História
- História do Brasil
- Prova de 2018
- UFMS
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 4239AF6B-CC
Instituição
108 questões de Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), todas de 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Leia o texto a seguir.
"A fome por terra, preocupação que dominou as atenções da primeira frente de ocupação da planície pantaneira na década de 1830, também estava presente entre os novos colonizadores. A exemplo dos primeiros, os que vieram na segunda onda se apossaram de grandes extensões, reproduzindo processos que faziam lembrar as primeiras divisões de terras no Brasil Colônia. O limite de suas ambições não eram modestos.
Essa disposição dos adventícios era apontada pelas autoridades provinciais como um entrave ao desenvolvimento de Mato Grosso porque, além de desestimular a imigração, eles também não recolhiam impostos sobre a terra à Fazenda Pública e não desenvolviam qualquer atividade produtiva."
ESSELIM, Paulo Marcos. A pecuária bovina no processo de ocupação e desenvolvimento econômico do pantanal sul-matogrossense (1830 – 1910). Dourados:Ed. UFGD, 2011. p. 303.
A constituição dos limites nacionais dependeram, especialmente nas regiões fronteiras, de ações
efetivas para sua ocupação em nome do Estado. Entretanto, mesmo apresentando pontos que
não eram totalmente acertados pelo poder político constituído a capitania, e depois província, de
Mato Grosso foi ocupada e teve como elemento de fixação do homem à terra a exploração dos
recursos ambientais. Assinale entre as opções a seguir a alternativa correta que está associada
ao texto do historiador Paulo Esselim:
Leia o texto a seguir.
"Nesta etapa de concentração em guetos, o objetivo nazista era expulsar os judeus da Europa ocupada, tornar os territórios incorporados pela Alemanha “judenrein”. Mas, nas palavras de Heydrich, uma vez que todo o “problema judeu” era insolúvel pela imigração, era necessária agora uma “solução territorial final”. Himmler afirmou que queria “ver o conceito judaico totalmente extinto (na Europa” pela virtual possibilidade de uma grande emigração de todos os judeus para a África ou outra colônia”. Uma das ideias era deportá-los para uma região da Polônia próxima à fronteira com a URSS (Lublin, entre os rios Vístula e Bug) onde ficariam confinados em um protetorado, ou para alguma colônia europeia na África ou América, como a Guiana inglesa."
CYTRYNOWICZ, Roney. Memória da barbárie. São Paulo: Nova Stella; Ed. USP, 1990. p. 38.
O texto apresentado trata de um importante evento ocorrido, em escala global, durante o século
XX. Assinale a alternativa correta que apresenta este evento histórico:
Leia o texto a seguir.
"O clipe de “Vai, malandra”, nova música da cantora carioca Anitta, foi lançado no YouTube na segunda-feira, dia 18 de dezembro, às 11 horas. Em 24 horas, teve 14 milhões de visualizações – foi o clipe brasileiro mais visto no dia em que foi lançado e o que ultrapassou a marca de 1 milhão de curtidas mais rapidamente. No Spotify, plataforma de streaming de músicas, o funk alcançou, na quarta-feira, dia 20, a 18ª posição da lista mundial de músicas mais tocadas. Foi a primeira vez que um artista brasileiro ficou no top 20. Estatísticas e recordes que compõe a curva do efeito Anitta em 2017.
A estética de “Vai, malandra” é toda celebração das comunidades cariocas. Anitta é da periferia, de Honório Gurgel, na Zona Norte do Rio. Anitta do funk foi lançada pelo Furacão 2000 sete anos atrás. Anitta é do rebolado, sempre usou seu talento de dançarina para promover seu trabalho Vestibular 2018 - UFMS - Página 31 de 34 como cantora. Não surpreende que ela tenha escolhido honrar essas três características no xeque-mate de sua estratégia de marketing. A cantora defende com afinco, dentro de suas limitações, o feminismo, o poder das mulheres, a diversidade."
TAVARES, Flávia. Personagem do ano. Revista Época, n. 1018, 25-12-2017, p. 22.
O fenômeno musical Anitta apresenta em sua música funk temáticas bastante debatidas na
contemporaneidade. De acordo com o texto, as músicas da cantora brasileira podem ser
entendidas como:
Leia o texto a seguir.
"Leibniz afirma: “Costumo chamar os escritos de ___________ de vestíbulo da verdadeira filosofia, já que, embora ele não tenha alcançado seu núcleo íntimo, foi quem dele se aproximou mais do que qualquer outro antes dele, com a única exceção de Galileu, do qual oxalá tivéssemos todas as meditações sobre os diversos temas, que o destino adverso reduziu ao silêncio. Quem ler Galileu e ___________ se encontrará em melhores condições de descobrir a verdade do que se houvesse explorado todo o gênero dos autores comuns”. O juízo ponderado de um grande filósofo sobre outro grande filósofo, que dá a medida exata da personalidade de ___________, com toda razão chamado precisamente de pai da filosofia moderna. Com efeito, ele assinalou uma reviravolta radical no campo do pensamento pela crítica a que se submeteu a herança cultural, filosófica e científica da tradição e pelos novos princípios sobre os quais edificou um novo tipo de saber, não mais centrado no ser ou em Deus, mas no homem e na racionalidade humana."
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do Humanismo a Descartes. São Paulo: Ed. Paulus, 2004. p. 283.
No texto apresentado, os autores recorrem aos escritos de Leibniz para mostrar o pensamento de
uma expressivo filósofo cujo nome foi suprimido do trecho transcrito. Assinale a alternativa correta
que contém o nome do pensador descrito no texto:
Leia a letra da canção Televisão, do grupo de rock brasileiro Titãs:
A televisão me deixou burro, muito burro demais
Agora todas coisas que eu penso me parecem iguais
O sorvete me deixou gripado pelo resto da vida
E agora toda noite quando deito é boa noite, querida.
...
Ô Cride, fala pra mãe
Que eu nunca li num livro que um espirro fosse um vírus sem cura
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!
...
A mãe diz pra eu fazer alguma coisa mas eu não faço nada
A luz do sol me incomoda, então deixa a cortina fechada
É que a televisão me deixou burro, muito burro demais
E agora eu vivo dentro dessa jaula junto dos animais
...
Ô Cride, fala pra mãe
Que tudo que a antena captar meu coração captura
Vê se me entende pelo menos uma vez, criatura!
Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto.
“Caracteriza-se pela presença de árvores baixas, inclinadas, tortuosas, com ramificações irregulares e retorcidas, e geralmente com evidências de queimadas. Os arbustos e subarbustos encontram-se espalhados, com algumas espécies apresentando órgãos subterrâneos perenes, que permitem a rebrota após queima ou corte.”
ICMBio. Disponível em: http://www.icmbio.gov.br. Texto adaptado.
O texto refere-se ao bioma:
“Em 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da Samarco, em Mariana (MG), provocou a liberação de uma onda de lama de mais de dez metros de altura, contendo 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos. Um grande impacto ambiental que desencadeou assoreamento dos cursos d’água, soterramento de nascentes e morte de todos os organismos vivos.”
GONÇALVES, D. P. Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/12/01/principais-desastres-ambientais-nobrasil-e-no-mundo. Texto adaptado.
O termo “impacto ambiental” pode ser conceituado como:
Quando analisa a relação cidade-campo, Graziano afirma:
"Está cada vez mais difícil delimitar o que é rural e o que é urbano. [...] Pode-se dizer que o rural hoje só pode ser entendido como um continuum do urbano, do ponto de vista espacial; e do ponto de vista da organização da atividade econômica as cidades não podem ser identificadas apenas com a atividade industrial nem o campo com a agricultura e a pecuária. Em poucas palavras, pode-se dizer que o meio rural brasileiro se urbanizou nas últimas décadas [...]."
GRAZIANO, J. S. O novo rural brasileiro. São Paulo: UNICAMP, 1999. p. 1.
Tendo como referência o fragmento textual acima, é correto afirmar que:
Leia p texto a seguir.
"A vegetação [...] o afoga; abrevia-lhe o olhar; agride-o e estonteia-o; enlaça-o na trama espinescente e não o atrai; repulsa-o com as folhas urticantes, com o espinho, com os gravetos estalado em lanças; e desdobra-se-lhe na frente léguas e léguas, imutável no aspecto desolado: árvores sem folhas, de galhos estorcidos e secos, revoltos, entrecruzados, apontando rijamente no espaço ou estirando-se flexuosos pelo solo, lembrando um bracejar imenso, de tortura, da flora agonizante."
O trecho acima foi extraído da obra Os Sertões, escrita por Euclides da Cunha, no relato de um dos mais sangrentos episódios da história brasileira.
A alternativa que aponta corretamente a relação entre a vegetação descrita acima e o episódio
narrado em Os Sertões é:
Read Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous
Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on
data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of
the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I
characterize the unequal relationship between society and national state with
Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an
opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then
we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of
autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to
contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the
local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent,
the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations
and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous
Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on
data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of
the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I
characterize the unequal relationship between society and national state with
Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an
opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then
we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of
autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to
contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the
local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent,
the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations
and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous
Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on
data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of
the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I
characterize the unequal relationship between society and national state with
Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an
opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then
we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of
autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to
contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the
local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent,
the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations
and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read Text to answer question.
The article analyzes the relationship of Indigenous
Peoples with the public policy of Social Assistance (AS) in Brazil. Based on
data collected during field work carried out in 2014, will analyze the case of
the Indigenous Reserve of Dourados, Mato Grosso do Sul. In the first part, I
characterize the unequal relationship between society and national state with
Indigenous Peoples to, then approach the Welfare State politics as an
opportunity to face the violation of rights resulting from the colonial siege. Then
we will see if Dourados to illustrate the dilemmas and possibilities of
autonomy and indigenous role faced with this public policy. It is expected to
contribute to the discussion of statehood pointing concrete cases where the
local implementation of AS policy is permeable to a greater or lesser extent,
the demands of Indigenous Peoples by adaptation to their social organizations
and worldviews.
(BORGES, Júlio César. Brazilian society has made us poor: Social Assistance and ethnic autonomy of Indiggenous Peoples. The case of Dourados, Mato Grosso do Sul. Horiz. antropol. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0104-71832016000200303&lng=en&nrm=iso&tlng=en>. Acesso em: 10 nov. 2018).
Read the comic to answer question.

According to the comic, it is correct to affirm that:

Leia atentamente o texto informativo a seguir.
Nosso símbolo
O nome já deixa evidente a origem indígena da bebida consumida diariamente por sulmato-grossenses de todos os cantos. O tereré só se tornou símbolo do Estado porque os índios guaranis aprenderam a domesticar a erva-mate.
Depois da Guerra do Paraguai, Tomás Laranjeira consegue a concessão de aproximadamente 8 milhões de hectares da região sul-fronteira para explorar a planta. Posteriormente, funda a Companhia Mate Laranjeira, que exporta grande volume para Argentina e para o Uruguai. O professor da UFMS Antônio Hilário Urquiza destaca que 70% da mão de obra utilizada nos ervais era guarani, que já tinham prática na lida.
“Os guaranis que domesticaram a erva-mate, que criaram o tereré, o chimarrão. Não qualquer índio. Foram os guaranis que estão aqui no nosso Estado. E hoje [o tereré] é um símbolo da juventude, da gastronomia, um símbolo identitário do nosso Estado. E é indígena”, reforça o professor e antropólogo. [...]
(Correio do Estado. Caderno especial “MS 41 anos”, 11 out. 2018).
A respeito dos sentidos construídos por esse texto, cujo objetivo maior é o de informar os leitores
a respeito do tereré como elemento identitário de Mato Grosso do Sul, é possível afirmar que: