Questões de História do ENEM

Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

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5.222 questões encontradas. Mostrando a página 150 de 262.

  • 79A5A8B0-91

    História

    História Geral
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Atente ao seguinte excerto: “Temos de apresentar ao Imperador um plano para alcançar a vitória [...] Se formos resolutos e se estivermos preparados para sacrificar vinte milhões de japoneses num esforço kamikase, a vitória será nossa!”
    (Almirante Takajiro Obnishi, agosto de 1945.)

    O almirante Takajiro Obnishi, do alto comando da Marinha Imperial Japonesa, em outubro de 1944, aprovou o uso da tática de mergulho de choque contra os alvos da frota naval norte-americana; para ele, tratava-se de utilizar, com eficiência máxima, os parcos efetivos das forças japonesas. Os aviadores deveriam lançar aviões caças carregados de bombas diretamente contra os navios inimigos. Essa tática revelou uma nova modalidade de ação militar conhecida como 
    Escolha uma alternativa para a questão 79a5a8b0-91
  • 79A15A86-91

    História

    História Geral
    UECE · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    O Império Otomano foi um dos mais longos e duradouros da história. Seu apogeu, que ocorreu entre os séculos XVI e XVII sob o reinado de Solimão, o Magnífico, era então um império multiétnico, multicultural e plurilinguístico, que se estendia dos confins do Império Sacro Romano, nas periferias de Viena e da Polônia, ao norte, até o Yemen e a Eritreia, ao sul; da Algéria, a oeste, até o Azerbaijão e, a leste, controlando grande parte dos Balcãs, do Oriente Próximo e do Norte da África. Constantinopla era a sua capital e mantinha um rigoroso controle no Mediterrâneo. Foi o centro das relações entre o Ocidente e o Oriente por quase cinco séculos. Durante a Primeira Guerra Mundial, aliou-se à Alemanha, ao Império Austro-húngaro e ao Reino da Bulgária, e foi duramente abatido até ser desintegrado por vontade dos vencedores. Esse império foi controlado pelos
    Escolha uma alternativa para a questão 79a15a86-91
  • 79983E92-91

    História

    Antiguidade Oriental (Egípcios, Mesopotâmicos, Persas, Indianos e Chineses)
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em 1206, um líder mongol, Gengis Khan, conseguiu reunir todas as tribos de sua gente e ergueu, em poucos anos, um império colossal. Os combatentes disciplinados e implacáveis venciam todas as resistências. Cedendo às forças desse líder, o primeiro império a cair foi o Império
    Escolha uma alternativa para a questão 79983e92-91
  • 7990A28E-91

    História

    História do Brasil
    UECE · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    No dia 05 de outubro de 1988, foi promulgada a nova Constituição brasileira. No que tange a algumas disposições do novo texto constitucional, é correto afirmar que
    I. foi estendido o direito de voto aos analfabetos e aos adolescentes a partir dos 16 anos de idade.
    II. a tortura e o racismo foram reconhecidos como crimes inafiançáveis.
    III. foram determinadas medidas de proteção ao meio ambiente e aos grupos indígenas.
    Estão corretas as complementações contidas em
    Escolha uma alternativa para a questão 7990a28e-91
  • 798D07AE-91

    História

    História do Brasil
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Atente ao seguinte excerto: “Em 1912, o governador do Estado de Santa Catarina, Vidal Ramos, advertia: ‘Nossos caboclos do mato são fáceis de se fanatizar, e se for exato o que se ouve, é necessário a ação enérgica’. Ele considerava perigoso para o poder local o ajuntamento de sertanejos pobres em torno do Curandeiro José Maria”.
    MACHADO, Paulo Pinheiro. Lideranças do Contestado: a formação e atuação de chefias caboclas (1912-1916). Campinas: Editora da Unicamp, 2004. 
    Sobre o excerto acima, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 798d07ae-91
  • 79894316-91

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    UECE · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Atente ao seguinte excerto: “A produção do algodão para exportação ou indústrias da fiação e tecelagem de Fortaleza era o principal fator que fazia crescer o cofre dos capitalistas cristãos do Ceará. Vale lembrar que a principal expressão comercial da década de 1930 ligava-se intimamente ao algodão”.
    RIOS, Kênia Souza. A cidade cercada: festa e isolamento na seca de 1932, in SOUZA, Simone (org). SECA. Fortaleza: Fundação Demócrito Rocha, 2002. 
    Considerando o excerto acima e os desdobramentos da atividade algodoeira no Ceará na década de 1930, analise os seguintes itens:
    I. o aparecimento de várias fábricas e lojas de tecidos, que diariamente ganhavam destaque nos jornais da cidade de Fortaleza, e sua multiplicação em grande número, pelo interior do estado do Ceará;
    II. o surgimento de uma mão de obra especializada, oriunda dos retirantes da seca, que passaram a vender sua força de trabalho a essa indústria;
    III. o fortalecimento do controle da indústria sobre os homens vindos do sertão, fugindo da seca, em busca de emprego, pelo fato de que o grande número de famintos aumentava a oferta de mão de obra barata.
    Corresponde(m) a desdobramento(s) da atividade algodoeira no Ceará na década de 1930 somente
    Escolha uma alternativa para a questão 79894316-91
  • 79862924-91

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    Acerca das razões apontadas para o final do Estado Novo (1937-1945) no Brasil, observe as proposições abaixo.
    I. A contradição percebida na prática estadonovista ― externamente lutara contra regimes autoritários e centralizadores na segunda guerra mundial, e internamente mantinha um regime antidemocrático e centralizador ― é apontada como uma forte razão para a queda do regime.
    II. A criação e a organização de vários partidos políticos compostos por adversários do regime, como o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Social Democrático (PSD) e, principalmente, a União Democrática Nacional (UDN), que formaram a mais forte oposição ao Estado Novo, levando-o ao seu final.
    III. A nomeação de Benjamin Vargas, irmão de Getúlio Vargas, um civil, para o cargo de chefe de polícia do Distrito Federal, tradicionalmente ocupado por militares, desagradou profundamente aos setores militares, o que contribuiu para a queda do regime.
    É correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 79862924-91
  • 79827438-91

    História

    História do Brasil
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    No contexto da Primeira República, emergiu o movimento tenentista. No que diz respeito a esse movimento, pode-se afirmar corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 79827438-91
  • 797E6D70-91

    História

    Era Vargas – 1930-1954
    UECE · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O período de exceção política comandada por Getúlio Vargas (1930-1945) foi marcado pelo forte controle das atividades culturais e intensificado com a criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) em 1939. Contudo, entre os anos 1930 e 1940, genericamente, o Brasil conheceu um período em que certo aparato cultural pôde ser percebido. Considerando esse contexto, assinale a afirmação INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 797e6d70-91
  • 797B229D-91

    História

    História do Brasil
    UECE · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos
    A Proclamação da República Brasileira inaugurou uma nova ordem política no País. No que diz respeito à organização político-administrativa nos primeiros anos dessa jovem república, assinale a afirmação FALSA.
    Escolha uma alternativa para a questão 797b229d-91
  • 33E19CEC-8A

    História

    História do Brasil
    UECE · 2015FácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise os itens a seguir, considerando as características do período brasileiro de exceção política iniciado em 1964:
    I. práticas políticas repressivas;
    II. reações dos movimentos de esquerda;
    III. crises econômicas;
    IV. massiva propaganda política do governo;
    V. eleições diretas para os cargos eletivos.
    Pode-se afirmar corretamente que correspondem às características do período brasileiro de exceção política iniciado em 1964 somente os itens
    Escolha uma alternativa para a questão 33e19cec-8a
  • 6C03C4CB-24

    História

    História do Brasil
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 5

                                 Raios de sol ao meio

          Mais uma vez ele aparecia na minha frente como se tivesse vindo do nada. Seus olhos eram grandes e negros e pareciam ter nascido bem antes dele. Suas espinhas se agigantavam conforme o ângulo de que eram vistas. Sua orelha era algo indescritível. Além de orelha ela era disforme, meio redonda e meio achatada nas pontas. Ela era meio várias coisas. Uma orelha monstro. A boca era alguma coisa que só estava ali para cumprir seu espaço no rosto. Era boca porque estava exatamente no lugar da boca. E era a segunda vez que ele me mobilizava. Mas no conjunto de elementos díspares reinava uma sensualidade ímpar que me tirava de mim sem que eu soubesse navegar no outro que em mim surgia. De mim não sabia entender o que emanava para ele em toda a sua estranha vastidão de patologia visual. No meio sol da meia-noite as coisas se anunciaram e antes que a madrugada avançasse a lua em sua metade escondida ardeu com um olhar malicioso e sorriu.

        (GONÇALVES, Aguinaldo. Das estampas. São Paulo: Nankin, 2013. p. 177.)

    A relação entre aspectos físicos e patologias morais foi uma tônica da Medicina Criminal. Estudiosos como o italiano Cesare Lombroso (1835-1909) fizeram sucesso ao relacionar a forma do crânio e do rosto ao caráter das pessoas, sugerindo que a criminalidade seria inata. Aqui no Brasil, ficou famoso o requerimento para estudar a cabeça do líder de Canudos, o beato Antônio Conselheiro, que foi decepada e enviada ao Dr. Nina Rodrigues. Acerca do impacto social dessas teorias consideradas científicas no inicio do século XX, assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 6c03c4cb-24
  • 6BC8E8BD-24

    História

    História do Brasil
    PUC-GO · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 3

                               O acendedor de lampiões

    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —

    Ele que doura a noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua!


    (LIMA, Jorge de. Melhores poemas. 3. ed. São Paulo: Global, 2006. p. 25)

    O acendedor de lampiões foi desaparecendo enquanto a iluminação a gás cedia lugar à iluminação pública por meio da eletricidade. Em Goiás, esse processo se deu no inicio do século XX, com a energia produzida ainda por meio de motores a combustão. No terceiro decênio do mesmo século, um dos motivos colocados para a escolha do lugar da nova capital do Estado seria o potencial hidroelétrico dos rios que correm pela região. Considerando que o fornecimento regular de energia elétrica possui forte impacto na modernização da vida social, avalie as alternativas e assinale a que estiver correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 6bc8e8bd-24
  • 6B94B94E-24

    História

    Demandas políticas e sociais no mundo atual
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

                                              VI

          Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.

          — Como foi?

          — Senta-te.

          Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.

          — Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar-se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.

          — Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.

          — Não.

          — Não?

          — Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.

          Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:

          — E que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.

          — Diga sempre.

          Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.

          — Queres ser meu discípulo?

          — Quero.

          — Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...

          — Mas que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:

          Uma verdade que nas coisas anda,

          Que mora no visíbil e invisíbil. 

          Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?

          — Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...

          — Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

          — Mas a opinião do exterminado?

          — Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.

          — Bem; a opinião da bolha...

          — Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)

    O narrador, no Texto 2, fala-nos que “a guerra é a conservação”. A propósito, essa expressão nos permite fazer uma analogia com a “guerra sem fim”, decretada pelos Estados Unidos ao “terrorismo islâmico” após os atentados de 11 de setembro de 2001, com a justificativa de pôr fim à violência terrorista e reordenar o mundo para conservar a paz. Sobre essa nova reelaboração da doutrina de “guerra justa” durante o governo Bush, analise os itens que se seguem:

    I-Apesar da força militar dos EUA, essa guerra visava ao pacifismo, não exigia objetivos nem meios específicos, finitos e realizáveis.

    II- Seria uma guerra radical, contínua, irrestrita e sem limites de tempo ou fronteiras geográficas, que não buscava expansão territorial.

    III-Uma nova política de intervenção em que os EUA, diante de qualquer ameaça militar ou mesmo antecipando um perigo futuro, teria o direito de promover ataques preventivos.

    IV-Foi o resultado de acordos e alianças com outras potências e instituições internacionais visando à proteção da população civil, que seria preservada das atrocidades da guerra.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b94b94e-24
  • 6B82A74B-24

    História

    Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 2

                                              VI

          Para entenderes bem o que é a morte e a vida, basta contar-te como morreu minha avó.

          — Como foi?

          — Senta-te.

          Rubião obedeceu, dando ao rosto o maior interesse possível, enquanto Quincas Borba continuava a andar.

          — Foi no Rio de Janeiro, começou ele, defronte da Capela Imperial, que era então Real, em dia de grande festa; minha avó saiu, atravessou o adro, para ir ter à cadeirinha, que a esperava no Largo do Paço. Gente como formiga. O povo queria ver entrar as grandes senhoras nas suas ricas traquitanas. No momento em que minha avó saía do adro para ir à cadeirinha, um pouco distante, aconteceu espantar-se uma das bestas de uma sege; a besta disparou, a outra imitou-a, confusão, tumulto, minha avó caiu, e tanto as mulas como a sege passaram-lhe por cima. Foi levada em braços para uma botica da Rua Direita, veio um sangrador, mas era tarde; tinha a cabeça rachada, uma perna e o ombro partidos, era toda sangue; expirou minutos depois.

          — Foi realmente uma desgraça, disse Rubião.

          — Não.

          — Não?

          — Ouve o resto. Aqui está como se tinha passado o caso. O dono da sege estava no adro, e tinha fome, muita fome, porque era tarde, e almoçara cedo e pouco. Dali pôde fazer sinal ao cocheiro; este fustigou as mulas para ir buscar o patrão. A sege no meio do caminho achou um obstáculo e derribou-o; esse obstáculo era minha avó. O primeiro ato dessa série de atos foi um movimento de conservação: Humanitas tinha fome. Se em vez de minha avó, fosse um rato ou um cão, é certo que minha avó não morreria, mas o fato era o mesmo; Humanitas precisa comer. Se em vez de um rato ou de um cão, fosse um poeta, Byron ou Gonçalves Dias diferia o caso no sentido de dar matéria a muitos necrológios; mas o fundo subsistia. O universo ainda não parou por lhe faltarem alguns poemas mortos em flor na cabeça de um varão ilustre ou obscuro; mas Humanitas (e isto importa, antes de tudo) Humanitas precisa comer.

          Rubião escutava, com a alma nos olhos, sinceramente desejoso de entender; mas não dava pela necessidade a que o amigo atribuía a morte da avó. Seguramente o dono da sege, por muito tarde que chegasse à casa, não morria de fome, ao passo que a boa senhora morreu de verdade, e para sempre. Explicou-lhe, como pôde, essas dúvidas, e acabou perguntando-lhe:

          — E que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o princípio. Mas não, não digo nada, tu não és capaz de entender isto, meu caro Rubião; falemos de outra coisa.

          — Diga sempre.

          Quincas Borba, que não deixara de andar, parou alguns instantes.

          — Queres ser meu discípulo?

          — Quero.

          — Bem, irás entendendo aos poucos a minha filosofia; no dia em que a houveres penetrado inteiramente, ah! nesse dia terás o maior prazer da vida, porque não há vinho que embriague como a verdade. Crê-me, o Humanitismo é o remate das coisas; e eu, que o formulei, sou o maior homem do mundo. Olha, vês como o meu bom Quincas Borba está olhando para mim? Não é ele, é Humanitas...

          — Mas que Humanitas é esse?

          — Humanitas é o principio. Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível, — ou, para usar a linguagem do grande Camões:

          Uma verdade que nas coisas anda,

          Que mora no visíbil e invisíbil. 

          Pois essa sustância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?

          — Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...

          — Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o carácter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.

          — Mas a opinião do exterminado?

          — Não há exterminado. Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.

          — Bem; a opinião da bolha...

          — Bolha não tem opinião. Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos. Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra, que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

    (ASSIS, Machado de. Quincas Borba. 18. ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 26-28.)

    No Texto 2 o narrador nos remete a uma cena cotidiana da vida urbana na capital do Império, Rio de Janeiro, subverte o tempo e o espaço e nos descortina as relações de poder que eram vivenciadas pela sociedade naquela cidade. Com relação a esse tema, analise as afirmativas a seguir:

    I-A vinda da Corte portuguesa para o Brasil em 1808 promoveu mudanças sociais. Dentre essas, o surgimento de um grupo de proprietários de terra que se notabilizou por abastecer com produtos agrários o mercado carioca e, com isso, conseguir ascensão política local e provincial. Porém, esse grupo não era aceito na Corte por estar ligado ao comércio.

    II-O surto cafeeiro, por ter se desenvolvido com recursos nacionais, possibilitou a autonomia e independência das elites cariocas com relação ao capital estrangeiro para implementar suas atividades comerciais e financeiras.

    III-Era comum encontrar na cidade escravos exercendo todas as formas de trabalho, dentro e fora das casas, no comércio, nas ruas, nas artes e em outros ofícios. Esses escravos, diferentemente dos escravos das fazendas, não sofriam castigos e gozavam de liberdade e autonomia.

    IV-A proibição do tráfico de escravos liberou capitais para aplicações bancárias e ampliação de serviços. Com isso, criaram-se condições favoráveis à diminuição das desigualdades sociais, pois os ex-escravos foram incorporados no mercado e se transformaram em prestadores de serviços assalariados.

    Em relação às proposições analisadas, assinale a única alternativa cujos itens estão todos corretos:

    Escolha uma alternativa para a questão 6b82a74b-24
  • 6B71B718-24

    História

    Civilizações Pré-Colombianas: Maias, Aztecas e Incas
    PUC-GO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1

                                  Queimada

    À fúria da rubra língua

    do fogo

    na queimada

    envolve e lambe

    o campinzal

    estiolado em focos

    enos

    sinal.

    É um correr desesperado

    de animais silvestres

    o que vai, ali, pelo mundo

    incendiado e fundo,

    talvez,


    como o canto da araponga

    nos vãos da brisa!


    Tambores na tempestade


    [...]

    E os tambores

      e os tambores

        e os tambores

    soando na tempestade,

    ao efêmero de sua eterna idade.


    [...]

              Onde?

    Eu vos contemplo

         à inércia do que me leva

         ao movimento


    de naufragar-me

         eternamente

    na secura de suas águas

       mais à frente!


    Ó tambores

       ruflai

    sacudi suas dores!


    Eu

    que não me sei

    não me venho

       por ser

    busco apenas ser somenos

    no viver,

    nada mais que isso!

    (VIEIRA, Delermando. Os tambores da tempestade. Goiânia: Poligráfica, 2010. p. 164, 544, 552.)

    Os versos do Texto 1 tratam da destruição da fauna e da flora em uma queimada e de tambores. Esse cenário nos lembra a situação da América antes da conquista dos europeus. O continente era habitado por cerca de 50 milhões de pessoas, que possuíam diversos níveis culturais. Assinale a alternativa que indica corretamente tal diversidade entre os povos ameríndios e suas respectivas regiões:
    Escolha uma alternativa para a questão 6b71b718-24
  • 080F3B02-1D

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    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A década de 1920 foi um período importante de transição na história política do Brasil Republicano, sendo caracterizada
    Escolha uma alternativa para a questão 080f3b02-1d
  • 08000F25-1D

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    Brasil Monárquico – Primeiro Reinado 1822- 1831
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    Sobre a situação econômica e financeira do Brasil durante o Primeiro Reinado, é INCORRETO afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 08000f25-1d
  • 07F9C629-1D

    História

    História do Brasil
    PUC - RS · 2015DifícilEntre para guardar nos favoritos

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto e as afirmativas que seguem.

    Depois de três séculos de exploração de uma das mais ricas áreas coloniais americanas, Portugal chega ao final do século XVIII como uma das metrópoles mais atrasadas da Europa. A propósito disso, o historiador Fernando Novais afirma: “o fato de a metrópole não se desenvolver paralelamente (à colônia) é que criou condições para os transladamentos dos tesouros. Em outras palavras: os estímulos da exploração colonial portuguesa iam sendo acumulados por outras potências”.

    Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial, Fernando Novaes. 1986, p. 236.

    I. A incapacidade de Portugal de aproveitar as riquezas que retirava do Brasil para o seu próprio desenvolvimento deveu-se ao fato de a Coroa Lusitana nunca ter conseguido constituir um estado forte e centralizado na Metrópole.

    II. Dentre os motivos que explicam essa situação, está a formação socioeconômica portuguesa, que privilegiava as atividades tradicionais voltadas ao cultivo da terra e à produção de vinho em detrimento do investimento em manufaturas.

    III. Um dos fatores que contribuiu para que Portugal continuasse um país eminentemente agrícola, não desenvolvendo um setor de manufaturas, foi o Tratado de Methuen, assinado com a Inglaterra, em 1703.

    IV. Dentre os problemas enfrentados pela Coroa Portuguesa estava a sua incapacidade de controlar tanto o contrabando de bens manufaturados para a sua colônia americana, quanto a fabricação desses bens no Brasil, cuja produção foi liberada pelo Marquês de Pombal quando Primeiro Ministro do rei D. José I.

    Estão corretas apenas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 07f9c629-1d