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Instituição

Questões: Centro Universitário São Camilo — com gabarito

194 questões de Centro Universitário São Camilo, de 2017 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 194 questões
  • 3 provas

Resultados: 194 questões

Página 3 de 10

  • Ciências da Natureza

    Física

    Durante uma apresentação, um atleta de 80 kg caminha sobre uma prancha de 6 m de comprimento e 40 kg de massa, apoiada sobre dois suportes, A e B. Em determinado instante, ele para e permanece em equilíbrio em uma das extremidades da prancha, como mostra a figura.


    Imagem da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Estática e Hidrostática

    Sendo NA e NB as intensidades das forças verticais exercidas pelos apoios A e B sobre a prancha na situação de equlíbrio descrita, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 56c91bc6-07
  • Ciências da Natureza

    Física

    Dois blocos, A e B, de massas iguais a 4 kg e 6 kg, respectivamente, têm adesivos presos em suas superfícies, de modo que, se houver uma colisão entre eles, os blocos passam a se mover unidos, como um único corpo. Considere uma colisão frontal entre os blocos, em que antes da colisão, o bloco A se mova para direita com velocidade de módulo 1 m/s e B se mova para esquerda, com velocidade de módulo 2 m/s, conforme a figura.

    Imagem da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Colisão

    Desprezando todos os atritos, após a colisão os blocos se moverão
    Escolha uma alternativa para a questão 56cd0f83-07
  • Ciências da Natureza

    Física

    Antes de partir para uma viagem, Arnaldo calibra um dos pneus de seu carro com ar à temperatura de 27 ºC, sendo ni o número de mols de ar dentro dele no momento da partida. Quando chegou ao seu destino, agora com o ar dentro do pneu à temperatura de 51 ºC, Arnaldo observa que a pressão do ar dentro dele está acima daquela com que iniciara a viagem. Pretendendo que a pressão voltasse ao valor do início da viagem, Arnaldo esvazia um pouco o pneu, de modo que o número de mols de ar dentro dele, agora, seja nf . Considerando o ar um gás ideal e o volume do pneu constante durante todo o processo, a razão é ni / nf igual a
    Escolha uma alternativa para a questão 56d0753d-07
  • Ciências da Natureza

    Física

    A figura representa uma lente convergente de distância focal 20 cm e um objeto linear colocado perpendicularmente ao eixo principal da lente, na posição A, a 40 cm do seu centro óptico, O. Esse objeto é movimentado no sentido da lente e, dois segundos depois, chega ao ponto B, a 30 cm dela.

    Imagem da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Ótica

    No intervalo de tempo em que o objeto foi de A a B, a velocidade escalar média com que a imagem do objeto se movimentou foi de
    Escolha uma alternativa para a questão 56d3cf77-07
  • Ciências da Natureza

    Física

    No convés de um grande navio há um tubo de 5 m de comprimento que funciona como uma buzina quando o ar vibra dentro dele, estabelecendo ondas estacionárias em seu interior, conforme a figura.

    Imagem da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Oscilação e Ondas

    Considerando que o tubo seja aberto nas duas extremidades e que a velocidade do som no ar dentro e fora do tubo seja de 300 m/s, é correto afirmar que a frequência do som emitido por essa buzina é igual a
    Escolha uma alternativa para a questão 56d7f6bf-07
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um ímã XY com a forma de uma barra é serrado ao meio, obtendo-se dois novos ímãs XA e BY, como representado na figura 1.

    Figura 1 de 2 da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Magnetismo

    Esses novos ímãs são, separadamente, aproximados de uma mesma barra metálica que apresenta suas duas extremidades pintadas em verde e vermelho, de dois modos diferentes, observando-se os fenômenos descritos na figura 2.

    Figura 2 de 2 da questão de Física, Centro Universitário São Camilo 2017, Magnetismo

    A partir dessas informações, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 56dee3cd-07
  • Linguagens

    Português

    Examine a tira do cartunista americano Bill Watterson.

    Imagem da questão de Português, Centro Universitário São Camilo 2018, Figuras de Linguagem
    (Criaturas bizarras de outro planeta!:
    as aventuras de Calvin & Haroldo, 2011.)

    No último quadrinho, o garoto Calvin faz uso do seguinte recurso expressivo:
    Escolha uma alternativa para a questão 799ccd2f-07
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.

         O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
         De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
          – Sozinha a essas horas?
       Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
         – Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
         A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
          – Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
         O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela: 
          – Vem... Eu levo você... 
        Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
          Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
            – Amor, vou levar você agora.
           Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
           – Em Botafogo, por favor.
         Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo. 
          – É aqui – disse ela em voz baixa.
          Ele parou. Olhou para ela espantado:
           – Por que aqui?
          – Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
        E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.

    (Para uma menina com uma flor, 2009.)
    Ao intitular a narrativa de “Conto carioca”, o cronista chama a atenção para
    Escolha uma alternativa para a questão 79a1a2a5-07
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.

         O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
         De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
          – Sozinha a essas horas?
       Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
         – Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
         A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
          – Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
         O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela: 
          – Vem... Eu levo você... 
        Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
          Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
            – Amor, vou levar você agora.
           Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
           – Em Botafogo, por favor.
         Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo. 
          – É aqui – disse ela em voz baixa.
          Ele parou. Olhou para ela espantado:
           – Por que aqui?
          – Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
        E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.

    (Para uma menina com uma flor, 2009.)
    O desfecho da crônica pode ser caracterizado como
    Escolha uma alternativa para a questão 79a4f818-07
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.

         O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
         De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
          – Sozinha a essas horas?
       Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
         – Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
         A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
          – Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
         O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela: 
          – Vem... Eu levo você... 
        Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
          Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
            – Amor, vou levar você agora.
           Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
           – Em Botafogo, por favor.
         Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo. 
          – É aqui – disse ela em voz baixa.
          Ele parou. Olhou para ela espantado:
           – Por que aqui?
          – Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
        E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.

    (Para uma menina com uma flor, 2009.)
    As palavras do texto cujos prefixos exprimem ideia de negação são
    Escolha uma alternativa para a questão 79a80747-07
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica “Conto carioca”, de Vinicius de Moraes, para responder à questão.

         O rapaz vinha passando num Cadillac novo pela avenida Atlântica. Vinha despreocupado, assoviando um blue, os olhos esquecidos no asfalto em retração. A noite era longa, alta e esférica, cheia de uma paz talvez macabra, mas o rapaz nada sentia. Ganhara o bastante na roleta para resolver a despesa do cassino, o que lhe dava essa sensação de comando do homem que paga: porque tratava-se de um “duro”, e o automóvel era o carro paterno, obtido depois de uma promessa de fazer força nos estudos. O show estivera agradável e ele flertara com quase todas as mulheres da sua mesa. A lua imobilizava-se no céu, imparticipante, clareando a cabeleira das ondas que rugiam, mas como que em silêncio.
         De súbito, em frente ao Lido, uma mulher sentada num banco. Uma mulher de branco, o rosto envolto num véu branco, e tão elegante e bonita, meu Deus, que parecia também, em sua claridade, um luar dormente. O freio de pé agiu quase automaticamente e a borracha deslizou, levando o carro maneiroso até o meio-fio, onde estacou num rincho ousado. Depois ele deu ré, até junto da dama branca.
          – Sozinha a essas horas?
       Ela não respondeu. Limitou-se a olhar serenamente o rapaz do Cadillac, com seu olhar extraordinariamente fluido, enquanto o vento sul agitava-lhe docemente os cabelos cor de cinza.
         – Sabe que é muito perigoso ficar aqui até estas horas, uma mulher tão bonita?
         A voz veio de longe, uma voz branca, branca como a mulher, e ao mesmo tempo crestada por um ligeiro sotaque nórdico:
          – Perdi a condução... Não sei... é tão difícil arranjar condução...
         O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. Que criatura fascinante! Tão branca... Devia ser uma coisa branca, um mar de leite, um amor pálido. Suas pernas tinham uma alvura de marfim e suas mãos pareciam porcelanas brancas. Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho. Teve um gesto para ela: 
          – Vem... Eu levo você... 
        Ela foi. Abriu a porta do carro e sentou-se a seu lado. Fosse porque a madrugada avançasse, a noite se fizera mais fria e, ao tê-la aconchegada – talvez emoção –, o rapaz tiritou. Seus braços eram frios como o mármore e sua boca gelada como éter. Vinha dela um suave perfume de flores que o levou para longe. Ela se deixou, passiva, em seus braços, entregue a um mundo de beijos mansos.
          Quando a madrugada rompeu, ele acordou do seu letargo amoroso. A moça branca parecia mais branca ainda, e agora olhava o mar, de onde vinha um vento branco. Ele disse:
            – Amor, vou levar você agora.
           Ela deu-lhe seus olhos quase inexistentes, de tão claros:
           – Em Botafogo, por favor.
         Tocou o carro. A aventura dera-lhe um delírio de velocidade. Entrou pelo túnel como um louco e fez, a pedido dela, a curva de General Polidoro num ângulo quase absurdo. 
          – É aqui – disse ela em voz baixa.
          Ele parou. Olhou para ela espantado:
           – Por que aqui?
          – Eu moro aqui. Venha me ver quando quiser. Muito obrigada por tudo.
        E dando-lhe um último longo beijo, frio como o éter, abriu a porta do carro, passou através do portão fechado do cemitério e desapareceu.

    (Para uma menina com uma flor, 2009.)
    “O rapaz examinou-a já com olhos de cobiça. [...] Veio-lhe uma sensação estranha, um arrepio percorreu-lhe todo o corpo e ele se sentiu entregar a um sono triste, onde a volúpia cantava baixinho.” (8° parágrafo)

    Os termos sublinhados constituem, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão 79ab9063-07
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão. 

    Às vezes, em sonho triste
    Nos meus desejos existe
    Longinquamente um país
    Onde ser feliz consiste
    Apenas em ser feliz.

    Vive-se como se nasce
    Sem o querer nem saber.
    Nessa ilusão de viver
    O tempo morre e renasce
    Sem que o sintamos correr. 

    O sentir e o desejar
    São banidos dessa terra.
    O amor não é amor
    Nesse país por onde erra
    Meu longínquo divagar.

    Nem se sonha nem se vive:
    É uma infância sem fim.
    Parece que se revive
    Tão suave é viver assim
    Nesse impossível jardim.

    (Obra poética, 1997.)
    O eu lírico recorre a uma construção paradoxal em:
    Escolha uma alternativa para a questão 79af40f8-07
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão. 

    Às vezes, em sonho triste
    Nos meus desejos existe
    Longinquamente um país
    Onde ser feliz consiste
    Apenas em ser feliz.

    Vive-se como se nasce
    Sem o querer nem saber.
    Nessa ilusão de viver
    O tempo morre e renasce
    Sem que o sintamos correr. 

    O sentir e o desejar
    São banidos dessa terra.
    O amor não é amor
    Nesse país por onde erra
    Meu longínquo divagar.

    Nem se sonha nem se vive:
    É uma infância sem fim.
    Parece que se revive
    Tão suave é viver assim
    Nesse impossível jardim.

    (Obra poética, 1997.)
    Em “Sem que o sintamos correr.” (2a estrofe), o termo sublinhado refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 79b2eff6-07
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema do escritor português Fernando Pessoa para responder à questão. 

    Às vezes, em sonho triste
    Nos meus desejos existe
    Longinquamente um país
    Onde ser feliz consiste
    Apenas em ser feliz.

    Vive-se como se nasce
    Sem o querer nem saber.
    Nessa ilusão de viver
    O tempo morre e renasce
    Sem que o sintamos correr. 

    O sentir e o desejar
    São banidos dessa terra.
    O amor não é amor
    Nesse país por onde erra
    Meu longínquo divagar.

    Nem se sonha nem se vive:
    É uma infância sem fim.
    Parece que se revive
    Tão suave é viver assim
    Nesse impossível jardim.

    (Obra poética, 1997.)
    Os versos “O sentir e o desejar / São banidos dessa terra.” (3a estrofe) podem ser reescritos, sem prejuízo para o seu sentido e respeitando-se a correção gramatical, da seguinte forma:
    Escolha uma alternativa para a questão 79b6812e-07
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à questão.

         Na dedicatória de seu livro O progresso da sabedoria (1605) a Jaime I, sir Francis Bacon declara: “de todas as pessoas ainda vivas que conheci, sua Majestade é o melhor exemplo de um homem que representa a opinião de Platão, de que todo conhecimento é apenas memória”. Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.
          Após derrotar os persas em uma série de conflitos durante as primeiras décadas do século V a.C., a civilização grega viveu um século e meio de grande esplendor, inspirada pela liderança de Péricles, que governou Atenas por 32 anos, de 461 a 429. Nem mesmo as amargas disputas entre Atenas, Esparta e outros Estados, que acabaram resultando na Guerra do Peloponeso, entre 431 e 404, conseguiram ofuscar o incrível nível de sofisticação atingido durante esse período. Nas palavras de H. G. Wells, “durante esse período o pensamento e o impulso criativo e artístico dos gregos ascenderam a níveis que os transformaram numa fonte de luz para o resto da História”. Que essa luz tenha continuado a brilhar através dos tempos, sobrevivendo a séculos de intolerância religiosa e muitas guerras, é a prova concreta de coragem intelectual daqueles que acreditam que a busca do conhecimento é o antídoto contra a cegueira causada pela repressão e pelo medo.

    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)
    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão 79ba2e33-07
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder à questão.

         Na dedicatória de seu livro O progresso da sabedoria (1605) a Jaime I, sir Francis Bacon declara: “de todas as pessoas ainda vivas que conheci, sua Majestade é o melhor exemplo de um homem que representa a opinião de Platão, de que todo conhecimento é apenas memória”. Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.
          Após derrotar os persas em uma série de conflitos durante as primeiras décadas do século V a.C., a civilização grega viveu um século e meio de grande esplendor, inspirada pela liderança de Péricles, que governou Atenas por 32 anos, de 461 a 429. Nem mesmo as amargas disputas entre Atenas, Esparta e outros Estados, que acabaram resultando na Guerra do Peloponeso, entre 431 e 404, conseguiram ofuscar o incrível nível de sofisticação atingido durante esse período. Nas palavras de H. G. Wells, “durante esse período o pensamento e o impulso criativo e artístico dos gregos ascenderam a níveis que os transformaram numa fonte de luz para o resto da História”. Que essa luz tenha continuado a brilhar através dos tempos, sobrevivendo a séculos de intolerância religiosa e muitas guerras, é a prova concreta de coragem intelectual daqueles que acreditam que a busca do conhecimento é o antídoto contra a cegueira causada pela repressão e pelo medo.

    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)
    “Embora Platão tenha provavelmente escrito essas linhas como uma alegoria à sua crença na imortalidade da alma, e Bacon, como parte de um astuto plano para obter certos favores do rei, podemos nos referir a elas como uma alegoria à enorme importância que o pensamento grego exerceu e exerce no desenvolvimento da cultura ocidental.” (1° parágrafo)

    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas entre as orações que compõem esse período, a conjunção sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido, por
    Escolha uma alternativa para a questão 79be2771-07
  • O Brasil e um número crescente de países voltaram a protestar hoje (07.03.2018) na ________ e a pedir para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconsiderar a medida unilateral contra importações de aço e alumínio. Alguns países mencionaram o impacto de uma guerra comercial. No entanto, mais uma vez nenhum país ameaçou claramente com retaliação ou denúncia porque continuam aguardando a medida formal a ser tomada por Trump.

    (www.valor.com.br. Adaptado.)

    O nome da organização supranacional que preenche a lacuna do texto é
    Escolha uma alternativa para a questão 79c1ae9d-07
  • A eleição do clérigo moderado Hassan Rohani, em 15 de junho de 2013, supõe um degelo das relações com os Estados Unidos. Em 27 de setembro, Rohani e o presidente americano Barack Obama falam por telefone, um tipo de contato inédito desde a Revolução Islâmica. Em 14 de julho de 2015, o país alcança um acordo com as potências mundiais sobre seu programa nuclear, acabando com 12 anos de crise e 21 meses de negociações.

    (https://istoe.com.br. Adaptado.)

    As transformações apresentadas no excerto foram protagonizadas pelo
    Escolha uma alternativa para a questão 79c4c1e5-07
  • Ciências Humanas

    História

    Em julho de 2017, as então Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) anunciaram que iriam se transformar em um partido político, segundo determinação tomada pelo Plenário do Estado Maior da guerrilha. A transição só foi possível após uma intensa negociação entre os dirigentes da cúpula das FARC e o governo colombiano, que em 2016 assinaram um acordo de paz, colocando fim a um conflito armado que já perdurava por 52 anos.

    (https://operamundi.uol.com.br.)

    A guerrilha FARC teve origem no contexto histórico-ideológico da
    Escolha uma alternativa para a questão 79c82274-07
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Imagem da questão de Geografia, Centro Universitário São Camilo 2018, Geografia Política
    (https://commons.wikimedia.org)

    Considerada na atualidade um dos Tigres Asiáticos, a cidade chinesa em destaque no mapa constituiu uma colônia do Reino Unido até 1997, ano em que o governo da China assumiu a sua administração oficial. Tal cidade é
    Escolha uma alternativa para a questão 79cb80ed-07