História
- História do Brasil
- Prova de 2024
- UFU-MG
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 0A800257-32
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
Na Rússia de 1927, a escritora, jornalista e revolucionária russa, Aleksandra Mikháilovna Kollontai, publicava na Revista das Mulheres o artigo “As combatentes no dia do grande Outubro”. O Texto abaixo apresenta fragmentos do referido artigo.
AS COMBATENTES NO DIA DO GRANDE OUTUBRO
Para a Grande Revolução de Outubro, quem foram elas? Indivíduos? Não, uma massa, dezenas, centenas de milhares de heroínas anônimas que caminharam lado a lado com operários e camponeses em nome da bandeira vermelha, com o lema dos sovietes, através das ruínas do odioso passado religioso e tsarista em direção a um novo futuro...
Se olharmos para o passado, veremos essas massas de heroínas anônimas nos dias de Outubro em cidades famélicas, em vilas destituídas e espoliadas pela guerra. (...) Para onde quer que se olhe, por toda parte há mulheres: nos comícios, reuniões, manifestações...
(...) Algum dia os historiadores escreverão sobre o que fizeram essas heroínas anônimas, mortas no front, executadas pelos brancos. (...) E quantas “anônimas”?
Fonte: SCHNEIDER, Graziela. A Revolução das Mulheres: emancipação feminina na Rússia Soviética. São Paulo: Boitempo Editorial, 2017, pp. 265-270
Sobre o valor histórico do artigo, é CORRETO afirmar que se trata de:
Observe as imagens abaixo:


Sobre o contexto histórico de atuação dos dois movimentos na Era Vargas, representados pelos cartazes, assinale a alternativa CORRETA:
Leonardo Padura, considerado o maior nome da literatura cubana no mundo, disse em reportagem a Jamil Chade no site do UOL
“Nesse momento falta combustível em Cuba, falta alimento, falta remédio. Mas o que mais falta é esperança. E uma sociedade sem esperança é uma sociedade que tem um grande problema de funcionamento.”
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/colunas/jamilchade/2024/03/03/o-que-mais-falta-em-cuba-e-esperanca-dizescritor-leonardo-padura.htm. Acesso em 11 jun. 2024
O depoimento do escritor se relaciona ao contexto histórico de:
Luís Gama, o ex-escravo que se tornou advogado
Luís Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 1830, em Salvador, lho de mãe africana livre e pai branco de origem portuguesa. Quando o menino tinha quatro anos, sua mãe, Luísa, teria participado da revolta dos Malês, na Bahia, pelo m da escravidão.
Adelina, a charuteira que atuava como 'espiã'
Filha bastarda e escrava do próprio pai, Adelina passou a vender charutos que ele produzia nas ruas e estabelecimentos comerciais de São Luís (MA). (...) Adelina enviava à associação Clube dos Mortos - que escondia escravos e promovia sua fuga - informações que conseguia sobre ações policiais e estratégias dos escravistas.
Dragão do Mar, o jangadeiro que se recusou a transportar escravos para os navios
O jangadeiro e prático (condutor de embarcações) Francisco José do Nascimento (1839-1914), um homem pardo conhecido como Dragão do Mar, foi membro do Movimento Abolicionista Cearense, um dos principais da província, a primeira do Brasil a abolir a escravidão.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-44091469 Acesso em: 20 jun.2024.
Leia o texto:
"A esquadra composta de oito naus, três fragatas, dois brigues, uma escuna de guerra, uma charrua de mantimentos e mais de vinte navios mercantes da marinha lusitana foi pequena para alojar 15 mil almas, embarcadas portando o que puderam carregar de seus bens materiais, tanto públicos quanto particulares, levados a bordo "sem despacho, nem revista" , tudo avaliado depois em cerca de 80 milhões de cruzados. Após os atropelos de um embarque organizado em algumas poucas horas, ganhava a esquadra a foz do Tejo (...) que mudaria a história de Portugal e do Brasil".
MALERBA, Jurandir. A Corte no Exílio. Civilização e poder no Brasil às vésperas da Independência ( 1808 a 1821). São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.20.
Leia atentamente o trecho abaixo:
(...) o século VII, talvez a centúria medieval que menos obras escritas nos legou, produziu mais livros do que toda a Antiguidade junta, com exceção do século IV depois de Cristo. Ou seja, as trevas da Alta Idade Média certamente não podem ser vistas como o recuo da cultura, do letramento (...)
Fonte: WICKHAM,C. O Legado de Roma:iluminando a Idade das Trevas. Campinas: Editora da Unicamp, Imprensa Oficial do estado de São Paulo, SP, 2019.
Com relação à associação entre Alta Idade Média (séculos V ao X) como Idade das Trevas assinale a alternativa CORRETA:
Observe a tabela abaixo para responder a questão.

Disponível em: https://www.scielo.br/j/topoi/a/q4JLZ8GD6tXTdJR5CY7gzhz/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 17 jun. 2024 (Adaptado)
Observe a tabela acima.
Esses dados podem ser explicados pelo conceito de “diáspora africana” pelo qual se entende o tráfico forçado de indivíduos das áreas de relações comerciais e alvos da expansão colonial dos europeus em diferentes regiões geográficas do continente africano enviados para o Novo Mundo.
Tomando como referência a tabela, assinale a alternativa CORRETA:
Observe a Imagem abaixo.

Retrato de Luís XIV. Disponível em: https://collections.louvre. fr/en/ark:/53355/cl010066115. Acesso em: 08/06/24.
Analise o Retrato de Luís XIV e assinale a alternativa CORRETA:
Leia a poesia abaixo, de autoria da escritora indígena, Eliane Potiguara.
Brasil
Que fao com a minha cara de índia?
E meus cabelos
E minhas rugas
E minha história
E meus segredos?
Que fao com a minha cara de índia?
E meus espíritos
E minha força
E meu tupã
E meus círculos?
(...)Que faço com a minha cara de índia?
E meu sangue
E minha consciência
E minha luta
E nossos filhos
Brasil, o que faço com a minha cara de índia?
Não sou violência
Ou estupro
Eu sou história
Eu sou cunhã
Barriga brasileira
(...) Ventre que gerou
O povo brasileiro
Hoje está só...
A barriga da mãe fecunda
E os cânticos que outrora cantavam
Hoje são gritos de guerra
Contra o massacre imundo.
Fonte: POTIGUARA, Eliane. Metade Cara, Metade Máscara. 3ª ed. Rio de Janeiro, Grumin Edições, 2018.