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Instituição

Questões: Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) — com gabarito

937 questões de Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 937 questões
  • 14 provas

Resultados: 244 questões

Página 12 de 13

  • Linguagens

    Português

    Em seu discurso de posse, a Ministra Sônia Guajajara afirma: "Eu não estou aqui sozinha, eu estou aqui com a força da nossa ancestralidade". A ativista indígena Jamille Anahata destaca o fato de que a Ministra lembra, com sabedoria, que não chegou ali sozinha e não está ali sozinha. Está ali com a força dos encantados e de todos aqueles que vieram antes:


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos

    Constituição Federal ganha versão em nheengatu. Foto de Brenno Carvalho. EXTRA, 17/07/2023.)



    Quitéria Binga (Povo Pankararu, final de 1970), liderança na Assembleia Constituinte de 1988.


    Maninha Xukuru Kariri (Etelvina Santana da Silva), uma das criadoras da Articulação dos Povos do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (Apoinme).


    Tuyra Kayapó, desde os anos 1980, contra a hidrelétrica de Belo Monte e uma das lideranças da Marcha das Mulheres Indígenas.


    Sineia Wapichana, liderança do Conselho Indígena de Roraima – pelo enfrentamento das mudanças climáticas.


    Cacique Pequena (Povo Jenipapo-Kanindé, Ceará), promoveu o reconhecimento de seu povo e a delimitação da terra (ainda não homologada). (Adaptado de Jamille Anahata, manauara, ativista indígena, poeta, pesquisadora de Relações Raciais. O futuro é ancestral: às que vieram antes de nós. Revista AzMina. 06/02/2023.)



    Considerando o que disse Sônia Guajajara na posse, Jamille Anahata expõe suas ideias sobre

    Escolha uma alternativa para a questão 69951795-5e
  • Linguagens

    Português

    Dá para falar em feminismo indígena? É preciso lembrar que os povos indígenas são mais de 300 – um grupo com diferentes culturas, línguas, costumes, origens e características. Pensar essas populações, sem reconhecer essa diversidade, é reproduzir um olhar colonizador e violento. E é justamente por isso que a ativista indígena Taily Terena discorda de um possível conceito de feminismo indígena, porque esse feminismo partiria da ideia de que todas as mulheres indígenas enfrentam as mesmas dificuldades e lutam por pautas iguais. Entre as principais reivindicações das Mulheres Indígenas está a demarcação de Terras. No lugar de “feminismo indígena”, Taily Terena prefere “Luta das Mulheres Indígenas” – bastante difundido entre mulheres indígenas de diferentes culturas. É a mulher indígena que assume o papel de guardiã do território e passa a ser responsável não só pela defesa de seus povos, mas também pelo funcionamento de toda a comunidade. (Adaptado de SOUZA, N. Por que feminismo não é suficiente pra luta das mulheres indígenas? Revista AzMina, 24/10/2022.) 
    De acordo com a ativista indígena Taily Terena, não há um feminismo indígena porque
    Escolha uma alternativa para a questão 6997f84f-5e
  • Linguagens

    Português

    Dá para falar em feminismo indígena? É preciso lembrar que os povos indígenas são mais de 300 – um grupo com diferentes culturas, línguas, costumes, origens e características. Pensar essas populações, sem reconhecer essa diversidade, é reproduzir um olhar colonizador e violento. E é justamente por isso que a ativista indígena Taily Terena discorda de um possível conceito de feminismo indígena, porque esse feminismo partiria da ideia de que todas as mulheres indígenas enfrentam as mesmas dificuldades e lutam por pautas iguais. Entre as principais reivindicações das Mulheres Indígenas está a demarcação de Terras. No lugar de “feminismo indígena”, Taily Terena prefere “Luta das Mulheres Indígenas” – bastante difundido entre mulheres indígenas de diferentes culturas. É a mulher indígena que assume o papel de guardiã do território e passa a ser responsável não só pela defesa de seus povos, mas também pelo funcionamento de toda a comunidade. (Adaptado de SOUZA, N. Por que feminismo não é suficiente pra luta das mulheres indígenas? Revista AzMina, 24/10/2022.) 
    Entre as reivindicações das mulheres indígenas, destaca-se
    Escolha uma alternativa para a questão 699a6134-5e
  • Linguagens

    Português

    Este livro, composto de poemas em diferentes línguas indígenas, convidanos a refletir sobre os pronomes pessoais oré e îandé da primeira pessoa do plural das línguas Guarani e Tupi/Tupinambá. O pronome oré é usado quando se exclui o ouvinte e o pronome îandé quando se inclui o ouvinte. Exemplo para oré: “Eu e ele” (exclui o ouvinte). Exemplo para îandé: “Eu e você” (inclui o ouvinte). (Adaptado de Oré-Îandé: Nós sem vocês, nós com vocês – Ademario Ribeiro, 2020. Sinopse. Site da Livraria Maracá.)


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    A partir de dois pronomes pessoais das línguas Guarani e Tupi/Tupinambá, Ademario Ribeiro convida-nos a uma reflexão sobre o funcionamento dos pronomes. Considerando seus conhecimentos sobre o português e tendo em vista o texto acima, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 699cb0b1-5e
  • Linguagens

    Português

    O Assojaba Tupinambá (Manto Tupinambá) é uma vestimenta sagrada, utilizada em rituais e feita com penas de aves nativas. Os mantos foram levados do Brasil no período colonial. O Museu Nacional da Dinamarca anunciou a doação do manto tupinambá ao Museu Nacional no Rio de Janeiro até o final de 2023.


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos

    Glicéria Tupinambá com o manto que recriou.


    Glicéria (ou Célia) Tupinambá, artista e professora da aldeia Serra do Padeiro, na Terra Indígena Tupinambá de Olivença (BA), conta que o manto recriado por ela também era usado por mulheres “que faziam os partos, que faziam a iniciação da menina moça pra virar mulher e, em vez de ser pajé, elas eram as majés”. E explica: “Esse manto traz a linguagem do despertar da mulher indígena. Eu vou trazer a majé porque ela foi invisibilizada, foi apagada da história”. (Adaptado de GONÇALVES, A.C. O Manto Tupinambá. Espaço do Conhecimento. UFMG. Acesso em: 08/08/2023.)


    Indo além do valor histórico do manto, o objetivo da recriação artística de Glicéria Tupinambá é 

    Escolha uma alternativa para a questão 699f5e6d-5e
  • Linguagens

    Português

    Para comemorar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, o artista Adilson Dias, de ascendência Tupinambá, lançou nos serviços de streaming o clipe “A Nossa Casa em Jogo”. O projeto “Okaeté”, que em Tupi-Guarani significa “a verdadeira casa”, é um emocionante jogo de futebol em campo redondo com jogadores indígenas, batizado pelo artista de Futeoka, com 4 traves e duas bolas. No videoarte, a preservação do Planeta Terra é o grande grito de gol, ressaltando a união e a criatividade dos povos originários na proteção de seus territórios. (Adaptado de von BORELL, G. Projeto OKAETÉ mostra em clipe futebol jogado por indígenas em campo redondo. 05/08/2023. Cansei de Ser Pop – CSP, cultura, arte e entretenimento.) 


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Morfologia


    O nome futeoka é

    Escolha uma alternativa para a questão 69a1ff3a-5e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    Araetá – A Literatura dos Povos Originários é uma experiência de exuberante diversidade manifestada por escritoras e escritores que propiciam um rico diálogo intercultural. O curador Ademario Ribeiro Payayá explica a gênese do nome da exposição. “Ara e etá são termos da língua Tupi. Ara é o dia, o que está no alto, o fruto, o mundo. Etá é o plural dessa língua. Araetá, assim, nos remete aos frutos, aos dias, aos mundos da literatura dos povos originários que, nessa exposição, são percorríveis através das histórias criadas por 114 autores. Como numa espécie de Caminho de Peabiru – antiga rota que conectava diferentes povos indígenas do continente SulAmericano –, Araetá traça um percurso que abrange a diversidade étnica, geográfica e temática de escritoras e escritores indígenas. Nas bordas desse percurso, há o convite para um diálogo intercultural”. (Adaptado de Exposição “Araetá: A Literatura Dos Povos Originários”. 24/08/2023. Sesc Ipiranga. Sesc Ipiranga.) 

    O nome da exposição é
    Escolha uma alternativa para a questão 69a4fe27-5e
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2024, Interpretação de Textos


    Araetá – A Literatura dos Povos Originários é uma experiência de exuberante diversidade manifestada por escritoras e escritores que propiciam um rico diálogo intercultural. O curador Ademario Ribeiro Payayá explica a gênese do nome da exposição. “Ara e etá são termos da língua Tupi. Ara é o dia, o que está no alto, o fruto, o mundo. Etá é o plural dessa língua. Araetá, assim, nos remete aos frutos, aos dias, aos mundos da literatura dos povos originários que, nessa exposição, são percorríveis através das histórias criadas por 114 autores. Como numa espécie de Caminho de Peabiru – antiga rota que conectava diferentes povos indígenas do continente SulAmericano –, Araetá traça um percurso que abrange a diversidade étnica, geográfica e temática de escritoras e escritores indígenas. Nas bordas desse percurso, há o convite para um diálogo intercultural”. (Adaptado de Exposição “Araetá: A Literatura Dos Povos Originários”. 24/08/2023. Sesc Ipiranga. Sesc Ipiranga.) 

    Quais palavras melhor sintetizam o conteúdo da exposição?
    Escolha uma alternativa para a questão 69a7badc-5e
  • Linguagens

    Português

    Em evento histórico realizado em São Gabriel da Cachoeira, no dia 19 de julho de 2023, houve o Lançamento da Constituição Federal traduzida, pela primeira vez, para uma língua indígena: o Nheengatu. A Rede Wayuri traduziu o Artigo 231 do capítulo VIII da Constituição Federal, em mais três línguas, além do Nheengatu: Baniwa, Yanomami e Tukano.


    O Capítulo VIII – Dos Índios. Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens. (Adaptado de SERRA, P. Constituição Federal ganha versão em nheengatu. EXTRA, 17/07/2023.)


    A seguir, há declarações de pessoas entrevistadas para a reportagem. Assinale a alternativa que diz respeito à vitalidade das línguas indígenas.

    Escolha uma alternativa para a questão 69aa700b-5e
  • Linguagens

    Português

    Desde o início de sua série histórica “Conflitos no Campo Brasil”, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) registrou 56 massacres no campo, ocorridos em todas as regiões do Brasil. De acordo com sua metodologia, a CPT reconhece como “massacre” os casos nos quais três pessoas ou mais são mortas na mesma data e em uma mesma localidade, numa mesma ocorrência de conflitos pela terra, portanto. Durante esta série histórica, foram registrados diversos “ciclos de violência”. O primeiro, entre 1985 e 1988, fez 112 vítimas fatais. O segundo, entre os anos de 1993 e 1996, teve 56 mortes e se caracterizou por massacres emblemáticos como os de Corumbiara/RO, Haximu/RR e Eldorado dos Carajás/PA.


    De 2017 aos dias de hoje, o relatório tem registrado uma nova onda de massacres: neste período, mais de 50 pessoas foram fatalmente vitimadas. (Adaptado de “Massacres no Campo voltam a crescer durante atual crise da democracia no Brasil”. CPT/Massacres no Campo, 14/12/2021; fonte: Centro de Documentação Dom Tomás Balduino - CEDOC/CPT.) 


    O texto apresentado faz parte do relatório de 2021 sobre violências no campo, elaborado pela Comissão Pastoral da Terra. Há, nesse excerto, três ideias importantes. Assinale a alternativa que apresenta essas ideias.

    Escolha uma alternativa para a questão 69fe8056-5e
  • Linguagens

    Português

    Leia a charge a seguir.


    Imagem da questão de Português, UNICAMP 2025, Interpretação de Textos



    (Charge extraída do Jornal Porantim. Porantim, ano XLVI, n. 466, Brasíllia, Junho 2024, p. 2.)



    É possível afirmar que a linguagem não verbal da charge explora em relação à demarcação de terras indígenas no Brasil,

    Escolha uma alternativa para a questão 02b61ef2-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva



    Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.


    Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].


    (Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)

    Com relação ao trecho em negrito no texto, é correto afirmar que se trata do uso de:
    Escolha uma alternativa para a questão 02ba0dee-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva



    Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.


    Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].


    (Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)

    No excerto “Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça”, a expressão “maior planície alagável” é empregada como recurso para retomar
    Escolha uma alternativa para a questão 02bc6f41-d7
  • Linguagens

    Português

    Somos muitas, somos múltiplas, somos mil-lheres, cacicas, parteiras, benzedeiras, pajés, agricultoras, professoras, advogadas, enfermeiras e médicas nas múltiplas Ciências do Território e da Universidade. Somos antropólogas, deputadas e psicólogas. Somos muitas transitando do chão da aldeia para o chão do mundo. Mulheres terra, mulheres água, mulheres biomas, mulheres espiritualidade, mulheres árvores, mulheres raízes, mulheres sementes e não somente mulheres, guerreiras da ancestralidade.


    (Adaptado de ANMIGA. “Manifesto das primeiras brasileiras”. Disponível em https://anmiga.org/manifesto/. Acesso em 10/09/2024.)


    O uso da expressão de “mil-lheres” no texto indica
    Escolha uma alternativa para a questão 02bf2e8b-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.

    As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.

    (BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)
    Segundo o texto, a construção de um campo de ação política comum para brasileiros, indígenas e não indígenas, exige que se considere a visão complexa dos povos originários
    Escolha uma alternativa para a questão 02c1ad62-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.

    As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.

    (BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)
    Para Iara Bonin, articular a cosmovisão indígena a um modelo de desenvolvimento para o Brasil é um desafio coletivo. No texto, isso é marcado pelo uso de verbos em 
    Escolha uma alternativa para a questão 02c44169-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.

    (GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)
    Com base no texto, assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão 02c6db61-d7
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.

    (GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)
    Em “para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade”, o emprego da locução em negrito evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 02c96a83-d7
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    Figura 1 de 2 da questão de Português, UNICAMP 2025, Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação


    (Adaptado de Instagram de @midianinja. Disponível em https://www.instagram.com/p/CB QdmZZJFmA/?igsh=aXduZmgybDJ1aW1r. Acesso em 04/09/2024.)



    Texto 2


    Figura 2 de 2 da questão de Português, UNICAMP 2025, Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação


    (Instagram de @andrevargassantos. Disponível em https://www.instagram.com/p/C46fe85J JjX/?igsh=YjFodmJjM3NmbmM3. Acesso em 04/09/2024.)



    As palavras em destaque nos textos 1 e 2 são:

    Escolha uma alternativa para a questão 02cc27d2-d7
  • Linguagens

    Português

    Lélia Gonzalez criou o termo “pretuguês” citado no texto 1 da questão anterior. O trecho a seguir apresenta algumas reflexões da autora sobre esse tema.


    É engraçado como eles gozam a gente quando a gente diz que é Framengo. Chamam a gente de ignorante dizendo que a gente fala errado. E de repente ignoram que a presença desse R no lugar do L nada mais é que a marca linguística de um idioma africano, no qual o L inexiste. Afinal, quem que é o ignorante? Ao mesmo tempo acham o maior barato a fala dita brasileira, que corta os erres dos infinitivos verbais, que condensa “você” em “cê”, o “está” em “tá” e por aí afora. Não sacam que tão falando pretuguês (Lélia Gonzalez).

    (GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: LIMA, Marcia; RIOS, Flavia (org.), Por um feminismo afro-latino-americano. Rio de Janiero: Zahar, 2020. p. 80.)


    Segundo o excerto, 
    Escolha uma alternativa para a questão 02ce99fe-d7