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Instituição

Questões: Faculdade Cásper Líbero — com gabarito

462 questões de Faculdade Cásper Líbero, de 2009 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 462 questões
  • 11 provas

Resultados: 462 questões

Página 22 de 24

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


        A Independência (que tem seu ponto de partida na transferência da corte portuguesa em 1808) assinala a estruturação do Estado Brasileiro, o que determina, com a configuração da nova individualidade nacional que o Brasil passava a apresentar, a grande e variada série de consequências que derivam da inclusão no próprio país e sobre a base exclusiva de nacionais, do seu centro político, administrativo e social. A inspiração, orientação e direção do conjunto da vida brasileira se farão daí por diante a partir de seu próprio interior onde se localizarão seus estímulos e impulsos, o que torna possível definir, propor e realizar as aspirações e interesses propriamente nacionais. Do ponto de vista estritamente econômico, destaquemos unicamente o que a estruturação do Estado nacional representaria como fator de ampliação das despesas públicas, com reflexo imediato nas particulares; e portanto de ativação de vida econômica e financeira, aumento da renda nacional e do consumo que isso representa. O efeito conjugado desses fatores resultará, em consequência da brusca transformação ocorrida, no profundo desequilíbrio financeiro e nas crises que caracterizam a vida do Império até meados do século. E constitui circunstância que influi poderosamente no sentido de estimular a integração nacional da economia brasileira. Isso será tanto mais sensível e de efeitos mais amplos, que acresce um fator de ordem político-administrativa a atuar no mesmo sentido. Até a Independência, as capitanias brasileiras, depois províncias e hoje Estados, se achavam dispersas e cada qual muito mais ligada à metrópole portuguesa que às demais. A administração sediada no Rio de Janeiro era de fato, no que respeita ao conjunto da colônia, puramente nominal, e sua jurisdição não ia realmente além da intitulada capital e sede do Vice-reinado e das capitanias meridionais. A transferência da corte torna o Rio de Janeiro efetivamente em centro e capital do país que se articulará assim num todo único. Essa situação se consolidará com a efetivação da Independência e a formação do Estado nacional brasileiro, que constituem assim a definitiva integração territorial do país antes disperso e interligado unicamente através e por via da metrópole.
        De maior proporção ainda, no que respeita à transformação da antiga colônia em coletividade nacional integrada e organizada, são estes primeiros passos decisivos da incorporação efetiva da massa trabalhadora à sociedade brasileira que consistem na supressão do tráfico africano (1850) e seus corolários naturais: o estímulo à imigração europeia de trabalhadores destinados a suprir a falta de mão-de-obra provocada pela supressão daquele tráfico, e a abolição da escravidão (1888). (Caio Prado Júnior. A revolução brasileira.) 
    Assinale a alternativa que apresenta corretamente o desenvolvimento das ideias expostas no texto, de forma consecutiva:
    Escolha uma alternativa para a questão 12da4d2e-ec
  • Linguagens

    Inglês

    Read the article below and answer question.


    The El Mercurio File
    By Peter Kornbluh


    “For the better part of two years, a group of editors, journalism students, and human rights lawyers in Santiago, Chile, have been gathering evidence against their country’s leading media mogul, Agustín Edwards, to, at minimum, have him expelled from the press guild, the Academy of Chilean Journalists. The editor of the leftist magazine Puncto Final, Manuel Cabieses, has filed a formal petition accusing Edwards of violating the academy’s code of ethics by conspiring with the Nixon White House and the CIA between 1970 and 1973 to foment the military coup that overthrew the elected government of Salvador Allende and brought General Augusto Pinochet to power, thirty years ago this month. ‘Doonie’, as Edwards is known to his closest friends, is the patriarch of the press – a Chilean Rupert Murdoch. His media empire encompasses Chile’s renowned national newspaper, El Mercurio, a second national paper, Ultimas Noticias, and Santiago’s leading afternoon paper, La Segunda, along with a dozen smaller regional journals. In September 1970, when Chileans narrowly elected Allende, a Socialist, to the presidency, Edwards was widely considered to be the richest man in Chile – and the individual with the most to lose financially from Allende’s election.
    The ethics charges against Edwards are likely to receive a boost from a careful analysis of formerly secret U.S. documents that shed considerable new light on CIA covert media operations in Chile. Since 1975, when a special congressional committee chaired by Idaho Senator Frank Church issued its report, Covert Action in Chile: 1963-1973, it has been no secret that the CIA provided significant funding to El Mercurio, put reporters and editors on its payroll, and used the paper, in the committee’s words, as ‘the most important channel for anti-Allende propaganda.’ But with the declassification of thousands of CIA and White House records at the end of Clinton administration, the history of the ‘El Mercurio Project’ emerges in far greater detail. Among the key revelations in the documents:
    • Even before Allende was inaugurated as president of Chile, Edwards came to Washington and discussed with the CIA the ‘timing for possible military action’ to prevent Allende from taking office. • President Nixon directly authorized massive funding in the newspaper. The White House approve close to $2 million dollars – a significant sum when turned into Chilean currency on the black market.
    • Secret CIA cables from mid-1973 identified El Mercurio as among the ‘most militant parts of the opposition’ pushing for military intervention to overthrow Allende.
    • In the aftermath of the coup, the CIA continued to covertly finance media operations in order to influence Chilean public opinion in favor of the new military regime, despite General Pinochet’s brutal repression.”
    From: KORNBLUH, Peter. “The El Mercurio File”. Columbia Journalism Review. New York, p.14-15, September/October 2007.
    Say which sentence is true according to the text above.
    Escolha uma alternativa para a questão 6d115c9e-eb
  • Ciências Humanas

    Geografia

    A partir da leitura do texto “De volta à condição proletária”, de Ruy Braga e Marco Aurélio Santana, responda à questão.


    “Berço histórico do chamado ‘novo sindicalismo’ brasileiro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC comemorou 50 anos de existência no último dia 12 de maio. É praticamente impossível lembrar dessa efeméride sem associá-la àquele movimento grevista do ano de 1978 que renovou o cenário político brasileiro catalisando o fim da ditadura e impulsionando a luta pela redemocratização do país por meio, principalmente, da criação do Partido dos Trabalhadores (PT) – e, posteriormente, da Central Única dos Trabalhadores (CUT). (…) Amalgamada pelo desenvolvimento industrial acelerado, pelo despotismo fabril, por condições de trabalho degradantes, pelo autoritarismo estatal e por intensos fluxos migratórios, essa ‘nova’ classe trabalhadora fordista, periférica, do ABC paulista não tardaria a contradizer os prognósticos sociológicos do início dos anos 1970. Em vez de politicamente ‘passiva’, pois carente de ‘tradições’ organizativas, ela seria militante e rebelde. (…) Contudo, como indicava a filósofa Simone Weil, ‘a condição operária muda continuamente’ (…)
    As razões para o desmanche da classe mobilizada e o retorno a uma condição proletária indiferenciada são conhecidas e enlaçam processos econômicos, políticos e simbólicos. Indo do geral ao particular, parece-nos que a mundialização capitalista, tendo os mercados financeiros à frente, responde por parte substantiva dos motivos que geraram essa realidade. Nos países capitalistas avançados, após a longa transição dos anos 1970, a entrada em cena de quantidades desmedidas de capitais financeiros – na forma de fundos de pensão, fundos mútuos, seguros e fundos hedge – reconfigurou o modelo de desenvolvimento fordista que vigorava até então. Resultante da desregulamentação dos mercados de capitais e da contraonfesiva política neoliberal, somadas ao desenvolvimento das tecnologias da informação, um novo regime de acumulação financeirizado emergiu para restabelecer a lucratividade da empresas. (…)
    No Brasil, a década de 1990 foi marcada por essas características. As transformações produtivas incrementaram o desemprego e degradaram o ambiente laboral, desestruturando ainda mais nosso mercado de trabalho. O aumento da concorrência entre os trabalhadores foi acompanhado pela multiplicação das formas, até então atípicas, de contratação de trabalho. (…)
    Uma imagem capaz de ilustrar com nitidez o especial significado das transformações do mundo do trabalho no Brasil contemporâneo talvez seja a da ocupação que mais cresceu em termos numéricos nos anos recentes: os operários de telemarketing. Amalgamado pelos investimentos no setor de serviços, pelas privatizações, pelas tercerizações, pela rotatividade, pela informatização e pela financeirização das empresas, esse ‘infoproletariado’, carente de tradições organizativas e, portanto, despolitizado e com baixa aparição coletiva na cena pública, é a verdadeira antítese da classe mobilizada das greves de 1978”.
    “De volta à condição proletária”, Ruy Braga e Marco Aurélio Santana, Revista Cult, ano 12, número 139. Texto adaptado.
    Observe atentamente a imagem ao lado e assinale a alternativa que apresenta correspondência de sentido entre ela, o texto “De volta à condição proletária” e o episódio do G-20.


    Imagem da questão de Geografia, Faculdade Cásper Líbero 2009, Geografia Econômica
    Imagem de uma das manifestações ocorridas em Londres, durante a Cúpula de Líderes do G-20 financeiro, em abril de 2009.
    Escolha uma alternativa para a questão 6ce90a4c-eb
  • Ciências Humanas

    História

    “Diz-se em Cuba que as grandes mudanças têm data certa para ocorrer: 1º de janeiro. Foi nesse dia, em 1899, que a bandeira da Espanha desceu dos mastros do país, e, após um longo movimento de independência, subiu aos céus caribenhos o símbolo dos novos donos da ilha: a bandeira listrada dos Estados Unidos. Os revolucionários cubanos já expulsavam praticamente os espanhóis quando 15 mil soldados americanos desembarcaram em Cuba e só saíram de lá três anos depois, quando incluíram na Constituição do novo país um artigo inusitado: a chamada Emenda Platt, que permitia que os americanos entrassem e saíssem como e quando quisessem da ilha – o que fizeram de forma direta e indireta durante 60 anos, até outro 1º de janeiro” (Alessandro Meiguins, Fidel e a Revolução: 45 anos depois. Revista Aventuras da História, 2004).

    A partir da leitura do texto e do conhecimento da história de Cuba, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 6cd4c241-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta sobre Edifício Master, de Eduardo Coutinho.
    Escolha uma alternativa para a questão 6cd14c99-eb
  • “Nesta quinta-feira (19), Pyongyang afirmou que está pronto para entrar em guerra com a vizinha Coreia do Sul. ‘O grupo de traidores não deve esquecer nunca que o Exército do Povo da Coreia do Norte está completamente pronto para uma confrontação’, disse um militar, citado pela agência KCNA” (Folha Online, 23/2/2009). Assinale a alternativa que indica a principal motivação do acirramento da tensão entre as Coreias, no primeiro semestre de 2009.
    Escolha uma alternativa para a questão 6cc79d5e-eb
  • “O Paraguai vai aceitar a oferta do Brasil sobre a hidrelétrica binacional de Itaipu, o que encerraria disputa que há 11 meses afeta a relação entre os países e trava o Mercosul” (Folha de S.Paulo, 24/7/09). Assinale a alternativa correta sobre o acordo firmado entre Brasil e Paraguai, em julho de 2009, referente à usina de Itaipu.
    Escolha uma alternativa para a questão 6cc02c6e-eb
  • Assinale a alternativa correta sobre o Plano Real, cuja implantação na economia brasileira completou 15 anos em 2009.
    Escolha uma alternativa para a questão 6cb9974d-eb
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.


        Na linguagem cotidiana a palavra trabalho tem muitos significados. Embora pareça compreensível, como uma das formas elementares de ação dos homens, o seu conteúdo oscila. Às vezes, carregada de emoção, lembra dor, tortura, suor do rosto, fadiga. Noutras, mais que aflição e fardo, designa a operação humana de transformação da matéria natural em objeto de cultura. É o homem em ação para sobreviver e realizar-se, criando instrumentos, e com esses, todo um novo universo cujas vinculações com a natureza, embora inegáveis, se tornam opacas.
        Em quase todas as línguas da cultura europeia, trabalhar tem mais de uma significação. (...) Em português, apesar de haver labor e trabalho, é possível achar na mesma palavra trabalho ambas as significações: a de realizar uma obra que expresse o indivíduo, que lhe dê reconhecimento social e permaneça além de sua vida; e a de esforço rotineiro e repetitivo, sem liberdade, de resultado consumível e incômodo inevitável.
        No dicionário aparece em primeiro lugar o significado de aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar determinado fim; atividade coordenada de caráter físico ou intelectual, necessária a qualquer tarefa, serviço ou empreendimento; exercício dessa atividade como ocupação permanente, ofício, profissão.
        Mas trabalho tem outros significados mais particulares, como o de esforço aplicado à produção de utilidades ou obras de arte, mesmo dissertação ou discurso. Pode significar o conjunto das discussões e deliberações de uma sociedade ou assembleia convocada para tratar de interesse público, coletivo ou particular: “Os trabalhos da assembleia do sindicato tiveram como resultado a greve”. Pode significar o serviço de uma repartição burocrática, e ainda os deveres escolares dos alunos a serem verificados pelos professores. Como pode indicar o processo do nascimento da criança: “a mulher entrou em trabalho de parto”.
        Além de atividade e exercício, trabalho também significa dificuldade e incômodo: “aqui vieram passar trabalho”; “a última enchente deu muito trabalho”. Pois junto a todas as suas significações ativas, trabalho em português, e no plural, quer dizer preocupações, desgostos e aflições. É o conteúdo que predomina em labor, mas ainda está presente em trabalho.
        Isso se compreende melhor ao descobrir que em nossa língua a palavra trabalho se origina do latim tripalium, embora outras hipóteses a associem a trabaculum. Tripalium era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, usado pelos agricultores para bater o trigo, as espigas de milho, o linho, para rasgá-los e esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripalium apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois. A tripalium se liga o verbo do latim vulgar tripaliare, que significa justamente torturar.
        Ainda que originalmente o tripalium fosse usado no trabalho do agricultor, no trato do cereal, é do uso desse instrumento como meio de tortura que a palavra trabalho significou por muito tempo – e ainda conota – algo como padecimento e cativeiro. Desse conteúdo semântico de sofrer passou-se ao de esforçar-se, laborar e obrar. O primeiro sentido teria perdurado até o início do século XV; essa evolução de sentido teria ocorrido ao mesmo tempo em outras línguas latinas, como trabajo em espanhol, traballo em catalão, travail em francês e travaglio em italiano.
        No dicionário filosófico você poderá encontrar que o homem trabalha quando põe em atividade suas forças espirituais ou corporais, tendo em mira um fim sério que deve ser realizado ou alcançado. Assim, mesmo que não se produza nada imediatamente visível com o esforço do estudo, o trabalho de ordem intelectual corresponde àquela definição tanto quanto o trabalho corporal, embora seja este que leve a um resultado exteriormente perceptível, a um produto concreto ou a uma mudança de estado ou situação.
        Todo trabalho supõe tendência para um fim e esforço. Para alguns trabalhos, esse esforço será preponderantemente físico; para outros, preponderantemente intelectual. Contudo, parece míope e interesseira essa classificação que divide trabalho intelectual e trabalho corporal. A maioria dos esforços intelectuais se faz acompanhar de esforço corporal; uso minhas mãos e os músculos do braço quando datilografo estas páginas, que vou pensando. E o pedreiro usa sua inteligência ao empilhar com equilíbrio os tijolos sobre o cimento ainda não solidificado.
        O trabalho do homem aparece cada vez mais nítido quanto mais clara for a intenção e a direção de seu esforço. Trabalho, nesse sentido, possui o significado ativo de um esforço afirmado e desejado para a realização de objetivos; até mesmo o objetivo realizado, a obra, passa a ser chamado trabalho. Trabalho é o esforço e também seu resultado: a construção como processo e ação, e o edifício pronto. (Suzana Albornoz. Texto adaptado).
    Ainda sobre a leitura do texto de Suzana Albornoz, é possível depreender que:
    Escolha uma alternativa para a questão 6cb35a5c-eb
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.


        Na linguagem cotidiana a palavra trabalho tem muitos significados. Embora pareça compreensível, como uma das formas elementares de ação dos homens, o seu conteúdo oscila. Às vezes, carregada de emoção, lembra dor, tortura, suor do rosto, fadiga. Noutras, mais que aflição e fardo, designa a operação humana de transformação da matéria natural em objeto de cultura. É o homem em ação para sobreviver e realizar-se, criando instrumentos, e com esses, todo um novo universo cujas vinculações com a natureza, embora inegáveis, se tornam opacas.
        Em quase todas as línguas da cultura europeia, trabalhar tem mais de uma significação. (...) Em português, apesar de haver labor e trabalho, é possível achar na mesma palavra trabalho ambas as significações: a de realizar uma obra que expresse o indivíduo, que lhe dê reconhecimento social e permaneça além de sua vida; e a de esforço rotineiro e repetitivo, sem liberdade, de resultado consumível e incômodo inevitável.
        No dicionário aparece em primeiro lugar o significado de aplicação das forças e faculdades humanas para alcançar determinado fim; atividade coordenada de caráter físico ou intelectual, necessária a qualquer tarefa, serviço ou empreendimento; exercício dessa atividade como ocupação permanente, ofício, profissão.
        Mas trabalho tem outros significados mais particulares, como o de esforço aplicado à produção de utilidades ou obras de arte, mesmo dissertação ou discurso. Pode significar o conjunto das discussões e deliberações de uma sociedade ou assembleia convocada para tratar de interesse público, coletivo ou particular: “Os trabalhos da assembleia do sindicato tiveram como resultado a greve”. Pode significar o serviço de uma repartição burocrática, e ainda os deveres escolares dos alunos a serem verificados pelos professores. Como pode indicar o processo do nascimento da criança: “a mulher entrou em trabalho de parto”.
        Além de atividade e exercício, trabalho também significa dificuldade e incômodo: “aqui vieram passar trabalho”; “a última enchente deu muito trabalho”. Pois junto a todas as suas significações ativas, trabalho em português, e no plural, quer dizer preocupações, desgostos e aflições. É o conteúdo que predomina em labor, mas ainda está presente em trabalho.
        Isso se compreende melhor ao descobrir que em nossa língua a palavra trabalho se origina do latim tripalium, embora outras hipóteses a associem a trabaculum. Tripalium era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, usado pelos agricultores para bater o trigo, as espigas de milho, o linho, para rasgá-los e esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripalium apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois. A tripalium se liga o verbo do latim vulgar tripaliare, que significa justamente torturar.
        Ainda que originalmente o tripalium fosse usado no trabalho do agricultor, no trato do cereal, é do uso desse instrumento como meio de tortura que a palavra trabalho significou por muito tempo – e ainda conota – algo como padecimento e cativeiro. Desse conteúdo semântico de sofrer passou-se ao de esforçar-se, laborar e obrar. O primeiro sentido teria perdurado até o início do século XV; essa evolução de sentido teria ocorrido ao mesmo tempo em outras línguas latinas, como trabajo em espanhol, traballo em catalão, travail em francês e travaglio em italiano.
        No dicionário filosófico você poderá encontrar que o homem trabalha quando põe em atividade suas forças espirituais ou corporais, tendo em mira um fim sério que deve ser realizado ou alcançado. Assim, mesmo que não se produza nada imediatamente visível com o esforço do estudo, o trabalho de ordem intelectual corresponde àquela definição tanto quanto o trabalho corporal, embora seja este que leve a um resultado exteriormente perceptível, a um produto concreto ou a uma mudança de estado ou situação.
        Todo trabalho supõe tendência para um fim e esforço. Para alguns trabalhos, esse esforço será preponderantemente físico; para outros, preponderantemente intelectual. Contudo, parece míope e interesseira essa classificação que divide trabalho intelectual e trabalho corporal. A maioria dos esforços intelectuais se faz acompanhar de esforço corporal; uso minhas mãos e os músculos do braço quando datilografo estas páginas, que vou pensando. E o pedreiro usa sua inteligência ao empilhar com equilíbrio os tijolos sobre o cimento ainda não solidificado.
        O trabalho do homem aparece cada vez mais nítido quanto mais clara for a intenção e a direção de seu esforço. Trabalho, nesse sentido, possui o significado ativo de um esforço afirmado e desejado para a realização de objetivos; até mesmo o objetivo realizado, a obra, passa a ser chamado trabalho. Trabalho é o esforço e também seu resultado: a construção como processo e ação, e o edifício pronto. (Suzana Albornoz. Texto adaptado).
    Assinale a alternativa em que o sentido da palavra em destaque não está ligado à noção de trabalho.
    Escolha uma alternativa para a questão 6caf7e2b-eb
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto e responda à questão.


        A maior estrela da Festa Literária Internacional de Paraty é uma figura anacrônica. Se você não conhece o jornalista e escritor Gay Talese, pode chegar a essa conclusão apenas pela observação de suas roupas e sua postura altiva. Está sol e faz calor em Paraty, mas Gay Talese só anda de terno. (...) O homem consegue ser a referência, mesmo para os que não sabem nada sobre sua importância. Ele passa, e todos olham.
        Ler sobre Talese apenas aumenta a impressão de que ele não pertence ao mundo atual. Ele foi um dos fundadores de uma maneira de reportar fatos chamada new journalism (novo jornalismo). Nada mais é do que contar a realidade com o cuidado e o talento de quem escreve um romance. Mesmo que o espaço seja um pequeno artigo de jornal. Em seu perfil mais famoso, sobre o cantor Frank Sinatra, não falou com o personagem principal. Observou-o durante uma noite inteira e ouviu todas as pessoas comuns, anônimas, que o cercavam. Contou a história como quem descreve uma cena. Como ficção.
        Talese não entende a internet e abomina o fato de que jovens jornalistas achem possível exercer a profissão diante da tela de um computador. “Quando eles querem saber algo, perguntam ao Google. Estão comprometidos apenas com as perguntas que fazem. Não se chocam acidentalmente com nada que estimule a pensar ou a imaginar”, diz. Sua doutrina é quem escuta muito e pergunta pouco. “Em nossa profissão, você não precisa fazer perguntas. Basta ir às ruas e olhar as pessoas. É aí que você descobre a vida como ela realmente é”, afirma. Para isso precisamos de tempo. E a internet não tem tempo a perder.(...)
        A cidade de Paraty olha para Gay Talese com espanto. Mas o ponto de vista dele, de dentro de seu terno com corte fino, embaixo de seu chapéu, é de quem acha que o mundo é que está diferente do que deveria ser. Em nenhum momento ele se sente estranho, ou fora de moda, principalmente quando fala de sua maior paixão: escrever sobre a realidade. (Época, 6/7/2009).
    Assinale a alternativa correta quanto ao sentido, à coerência e à coesão.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c93c320-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa que apresenta a análise crítica do excerto do conto “São Marcos”, integrante de Sagarana, de Guimarães Rosa, apresentado a seguir.


    “E era para mim um poema esse rol de reis leoninos, agora despojados da vontade sanhuda e só representados na poesia. Não pelos cilindros de ouro e pedras, postos sobre as reais comas riçadas, nem pelas alargadas barbas, entremeadas de fios de ouro. Só, só por causa dos nomes.
    Sim, que, à parte o sentido prisco, valia o ileso gume do vocábulo pouco visto e menos ainda ouvido, raramente usado, melhor fora se jamais usado. Porque, diante de um gravatá, selva moldada em jarro jônico, dizer-se apenas drimirim ou amormeuzinho é justo; e, ao descobrir, no meio da mata, um angelim que atira para cima cinqüenta metros de tronco e fronde, quem não terá ímpeto de criar um vocativo absurdo e bradá-lo – Ó colossialidade! – na direção da altura?
    E não é sem assim que as palavras têm canto e plumagem.”
    Escolha uma alternativa para a questão 6c80035f-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta sobre os versos de “Carta a Stalingrado”, poema que integra A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, apresentados a seguir.


    “A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
    Os telegramas de Moscou repetem Homero.
    Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
    que nós, na escuridão, ignorávamos.”
    Escolha uma alternativa para a questão 6c78d0a1-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta sobre A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c755570-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta sobre o excerto da “Estória do ladrão e do papagaio”, que integra o livro Luuanda, de José Luandino Vieira, apresentado a seguir.

    “Nem uazekele kié-uazeka kiambote, nem nada, era só assim a outra maneira civilizada como ele dizia; mas também depois ficava na boa conversa de patrícios e, então, aí o quimbundo já podia se assentar no meio de todas as palavras, ele até queria, porque para falar bem-bem português não podia, o exame da terceira é que estava lhe tirar agora e por isso não aceitava falar um português de toda a gente, só queria falar o mais superior.”
    Escolha uma alternativa para a questão 6c7061a0-eb
  • Linguagens

    Português

    Assinale a alternativa correta sobre Luuanda, de José Luandino Vieira.
    Escolha uma alternativa para a questão 6c6c4e3c-eb
  • Linguagens

    Inglês

    Tell Us What to Call the Generation After Millennials {Please)

        Millennials are getting older. Not that much older, of course. We're a roughly defined generational cohort, but arguably the oldest members of our demographic set are just beginning to reach the age of 40.

        Meanwhile, the American generation behind millennials has started to move intothe workplace. And while some have proposed names for this group born in 1995 and after — Generation Z, PostMillennials, The Homeland Generation, iGeneration — all of these names are bad. The first two don't even strive for originality! Come on. Then again, it's hard to know what makes a generational name stick.

        "Millennial" was coined in the late 1980s by the consultants Neil Howe and William Strauss, both baby boomers, before the term Generation X was even popularized. (They wanted to call them "13th Gen," but that didn't stick, and neither did "slackers."

        But their term "millennial" did not become the dominant name for the huge generation after those two until much later. "In retrospect, it's easy to see that names that people gravitate to say something," Mr. Howe said in a recent interview. "Either the name itself or the way in which it was adapted."

        But Malcolm Harris, the millennial author of "Kids These Days: Human Capital and the Making of Millennials," argues that those most interested in naming generations are those trying to sell things to that cohort.

        "Generations are really only understood in retrospect," Mr. Harris said. "Some people have a financial interest in naming them as soon as possible, people trying to sell stuff. That's the first perspective we get on any cohort, and I don't think it's necessarily a very good one."

        One stumbling block is a lack of agreement about the birth years for each generation. People on the fringes can feel as if they've got almost nothing in common with the rest of the group. A few years' difference can determine if you could have been drafted for Vietnam, watched the first MTV videos, or were born into a world of instant messaging.

        In 2015, the Census Bureau said that there were 83.1 million American millennials (born between 1982 and 2000), exceeding the 75.4 million baby boomers (between 1946 and 1964), and the 65 million that Pew Research said belong in Generation X (between 1965 and 1980). But the generation after millennials is still so ill-defined (probably because of the whole name issue) that an accurate count has not yet been established.

        And a good name? Nope.


    Fonte: New York Times. Publicado em 23/01/2018. Disponível em: https://www.nytimes. com/2018/01/23/style/generation-names.html

    Qual das afirmações a seguir é FALSA?
    Escolha uma alternativa para a questão b58be78b-e6
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following interview to answer question.


    Giving Capitalism a Social Conscience
    David Bornstein


        For more than 40 years, Muhammad Yunus, the Bangladeshi founder of the Grameen Bank and recipient of the 2006 Nobel Peace Prize, has been asserting that the most powerful way to eradicate poverty is to unleash the untapped entrepreneurial capacity of people everywhere. “Poverty is not created by poor people,” he says. “It’s created by the system we built. Poor people are like a bonsai tree. You take the best seed from the tallest tree in the forest, but if you put it in a flower pot to grow, it grows only a meter high. There’s nothing wrong with the seed. The problem is the size of the pot. Society doesn’t give poor people the space to grow as tall as everybody else. This is the crux of the matter.”
        Yunus has recently written a new book, “A World of Three Zeros: The New Economics of Zero Poverty, Zero Unemployment, and Zero Net Carbon Emissions,” in which he argues that capitalism is in crisis and remains moored in a flawed conception of human motivation. He proposes a far more robust role in the economy for “social businesses,” which he defines as “non-dividend” companies “dedicated to solving human problems.”
        At 77, Yunus shows no signs of slowing down. He reports on an astonishing array of work he has been involved in — supporting and codeveloping social businesses (often in partnership with large corporations) in Bangladesh, Brazil, Colombia, France, Haiti, India, Japan, Uganda and numerous other countries.
        “We need to abandon our unquestioning faith in the power of personal-profit-centered markets to solve all problems and confess that the problems of inequality are not going to be solved by the natural working of the economy as it is currently structured,” Yunus writes.
        “This is not a comfortable situation for anyone, including those who are on top of the social heap at any given time. Do the wealthy and powerful … like having to avert their eyes from the homeless and hungry people they pass on the street? Do they enjoy using the tools of the state — including its police powers and other forms of coercion — to suppress the inevitable protests mounted by those on the bottom? Do they really want their own children and grandchildren to inherit this kind of world?”

    Fonte: New York Times. Publicado em 10/10/2017. Disponível em: https://www.nytimes.com/2017/10/10/ opinion/giving-capitalism-a-social-conscience.html . Acesso em 06/11/2017. [Excerpt]

    It is correct to say that in the last paragraph, Yunus words are:
    Escolha uma alternativa para a questão ff9720e9-ef
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    Inglês

    First read the review below and then answer question.


    REVIEW: ‘MULTITUDINOUS HEART,’ NEWLY TRANSLATED POETRY BY CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


    Books of The Times

    By Dwight Garner JULY 2, 2015




        Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) is widely considered the greatest poet in the history of Brazil, a country where poets are taken seriously. One of his poems, “Canção Amiga” (“Friendly Song”), was once printed on the 50 cruzados bill.

        Mr. Drummond’s bald, equine, bespectacled visage appears on T-shirts and book bags in Brazil. Since 2002 there has been a statue of him on the Copacabana in Rio de Janeiro, his adopted hometown. This statue faces away from, not toward, the ocean. This was a witty decision (he was an inward poet) that annoys the unintelligentsia, who want him spun around.

        Now we have “Multitudinous Heart,” an expanded, reshuffled and welcome selection of Mr. Drummond’s verse. In new translations by Richard Zenith, we meet a sophisticated and cerebral poet who, true to this book’s title, speaks in many registers. He is by turns melancholy and ironic, sentimental and self-deprecating, remote and boyish.

        His wealthy father owned ranches in the mountainous state of Minas Gerais, and the poet was the fifth of six children to reach adulthood. He was used to hubbub. Large family meals are recalled, and there is a constant sense of a raucous daily grind: “Weddings, mortgages,/the cousins with TB,/ the crazy aunt.”

        Yet the poems more often contain a measured sense of solitude. Mr. Drummond studied to become a pharmacist but worked most of his life as a civil servant in the Ministry of Education.

        He was said to be anything but gregarious; he was never a “smiling public man,” in Yeats’s locution. He was animated on the inside. One of his favorite words was “twisted.” He thought we humans were mostly impertinent and odd.

        He felt wizened before his time. In a 1945 poem, he speaks of “the old man in me./He began to harass me in childhood.” In a 1951 poem, “The Table,” he writes:


    A bunch of louts in our fifties,

    balding, used up, burned out,

    yet in our chests we preserve

    intact that boyish candor,

    that scampering into the woods,

    that craving for things forbidden.


        Mr. Drummond is worth encountering on the page. You probably need this volume and the earlier one, alas, to glimpse him in full. In a satirical 1945 poem titled “In Search of Poetry,” he offered this advice for the apprentice poet:


        Don’t dramatize, don’t invoke,

    don’t inquire. Don’t waste time lying.

    Don’t get cross.

    Your ivory yacht, your diamond shoe,

    your mazurkas and superstitions, your family skeletons

    all vanish in the curve of time, they’re worthless.


        Ha. The good news about “Multitudinous Heart” is that it proves Mr. Drummond didn’t believe a word of that hooey.


    Source: http://www.nytimes.com/2015/07/03/books/review-multitudinous-heart-newly-translated- -poetry-by-carlos-drummond-de-andrade.html Access October 15, 2016. Adapted.

    It is correct to say that Mr. Garner describes Mr. Drummond as:
    Escolha uma alternativa para a questão fa22252f-e7
  • Linguagens

    Inglês

    Read the film review below and answer the questions that follow.


    INSIDE JOB – REVIEW - 4/5 STARS

    How did the financial crash of 2008 happen? This documentary, narrated by Matt Damon, does a good job of explaining a complex story of credit and discredit.


    (…)
    This film is as gripping as any thriller. Aided by some fascinating interviews, Ferguson lays out an awful story. In the 1980s, the markets and financial services were deregulated, and the driving force for this liberalisation was Alan Greenspan, formidable chairman of the US federal reserve board from 1987 to 2006. Banks and loan companies were freer to gamble with their depositors' money; they were themselves freer to borrow more; they were free to offer investors dizzyingly complex financial instruments, with income streams from different debts bundled up, including high-interest home loans offered to high-risk borrowers – the so-called "sub-prime" market that offered mouthwateringly high returns.

    (…)
    Perhaps the most sensational aspect of this film is Ferguson's contention that the crash corrupted the discipline of economics itself. Distinguished economists from America's Ivy League universities were drafted in by banks to compose reports sycophantically supporting reckless deregulation. They were massively paid for these consultancies. The banks bought the prestige of the academics, and their universities' prestige, too. Ferguson speaks to many of these economists, who clearly thought they were going to be interviewed as wry, dispassionate observers. It is really something to see the expression of shock, outrage and fear on their faces as they realise they're in the dock. One splutters with vexation; another gives vent to a ripe Freudian slip. Asked by Ferguson if he has any regrets about his behaviour, he says: "I have no comments … uh, no regrets."

    This is what Ferguson means by "inside job". There is a revolving door between the banks and the higher reaches of government, and to some extent the groves of academe. Bank CEOs become government officials, creating laws convenient for their once and future employers.

    Perhaps only the pen of Tom Wolfe could do justice to these harassed, bald, middle-aged masters of the universe, as they appear in Ferguson's film. The director shows how their body-language is always the same: somehow more guilty-looking when they are in the White House rose garden in their career pomp, being introduced to the press, than when they are facing openly hostile Senate hearings. They look uneasy, shifty, in weirdly ill-fitting suits, as if they are oppressed by the scrutiny, and worn out, possibly, by the strain of suppressing their own scruples. Their financial capacity far outstrips their capacity for enjoying themselves. They look very unhappy. Occasionally, British figures including Mervyn King and Alistair Darling are to be glimpsed in these photos, reminding us that we Brits have been ardent deregulators, as well.

    (…)
    I was reminded of Michael Lewis's Liar's Poker, his very funny book about the financial mentality of the 80s boom. He noted that if a regular person won the lottery, he might roll around on the floor, kicking his legs up with glee, but when bankers won their arbitrary lottery, they instead became solemn, pompous, overwhelmed with their own importance and stateliness. Their recklessness and excess coexisted with an almost priestly sense of worth. Even more than rich lawyers, rich bankers felt that their money proved their superior cleverness and also moral worthiness as the generators of prosperity. Yet that prosperity didn't trickle down very far.
    Source: http://www.theguardian.com/film/2011/feb/17/inside-job-review Access October 10, 2015.
    ‘The groves of academe’, on the review:
    Escolha uma alternativa para a questão 8dbd1b1e-ef