Filosofia
- Conceitos Filosóficos
- Prova de 2017
- IF-PR
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 5FE90E57-B5
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de Filosofia, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.


A partir dos conhecimentos sobre lógica, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as afirmativas que indicam falácias.
I. O fogo é quente e sei disso porque ele é vermelho.
II. Se eu atingir nota acima da média mínima exigida, então serei aprovado na disciplina.
III. Sócrates era um homem coerente com o seu pensamento, consequentemente preferiu morrer a renunciar a suas ideias.
IV. A temperatura global aumentou por causa da mortalidade dos pinguins no Polo Norte e dos ursos no Polo Sul.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
A honestidade consiste em descobrir a verdade pela argúcia do espírito ou em manter a sociedade humana, dando a cada um o que é seu e observando fielmente os costumes; encontra-se ainda ou na nobreza e na força de uma alma indômita e inquebrantável ou nessa ordem e medida perfeita das palavras e ações, resultando daí a moderação e o comedimento.
(CÍCERO. M. T. Dos deveres, I, 5.)
A neuroética é uma área de pesquisa interdisciplinar que se concentra nas questões éticas levantadas pelo entendimento cada vez maior acerca do cérebro e de nossa capacidade de monitorá-lo e influenciá-lo bem como examina as questões éticas que emergem do entendimento cada vez mais aprofundado das bases biológicas das ações e das escolhas éticas (ROSKIES, ADINA, 2016).
Diante dessa definição do campo da neuroética, marque a alternativa que NÃO apresenta um problema especificamente neuroético.
Ao afirmarmos que o homem se escolhe a si mesmo, queremos dizer que cada um de nós se escolhe, mas queremos dizer também que, escolhendo-se, ele escolhe todos os homens. De fato, não há um único de nossos atos que, criando o homem que queremos ser, não esteja criando, simultaneamente, uma imagem do homem tal como julgamos que ele deva ser.
SARTRE, J. P. O Existencialismo é um Humanismo. Edition Nagel, Paris, 1970.
Esse trecho se constitui como uma importante reflexão da ética existencialista, porque
Os homens, diz antigo ditado grego, atormentam-se com a ideia que têm das coisas e não com as coisas em si. Seria grande passo, em alívio da nossa miserável condição, se se provasse que isso é uma verdade absoluta. Pois se o mal só tem acesso em nós porque julgamos que o seja, parece que estaria em nosso poder não o levarmos a sério ou o colocarmos a nosso serviço. Por que atribuir à doença, à indigência, ao desprezo um gosto ácido e mau se o podemos modificar? Pois o destino apenas suscita o incidente; a nós é que cabe determinar a qualidade de seus efeitos.
(Michel de Montaigne. Ensaios, 2000. Adaptado.)
De acordo com o filósofo, a diferença entre o bem e o mal
De um lado, dizem os materialistas, a mente é um processo material ou físico, um produto do funcionamento cerebral. De outro lado, de acordo com as visões não materialistas, a mente é algo diferente do cérebro, podendo existir além dele. Ambas as posições estão enraizadas em uma longa tradição filosófica, que remonta pelo menos à Grécia Antiga. Assim, enquanto Demócrito defendia a ideia de que tudo é composto de átomos e todo pensamento é causado por seus movimentos físicos, Platão insistia que o intelecto humano é imaterial e que a alma sobrevive à morte do corpo.
(Alexander Moreira-Almeida e Saulo de F. Araujo. “O cérebro produz a mente?: um levantamento da opinião de psiquiatras”. www.archivespsy.com, 2015.)
A partir das informações e das relações presentes no texto, conclui-se que