização individual. Por pseudo-individuação entendemos o envolvimento da cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim dizer, escutando por eles. A pseudo-individuação, por sua vez, os mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.

    (Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.). Theodor Adorno, 1986. Adaptado.)

    Em termos filosóficos, a pseudo-individuação é um conceito

    Escolha uma alternativa para a questão c66d18ed-3b