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Instituição

Questões: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul — com gabarito

339 questões de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul, de 2016 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 339 questões
  • 3 provas

Resultados: 133 questões

Página 6 de 7

  • Linguagens

    Português

                                      Contra a mera “tolerância” das diferenças 

                                                                                                                 Renan Quintanilha 

          “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.

           “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.

         “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.

        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.

         Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.

         Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.

        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.

        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.

       Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2 .

         Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.

         O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em: <http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/> Acesso em: 03mai 2016.

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.

    Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:

    I. Tolerar aquele que é diferente significa aquiescer a sua existência.

    II. Não há tolerância em relação à existência autônoma do que é diferente dos padrões sociais.

    III. Tolerar não basta; é preciso admitir a existência do outro como membro da comunidade política.

    IV. Não existe consonância entre o argumento liberal sobre a tolerância e o sentido recorrente nos discursos da política.

    Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s) 
    Escolha uma alternativa para a questão 0af1090c-aa
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças

    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.

        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.

        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.

        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.

        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.

        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.

        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.

        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.

        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2. 

        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.

        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:<http://revistacult.uol.com.br/home/2016/02/contra-a-mera-tolerancia-das-diferencas/>  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.

    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
    Em “... ‘suportar com indulgência’, ou seja, deixar passar com resignação ...”, as palavras destacadas poderiam ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por respectivamente
    Escolha uma alternativa para a questão 22e6e783-84
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O “phrasal verb” “put off” (l. 02) é sinônimo de
    Escolha uma alternativa para a questão 5a4f83f6-db
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2018, Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos

    Disponív l m: <http://www.r vista ducacao.com.br/um-pr mio-para-todos-qu -alfab tizam/>. c sso m: 16 mar. 2018.

    Observe as seguintes afirmações.


    I - “Emérita”, “árido”, “últimas”, “sinônimo”, “métodos”, “fônicos”, “analíticos” “sintéticos” são palavras acentuadas graficamente pela mesma regra.

    II - Se a palavra “tema” (l. 05) fosse substituída por “matéria”, o “ao” (l. 04) deveria ser substituído por “à”.

    III -A expressão “acerca de ” (l. 14) pode ser substituída por “sobre ” sem nenhuma perda do sentido original do período.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão 5a435643-db
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder às questões de 31 a 36, considere o texto abaixo. 


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2018, Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)


    NOGUEIRA, Salvador. Os legados do gênio Stephen Hawking, na ciência e na vida. Disponível em:

    <https://super.abril.com.br/ciencia/os-legados-do-genio-na-ciencia-e-na-vida/>.

    Acesso em: 22 mar. 2018. (adaptado)

    Considere as seguintes afirmações acerca do emprego de tempos verbais no texto.


    I - Os v rbos “s ria” (l. 01) “ ntrou” (l. 05) estão conjugados no modo indicativo.

    II - Todos os verbos do quarto parágrafo estão conjugados no pretérito imperfeito do indicativo, porque fazem referência a rotinas e hábitos do passado.

    III - Os v rbos “Imagin ” (l. 18) “acho” (l. 27) estão conjugados no presente do subjuntivo.


    Quais estão corretas? 
    Escolha uma alternativa para a questão 5a3709aa-db
  • Linguagens

    Português

    A tirinha humorística a seguir representa uma interação entre uma menina, Mafalda, e sua mãe. Nela, está presente a maneira como a criança e o adulto tratam questões como crescer, amadurecer, envelhecer. Leia atentamente a figura, para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Textos


    Enquanto a mãe de Mafalda faz as unhas, a menina lhe faz perguntas sobre a velhice. Considerando a resposta que Mafalda recebe, só NÃO se pode concluir, no diálogo entre mãe e filha, que
    Escolha uma alternativa para a questão 92f686ea-ea
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Coesão e coerência


    LHULLIER, Luciana. Onde mora sua muiteza? In: No coração da floresta (blog). 08 out. 2013 (adaptado). Original disponível em: <https://contesdesfee.wordpress.com/page/2/>. Acesso: 05 ago. 2016.


    Vocabulário:

    Onírico: de sonho e/ou relativo a sonho.

    Pantomima: representação teatral baseada na mímica (ou seja, em gestos corporais); por extensão, situação falsa, representação, ilusão, fraude.

    Patético: que provoca sentimento de piedade ou tristeza; indivíduo digno da piedade alheia.

    A respeito do título, é correto afirmar que


    I. “Onde mora sua muiteza?” dirige-se à Alice fictícia, e o pronome possessivo “sua” remete claramente a essa personagem.

    II. “Onde mora sua muiteza?” dirige-se, através do pronome possessivo “sua”, ao(à) leitor(a) implícito(a) do texto.

    III. o pronome relativo “onde” e o verbo “morar”, no título, estão sendo empregados de forma coloquial. Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)

    Escolha uma alternativa para a questão 92df5cc3-ea
  • Linguagens

    Espanhol

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Imagem da questão de Espanhol, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Adaptado de: <https://blogs.iadb.org/ciudadessostenibles/2017/03/31/identidad-urbana-grafiti/>. Acesso em: 12 ago. 2017

    De las afirmaciones que siguen, la única correcta es
    Escolha uma alternativa para a questão 09ddee1a-db
  • Linguagens

    Espanhol

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Imagem da questão de Espanhol, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Adaptado de: <https://blogs.iadb.org/ciudadessostenibles/2017/03/31/identidad-urbana-grafiti/>. Acesso em: 12 ago. 2017

    Analiza las afirmaciones acerca del texto leído.


    I - En el primer párrafo, la autora plantea una pregunta sobre cómo podría la región latinoamericana adaptarse a las transformaciones espaciales del entorno de las ciudades sin deshacerse de lo propio.

    II - En Valparaíso, el abandono de ciertas zonas peligrosas que habían sido tomadas por los grafitis, hizo que se decidiera por transformarlas en regiones turísticas a través de la pintura de murales artísticos.

    III - Las autoridades de São Paulo y Bogotá actuaron de manera dicotómica frente a los dibujos identitarios que adornan la arquitectura de esas ciudades; en Colombia, se volvió en debate político esa cuestión.


    Es/Son correcta(s) la(s) afirmación(es) 
    Escolha uma alternativa para a questão 09d86ddd-db
  • Linguagens

    Espanhol

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Imagem da questão de Espanhol, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    Adaptado de: <https://blogs.iadb.org/ciudadessostenibles/2017/03/31/identidad-urbana-grafiti/>. Acesso em: 12 ago. 2017

    Pon (V) para las afirmaciones verdaderas y (F) para las falsas, según el texto.


    (  ) El texto salió a la luz en marzo del 2017 y puede ser clasificado como una noticia periodística. 

    (  ) El título del texto no es capaz de anticipar su tema central: el crecimiento de las ciudades metropolitanas de América Latina.

    (  ) Emilia Aragón hace una crítica respecto de los paisajes urbanos encontrados en sus viajes.

    (  ) Carlos Alanis es el nombre de algún artista callejero; Valparaíso, Oaxaca y Bogotá son localidades latinoamericanas.


    La secuencia correcta, en el mismo orden en que aparecen las afirmaciones, es
    Escolha uma alternativa para a questão 09cd602b-db
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question according to the text below.

    Terrorism: Understanding the Global Threat

    David J. Whittaker
    Longman/Pearson, 2013 - 236 p.

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Analyse the statements below, considering the review of the book “Terrorism: Understanding the Global Threat”.

    I - The book gives the reader a brief and informative overview of terrorism.

    II - According to Whittaker, it is impossible to prevent and control terrorism.

    III - David Whittaker explains what terrorism is and what its origins are.

    IV - The book was printed only once; it was first published by Pearson in 2013.


    The correct statements are
    Escolha uma alternativa para a questão 2f3e7c31-db
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question according to the text below.

    Terrorism: Understanding the Global Threat

    David J. Whittaker
    Longman/Pearson, 2013 - 236 p.

    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Mark the correct alternative according to the text above.
    Escolha uma alternativa para a questão 2f3b0381-db
  • Linguagens

    Inglês

    INSTRUCTION: Answer question according to the text below.


    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Mark the correct statement according to the text.
    Escolha uma alternativa para a questão 2f2fd3cf-db
  • Linguagens

    Espanhol

    INSTRUÇÃO: Responda à questão  com base na tira abaixo. 

    Imagem da questão de Espanhol, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Fonte: Quino. Consultado em: http://mafalda.dreamers.com/
    Considere as seguintes afirmativas sobre expressões usadas na tira.

    I - “está” (quadrinho 2) e “protege” (quadrinho 04) estão no mesmo tempo verbal.

    II - “alma” (quadrinho 4) é um substantivo feminino.

    III - “pega cada grito” (quadrinho 4) significa, em português, “solta cada grito”.


    Assinale a alternativa que contém a(s) afirmativa(s) correta(s)
    Escolha uma alternativa para a questão 3c41a89b-db
  • Linguagens

    Inglês

    De acordo com o cartum abaixo, o dilema do consumidor é



    Imagem da questão de Inglês, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Escolha uma alternativa para a questão 27dd7e85-db
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Coesão e coerência

    SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 14-15. 
    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referentes às substituições de nexos no texto. 


    (  ) A locução “Apesar de” (l. 17) poderia ser substituída por “A despeito de”, preservando o sentido e a correção, sem qualquer outra alteração na frase.

    (  ) A palavra “sobretudo” (l. 18) poderia ser substituída por “especialmente”, preservando o sentido e a correção, sem qualquer outra alteração na frase.

    (   ) A substituição de “no entanto” (l. 21) por “todavia” preservaria a correção e a relação de contraste estabelecida na frase.


    A alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é 
    Escolha uma alternativa para a questão 27af4680-db
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Textos

    SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 14-15. 
    Assinale a alternativa que contém substituições adequadas para as expressões “ambivalentes” (l. 03), “crivada” (l. 23) e “quiçá” (l. 26), considerando o sentido dessas expressões no texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 27ab04ea-db
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul 2017, Interpretação de Textos

    SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 14-15. 
    Assinale a alternativa que contém a afirmação correta com relação ao sentido do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 27a781df-db
  • Linguagens

    Português

    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Há concordância nominal INADEQUADA em:
    Escolha uma alternativa para a questão 9224c8f7-ea
  • Linguagens

    Português

    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Quanto à pontuação do texto, são feitas as seguintes afirmações:


    I. O emprego da vírgula em “Recebia casa, comida e roupa lavada e... “ apresenta a mesma justificativa do que o usado em “Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo”.
    II. Os travessões empregados em ”Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca” poderiam ser substituídos por parênteses sem acarretar prejuízo semântico.
    III. O uso dos dois-pontos em ” As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe...” se justifica pelo mesmo motivo empregado em “acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições”.


    Está(ão) INCORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
    Escolha uma alternativa para a questão 92217548-ea