Geografia
- Geografia Econômica
- Prova de 2012
- UERJ
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 9D6494A4-BA
Instituição
1.402 questões de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), de 2008 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

A história em quadrinhos apresenta uma característica fundamental do modo de produção capitalista na atualidade e uma política estatal em curso em muitos países desenvolvidos.
Essa característica e essa política estão indicadas em:

O Globo, 28/01/2010
Os conflitos relacionados à propriedade fundiária no Brasil possuem raízes históricas profundas e uma multiplicidade de agentes sociais envolvidos.
Na situação referida nos quadrinhos, um desses agentes sociais, o grileiro, é mais especificamente
definido por:

SIMIELLI, Maria Elena Ramos. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2006.
Na imagem, visualiza-se a região da Baixada Santista, com as diversas cidades que compõem esse espaço do litoral paulista.
A análise da imagem permite reconhecer a ocorrência do seguinte processo socioespacial comum
em cidades de áreas metropolitanas:
Evolução do Produto Nacional Bruto - PNB por habitante

Em finais do século XX, o processo de expansão do mercado mundial incorporou novos territórios, em virtude de diversos eventos políticos e econômicos.
No caso dos países constantes do gráfico, o padrão de evolução do PNB per capita pode ser explicado por problemas associados a:
Região metropolitana do Rio de Janeiro: percentual de pessoas
que trabalham ou estudam em outros municípios (2005)

Adaptado de SANTANA, Fabio Tadeu e DUARTE, Ronaldo Goulart. Rio de Janeiro: Estado e Metrópole. São Paulo: Editora do Brasil, 2009.
A dinâmica interna de uma região metropolitana é extremamente complexa, dada a variedade das interações que se estabelecem entre os aglomerados que a compõem.
Na tabela acima, evidencia-se o tipo de interação denominado de:
No gráfico abaixo, estão representadas mudanças no perfil socioeconômico da população brasileira entre 2002 e 2009.

Adaptado de Folha de S. Paulo, 18/04/2010
Um dos principais fatores que possibilitaram as mudanças representadas no gráfico é:

A Exposição de Paris de 1889 centrava-se na “Torre de Gustave Eiffel” com 300 m de altura, mais de 7.000 toneladas e mais de um milhão de rebites. Tinha duas longas galerias devotadas às Belas-Artes e às artes decorativas; por detrás ficava o imponente “Palácio das Máquinas”.
Adaptado de http://www.esec-josefa-obidos.rcts.pt
As exposições internacionais iniciaram-se em Londres, em 1851. A Torre Eiffel, um dos símbolos da cidade de Paris, foi erguida para a exposição de 1889, comemorativa do centenário da Revolução Francesa.
Durante a expansão capitalista europeia, no século XIX, essas exposições tiveram como principal
objetivo ressaltar a importância da:
]
Ponte Rio-Niterói: 40 anos

Avenida Central, Rio de Janeiro, inaugurada em 1904. Palácio Monroe, Rio de Janeiro, inaugurado em 1906.
produto.mercadolivre.com.br pt.wikipedia.org
O cartão-postal é o melhor veículo de propaganda e reclame de que podem dispor os homens, as empresas, a indústria, o comércio e as nações.
Olavo Bilac
A cartophilia, 15/06/1904.

NÃO DEIXEM ACABAR COM OS IANOMÂMIS

Ianomâmi. Talvez você nunca tenha ouvido falar nesse nome. Pois saiba que é o nome genérico de cerca de 8400 brasileiros, gente boa que vive em 203 cabanas, no interior da floresta tropical, bem na fronteira com a Venezuela. Formam 14% da população de Roraima e encontram-se ainda no Amazonas.
Os ianomâmis correm no momento um grande risco e estão precisando de você. Cabe a você interessar-se pelo projeto de um grupo de antropólogos, juristas, médicos e jornalistas, que visa a proteger a vida pacífica dos ianomâmis, nos locais que habitam, e dentro do tipo de cultura que é tradicionalmente o deles. Esse projeto, ou anteprojeto, propõe a criação do Parque Indígena Ianomâmi.
Essa é a única maneira de salvar a comunidade social e cultural desses homens, mulheres e crianças que desde 1974 vêm sofrendo as consequências do processo de expansão econômica da Amazônia em sua parte negativa, sem se beneficiar com suas possíveis vantagens. A abertura da Perimetral Norte, BR-210, levou àquela região gripe, sarampo, tuberculose, moléstias de pele e doenças venéreas. O garimpo irrompeu como outra modalidade da doença. Em 1978, é a Cia. Vale do Rio Doce que se apresta para extrair a cassiterita, antes explorada ilegalmente pelos garimpeiros. E a Perimetral Norte vai prosseguir, fornecendo espaço à colonização. Topógrafos percorrem o território ianomâmi, demarcando lotes em terras insofismavelmente pertencentes aos índios.
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
Adaptado de Caderno Ilustrado, Folha de S. Paulo, 02/08/1979.
Em seu artigo de 1979, o escritor Carlos Drummond de Andrade situa circunstâncias do projeto de criação do Parque Indígena Ianomâmi, no contexto das ações de exploração da Amazônia durante os governos militares (1964-1985).
A defesa da criação desse Parque, naquela conjuntura, tinha como objetivo tornar pública a
seguinte problemática:




Criada durante o governo de Getúlio Vargas (1950-1954), em um contexto de intensos debates e mobilizações associados à campanha “O petróleo é nosso”, a Petrobras se vinculou, naquela época, à valorização da “bandeira nacionalista”, conforme se observa no cartaz.
No que diz respeito à exploração do petróleo, essa valorização esteve manifesta na seguinte
atribuição da empresa:
