História
- Expansão Comercial a Marítima: a busca de novos mundos
- Prova de 2021
- UECE
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 6BFF7EAF-75
Instituição
4.981 questões de Universidade Estadual do Ceará (UECE), de 2009 a 2026. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Em 1517, na Alemanha, o monge agostiniano Martinho Lutero publicou suas noventa e cinco teses, o que deu início ao processo conhecido como a Reforma Protestante. No que diz respeito a esse movimento, assinale V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir.
( ) Martinho Lutero condenava, em suas teses, a venda das indulgências pela Igreja Católica.
( ) Para contrapor-se ao poder da Igreja Católica, os protestantes também criaram uma Igreja unificada e poderosa.
( ) Embora discordando de vários pontos da doutrina católica, os protestantes adotaram os mesmos sacramentos que os católicos.
( ) A Doutrina da Justificação pela Fé era a doutrina central dos luteranos.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Os gregos produziram uma civilização notável e muitas conquistas dessa civilização ajudaram a formar a sociedade do Ocidente Cristão, da qual somos herdeiros. Relacione corretamente os períodos da história grega com as respectivas características, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. Período pré-helênico
2. Período homérico
3. Período arcaico
4. Período clássico
Coluna II
( ) formação da pólis
( ) estabelecimento da democracia
( ) regime gentílico
( ) governo de reis
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Analise as seguintes afirmações que tratam sobre o relevo brasileiro e do Continente Sul-Americano.
I. Dentre as estruturas de relevo brasileiras ocorrem bacias de sedimentação recente, como a do Pantanal Mato-Grossense e a Bacia Amazônica Ocidental (Bacia do Solimões), que apresentam sedimentos cambrianos e pré-cambrianos.
II. No relevo brasileiro, as formações litológicas são predominantemente antigas. No entanto, as formas do relevo são mais recentes, em virtude dos efeitos da tectônica meso-cenozoica, permitindo que os desgastes erosivos produzam continuamente novas feições ao modelado.
III. As formas do relevo brasileiro têm, dentre os seus mecanismos de origem, as formações litológicas e os arranjos estruturais antigos, além de processos mais recentes e o constante desgaste erosivo provocados por climas pretéritos e atuais.
IV. Dentre as grandes estruturas que definem os macrocompartimentos dos relevos encontrados no Brasil e na América do Sul, encontram-se os crátons, ou plataformas; os cinturões orogênicos antigos e recentes; as grandes bacias sedimentares paleomesozoicas e as bacias sedimentares cenozoicas.
Está correto o que se afirma somente em
“As águas superficiais constituem parte da riqueza dos recursos hídricos de um país. No caso brasileiro, país de extensão continental, a rede fluvial é importante recurso natural, contando em seu território com a maior bacia fluvial do mundo em extensão e em volume de água.”
Cunha, S. B. Bacias hidrográficas. Geomorfologia do Brasil. Cunha, S. B.; Guerra, A. J. T. Rio de Janeiro Bertrand Brasil. 2003. p.229.
Considerando as bacias hidrográficas brasileiras, seus processos e principais características, analise as seguintes afirmações:
I. Alguns dos principais rios brasileiros originam-se a partir de três grandes centros dispersores de água: a Cordilheira dos Andes, o Planalto das Guianas e o Planalto Brasileiro.
II. Com diferentes regimes e características, muitos rios brasileiros são barrados com a finalidade de gerar energia, abastecer populações e irrigar áreas diversas.
III. O rio Paraná é um rio tipicamente de planalto que flui escalonadamente pelo Planalto Meridional, permitindo, dessa forma, a instalação de um dos sistemas elétricos mais importantes do país.
Está correto o que se afirmar em
“A relação das escalas cartográfica e geográfica é inversamente proporcional, ou seja, quanto maior for a área compreendida por um fenômeno, menor deverá ser a escala cartográfica adequada para a sua representação e quanto menor for a área de ocorrência de um fenômeno, maior deverá ser a escala cartográfica necessária para a sua representação.”
Marques AJ, Galo M de LBT. Escala geográfica e escala cartográfica: distinção necessária. Bol. Geogr. 2009. Adaptado.
No que diz respeito à escala, que é um dos elementos mais importantes nas representações cartográficas por estabelecer uma relação de proporção, assinale a afirmação verdadeira.
A litosfera está fragmentada em 12 placas tectônicas principais além de outras menores. A tectônica global descreve o movimento das placas e das forças atuantes sobre elas estabelecendo uma relação entre a estrutura geológica e grandes feições do relevo terrestre. Considerando a tectônica de placas, atente para as seguintes afirmações:
I. A Islândia, que se localiza no limite divergente entre as placas Norte-americana e Eurasiana, representa um local onde a cadeia mesoceânica do Atlântico aflora acima do nível do mar com muitas rupturas, promovendo a expansão do novo assoalho do Oceano Atlântico Norte.
II. Um exemplo de movimento transformante aconteceu entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-América, resultando na falha de San Andres no estado da Califórnia nos Estados Unidos.
III. A subducção da placa de Nazca sob a placa Sul-Americana pelo movimento divergente gerou a Cordilheira dos Andes, além de toda a variedade de estruturas associadas ao movimento compressivo.
Está correto o que se afirma em
Atente para as seguintes afirmações em relação às principais correntes do pensamento geográfico:
I. A corrente denominada Geografia Cultural e Humanista prioriza as representações simbólicas e identitárias que estruturam uma atitude e uma percepção do indivíduo com relação ao espaço vivido, ao lugar, à paisagem e ao nível do cotidiano.
II. A Geografia Teorética, também chamada de Quantitativa, surgiu imbuída de objetividade, generalidade, lógica formal matemática, uso de técnicas computacionais e exatidão como principais condições de análise do espaço, e assim passou a desenvolver a pesquisa científica em Geografia.
III. Como crítica ao capitalismo e como reação à própria Geografia Tradicional e Quantitativa, surgiu, em meados da década de 1960, a Geografia Crítica Radical, postulando que o espaço tem um papel tão ativo quanto as outras estruturas das esferas de reprodução social, fazendo parte da dialética do modo de produção que o funda, dentre as quais predomina a estrutura econômica.
Está correto o que se afirma em
Relacione, corretamente, os conceitos geográficos de espaço, região e lugar, numerando os parênteses abaixo, de acordo com a seguinte indicação:
1. Espaço;
2. Lugar;
3. Região
( ) De acordo com a corrente da Geografia Humana, é considerada uma entidade concreta, resultado de múltiplas determinações que agem sobre um quadro territorial previamente ocupado, caracterizado por uma natureza transformada e heranças culturais, materiais, econômicas e, portanto, sociais.
( ) Em uma definição dada pelo geógrafo Milton Santos, é constituído por um conjunto indissociável, solidário e, ao mesmo tempo, contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, os quais não podem ser considerados isoladamente, mas como um quadro único no qual a história e o tempo se manifestam.
( ) Sua definição está relacionada à identidade, à vida cotidiana, ao nível do indivíduo e do seu sentimento de pertencimento e em função das suas práticas espaciais cotidianas.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
Atente para o seguinte trecho a respeito de estado democrático e estado liberal:
“...o estado liberal é o pressuposto não só histórico, mas jurídico do estado democrático. Estado liberal e estado democrático são interdependentes em dois modos: na direção que vai do liberalismo à democracia, no sentido de que são necessárias certas liberdades para o exercício correto do poder democrático, e na direção oposta que vai da democracia ao liberalismo, no sentido de que é necessário o poder democrático para garantir a existência e a persistência das liberdades fundamentais. Em outras palavras: é pouco provável que um estado não liberal possa assegurar um correto funcionamento da democracia, e de outra parte é pouco provável que um estado não democrático seja capaz de garantir as liberdades fundamentais. A prova histórica desta interdependência está no fato de que um estado liberal e um estado democrático, quando caem, caem juntos”.
BOBBIO, Norberto. O Futuro da Democracia: uma defesa das regras do jogo. 6ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1986.
Considerando o que diz Bobbio sobre a interdependência entre o “estado democrático” e o “estado liberal”, é correto dizer que
O tema gênero e sexualidade, atualmente, é mote de muitos debates acalorados e polêmicos na sociedade brasileira. Porém, é forçoso reconhecer a pertinência desses debates a favor de mais inclusão social para o convívio em uma sociedade que deve prezar por valores democráticos como os das liberdades individuais. Em tempo, partindo de uma compreensão geral das ciências sociais, gênero e sexualidade são produtos da relação entre a subjetividade individual (algo que é de cada pessoa) e a cultura (questão coletiva). Assim, o “ser homem”, o “ser mulher” e as orientações sexuais passam pelo crivo intrincado de decisões pessoais e socioculturais. E essa perspectiva das ciências sociais em torno do tema aponta para o melhor convívio nas democracias contemporâneas.
Assim, considerando o tema gênero e sexualidade nas ciências sociais, avalie as proposições a seguir:
I. A sigla LGBTQIA+ procura representar, da forma mais inclusiva possível, os diferentes modos de ser e de se orientar pelo gênero e sexualidade.
II. As livres expressões da sexualidade causam prejuízos para a liberdade sexual de todos aqueles que não se enquadram nessas formas indefinidas de gênero.
III. Nem a cultura nem questões psicológicas conseguem mudar o fato biológico natural que distingue o que significa ser do sexo masculino ou do sexo feminino.
IV. A sociodiversidade de gêneros e de orientações sexuais ainda hoje enfrenta os males dos preconceitos que julgam como anormais as pessoas não heterossexuais.
Está correto o que se afirma somente em
Thomas Hobbes (1588-1679) é considerado, ao lado de John Locke (1632-1704) e Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), como um “contratualista”. O contratualismo é uma teoria social e política desenvolvida por esses pensadores e que aponta, de forma geral, o nascimento das sociedades ou do convívio social humano a partir da passagem de um “estado de natureza” para o “mundo social”. Em síntese, os primeiros grupos humanos, para poderem conviver, tiveram que reprimir sua “animalidade” ou “natureza humana” fazendo “pactos” ou “contratos” a fim de se preservarem mutuamente e conviverem. Para Hobbes, especificamente, essa “natureza humana” faz com que os seres humanos vivam em constante guerra de uns contra os outros. E, para findar tal estado de “conflito natural”, é preciso que exista um “poder soberano” que mantenha todos em respeito mútuo.
No que diz respeito à perspectiva contratualista de Thomas Hobbes, assinale a afirmação verdadeira.
Neste ano, comemoramos o centenário de nascimento do Patrono da Educação Brasileira, o Professor Paulo Freire (1921-1997). Atente para a seguinte passagem de sua autoria:
“[...] a educação é uma forma de intervenção no mundo [...], que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto seu desmascaramento. [...] não poderia ser a educação só uma ou só outra dessas coisas. [...] É um erro decretá-la como tarefa apenas reprodutora da ideologia dominante como erro tomá-la como uma força de desocultação da realidade, a atuar livremente, sem obstáculos e duras dificuldades”.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários
à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996, p. 98-99. – Adaptado.
No texto acima, o fato de a educação ser concebida
como uma prática que une em si reprodução e
desmascaramento da ideologia dominante,
filosoficamente, manifesta uma
Entre 16 e 18 de setembro de 1982, ocorreu um massacre de palestinos e libaneses em dois campos de refugiados situados a Oeste de Beirute (capital do Líbano), chamados Sabra e Chatila. Na época, o Líbano estava sob ocupação israelense. Em 22 de setembro do mesmo ano, o filósofo judeu brasileiro Maurício Tragtenberg (1929-1998) publicou um artigo de opinião em que afirma:
“Deu-se o massacre dos palestinos dos campos de Sabra e Chatila por obra dos assassinos chefiados por Cel. Haddad, com conivência e participação [do Exército de Israel], isso após a morte do traficante de haxixe [Bashir] Gemayel, novo ‘Quisling’ [traidor] imposto pelas tropas de ocupação. Por tudo isso, ser fiel à tradição judaica é condenar mais este genocídio praticado contra o povo palestino. É necessário acabar de vez com o etnocentrismo que toma a forma de judeu-centrismo, onde o massacre de judeus brancos por brancos europeus tem um status diferente do massacre dos armênios pelos turcos, dos negros africanos pelos traficantes de escravos, dos chineses na Indonésia. Assim, Auschwitz é elevado a potência metafísica. Sou um dos últimos a minimizar as atrocidades cometidas em Auschwitz, porém, as lágrimas de outros povos não contam?”
TRAGTENBERG, M. Menachem Begin visto por Einstein, H.
Arendt e N. Goldman. Folha de São Paulo, 22/09/1982.
Acerca do conceito moderno dos direitos humanos, é implícito à concepção de M. Tragtenberg que