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Instituição

Questões: Universidade de São Paulo (USP) — com gabarito

1.072 questões de Universidade de São Paulo (USP), de 2009 a 2024. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.072 questões
  • 14 provas

Resultados: 315 questões

Página 14 de 16

  • Linguagens

    Português

    Nun´Álvares Pereira


    Que auréola te cerca?

    É a espada que, volteando,

    Faz que o ar alto perca

    Seu azul negro e brando.


    Mas que espada é que, erguida,

    Faz esse halo no céu?

    É Excalibur, a ungida,

    Que o Rei Artur te deu.


    ´Sperança consumada, S

    . Portugal em ser,

    Ergue a luz da tua espada

    Para a estrada se ver!

    Fernando Pessoa. In: “A Coroa”, Parte I, Mensagem. 


    A primeira parte de Mensagem, organizada como um correlativo poético do Brasão das Armas de Portugal, perfila uma série de figuras míticas e históricas que teriam sido responsáveis pela formação nacional portuguesa. A seleção de Nun´Álvares Pereira para ocupar o lugar da Coroa 

    Escolha uma alternativa para a questão d8445207-73
  • Linguagens

    Português

            A taxação de livros tem um efeito cascata que acaba custando caro não apenas ao leitor, como também ao mercado editorial – que há anos não anda bem das pernas – e, em última instância, ao desenvolvimento econômico do país. A gente explica. Taxar um produto significa, quase sempre, um aumento no valor do produto final. Isso porque ao menos uma parte desse imposto será repassada ao consumidor, especialmente se considerarmos que as editoras e livrarias enfrentam há anos uma crise que agora está intensificada pela pandemia e não poderiam retirar o valor desse imposto de seu já apertado lucro. Livros mais caros também resultam em queda de vendas, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras e as impede de investir em novas publicações – especialmente aquelas de menor apelo comercial, mas igualmente importantes para a pluralidade de ideias. Já deu para perceber a confusão, não é? Mas, além disso, qual seria o custo de uma sociedade com menos leitores e menos livros?

    Taís Ilhéu. “Por que taxar os livros pode gerar retrocesso social e econômico no país”. Guia do Estudante. Setembro/2020. Adaptado. 

    De acordo com o texto, os eventos sequenciais aos quais alude a expressão “efeito cascata” são:  
    Escolha uma alternativa para a questão d849e92b-73
  • Linguagens

    Português

            A taxação de livros tem um efeito cascata que acaba custando caro não apenas ao leitor, como também ao mercado editorial – que há anos não anda bem das pernas – e, em última instância, ao desenvolvimento econômico do país. A gente explica. Taxar um produto significa, quase sempre, um aumento no valor do produto final. Isso porque ao menos uma parte desse imposto será repassada ao consumidor, especialmente se considerarmos que as editoras e livrarias enfrentam há anos uma crise que agora está intensificada pela pandemia e não poderiam retirar o valor desse imposto de seu já apertado lucro. Livros mais caros também resultam em queda de vendas, que, por sua vez, enfraquece ainda mais editoras e as impede de investir em novas publicações – especialmente aquelas de menor apelo comercial, mas igualmente importantes para a pluralidade de ideias. Já deu para perceber a confusão, não é? Mas, além disso, qual seria o custo de uma sociedade com menos leitores e menos livros?

    Taís Ilhéu. “Por que taxar os livros pode gerar retrocesso social e econômico no país”. Guia do Estudante. Setembro/2020. Adaptado. 

    No texto, os pronomes em negrito referem-se, respectivamente, a:
    Escolha uma alternativa para a questão d84c8b89-73
  • Linguagens

    Português

            Chega um momento em que a tensão eu/mundo se exprime mediante uma perspectiva crítica, imanente à escrita, o que torna o romance não mais uma variante literária da rotina social, mas o seu avesso; logo, o oposto do discurso ideológico do homem médio. O romancista “imitaria” a vida, sim, mas qual vida? Aquela cujo sentido dramático escapa a homens e mulheres entorpecidos ou automatizados por seus hábitos cotidianos. A vida como objeto de busca e construção, e não a vida como encadeamento de tempos vazios e inertes. Caso essa pobre vidamorte deva ser tematizada, ela aparecerá como tal, degradada, sem a aura positiva com que as palavras “realismo” e “realidade” são usadas nos discursos que fazem a apologia conformista da “vida como ela é”... A escrita da resistência, a narrativa atravessada pela tensão crítica, mostra, sem retórica nem alarde ideológico, que essa “vida como ela é” é, quase sempre, o ramerrão de um mecanismo alienante, precisamente o contrário da vida plena e digna de ser vivida.

            É nesse sentido que se pode dizer que a narrativa descobre a vida verdadeira, e que esta abraça e transcende a vida real. A literatura, com ser ficção, resiste à mentira. É nesse horizonte que o espaço da literatura, considerado em geral como lugar da fantasia, pode ser o lugar da verdade mais exigente.

    Alfredo Bosi. “Narrativa e resistência”. Adaptado.


    O conceito de resistência, expresso pela tensão do indivíduo perante o mundo, adquire perspectiva crítica na escrita do romance quando o autor 

    Escolha uma alternativa para a questão d85010f8-73
  • Linguagens

    Português

    A escrita faz de tal modo parte de nossa civilização que poderia servir de definição dela própria. A história da humanidade se divide em duas imensas eras: antes e a partir da escrita. Talvez venha o dia de uma terceira era — depois da escrita. Vivemos os séculos da civilização escrita. Todas as nossas sociedades baseiam-se no escrito. A lei escrita substitui a lei oral, o contrato escrito substitui a convenção verbal, a religião escrita se seguiu à tradição lendária. E sobretudo não existe história que não se funde sobre textos.

    Charles Higounet. A história da escrita. Adaptado.  

    A escrita poderia servir de definição da nossa civilização, uma vez que 
    Escolha uma alternativa para a questão d852ebe6-73
  • Linguagens

    Português

    A escrita faz de tal modo parte de nossa civilização que poderia servir de definição dela própria. A história da humanidade se divide em duas imensas eras: antes e a partir da escrita. Talvez venha o dia de uma terceira era — depois da escrita. Vivemos os séculos da civilização escrita. Todas as nossas sociedades baseiam-se no escrito. A lei escrita substitui a lei oral, o contrato escrito substitui a convenção verbal, a religião escrita se seguiu à tradição lendária. E sobretudo não existe história que não se funde sobre textos.

    Charles Higounet. A história da escrita. Adaptado.  

    A locução conjuntiva “de tal modo…que” e o advérbio “sobretudo”, respectivamente, expressam noção de: 
    Escolha uma alternativa para a questão d85adf74-73
  • Linguagens

    Inglês

        Imagem da questão de Inglês, USP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


            Fatbergs are a growing scourge infesting cities around the world— some are more than 800 feet long and weigh more than four humpback whales. These gross globs, which can cause sewer systems to block up and even overflow, have been plaguing the U.S., Great Britain and Australia for the past decade, forcing governments and utilities companies to send workers down into the sewers armed with water hoses, vacuums and scrapers with the unenviable task of prying them loose.  

            "It is hard not to think of [fatbergs] as a tangible symbol of the way we live now, the ultimate product of our disposable, out of sight, out of mind culture," wrote journalist Tim Adams in The Guardian. 

            At their core, fatbergs are the accumulation of oil and grease that's been poured down the drain, congealing around flushed nonbiological waste like tampons, condoms and baby wipes. When fat sticks to the side of sewage pipes, the wipes and other detritus get stuck, accumulating layer upon layer of gunk in a sort of slimy snowball effect. 

            Fatbergs also collect other kinds of debris—London fatbergs have been cracked open to reveal pens, false teeth and even watches. 

            Restaurants are a big contributor to fatbergs: Thames Water, the London utilities company, found nine out of 10 fast-food eateries lacked adequate grease traps to stop fat from entering the sewers. Homeowners also contribute to the problem by pouring grease and fat down the sink. 

            Even though its component materials are soft, fatbergs themselves can be tough as rocks. Researchers have found a host of dangerous bacteria in fatbergs, including listeria and e.coli. 

            Fatbergs are notorious for their fetid smell, which can make even the hardiest sewer workers gag, and chipping away at one can release noxious gases. 

            The key to fatberg prevention is remembering the four Ps: Pee, poo, puke and (toilet) paper are the only things that should be flushed. 

    Newsweek, 14 March, 2019. Adaptado.

    O texto informa que, na opinião do jornalista Tim Adams, os fatbergs
    Escolha uma alternativa para a questão d885c369-73
  • Linguagens

    Inglês

        Imagem da questão de Inglês, USP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


            Fatbergs are a growing scourge infesting cities around the world— some are more than 800 feet long and weigh more than four humpback whales. These gross globs, which can cause sewer systems to block up and even overflow, have been plaguing the U.S., Great Britain and Australia for the past decade, forcing governments and utilities companies to send workers down into the sewers armed with water hoses, vacuums and scrapers with the unenviable task of prying them loose.  

            "It is hard not to think of [fatbergs] as a tangible symbol of the way we live now, the ultimate product of our disposable, out of sight, out of mind culture," wrote journalist Tim Adams in The Guardian. 

            At their core, fatbergs are the accumulation of oil and grease that's been poured down the drain, congealing around flushed nonbiological waste like tampons, condoms and baby wipes. When fat sticks to the side of sewage pipes, the wipes and other detritus get stuck, accumulating layer upon layer of gunk in a sort of slimy snowball effect. 

            Fatbergs also collect other kinds of debris—London fatbergs have been cracked open to reveal pens, false teeth and even watches. 

            Restaurants are a big contributor to fatbergs: Thames Water, the London utilities company, found nine out of 10 fast-food eateries lacked adequate grease traps to stop fat from entering the sewers. Homeowners also contribute to the problem by pouring grease and fat down the sink. 

            Even though its component materials are soft, fatbergs themselves can be tough as rocks. Researchers have found a host of dangerous bacteria in fatbergs, including listeria and e.coli. 

            Fatbergs are notorious for their fetid smell, which can make even the hardiest sewer workers gag, and chipping away at one can release noxious gases. 

            The key to fatberg prevention is remembering the four Ps: Pee, poo, puke and (toilet) paper are the only things that should be flushed. 

    Newsweek, 14 March, 2019. Adaptado.

    De acordo com o texto, o processo de bloqueio do fluxo de esgoto, provocado pelos fatbergs, ocorre 
    Escolha uma alternativa para a questão d888521f-73
  • Linguagens

    Inglês

        Imagem da questão de Inglês, USP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


            Fatbergs are a growing scourge infesting cities around the world— some are more than 800 feet long and weigh more than four humpback whales. These gross globs, which can cause sewer systems to block up and even overflow, have been plaguing the U.S., Great Britain and Australia for the past decade, forcing governments and utilities companies to send workers down into the sewers armed with water hoses, vacuums and scrapers with the unenviable task of prying them loose.  

            "It is hard not to think of [fatbergs] as a tangible symbol of the way we live now, the ultimate product of our disposable, out of sight, out of mind culture," wrote journalist Tim Adams in The Guardian. 

            At their core, fatbergs are the accumulation of oil and grease that's been poured down the drain, congealing around flushed nonbiological waste like tampons, condoms and baby wipes. When fat sticks to the side of sewage pipes, the wipes and other detritus get stuck, accumulating layer upon layer of gunk in a sort of slimy snowball effect. 

            Fatbergs also collect other kinds of debris—London fatbergs have been cracked open to reveal pens, false teeth and even watches. 

            Restaurants are a big contributor to fatbergs: Thames Water, the London utilities company, found nine out of 10 fast-food eateries lacked adequate grease traps to stop fat from entering the sewers. Homeowners also contribute to the problem by pouring grease and fat down the sink. 

            Even though its component materials are soft, fatbergs themselves can be tough as rocks. Researchers have found a host of dangerous bacteria in fatbergs, including listeria and e.coli. 

            Fatbergs are notorious for their fetid smell, which can make even the hardiest sewer workers gag, and chipping away at one can release noxious gases. 

            The key to fatberg prevention is remembering the four Ps: Pee, poo, puke and (toilet) paper are the only things that should be flushed. 

    Newsweek, 14 March, 2019. Adaptado.

    Considerado o contexto, os quatro elementos associados à prevenção dos fatbergs têm em comum o fato de  
    Escolha uma alternativa para a questão d88bc35e-73
  • Linguagens

    Inglês

            If you take a look at my smartphone, you’ll know that I like to order out. But am I helping the small local businesses? You would think that if you own a restaurant you’d be thrilled to have an outsourced service that would take care of your delivery operations while leveraging their marketing might to expand your businesses’ brand. However, restaurant owners have complained of lack of quality control once their food goes out the door. They don’t like that the delivery people are the face of their product when it gets into the customer’s hand. Some of the delivery services have been accused of listing restaurants on their apps without the owners’ permission, and oftentimes publish menu items and prices that are incorrect or out of date.

            But there is another reason why restaurant owners aren’t fond of delivery services. It’s the costs, which, for some, are becoming unsustainable. Even with the increased revenues from the delivery services, the fees wind up killing a restaurant’s margins to the extent that it’s at best marginally profitable. Therefore, some restaurants are pushing harder to drive orders from their own websites and offering special deals for customers that use their in-house delivery people.

            The simple fact is that these delivery apps are here to stay. They are enormously popular and have significantly grown. I believe that restaurant owners that resist these apps are hurting their brands by missing out on potential customers. The good news is that the delivery platforms are not as evil as some would portray them. They have some skin in the game. They are competing against other services. They want their listed restaurants to profit. Maybe instead of fighting, the nation’s restaurant industry needs to proactively embrace the delivery service industry and figure out ways to profitably work together.

    The Guardian. 02 December, 2020. Adaptado.

    De acordo com o texto, para os proprietários de restaurante, a principal vantagem dos aplicativos de entrega de comida é que eles  
    Escolha uma alternativa para a questão d88e8817-73
  • Linguagens

    Inglês

            If you take a look at my smartphone, you’ll know that I like to order out. But am I helping the small local businesses? You would think that if you own a restaurant you’d be thrilled to have an outsourced service that would take care of your delivery operations while leveraging their marketing might to expand your businesses’ brand. However, restaurant owners have complained of lack of quality control once their food goes out the door. They don’t like that the delivery people are the face of their product when it gets into the customer’s hand. Some of the delivery services have been accused of listing restaurants on their apps without the owners’ permission, and oftentimes publish menu items and prices that are incorrect or out of date.

            But there is another reason why restaurant owners aren’t fond of delivery services. It’s the costs, which, for some, are becoming unsustainable. Even with the increased revenues from the delivery services, the fees wind up killing a restaurant’s margins to the extent that it’s at best marginally profitable. Therefore, some restaurants are pushing harder to drive orders from their own websites and offering special deals for customers that use their in-house delivery people.

            The simple fact is that these delivery apps are here to stay. They are enormously popular and have significantly grown. I believe that restaurant owners that resist these apps are hurting their brands by missing out on potential customers. The good news is that the delivery platforms are not as evil as some would portray them. They have some skin in the game. They are competing against other services. They want their listed restaurants to profit. Maybe instead of fighting, the nation’s restaurant industry needs to proactively embrace the delivery service industry and figure out ways to profitably work together.

    The Guardian. 02 December, 2020. Adaptado.

    Segundo o texto, uma das soluções encontradas pelos donos de restaurante para amenizar os problemas com os serviços de entrega é 
    Escolha uma alternativa para a questão d891983d-73
  • Linguagens

    Inglês

            If you take a look at my smartphone, you’ll know that I like to order out. But am I helping the small local businesses? You would think that if you own a restaurant you’d be thrilled to have an outsourced service that would take care of your delivery operations while leveraging their marketing might to expand your businesses’ brand. However, restaurant owners have complained of lack of quality control once their food goes out the door. They don’t like that the delivery people are the face of their product when it gets into the customer’s hand. Some of the delivery services have been accused of listing restaurants on their apps without the owners’ permission, and oftentimes publish menu items and prices that are incorrect or out of date.

            But there is another reason why restaurant owners aren’t fond of delivery services. It’s the costs, which, for some, are becoming unsustainable. Even with the increased revenues from the delivery services, the fees wind up killing a restaurant’s margins to the extent that it’s at best marginally profitable. Therefore, some restaurants are pushing harder to drive orders from their own websites and offering special deals for customers that use their in-house delivery people.

            The simple fact is that these delivery apps are here to stay. They are enormously popular and have significantly grown. I believe that restaurant owners that resist these apps are hurting their brands by missing out on potential customers. The good news is that the delivery platforms are not as evil as some would portray them. They have some skin in the game. They are competing against other services. They want their listed restaurants to profit. Maybe instead of fighting, the nation’s restaurant industry needs to proactively embrace the delivery service industry and figure out ways to profitably work together.

    The Guardian. 02 December, 2020. Adaptado.

    Em “I believe that restaurant owners that resist these apps are hurting their brands by missing out on potential customers” (3º parágrafo), a expressão sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
    Escolha uma alternativa para a questão d894453d-73
  • Linguagens

    Inglês

    Lying, thinking

    Last night

    How to find my soul a home

    Where water is not thirsty

    And bread loaf is not stone

    I came up with one thing

    And I don't believe I'm wrong

    That nobody,

    But nobody

    Can make it out here alone

                            Alone - Maya Angelou


    Os versos do poema 

    Escolha uma alternativa para a questão d896e09e-73
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, USP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Considerando os elementos visuais e verbais da figura, é possível interpretar a fala da mulher como 

    Escolha uma alternativa para a questão d8998599-73
  • Linguagens

    Português

         “O voto feminino no Brasil completou 90 anos. Desde que a professora Celina Guimarães se alistou para votar em Mossoró, em 1927, e Alzira Soriano, primeira mulher eleita para um cargo público no país, assumiu a Prefeitura de Lajes, em 1929, ambos municípios do Rio Grande do Norte, muita coisa mudou. Em que pesem os avanços legais, o cenário nacional segue desfavorável, e a participação das mulheres na política ainda é irrisória considerando-se o perfil demográfico brasileiro. Mulheres somam 52% dos votantes, mas representam apenas 15% dos parlamentares do Congresso. A maioria da população feminina é negra, ao contrário da parlamentar, que é majoritariamente não negra. Indígena, apenas uma. Verdade que o percentual de participação feminina na Câmara e no Senado cresceu na comparação com legislaturas anteriores. Ainda assim, é pouco. Na prática, a política no Brasil é feita por homens brancos. Dados da União Interparlamentar, que reúne países ligados à ONU, colocam o Brasil na posição 145º do ranking Mulheres nos Parlamentos Nacionais. Numa nação onde em 2021 quatro mulheres foram vítimas de feminicídio por dia, e os casos de estupro voltaram a crescer, já passou da hora de usar a via democrática para tentar mudar esse cenário. É necessário que as mulheres assumam o protagonismo nesse pleito, reivindiquem cabeças de chapas majoritárias e exijam transparência na distribuição dos recursos do fundo partidário. Claro que não há garantias de transformação, mas pode ser uma bela oportunidade de ao menos dar uma sacolejada no jogo e incluir em pauta a discussão de alguns problemas reais do Brasil”.  

    ROSA, Ana Cristina. “Com mulheres na cabeça”. Folha de S. Paulo.
    27.02.2022. Adaptado.

    É correto afirmar que o cenário nacional ao qual se refere a autora do texto 
    Escolha uma alternativa para a questão 995de431-7a
  • Linguagens

    Português

    FAMÍLIA


    Três meninos e duas meninas,
    sendo uma ainda de colo.
    A cozinheira preta, a copeira mulata,
    o papagaio, o gato, o cachorro,
    as galinhas gordas no palmo de horta
    e a mulher que trata de tudo.


    A espreguiçadeira, a cama, a gangorra,
    o cigarro, o trabalho, a reza,
    a goiabada na sobremesa de domingo,
    o palito nos dentes contentes,
    o gramofone rouco toda noite
    e a mulher que trata de tudo.


    O agiota, o leiteiro, o turco,
    o médico uma vez por mês,
    o bilhete todas as semanas
    branco! mas a esperança sempre verde.
    A mulher que trata de tudo
    e a felicidade. 

    Carlos Drummond de Andrade. Alguma poesia. 

    No poema de Drummond,

    Escolha uma alternativa para a questão 996495eb-7a
  • Linguagens

    Português

       Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado.
        Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
        Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído.

    SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 
    De acordo com o texto, o uso de "colaborador” no lugar de “trabalhador”, no campo das relações de trabalho, indica  
    Escolha uma alternativa para a questão 9968dfae-7a
  • Linguagens

    Português

       Luc Boltanski e Ève Chiapello demonstram com clareza e sagacidade a capacidade antropofágica do capitalismo financeiro que “engole” a linguagem do protesto e da libertação para transformá-la e utilizá-la para legitimar a dominação social e política a partir do próprio mercado.
        Na dimensão do mundo do trabalho, por exemplo, todo um novo vocabulário teve que ser inventado para escamotear as novas transformações e melhor oprimir o trabalhador. Com essa linguagem aparentemente libertadora, passa-se a impressão de que o ambiente de trabalho melhorou e o trabalhador se emancipou.
        Assim houve um esforço dirigido para transformar o trabalhador em "colaborador", para eufemizar e esconder a consciência de sua superexploração; tenta-se também exaltar os supostos valores de liderança para possibilitar que, a partir de agora, o próprio funcionário, não mais o patrão, passe a controlar e vigiar o colega de trabalho. Ou, ainda, há a intenção de difundir a cultura do empreendedorismo, segundo a qual todo mundo pode ser empresário de si mesmo. E, o mais importante, se ele falhar nessa empreitada, a culpa é apenas dele. É necessário sempre culpar individualmente a vítima pelo fracasso socialmente construído.

    SOUZA, Jessé. Como o racismo criou o Brasil. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2021. 
    O uso dos verbos “passar” (2º parágrafo) e “tentar” (3º parágrafo) no texto, em sua forma pronominal, revela 
    Escolha uma alternativa para a questão 996c62ea-7a
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Os verbos “detonar” e “avariar”, no texto, são exemplos de
    Escolha uma alternativa para a questão 99703d75-7a
  • Linguagens

    Português

        Imagem da questão de Português, USP 2022, Interpretação de Textos

    Da leitura da tira, depreende-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 99740974-7a