Disciplina · Ciências Humanas
Questões de Filosofia do ENEM
Questões de Filosofia, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
- 905 questões
- 39 assuntos
- Ciências HumanasEm um importante trecho da sua obra Metafísica, Aristóteles se refere a Sócrates nos seguintes termos:Sócrates ocupava-se de questões éticas e não da natureza em sua totalidade, mas buscava o universal no âmbito daquelas questões, tendo sido o primeiro a fixar a atenção nas definições.Aristóteles. Metafísica, A6, 987b 1-3. Tradução de Marcelo Perine. São Paulo: Loyola, 2002.Com base na filosofia de Sócrates e no trecho supracitado, assinale a alternativa correta.
- Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2010
- UFU-MG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C6334C03-AF
Conforme o Dicionário de Filosofia de Nicola Abbagnano, Platão emprega a palavra silogismo para definir o raciocínio em geral. Aristóteles, por sua vez, o define como o tipo perfeito de raciocínio dedutivo, “um discurso em que, postas algumas coisas, outras se seguem necessariamente.” Considere que a premissa “Todo atleta treina”, sentença universal e afirmativa, é a premissa maior de um silogismo, cuja conclusão é: “Logo, Maria treina”.(ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. Trad. Alfredo Bosi e Ivone C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes, 2003.)De acordo com tal definição, assinale a alternativa que indica, corretamente, a premissa menor: - Ciências Humanas
Filosofia
A filosofia de Agostinho (354 – 430) é estreitamente devedora do platonismo cristão milanês: foi nas traduções de Mário Vitorino que leu os textos de Plotino e de Porfírio, cujo espiritualismo devia aproximá-lo do cristianismo. Ouvindo sermões de Ambrósio, influenciados por Plotino, que Agostinho venceu suas últimas resistências (de tornar-se cristão).PEPIN, Jean. Santo Agostinho e a patrística ocidental. In: CHÂTELET, François (org.) A Filosofia medieval. Rio de Janeiro Zahar Editores: 1983, p. 77.Apesar de ter sido influenciado pela filosofia de Platão, por meio dos escritos de Plotino, o pensamento de Agostinho apresenta muitas diferenças se comparado ao pensamento de Platão. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, uma dessas diferenças. - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2010
- UFU-MG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C63AA7FC-AF
Para responder a questão, leia o seguinte texto.
O universal é o conceito, a ideia, a essência comum a todas as coisas (por exemplo, o conceito de ser humano). Em outras palavras, pergunta-se se os gêneros e as espécies têm existência separada dos objetos sensíveis: as espécies (por exemplo, o cão) ou os gêneros (por exemplo, o animal) teriam existência real? Ou seriam apenas ideias na mente ou apenas palavras?
(ARANHA, M. L. A. & MARTINS, M. H. Filosofando. 3ª edição. São Paulo: Moderna, 2003, p. 126.)
A resposta correta à pergunta formulada no texto acima, sobre os universais, é:
- Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2010
- UFU-MG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C6436F9A-AF
Segundo Thomas Hobbes, o estado de natureza é caracterizado pela “guerra de todos contra todos”, porque, não havendo nenhuma regra ou limite, todos têm direito a tudo o que significa que ninguém terá segurança de seus bens e de sua vida. A saída desta situação é o pacto ou contrato social, “uma transferência mútua de direitos”.HOBBES, T. Leviatã. Coleção Os Pensadores. Trad. João P. Monteiro e Maria B. N. da Silva. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p. 78-80.Com base nestas informações e nos seus conhecimentos sobre a obra de Hobbes, assinale a alternativa que caracteriza o pacto social. - Ciências Humanas
Filosofia
- A Origem da Filosofia
- Prova de 2010
- UFU-MG
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C649AB70-AF
Em O Discurso sobre o método, Descartes afirma:Não se deve acatar nunca como verdadeiro aquilo que não se reconhece ser tal pela evidência, ou seja, evitar acuradamente a precipitação e a prevenção, assim como nunca se deve abranger entre nossos juízos aquilo que não se apresente tão clara e distintamente à nossa inteligência a ponto de excluir qualquer possibilidade de dúvida.(REALE, G.; ANTISERI, D. História da filosofia: Do humanismo a Descartes.Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2004. p. 289.)Após a leitura do texto acima, assinale a alternativa correta. - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2017
- UNESP
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C66D18ED-3B
Concentração e controle, em nossa cultura, escondem-se em sua própria manifestação. Se não fossem camuflados, provocariam resistências. Por isso, precisa ser mantida a ilusão e, em certa medida, até a realidade de uma realização individual. Por pseudo-individuação entendemos o envolvimento da cultura de massas com uma aparência de livre-escolha. A padronização musical mantém os indivíduos enquadrados, por assim dizer, escutando por eles. A pseudo-individuação, por sua vez, os mantém enquadrados, fazendo-os esquecer que o que eles escutam já é sempre escutado por eles, “pré-digerido”.
(Theodor Adorno. “Sobre música popular”. In: Gabriel Cohn (org.). Theodor Adorno, 1986. Adaptado.)
Em termos filosóficos, a pseudo-individuação é um conceito
- Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2008
- ENEM
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: C7D9A0F8-BB
William James Herschel, coletor do governo inglês, iniciou na Índia seus estudos sobre as impressões digitais ao tomar as impressões digitais dos nativos nos contratos que firmavam com o governo. Essas impressões serviam de assinatura. Aplicou-as, então, aos registros de falecimentos e usou esse processo nas prisões inglesas, na Índia, para reconhecimento dos fugitivos. Henry Faulds, outro inglês, médico de hospital em Tóquio, contribuiu para o estudo da datiloscopia. Examinando impressões digitais em peças de cerâmica pré-histórica japonesa, previu a possibilidade de se descobrir um criminoso pela identificação das linhas papilares e preconizou uma técnica para a tomada de impressões digitais, utilizando-se de uma placa de estanho e de tinta de imprensa.
Que tipo de relação orientava os esforços que levaram à descoberta das impressões digitais pelos ingleses e, posteriormente, à sua utilização nos dois países asiáticos? - Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2024
- UECE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C84C87DC-03
“A primeira descrição de nosso indígena foi, sem dúvida, a contida na carta de Pero Vaz de Caminha. [...] A comparação que ele faz dos indígenas com os europeus se resume na ideia de que os homens que vivem conforme a lei da natureza são sempre mais perfeitos do que os homens deformados pela civilização. É a velha teoria da bondade natural que se expressa sob esta forma. Outro documento, contemporâneo da epístola de Pero Vaz, é a célebre Carta do piloto anônimo [...]. No meio do clima doce, os indígenas viveriam em pleno estado natural.”FRANCO, A. A. M. O índio brasileiro e a revolução francesa: As origens brasileiras da teoria da bondade natural. – 2ª ed. Rio de Janeiro: J. Olympio; Brasília: INL, 1976, p. 19-20. – Adaptado.Segundo Afonso Arinos de Melo Franco, as descrições dos habitantes originários do litoral brasileiro dos séculos XVI e XVII, nos relatos de viagem de europeus ao Brasil, influenciaram a elaboração, na Europa, das modernas teorias do Estado como resultado de uma saída do estado de natureza através de um contrato (ou pacto) social. Segundo a citação acima, esses relatos ajudaram os filósofos europeus a pensar sobre - Ciências Humanas
Filosofia
- O Sujeito Moderno
- Prova de 2024
- UECE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C84F1F52-03
O Padre Manuel da Nóbrega (1517-1570) escreveu Diálogo sobre a conversão do gentio (1556). Nele, há um diálogo entre dois membros da Companhia de Jesus sobre os nativos da terra. Observe a seguinte passagem desse diálogo:Mateus Nogueira – Estou eu imaginando todas as almas dos homens serem umas e todas de uma mesma matéria, feitas à imagem e semelhança de Deus, e todas capazes da glória e criadas para ela. Diante de Deus, têm a mesma natureza a alma do papa e a alma de um indígena da capitania do Espírito Santo.Gonçalo Álvares – Os indígenas têm alma como nós?Mateus Nogueira – É claro! Afinal, a alma tem três potências: entendimento, vontade e memória, que todos têm. [...] Você teve tão ruim entendimento para entender o que eu queria lhe dizer como os nativos para entender as coisas de nossa fé. [...]NÓBREGA, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2017, p. 213-214. – Adaptado.A discussão sobre a existência da alma possuindo entendimento e vontade, sendo independente do corpo e suas sensações, e comum a todos os homens, foi depois tema central em uma corrente da filosofia europeia moderna, qual seja: - Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2024
- UECE
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C851BE7E-03
No último dia 1º de abril, completaram-se 60 anos do golpe militar de 1964. Além de sua natureza autocrática, devido à censura política e cultural, à restrição e à cassação de direitos políticos dos opositores, à proibição de livre associação social, política e sindical etc., o regime político nascido do golpe cometeu diversos crimes contra os direitos humanos, com a prática de sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos. Sobre os direitos humanos, é correto afirmar que se fundamentam filosoficamente - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2024
- UECE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C8546996-03
Imagine uma situação em que é válido: “Se P, então Q”. Isto é o mesmo que afirmar: - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2024
- UECE
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: C85711E8-03
“As porcarias culturais que costumam ser atribuídas à época desprovida de estilo e que são criticadas no plano estético não são expressão do mau gosto de uma época, mas apenas produtos de um elemento extra-artístico: a falsa racionalidade da indústria governada pelo lucro. Ao mobilizar para os seus fins o que lhe parece serem os momentos irracionais da arte, o capital destrói esta última.”ADORNO, Theodor. Teoria estética. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 232. – Adaptado.Segundo diz o filósofo alemão T. Adorno na passagem acima, o baixo nível artístico-cultural da época dominada pela indústria cultural, deve-se - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2024
- UEG
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C8ACD1DA-68
Com o domínio político, iniciado por Felipe da Macedônia e ampliado por seu filho Alexandre, as cidades-estados gregas perderam sua autonomia política e passaram a fazer parte do Império Macedônico. A noção grega de polis perdeu sentido, já que os cidadãos não participavam do governo diretamente como antes e o próprio sentimento de pertença às cidades-estados, tão caro ao espírito grego, foi deixando de existir aos poucos. Isso se refletiu no campo filosófico de diversas formas, mas é marcante nas teorias éticas que foram elaboradas na época. Uma dessas características da ética helenística é - Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2024
- UEG
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: C8AF8DF7-68
Ao refletir sobre as relações de poder e formas de governo, um pensador do século XVIII buscou “encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre como antes. Esse [é] o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece”. Esse pensador é - Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2019
- UEL
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C9019CE3-32
Leia o texto a seguir.
Dever é a necessidade de uma ação por respeito à lei. [...] devo proceder sempre de maneira que eu possa querer também que a minha máxima se torne uma lei universal.
KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos costumes. Trad. Paulo Quintela. São Paulo: Abril Cultural, 1974. p. 208-209.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria kantiana do dever, assinale a alternativa correta.
- Ciências Humanas
Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2019
- UEL
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C906163C-32
Leia o texto a seguir.
Esta é uma concepção de ciência que considera a abordagem crítica sua característica mais importante. Para avaliar uma teoria o cientista deve indagar se pode ser criticada - se se expõe a críticas de todos os tipos e, em caso afirmativo, se resiste a essas críticas.
POPPER, Karl. Conjecturas e refutações. Trad. Sérgio Bath. Brasília: UnB, 1982. p. 284.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Popper, assinale a alternativa correta.
- Ciências Humanas
Filosofia
- A Política
- Prova de 2019
- UEL
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: C917C33A-32
Analise a figura 1 a seguir e responda à questão.

Leia o texto a seguir.
A “Querela do luxo” foi um dos mais intensos debates do século XVIII na França e consistiu em defender o luxo como sinal do progresso da humanidade, ou em atacá-lo como signo de decadência. Rousseau, partidário da segunda via, num dos seus textos, afirma:
A vaidade e a ociosidade, que engendram nossas ciências, também engendram o luxo. [...] Eis como o luxo, a dissolução e a escravidão foram [...] o castigo dos esforços orgulhosos que fizemos para sair da ignorância feliz na qual nos colocara a sabedoria eterna. [...] Crêem embaçar- -me terrivelmente perguntando-me até onde se deve limitar o luxo. Minha opinião é que absolutamente não se precisa dele. Para além da necessidade física, tudo é fonte de mal.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre as ciências e as artes. Trad. Lourdes Santos Machado, 3ª ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p.395; 341; 410.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria política e antropológica de Rousseau e a compreensão do autor acerca das ciências, das artes e do luxo, considere as afirmativas a seguir.
I. A crítica de Rousseau às ciências e às artes e, por extensão, ao luxo, resulta da sua compreensão da natureza humana, na qual a necessidade física é o critério decisivo sobre o que é bom para a humanidade.
II. Em sua teoria política, Rousseau dirige a crítica às ciências, às artes e ao luxo, por identificar neles a vigência de um princípio que sacrifica a possibilidade da criação de uma sociedade minimamente justa.
III. A vaidade e a ociosidade, que engendram o luxo, são uma constante da natureza humana, razão pela qual também as ciências e as artes são expressões necessárias da natureza humana.
IV. A defesa da feliz ignorância, na qual nasce cada ser humano, leva Rousseau a legitimar formas de governo caracterizadas pelo sacrifício da inteligência e da crítica e pela obediência a um poder soberano.
Assinale a alternativa correta.
- Ciências Humanas
Filosofia
Leia o texto a seguir.
Quando o artista [demiurgo] trabalha em sua obra, a vista dirigida para o que sempre se conserva igual a si mesmo, e lhe transmite a forma e a virtude desse modelo, é natural que seja belo tudo o que ele realiza. Porém, se ele se fixa no que devém e toma como modelo algo sujeito ao nascimento, nada belo poderá criar. [. . . ] Ora, se este mundo é belo e for bom seu construtor, sem dúvida nenhuma este fixará a vista no modelo eterno.
PLATÃO. Timeu. 28 a7-10; 29 a2-3. Trad. Carlos A. Nunes. Belém: UFPA, 1977. p. 46-47.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Platão, assinale a alternativa correta.
- Ciências Humanas
Filosofia
- A Experiência do Sagrado
- Prova de 2018
- Universidade Federal do Ceará
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: C9A2DB11-83
No livro Confissões, Santo Agostinho, principal representante da Patrística medieval, trata do seguinte problema “É Deus o autor do mal?”. Desse problema advêm as seguintes indagações: “Onde está, portanto, o mal? De onde e por onde conseguiu penetrar? Qual é a sua raiz e a sua semente? Porventura não existe nenhuma? Por que recear muito, então, o que não existe?”Fonte: (AGOSTINHO, S. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1999, p. 177 (Col. Os pensadores)).Com relação ao problema do mal em Confissões analise as afirmativas a seguir:I. todas as coisas que existem são boas, e o mal não é uma substância, pois, se fosse substância seria um bem.II. todas as coisas que se corrompem não são boas, pois são privadas de todo bem.III. o mal se não é substância, é a perversão da vontade desviada da substância suprema.IV. o mal é a corrupção que afeta diretamente a substância divina que está sujeita a ela.Com base nas afirmativas, assinale a alternativa CORRETA.