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Instituição

Questões: Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) — com gabarito

108 questões de Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), todas de 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 108 questões
  • 1 prova

Resultados: 29 questões

Página 2 de 2

  • Linguagens

    Português

    Leia atentamente o texto informativo a seguir.

    Nosso símbolo

    O nome já deixa evidente a origem indígena da bebida consumida diariamente por sulmato-grossenses de todos os cantos. O tereré só se tornou símbolo do Estado porque os índios guaranis aprenderam a domesticar a erva-mate.

    Depois da Guerra do Paraguai, Tomás Laranjeira consegue a concessão de aproximadamente 8 milhões de hectares da região sul-fronteira para explorar a planta. Posteriormente, funda a Companhia Mate Laranjeira, que exporta grande volume para Argentina e para o Uruguai. O professor da UFMS Antônio Hilário Urquiza destaca que 70% da mão de obra utilizada nos ervais era guarani, que já tinham prática na lida.

    “Os guaranis que domesticaram a erva-mate, que criaram o tereré, o chimarrão. Não qualquer índio. Foram os guaranis que estão aqui no nosso Estado. E hoje [o tereré] é um símbolo da juventude, da gastronomia, um símbolo identitário do nosso Estado. E é indígena”, reforça o professor e antropólogo. [...]

    (Correio do Estado. Caderno especial “MS 41 anos”, 11 out. 2018).


    A respeito dos sentidos construídos por esse texto, cujo objetivo maior é o de informar os leitores a respeito do tereré como elemento identitário de Mato Grosso do Sul, é possível afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 3e5bdad1-0b
  • Linguagens

    Português

    Analise os elementos empregados na construção da letra da canção e assinale a alternativa correta. 

    A Via Láctea 

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Mas não me diga isso

    Hoje a tristeza não é passageira

    Hoje fiquei com febre a tarde inteira

    E quando chegar a noite

    Cada estrela parecerá uma lágrima

    Queria ser como os outros

    E rir das desgraças da vida

    Ou fingir estar sempre bem

    Ver a leveza das coisas com humor

    Mas não me diga isso

    É só hoje e isso passa

    Só me deixe aqui quieto isso passa

    Amanhã é um outro dia, não é?


    Eu nem sei porque me sinto assim

    Vem de repente um anjo triste perto de mim

    E essa febre que não passa

    E meu sorriso sem graça

    Não me dê atenção

    Mas obrigado por pensar em mim

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe uma luz

    Quando tudo está perdido

    Sempre existe um caminho

    Quando tudo está perdido

    Eu me sinto tão sozinho

    Quando tudo está perdido

    Não quero mais ser quem eu sou

    Mas não me diga isso

    Não me dê atenção

    E obrigado por pensar em mim


    (LEGIÃO URBANA. A tempestade ou O livro dos dias (álbum). Rio de Janeiro: EMI Music Ltda, 1996).
    Escolha uma alternativa para a questão 3e5fa5f3-0b
  • Linguagens

    Português

    A poesia de Manuel Bandeira, marcada pela simplicidade no modo de dizer, alcança grau considerável de lirismo e de subjetividade ao tratar de cenas do cotidiano, como pode ser notado no exemplo que segue: 

    Poema de Finados

    Amanhã que é dia dos mortos 

    Vai ao cemitério. Vai 

    E procura entre as sepulturas

    A sepultura de meu pai. 


    Leva três rosas bem bonitas.

    Ajoelha e reza uma oração.


    Não pelo pai, mas pelo filho:

    O filho tem mais precisão.


    O que resta de mim na vida

    É a amargura do que sofri.

    Pois nada quero, nada espero.

    E em verdade estou morto ali.


    (BANDEIRA, Manuel. Estrela da Vida Inteira. 20 ed. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1993. p. 144-5).


    Ao observar a relação entre o conteúdo do Poema de Finados e seus aspectos formais, pode-se afirmar que:  
    Escolha uma alternativa para a questão 3e66d169-0b
  • Linguagens

    Português

    “Quincas Borba”, considerada uma das grandes obras da fase áurea do escritor Machado de Assis, põe em cena a história de Rubião, um modesto professor de Barbacena, cidade no interior de Minas Gerais, que, ao receber uma herança inesperada do amigo Quincas Borba, resolve mudar para o Rio de Janeiro – na época, centro da vida política e econômica brasileira. Ali, encontra dificuldades para adaptar-se ao modo de ser dos que convivem com o poder, tornando-se uma vítima de aproveitadores que se fazem passar por amigos, caso, sobretudo, do casal Cristiano e Sofia Palha.
    O capítulo transcrito a seguir é o último do livro. Nele se encontra uma espécie de síntese da narrativa, ao se elencarem personagens centrais da trama a partir da notícia da morte do cão Quincas Borba, cujo nome é o mesmo de seu primeiro dono, que foi herdado por Rubião.
    “Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono, e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá título ao livro, e por que antes um que outro, - questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, rite. É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.”
    (MACHADO DE ASSIS. Quincas Borba. São Paulo: Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. p. 344).

    Apesar de Machado de Assis construir parte significativa de sua obra ainda em fins do século XIX, é possível já verificar, em seus textos, o emprego de recursos próprios da literatura moderna. A esse propósito, sobre o trecho em questão, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e6c928d-0b
  • Linguagens

    Português

    Em A hora da estrela, de Clarice Lispector, acompanhamos a história de Macabeá, jovem nordestina que vive, no Rio de Janeiro, uma existência solitária e anônima, marcada por privações de todo o tipo. Nessa obra, a escrita clariceana alterna momentos em que se expressa de um modo direto, próprio para remeter à dureza da vida de sua personagem central, como outros em que emprega diversos recursos afeitos à linguagem poética, como no relato do encontro de Macabéa com Olímpico de Jesus.
    “Maio, mês das borboletas noivas flutuando em brancos véus. Sua exclamação talvez tivesse sido um prenúncio do que ia acontecer no final da tarde desse mesmo dia: no meio da chuva abundante encontrou (explosão) a primeira espécie de namorado de sua vida, o coração batendo como se ela tivesse englutido um passarinho esvoaçante e preso. O rapaz e ela se olharam por entre a chuva e se reconheceram como dois nordestinos, bichos da mesma espécie que se farejam. Ele a olhara enxugando o rosto molhado com as mãos. E a moça, bastou-lhe vê-lo para torná-lo imediatamente sua goiaba-com-queijo.”
    (LISPECTOR, Clarice. A hora da estrela. 23 ed. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995. p. 59).

    A respeito do trecho acima, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 3e6fe537-0b
  • Linguagens

    Português

    A questão refere ao seguinte fragmento de texto:


    Em termos muito simples, podemos dizer que o amor é um horizonte de compreensão que tem em vista a real dimensão do outro, que não o inventa em uma projeção, que permanece aberto ao seu mistério. Se o amor é aberto ao outro, o ódio é fechado a ele. Tendemos a não querer ver o ódio que nos fecha porque ele nos diminui. “Não querer ver” é uma armadilha, pois todos somos afetados pelo ódio e contribuímos com a nossa parte para a sua persistência (TIBURI, Marcia. Odiar, verbo intransitivo. Revista Cult, n. 20, ano 18, p. 59, set. 2015. Fragmento).


    Assinale a alternativa correta sobre as relações de coesão estabelecidas no texto.

    Escolha uma alternativa para a questão 3e730ba8-0b
  • Linguagens

    Português

    A questão refere ao seguinte fragmento de texto:


    Em termos muito simples, podemos dizer que o amor é um horizonte de compreensão que tem em vista a real dimensão do outro, que não o inventa em uma projeção, que permanece aberto ao seu mistério. Se o amor é aberto ao outro, o ódio é fechado a ele. Tendemos a não querer ver o ódio que nos fecha porque ele nos diminui. “Não querer ver” é uma armadilha, pois todos somos afetados pelo ódio e contribuímos com a nossa parte para a sua persistência (TIBURI, Marcia. Odiar, verbo intransitivo. Revista Cult, n. 20, ano 18, p. 59, set. 2015. Fragmento).


    A alternativa correta com relação à estrutura sintática e de significação dos enunciados é:


    Escolha uma alternativa para a questão 3e769a39-0b
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir para responder à questão:


    Índia Velha 


    Índia Velha índia velha

    se lembra do cheiro verde

    na fonte limpa

    onde se matava a sede

    água boa de beber

    índia velha

    se lembra

    do teu tempo de criança

    tinha festa e tinha dança

    pra chover.

    índia velha

    se lembra

    do primeiro

    do segundo

    do terceiro branco

    que chegou

    se lembra?

    se lembra

    Quando tu andavas nua

    olha a cor de teu vestido

    encardido

    quando andas pela rua.

    se lembra!

    se lembra de teus colares

    teus amores a lua cheia

    lençóis de flores na aldeia

    se lembra?

    índia velha

    se lembra

    dos pés pisando no mato

    olha a cor de teu sapato

    pisando asfalto e areia.

    índia velha

    se lembra

    tantos brancos que

    chegaram

    tantos

    que até perdestes as contas

    e as contas de teus colares

    hoje andas tonta nos bares

    e é tão grande a dor que

    sentes e que o amor de tua gente

    foi junto ao rio

    foi junto ao rio

    por onde os brancos chegaram

    se lembra?

    se lembra?


    (MARINHO, Emmanuel. Cantos de terra. Campo Grande: Letra Livre, 2016. A primeira edição foi publicada em 1981 [2]).

    Considerando as relações entre o texto e o processo histórico-social sobre o qual se pronuncia, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 3e7a1237-0b
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir para responder à questão:


    Índia Velha 


    Índia Velha índia velha

    se lembra do cheiro verde

    na fonte limpa

    onde se matava a sede

    água boa de beber

    índia velha

    se lembra

    do teu tempo de criança

    tinha festa e tinha dança

    pra chover.

    índia velha

    se lembra

    do primeiro

    do segundo

    do terceiro branco

    que chegou

    se lembra?

    se lembra

    Quando tu andavas nua

    olha a cor de teu vestido

    encardido

    quando andas pela rua.

    se lembra!

    se lembra de teus colares

    teus amores a lua cheia

    lençóis de flores na aldeia

    se lembra?

    índia velha

    se lembra

    dos pés pisando no mato

    olha a cor de teu sapato

    pisando asfalto e areia.

    índia velha

    se lembra

    tantos brancos que

    chegaram

    tantos

    que até perdestes as contas

    e as contas de teus colares

    hoje andas tonta nos bares

    e é tão grande a dor que

    sentes e que o amor de tua gente

    foi junto ao rio

    foi junto ao rio

    por onde os brancos chegaram

    se lembra?

    se lembra?


    (MARINHO, Emmanuel. Cantos de terra. Campo Grande: Letra Livre, 2016. A primeira edição foi publicada em 1981 [2]).

    Assinale a alternativa correta que aponta correspondência pertinente entre o recurso expressivo usado pelo poeta e o efeito produzido.
    Escolha uma alternativa para a questão 3e7d59de-0b