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Instituição

Questões: Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC) — com gabarito

824 questões de Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), de 2010 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 824 questões
  • 10 provas

Resultados: 207 questões

Página 9 de 11

  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, FATEC 2011, Orações subordinadas substantivas: Subjetivas, Objetivas diretas, Objetivas indiretas...

    Com relação ao período – ... é possível aprimorar a técnica (...) nos laboratórios. –, é correto afrmar que a oração
    Escolha uma alternativa para a questão c56960ac-b9
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, FATEC 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, FATEC 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension

    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão 943c2f60-b9
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto e responda a questão.

    A verdadeira muralha da China
       Nos últimos anos, poucos eventos sacudiram tanto a China quanto a internet. Seu número de internautas já é maior do que os 230 milhões de usuários americanos, segundo a North America Internet Stats. Trata-se de um público de jovens, com menos de 30 anos, que declaram ter na internet sua melhor fonte de informação. Todos eles, porém, encontram dificuldades para superar um gigantesco problema: a censura.
        Um poderoso firewall oficial é a verdadeira muralha da China moderna. A segregação digital, porém, começa a ser sacudida por caminhos inesperados. Diante da possível interrupção de serviços do Google no país, a conceituada revista Nature realizou sondagem na comunidade científica chinesa e colheu resultados de primeira grandeza: a censura e o eventual fechamento do Google farão muito mal à ciência do país. Segundo os dados divulgados pela agência Reuters (24.02.2010), mais de 70% dos cientistas chineses utilizam o Google como ferramenta de busca de dados, informações, artigos científicos e literatura acadêmica em geral. Dos cientistas entrevistados, 84% afirmaram que suas pesquisas perderiam substantivamente em qualidade se fossem privados do uso do Google; 78% afirmaram que sua colaboração internacional seria profundamente afetada. O problema de fundo, que preocupa as autoridades chinesas, é que a existência do Google levou a uma alteração de hábitos de pesquisa, interferindo no modo de explorar, testar e difundir informações necessárias para a geração de conhecimento. Longe de um gesto de censura de curto alcance (se é que isso é possível), a interrupção do Google provocaria reações de longa duração, com impacto sensível na eficiência da pesquisa científica. Para um país disposto a disputar a hegemonia mundial, em que a pesquisa científica e tecnológica é a menina dos olhos das autoridades, as novidades vindas da comunidade científica não poderiam ser piores.
        Os milhares de funcionários chineses que zelam pelo sistema de censura fariam mais pela eficiência do país se ficassem menos preocupados em perseguir URIs, URLs, FTPs e HTTPs. Para o nervosismo da “nomenklatura” (e satisfação de todos os que desejam um mundo em que o conhecimento possa fluir livremente, a começar pelos cientistas e pesquisadores chineses), uma sucessão infindável de geeks, hackers, nerds, dorks e dweebs, com seus correlatos em chinês, descobre a cada dia uma nova maneira de burlar os sistemas de censura.

     (ARBIX, Glauco. Valor Econômico. 24.02.2010, p.A17. Adaptado)
    De acordo com as informações contidas no texto, pode-se afirmar que a China tem se mostrado antidemocrática porque
    Escolha uma alternativa para a questão ceb03e58-b0
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    Inglês

    Considere o texto para responder a questão.

    FOOTBALL'S RED CARD 

    THE WORLD'S MOST VALUABLE SPORTS TEAM IS drowning in debt. English football powerhouse Manchester United (Forbes estimates its worth at $1.8 billion) had to raise some $800 million in a bond issue last month, which is still $340 million shy of its total debts. Man U needed the bond to pay off the millions that American businessman 
    Malcolm Glazer borrowed to purchase the team in 2005. But in the first three weeks since the bond was issued it lost nearly 10 percent of its value, a sign that, even though Man U's revenues reached a record $444 million last year, the market is growing wary of debt, particularly the European variety
    Man U isn't alone. Debt levels have also skyrocketed among rivals like liverpool, calling into question the business model of English Premier League football. Each year the three worst teams are banished to a lower league, where vital broadcasting revenues are dramatically reduced. This puts huge pressure on clubs to compete for the best players, who now regularly fetch more than $50 million a year. Unlike in the U.S., there's no system of collective bargaining to restrain wages. As a result, the total salary bill for the Premier League has risen more than 20 percent since 2008. This has created a vicious cycle of rising debt among clubs that must spend extravagantly on players to ensure increased revenue. Any team attempting to be frugal becomes more likely to end up with lower revenue. It's become a game of who can spend the most, and it probably won't end well. 

    (BY WILLIAM UNDERHILL - Newsweek)
    Assinale a alternativa em que há um exemplo de grau de comparação
    Escolha uma alternativa para a questão ce35207e-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto para responder a questão.

    HAITI'S INDENTURED CHIlDREN 
    THE DAYS AFTER HAITI'S EARTHQUAKE brought joyous reunions for some families. Others faced the grim reality that they'd been suddenly robbed of parents or offspring. But for Haiti's 225,000 restaveks, or indentured children, the quake brought only an uncertain future.
    Slavery-which ended with independence in 1804-is illegal in Haiti. And technically, restaveks are not slaves. The institution has its roots in the Caribbean tradition of child lending between families (usually relatives) to pitch in with extra work, care for the elderly or sick, or to provide opportunity to a child from a poor family. Generally, rural parents send their children to live with wealthier families in the cities. In exchange for domestic labor, the children are supposed to receive lodging, food, clothing, medicine, and-most importantly-education. In as many as half of the cases, they do (though classifying treatment in private homes is notoriously difficult). The unlucky ones, called restaveks-from the French rester avec, or "to stay with" -are loaned through normal channels but denied schooling and subject to abuse and degradation. This phenomenon has spiked in modern Haiti, as more and more children end up with equally impoverished families in the slums.
    Before the quake, up to 22 percent of Haitian homes contained restaveks, according to a study funded by USAID. Keeping restaveks is illegal, but child loans are not and, given the extent of Haiti's governmental dysfunction, it's hard to tell which cases are which. Now that the quake has thrown family networks into disarray, the flimsy social ties supporting restaveks are likely to break down. "For families struggling in the wake of a catastrophe, restavek kids are the first to go; says Glenn Smucker, an anthropologist who specializes in development work in Haiti. "Their parents are not there to watch out for them, so they're far more vulnerable" to desertion and trafficking. 
    But even as the numbers of abandoned restaveks swell, the demand for their services is likely to decrease. A mass exodus of residents from Port-au-Prince is reversing decades of migratory trends. If the shift sticks, it means there will be less need for restaveks in the city. But it's also possible that families suffering from the quake's economic aftershocks will feel extra pressure to lend out their children, even as it becomes more likely they'll end up as restaveks. Which, combined with a spike in new orphans, means Haiti will likely see a rise in the number of its street children in the years to come.

    (By Katie Paul - Newsweek)
    O texto afirma que a cidade de Porto Príncipe está
    Escolha uma alternativa para a questão ce2c0efa-b0
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    Português

                                Modo de aferventar a couve-flor

    É indispensável, qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor, prepará-la, antes, da seguinte forma: depois de tirar suas folhas, lave-a, deixando por algum tempo num molho de água e vinagre, para largar qualquer bichinho que possa ter. Lave a couve-flor outra vez, antes de ir para a caçarola, a fim de sair bem o gosto do vinagre. Ela pode ser aferventada inteira ou em pedaços. Se for em pedaços, faz-se da seguinte maneira: corta-se a couve-flor em diversos ramos e põe-se numa caçarola com água salgada a ferver em quantidade tal que os pedaços fiquem completamente cobertos de água para não escurecerem.

    É indispensável, qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor, prepará-la, antes, da seguinte forma (...)

    A oração principal – É indispensável – mantém correspondência com a oração subordinada "prepará-la, antes, da seguinte forma...", que deve ser classificada como oração subordinada

    Escolha uma alternativa para a questão 79a95252-e1
  • Linguagens

    Português

                                Modo de aferventar a couve-flor

    É indispensável, qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor, prepará-la, antes, da seguinte forma: depois de tirar suas folhas, lave-a, deixando por algum tempo num molho de água e vinagre, para largar qualquer bichinho que possa ter. Lave a couve-flor outra vez, antes de ir para a caçarola, a fim de sair bem o gosto do vinagre. Ela pode ser aferventada inteira ou em pedaços. Se for em pedaços, faz-se da seguinte maneira: corta-se a couve-flor em diversos ramos e põe-se numa caçarola com água salgada a ferver em quantidade tal que os pedaços fiquem completamente cobertos de água para não escurecerem.

    É indispensável, qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor, prepará-la, antes, da seguinte forma (...)

    O emprego da palavra "A" no trecho – ... qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor... – justifica-se da seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão 79a3fa5f-e1
  • Linguagens

    Português

                                Modo de aferventar a couve-flor

    É indispensável, qualquer que seja o fim a que se destine a couve-flor, prepará-la, antes, da seguinte forma: depois de tirar suas folhas, lave-a, deixando por algum tempo num molho de água e vinagre, para largar qualquer bichinho que possa ter. Lave a couve-flor outra vez, antes de ir para a caçarola, a fim de sair bem o gosto do vinagre. Ela pode ser aferventada inteira ou em pedaços. Se for em pedaços, faz-se da seguinte maneira: corta-se a couve-flor em diversos ramos e põe-se numa caçarola com água salgada a ferver em quantidade tal que os pedaços fiquem completamente cobertos de água para não escurecerem.

    A função sintática do termo couve-flor no trecho – ... corta-se a couve-flor... – é a seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 79952341-e1
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    Inglês

    A TOOL FOR SPIES

    When Iran’s opposition protesters used Twitter and other forms of social media last year to let the world know about their regime’s brutal post election crackdown, activists praised Twitter as the tool of revolution and freedom. But now Venezuelan President Hugo Chávez has figured out how to twist this tool into one of repression. Though as recently as this past January Chávez was decrying Twitter as a weapon of terrorists, he’s since turned into an avid Twitterer himself ( his account, the country’s most popular, boasted more than half a million followers at press time ), as well as a devoted Facebook user and blogger.

          Far from embracing the democratic spirit of the Web, though, the Venezuelan strongman is using his accounts and blog to exhort people to spy on each other. At the launch of his Twitter account, Chávez enjoined the Boliviarian faithful to use it to keep an eye on state enemies, namely the wealthy. My Twitter account is open for you to denounce them, “ Chávez announced on his television program. El Presidente has hired a staff of 200 to deal with tweeted “requests, denunciations, and other problems,” which have resulted in actions against allegedly credit-stingy banks and currency speculators. He’s now considering going a step further and ruling that all Venezuelan Web sites must move from U.S.- based servers to domestic ones - which would, of course, make them far easier to control. Big Brother would be proud.

                  (Newsweek – June 14, 2010. By Mac Margolis and Alex Marin)

    O verbo auxiliar must em - ... and ruling that all Venezuelan Web sites must move from U.S.- based servers to domestic ones… - transmite a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 78ff17d5-e1
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    Inglês

    A TOOL FOR SPIES

    When Iran’s opposition protesters used Twitter and other forms of social media last year to let the world know about their regime’s brutal post election crackdown, activists praised Twitter as the tool of revolution and freedom. But now Venezuelan President Hugo Chávez has figured out how to twist this tool into one of repression. Though as recently as this past January Chávez was decrying Twitter as a weapon of terrorists, he’s since turned into an avid Twitterer himself ( his account, the country’s most popular, boasted more than half a million followers at press time ), as well as a devoted Facebook user and blogger.

          Far from embracing the democratic spirit of the Web, though, the Venezuelan strongman is using his accounts and blog to exhort people to spy on each other. At the launch of his Twitter account, Chávez enjoined the Boliviarian faithful to use it to keep an eye on state enemies, namely the wealthy. My Twitter account is open for you to denounce them, “ Chávez announced on his television program. El Presidente has hired a staff of 200 to deal with tweeted “requests, denunciations, and other problems,” which have resulted in actions against allegedly credit-stingy banks and currency speculators. He’s now considering going a step further and ruling that all Venezuelan Web sites must move from U.S.- based servers to domestic ones - which would, of course, make them far easier to control. Big Brother would be proud.

                  (Newsweek – June 14, 2010. By Mac Margolis and Alex Marin)

    No segundo parágrafo, o pronome them em - My Twitter account is open for you to denounce them - refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 78f7cd23-e1
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    Inglês

    A TOOL FOR SPIES

    When Iran’s opposition protesters used Twitter and other forms of social media last year to let the world know about their regime’s brutal post election crackdown, activists praised Twitter as the tool of revolution and freedom. But now Venezuelan President Hugo Chávez has figured out how to twist this tool into one of repression. Though as recently as this past January Chávez was decrying Twitter as a weapon of terrorists, he’s since turned into an avid Twitterer himself ( his account, the country’s most popular, boasted more than half a million followers at press time ), as well as a devoted Facebook user and blogger.

          Far from embracing the democratic spirit of the Web, though, the Venezuelan strongman is using his accounts and blog to exhort people to spy on each other. At the launch of his Twitter account, Chávez enjoined the Boliviarian faithful to use it to keep an eye on state enemies, namely the wealthy. My Twitter account is open for you to denounce them, “ Chávez announced on his television program. El Presidente has hired a staff of 200 to deal with tweeted “requests, denunciations, and other problems,” which have resulted in actions against allegedly credit-stingy banks and currency speculators. He’s now considering going a step further and ruling that all Venezuelan Web sites must move from U.S.- based servers to domestic ones - which would, of course, make them far easier to control. Big Brother would be proud.

                  (Newsweek – June 14, 2010. By Mac Margolis and Alex Marin)

    No primeiro parágrafo, a conjunção though em - Though as recently as this past January... - pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto por
    Escolha uma alternativa para a questão 78f4133f-e1
  • Linguagens

    Inglês

    A TOOL FOR SPIES

    When Iran’s opposition protesters used Twitter and other forms of social media last year to let the world know about their regime’s brutal post election crackdown, activists praised Twitter as the tool of revolution and freedom. But now Venezuelan President Hugo Chávez has figured out how to twist this tool into one of repression. Though as recently as this past January Chávez was decrying Twitter as a weapon of terrorists, he’s since turned into an avid Twitterer himself ( his account, the country’s most popular, boasted more than half a million followers at press time ), as well as a devoted Facebook user and blogger.

          Far from embracing the democratic spirit of the Web, though, the Venezuelan strongman is using his accounts and blog to exhort people to spy on each other. At the launch of his Twitter account, Chávez enjoined the Boliviarian faithful to use it to keep an eye on state enemies, namely the wealthy. My Twitter account is open for you to denounce them, “ Chávez announced on his television program. El Presidente has hired a staff of 200 to deal with tweeted “requests, denunciations, and other problems,” which have resulted in actions against allegedly credit-stingy banks and currency speculators. He’s now considering going a step further and ruling that all Venezuelan Web sites must move from U.S.- based servers to domestic ones - which would, of course, make them far easier to control. Big Brother would be proud.

                  (Newsweek – June 14, 2010. By Mac Margolis and Alex Marin)

    Considere as afirmações a seguir.

    I. Chávez é um usuário ávido do “Twitter”.

    II. Segundo os autores do texto, o “Twitter” é uma arma de terroristas.

    III. Chávez é um usuário devotado do “Facebook”.

    É correto o que se afirma em

    Escolha uma alternativa para a questão 78ed419e-e1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Os termos destacados no texto são exemplos de paronomásia, figura sonora definida, segundo o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, como “figura de linguagem que extrai expressividade da combinação de palavras que apresentam semelhança fônica, mas possuem sentidos diferentes”.

    Assinale a alternativa em que o autor também utilizou a paronomásia na construção de seus versos.
    Escolha uma alternativa para a questão c8e23b8d-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Os termos “continuidade”, “desconstrução” e “desmanche” são palavras constituídas por diferentes processos de formação de palavras.

    Assinale a alternativa cujas palavras são formadas, respectivamente, pelos mesmos processos dos vocábulos apresentados no enunciado.
    Escolha uma alternativa para a questão c8dbce2c-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder a questão.  


    O leitor encontra, neste belo número da Revista Katálysis, um panorama rico, denso e qualificado do que vem ocorrendo no mundo do trabalho hoje, com seus traços de “continuidade” e “descontinuidade”, num período em que o capitalismo aprofundou ainda mais as penalizações que está impondo ao universo laborativo, onde o “novo” e o “velho” se (re)configuram a partir da nova Divisão Internacional do Trabalho (DIT), que se reestruturou nas últimas décadas.

    [...]

    Se a Revolução Industrial, nos séculos XVIII e XIX, legou-nos um enorme processo de “desantropomorfização do trabalho” (Lukács); se o século XX pode ser caracterizado pelo que Braverman definiu como sendo a “era da degradação do trabalho”, as últimas décadas do século passado e os inícios do atual vêm presenciando a generalização de “outras formas e modalidades de precarização”, [...] aquela responsável pela geração do cybertariado (Ursula Huws), uma nova força de trabalho global que mescla intensamente “informatização” com “informalização”.[...]

    As consequências são fortes: nesta fase de desmanche, estamos presenciando o derretimento dos poucos laços de sociabilidade, [...] sem presenciarmos uma ampliação da vida dotada de sentido, nem “dentro” e nem “fora” do trabalho. A vida se consolida, cada vez mais, como sendo desprovida de sentido no trabalho e, por outro lado, estranhada e fetichizada* também “fora” do trabalho, exaurindo-se no mundo sublimado do consumo (virtual ou real), ou na labuta incansável pelas qualificações de todo tipo, que são incentivadas como antídoto [...] para não perder o emprego daqueles que o têm.

    É por isso que estamos presenciando uma desconstrução sem precedentes do trabalho em toda a era moderna, ampliando os diversos modos de ser da precarização e do desemprego estrutural. Resta para a “classe-que-vive-do-trabalho” oscilar, ao modo dos pêndulos, entre a busca de qualquer “labor” e a vivência do desemprego.

    Este número especial da Revista Katálysis, dedicado às novas configurações do trabalho na sociedade capitalista, é uma contribuição efetiva para a linhagem crítica, atualizada e original, tanto pelos temas selecionados, quanto pela qualidade e competência dos colaboradores presentes, ajudando a descortinar tantos elementos que configuram a “nova morfologia do trabalho”, seus dilemas e desafios.

    Ricardo Antunes, Editorial da Revista Katálysis, n.2, 2009. 

    <https://tinyurl.com/y6nchqmr> Acesso em: 19.10.2019. Adaptado.


    *fetichizar: ação de admirar exageradamente, irrestritamente, incondicionalmente uma pessoa ou coisa. 





    Dentre as propostas de reescrita dos diferentes trechos retirados do texto, assinale a única que mantém o sentido original e que respeita as normas da variedade culta da língua portuguesa.
    Escolha uma alternativa para a questão c8d8501f-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Assinale a alternativa em que o trecho do diário foi reescrito, mantendo-se as correlações semânticas originais e respeitando-se a variedade culta da língua portuguesa.
    Escolha uma alternativa para a questão 88f26b07-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão. 

         Temple Grandin empacou diante da porteira. Alguns parafusos cravados na madeira lhe saltaram aos olhos. “Tem que limar a cabeça desses parafusos, se não o gado pode se machucar”, aconselhou à dona da fazenda, Carmen Perez, que ao lembrar a cena comentou: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto.”. 

         Grandin tem um parafuso a mais quando se trata do bem-estar dos bichos. Professora de ciência animal, ela é autista e dona de uma hipersensibilidade visual e auditiva. Tocada pelas angústias do gado desde a juventude, ela compreendia por que a rês recuava na hora da vacinação, por que atacava um vaqueiro, por que tropeçava, por que mugia. Grandin traduziu esse entendimento em projetos que propunham mudanças no manejo. Hoje, instalações criadas por ela são familiares a quase metade dos bovinos nos Estados Unidos. O Brasil, com seus quase 172 milhões de cabeças de gado, segundo o Censo Agropecuário de 2017, vem aos poucos fazendo ajustes alinhados com as propostas da americana.

         Em julho passado, Grandin, hoje com 71 anos, veio ao Brasil pela sexta vez. Na fazenda Orvalho das Flores, localizada em Barra do Garças (MT), ela testemunhou como a equipe de Perez conduz suas 2 980 cabeças de Nelore, raça predominante no país. Os vaqueiros massageiam os bezerros, não gritam com os bois, tampouco deixam capas de chuva, correntes ou chapéus no caminho dos animais.

         A engenheira agrônoma Maria Lucia Pereira Lima foi aluna de pós-doutorado de Grandin na Universidade do Estado do Colorado, em Fort Collins, em 2013. Viajara aos Estados Unidos para aprender como medir o bem-estar dos bovinos e se inteirar de inovações que pudessem ser implantadas em currais brasileiros. Uma delas, por exemplo, tranquiliza o animal conduzido à vacinação: o gado em geral se via obrigado a passar espremido por espaços afunilados. Grandin projetou um acesso em curva, sem cantos, que dá à rês a ilusão de que voltará ao ponto de partida. Outra: uma lâmpada acesa na entrada do tronco de contenção – o equipamento que permite o manejo individual do boi – a indicar o trajeto reduziu em até 90% o uso de choque elétrico durante o processo.

         [...]

        No auditório da universidade, outros pesquisadores se revezavam no palco discutindo aspectos econômicos e sociais relacionados ao bem-estar animal. O tempo de manejo cai pela metade nos estabelecimentos agropecuários que seguem os manuais de Grandin. De ovos transportados com cuidado nascem pintinhos sadios. Sem falar na melhor qualidade de vida de quem lida com esses bichos. Vaqueiros bem treinados sofrem menos acidentes no trabalho e desenvolvem uma relação mais harmoniosa nos casamentos. “A melhoria do bem-estar animal melhora o bem-estar humano”, afirmou o zootecnista Mateus Paranhos da Costa, da Universidade Estadual Paulista.

    Monica Manin <https://tinyurl.com/y8xeoqul> Acesso em: 12.10.2018. Adaptado.
    Observe os elementos destacados na passagem: “Sempre passo no curral antes do manejo, observo tudo, dizem que tenho olho biônico, e ela notou uma coisa que eu não tinha visto”, presente no primeiro parágrafo.

    As palavras destacadas exercem
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  • Linguagens

    Português

    Memorial de Aires é o último romance escrito por Machado de Assis, tendo sido publicado em 1908, ano da morte do autor. Obra de caráter autobiográfico, apresenta-se como diversas entradas em uma espécie de diário, em que a relação com a velhice, as dificuldades dos relacionamentos amorosos e a futilidade da elite brasileira no final do século XIX são retratadas por meio de um série de episódios que se intercalam.

    O trecho a seguir foi retirado do prefácio Advertência, que introduz a obra.

    Quem me leu Esaú e Jacó talvez reconheça estas palavras do prefácio: “Nos lazeres do ofício escrevia o Memorial, que, apesar das páginas mortas ou escuras, apenas daria (e talvez dê) para matar o tempo da barca de Petrópolis”. Referia-me ao Conselheiro Aires. Tratando-se agora de imprimir o Memorial, achou-se que a parte relativa a uns dois anos (1888-1889), se for decotada de algumas circunstâncias, anedotas, descrições e reflexões, — pode dar uma narração seguida, que talvez interesse, apesar da forma de diário que tem. Não houve pachorra de a redigir à maneira daquela outra, — nem pachorra, nem habilidade. Vai como estava, mas desbastada e estreita, conservando só o que liga o mesmo assunto. O resto aparecerá um dia, se aparecer algum dia.
    ASSIS, Machado de. Memorial de Aires. In:______. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. p. 1096

    Com base na leitura dos textos e nas obras de Machado de Assis, é correto afirmar que
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