Geografia
- Agropecuária
- Prova de 2017
- IF-PE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: C9A6AC34-B2
Instituição
287 questões de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - Pernambuco (IF-PE), de 2017 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Analise o QUADRO 2 para responder à questão 2.

PRADO, Luiz C. D.; SÁ, Fábio. O “milagre” brasileiro: crescimento acelerado, integração internacional e concentração de renda (1967-1973). In: DELGADO, Lucília de Almeida N.; FERREIRA, Jorge. O Brasil republicano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. Vol. 4. p. 223.
O QUADRO 2 faz referência ao “milagre econômico”, também chamado de “milagre brasileiro”,
compreendendo a maior parte do governo de Emílio Garrastazu Médici. Com base nessas informações e
nos dados do QUADRO 2, assinale a alterativa que contém, CORRETAMENTE, duas características
desse período.
Observe o mapa a seguir, que mostra a distribuição espacial da caatinga e do cerrado no Brasil.

CONTI, José Bueno; FURLAN, Sueli Angelo. Geoecologia: o clima, os solos e a biota. In: ROSS, Jurandyr L. Sanches (org.). Geografia do Brasil. 3ª ed. São Paulo: EDUSP, 2000, p. 178.
A respeito do assunto abordado no mapa, julgue as proposições a seguir.
I. A caatinga se estende pela maior parte do Nordeste brasileiro e é marcada pela semiaridez climática, com chuvas irregulares e vegetação xerófita para se adaptar à escassez hídrica.
II. Devido às condições naturais impróprias para a prática da agricultura, a caatinga ainda apresenta fraco nível de ocupação humana e seu meio ambiente se mantém bem preservado.
III. O cerrado ocorre em área de clima tropical típico, submetido a uma estação seca e outra chuvosa bem definidas, com vegetação complexa constituída de gramíneas e arbustos com troncos retorcidos.
IV. Os solos de cerrado são, naturalmente, muito ricos em nutrientes, fato que explica o avanço do agronegócio e a consequente intensificação da devastação desse importante bioma brasileiro.
V. Com uma população de, aproximadamente, 20 milhões de pessoas, o domínio da caatinga sofre forte pressão demográfica, o que agrava ainda mais o problema do estresse hídrico, incluindo o avanço da desertificação em algumas áreas.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
Leia o TEXTO 16 para responder à questão.
TEXTO 16
O Recife foi alçado à condição de vila após mais de uma década de tensões políticas entre comerciantes reinóis, desejosos de aceder ao poder local, e senhores de engenho da terra, ciosos de seus espaços de representação. A criação da nova vila por ordem régia de 19 de novembro de 1709, longe de resolver a questão, atiçou o conflito que se desdobrou em uma pequena guerra civil conhecida ao tempo como as “calamidades de Pernambuco” e, a partir do século XIX, como a “guerra dos mascates”. Apesar da resistência feroz da nobreza da terra, acabou prevalecendo o grupo de homens de negócio reinóis e a municipalidade recifense consolidou-se como órgão de poder local, superando a congênere quinhentista de Olinda.
SOUZA, George. Saciar para manter a ordem e o bem público: a Câmara Municipal do Recife e o problema do abastecimento da vila (século XVIII). Locus, Juiz de Fora/MG, v. 38, p. 103-120, 2014. p. 114. Disponível em: <https://locus.ufjf.emnuvens.com.br/locus/article/viewFile/2849/2168>. Acesso em: 15 maio 2018 (adaptado).
A narração do episódio ocorrido na Capitania de Pernambuco, contida no TEXTO 16, aborda,
CORRETAMENTE,
Leia o TEXTO 18 para responder à questão 45.
TEXTO 18
Um país governado pelos proprietários está dentro da ordem social; o país onde os não proprietários governam acha-se em estado de natureza.
D’ANGLAS, Boissy apud SOBOUL, Albert. História da Revolução Francesa. Rio de Janeiro: Zahar, 1981, p. 400.
O TEXTO 18 é um fragmento do discurso proferido por Boissy d’Anglas na apresentação do projeto de
Constituição, em 23 de junho de 1795, no contexto da Revolução Francesa. O argumento sustentado pelo
autor está, CORRETAMENTE, sintetizado na defesa
Leia o TEXTO 19 para responder à questão.
TEXTO 19
IDOSOS JÁ SÃO 30 MILHÕES NO PAÍS
Envelhecimento acelerado da população traz desafios para o sistema público
Nos últimos cinco anos, a quantidade de idosos no País cresceu 18%, elevando para mais de 30,2 milhões de habitantes o número de brasileiros acima dos 60 anos de idade. De 2012 a 2017, o Brasil ganhou quase um milhão de idosos a cada ano, mantendo a tendência de envelhecimento populacional. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Característica dos Moradores e Domicílios, divulgada recentemente.
Nos cinco anos analisados pela PNAD Contínua, o aumento de idosos foi observado em todas as unidades da federação. As mulheres são maioria expressiva entre a população nessa faixa etária, somando 16,9 milhões (56% dos idosos) ante 13,3 milhões de homens (44% do grupo).
O aumento expressivo de idosos traz consigo um desafio ao sistema público, especialmente ao setor de saúde.
Folha de Londrina, 27 abr 2018. Disponível em: <https://www.folhadelondrina.com.br/geral/idosos-ja-sao-30- milhoes-no-pais-1005508.html>. Acesso em: 12 maio 2018 (adaptado).
A dinâmica demográfica de uma sociedade pode representar preocupações de acordo com os interesses
econômicos e com as condições de desenvolvimento social. Nesse sentido, são orientadas as políticas
internas dos países para direcionar os seus rumos demográficos, através de ações que promovam a
contenção ou o estímulo à imigração, o incentivo ou o controle da natalidade, entre outras. A respeito das
tendências demográficas do Brasil, na atualidade, identifique a alternativa CORRETA.
Analise o mapa para responder à questão.

Leia o TEXTO 20 para responder à questão.
TEXTO 20
QUASE 50 MIL PESSOAS FORAM RESGATADAS EM CONDIÇÕES ANÁLOGAS À ESCRAVIDÃO DESDE 2000
Segundo especialistas, situação é um dos reflexos da exclusão social pós-Lei Áurea
Brasília – Cento e trinta anos se passaram desde a abolição da escravidão e continua a haver, no Brasil,
relações raciais desequilibradas, com negros condenados à exclusão social. Depois da libertação, poucas
medidas para inserir a população negra na sociedade foram implementadas. Logo, essa parcela da
população ficou condenada a uma realidade socioeconômica que perpetuou a escravidão com uma
roupagem diferente: a desigualdade social.
ESTADO DE MINAS. Disponível em: <https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/abolicao130anos/2018/05/13/noticia-abolicao130anos,958323/50- mil-pessoas-resgatadas-condicoes-analogas-escravidao-desde-2000.shtml.>. Acesso em: 13 maio 2018 (adaptado).
Em 2018, ano em que se completam 130 anos da abolição da escravidão no Brasil, a sociedade brasileira se depara com novas formas de exclusão e degradação das condições sociais de grande parte da população afrodescendente. Identifique, entre as afirmativas a seguir, aquelas que retratam a condição atual da maioria da população negra no contexto socioeconômico brasileiro.
I. O período pós-abolição legou aos negros a privação dos bens e da riqueza produzida no país, tornando-os um segmento social isolado na periferia, nas favelas e nas áreas de risco das grandes cidades.
II. No período pós-abolição, a vida do negro no Brasil, efetivamente, melhorou, principalmente pela força das leis antirracismo que promoveram a eliminação desse mal em nossa sociedade.
III.A situação atual do negro no Brasil é fruto de um processo histórico pautado na exclusão social e cuidadosamente planejado para impedir que ele se tornasse cidadão.
IV.A precariedade socioeconômica da população negra é um entrave ao desenvolvimento do país que só será eliminado quando eles tiverem, de fato, o direito de manifestação para serem ouvidos como merecem.
V. Os negros constituem o segmento mais pobre da população, situação que não se relaciona com o processo histórico, mas com a ausência de ações afirmativas atuais para a inclusão social destes grupos.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
Leia o TEXTO 21 para responder à questão.
TEXTO 21
AGRICULTURA VAI PUXAR CRESCIMENTO DO NORDESTE, DIZ BANCO CENTRAL
Para o Banco Central, a retomada econômica do Nordeste ficou abaixo da nacional em 2017, mas 2018 será puxada pela agricultura
Segundo o Banco Central (BC), a tendência de crescimento já aparece na região, mas não é tão consistente quanto a nacional. E isso fez com que o desemprego da região fosse o mais alto do Brasil: 13,8%. A esperança é, portanto, que a retomada se consolide ao longo deste ano. E quem pode garantir essa expansão, na visão do BC, é a produção agrícola, por conta da perspectiva de alta da cana-de-açúcar.
Para se ter uma ideia, o emprego formal apresentou um saldo positivo de 195 mil contratações no Brasil no primeiro trimestre deste ano. No Nordeste, no entanto, o saldo foi negativo em 95,6 mil demissões.
A esperança é, portanto, que as economias do Nordeste e de Pernambuco registrem taxas de crescimento mais sustentáveis. E a aposta da retomada está no setor agropecuário.
Presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, confirmou que a safra 2018/2019 deve ser maior que a de 2017/2018. “Chuvas mais regulares podem favorecer plantio e lavoura. Por isso, o volume de cana pode crescer de 7% a 8%, chegando a 11,6 milhões de toneladas. É um crescimento de 1 milhão de toneladas em relação à safra anterior”, disse.
FOLHA DE PERNAMBUCO. Disponível em: <https://www.folhape.com.br/economia/economia/economia/2018/04/27/NWS,66564,10,550,ECONOMIA,2373- AGRICULTURA-VAI-PUXAR-CRESCIMENTO-NORDESTE-DIZ-BANCO-CENTRAL.aspx>. Acesso em: 13 maio 2018 (adaptado).
A Região Nordeste foi historicamente caracterizada como uma das regiões de economia mais vulnerável do Brasil. No entanto, desde os primórdios do processo de colonização do país até a atualidade, a cana-de-açúcar se destaca na economia dessa região. Analise as afirmativas a seguir e identifique quais delas se relacionam à importância econômica atual da atividade canavieira para a região.
I. Popularização do uso do etanol como combustível.
II. Presença de solos litólicos no Sertão, que favorecem o cultivo da cana-de-açúcar.
III.Aumento do volume de chuvas na Zona da Mata, contribuindo para o incremento da safra 2018/19.
IV.Aumento do número de empregos no Nordeste no último ano, dinamizando o mercado consumidor.
V. Dinamismo econômico da fruticultura irrigada para exportação no Vale do Rio São Francisco.
Estão CORRETAS, apenas, as proposições
TEXTO 17
Os africanos não escravizavam africanos, nem se reconheciam então como africanos. Eles se viam como membros de uma aldeia, de um conjunto de aldeias, de um reino e de um grupo que falava a mesma língua, tinha os mesmos costumes e adorava os mesmos deuses. Eram, ainda que pudessem ignorar estes nomes – que muitas vezes lhes eram dados por vizinhos ou adversários –, mandingas, fulas, bijagós, axantes daomeanos, vilis, iacas, caçanjes, lundas niamuézis, macuas, xonas – e escravizavam os inimigos e os estranhos. Quando um chefe efique de Velho Calabar vendia a um navio europeu um grupo de cativos ibos, não estava vendendo africanos nem negros, mas ibos, uma gente que, por ser considerada por ele inimiga e bárbara, podia ser escravizada. E quando negociava um efique condenado por crime, vendia quem, por força da sentença, deixara de pertencer ao grupo.
O comércio transatlântico de escravos era controlado pelos grandes da terra, pelos poderosos da Europa, da África e das Américas. Fazia parte de um processo de integração econômica do Atlântico, que envolvia a produção e a comercialização, em grande escala, de açúcar, algodão, tabaco, café e outros bens tropicais, um processo no qual a Europa entrava com o capital, as Américas com a terra e a África com o trabalho, isto é, com a mão de obra escrava.
SILVA. A. C. A África explicada aos meus filhos. Rio de Janeiro: Agir, 2012, p. 88-89.
TEXTO 18
O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutela que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutela quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento, mas da falta de resolução e coragem para fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Tem coragem para uso da própria razão! – Esse é o lema do Iluminismo (...).
KANT, I. “Resposta à pergunta: O que é o ‘Esclarecimento’?”. In: Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1974, p. 100-117.