Pular para o conteúdo

Instituição

Questões: Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação — com gabarito

464 questões de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 464 questões
  • 6 provas

Resultados: 148 questões

Página 7 de 8

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Em “Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam”, é possível verificar o uso de:
    Escolha uma alternativa para a questão 298482e0-de
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto abaixo para responder a questão:


    Prrrii!!
    -Aí, Heitor!
    A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.
    A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:
    -Aaaah!
    Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.
    Delírio futebolístico no Parque Antártica.
    Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.
    -Neco, Neco!
    Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.
    -Gooool! Gooool!
    Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.
    -Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!
    Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:
    -Go-o-o-o-o-o-o-l!
    Miquelina fechou os olhos de ódio.

    (MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)
    Uma das características da narrativa modernista é a sensação de alta velocidade com que as cenas são elaboradas. No trecho do conto de Antônio de Alcântara Machado, escritor modernista, essa alta velocidade é sugerida:
    Escolha uma alternativa para a questão 297d6859-de
  • Linguagens

    Português

    Leia a charge abaixo, que tem como tema uma cobrança de falta no futebol, para responder a questão:

    Imagem da questão de Português, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2014, Interpretação de Textos
    (Disponível em https://opiodopovo.files.wordpress.com/2009/09/laerte-17-08-dragea116.jpg, acesso em 05/08/2014.)
    A sátira que a tira acima faz ao futebol tem como alvo:
    Escolha uma alternativa para a questão 29757862-de
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o cartoon abaixo para responder a questão.


    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    O cartoon apresenta uma crítica ao processo democrático. Apoiando-se nas informações do cartoon, indique a alternativa que apresenta essa crítica.
    Escolha uma alternativa para a questão 4b3a06b2-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto abaixo para responder a questão.


    Democracy and hypocrisy


        REMEMBER the opprobrium heaped on Recep Tayyip Erdogan, Turkey’s prime minister, in June for using tear gas and water-cannon against his people? Imagine the outrage if Vladimir Putin ordered Russian troops to fire live ammunition into demonstrators on the streets of Moscow. But over the weekend, when Egypt’s generals set about killing scores of protesters, the West responded with furrowed brows and pleas for all sides to refrain from violence. Such meekness betrays not only a lack of moral courage, but also a poor sense of where Egypt’s—and the West’s—real interests lie.
        The shooting took place in Cairo early on July 27th near the parade ground where, three decades earlier, President Anwar Sadat had been assassinated. Supporters of Muhammad Morsi, ousted in a coup at the beginning of July, were marching to demand that the army should restore him to the presidency. Riot police (and their civilian supporters) opened fire. More than 80 members of the Muslim Brotherhood, Mr Morsi’s party, died; many more were injured.
    [...]
    (www.economist.com - acesso em 07/08/2013)
    De acordo com o texto, é verdadeiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b355df6-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto abaixo para responder a questão.


    Democracy and hypocrisy


        REMEMBER the opprobrium heaped on Recep Tayyip Erdogan, Turkey’s prime minister, in June for using tear gas and water-cannon against his people? Imagine the outrage if Vladimir Putin ordered Russian troops to fire live ammunition into demonstrators on the streets of Moscow. But over the weekend, when Egypt’s generals set about killing scores of protesters, the West responded with furrowed brows and pleas for all sides to refrain from violence. Such meekness betrays not only a lack of moral courage, but also a poor sense of where Egypt’s—and the West’s—real interests lie.
        The shooting took place in Cairo early on July 27th near the parade ground where, three decades earlier, President Anwar Sadat had been assassinated. Supporters of Muhammad Morsi, ousted in a coup at the beginning of July, were marching to demand that the army should restore him to the presidency. Riot police (and their civilian supporters) opened fire. More than 80 members of the Muslim Brotherhood, Mr Morsi’s party, died; many more were injured.
    [...]
    (www.economist.com - acesso em 07/08/2013)
    A reação do Ocidente à atitude do governo do Egito, citada no primeiro parágrafo do texto, foi:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b31d4ec-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto sobre as manifestações ocorridas em meados de 2013 no Brasil para responder a questão.


    Brazil Leader Suffers Setback on Overhaul



        While the president and other politicians have publicly sympathized with the protesters, passing major changes remains daunting and demonstrations continue to simmer across the country. Still, some changes have come at a surprising pace, including harsher penalties for government corruption and rollbacks of transit fares. Legislation to put 75 percent of oil royalties toward education and 25 percent toward health care — two areas that have been a focus of the protests — is moving quickly through Congress.
        But political change has proved sticky for Ms. Rousseff. She first called for a constituent assembly, but withdrew the proposal under criticism from politicians and legal experts. Then she proposed a plebiscite to be held in time for changes to take effect by next year’s election, meaning the vote would have to be held, and subsequent congressional legislation enacted, by early October.
    (www.nytimes.com - acesso em 08/07/2013)
    De acordo com o primeiro parágrafo do texto, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 4b29915c-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto sobre as manifestações ocorridas em meados de 2013 no Brasil para responder a questão.


    Brazil Leader Suffers Setback on Overhaul



        While the president and other politicians have publicly sympathized with the protesters, passing major changes remains daunting and demonstrations continue to simmer across the country. Still, some changes have come at a surprising pace, including harsher penalties for government corruption and rollbacks of transit fares. Legislation to put 75 percent of oil royalties toward education and 25 percent toward health care — two areas that have been a focus of the protests — is moving quickly through Congress.
        But political change has proved sticky for Ms. Rousseff. She first called for a constituent assembly, but withdrew the proposal under criticism from politicians and legal experts. Then she proposed a plebiscite to be held in time for changes to take effect by next year’s election, meaning the vote would have to be held, and subsequent congressional legislation enacted, by early October.
    (www.nytimes.com - acesso em 08/07/2013)
    Baseado nas informações contidas no texto, é correto afirmar que a Presidenta Dilma Roussef
    Escolha uma alternativa para a questão 4b264620-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere as definições de democracia do humorista Johnny Carson para responder a questão:



    “What Democracy Means to Me”


        Democracy is people of all races, colors, and creeds united by a single dream: to get rich and move to the suburbs away from people of all races, colors, and creeds. [...]

        Democracy is buying a big house you can’t afford with money you don’t have to impress people you wish were dead. And, unlike communism, democracy does not mean having just one ineffective political party; it means having two ineffective political parties. [...]

        Yes, democracy means fighting every day for what you deserve, and fighting even harder to keep other weaker people from getting what they deserve. Democracy means never having the Secret Police show up at your door. Of course, it also means never having the cable guy show up at your door. It’s a tradeoff. Democracy means free television. Not good television, but free.

    (www.thefaulkingtruth.com - acesso em 07/08/2013)
    Em relação às informações sobre o acesso à informação em um sistema democrático, pode-se afirmar mais corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 4b222f13-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere as definições de democracia do humorista Johnny Carson para responder a questão:



    “What Democracy Means to Me”


        Democracy is people of all races, colors, and creeds united by a single dream: to get rich and move to the suburbs away from people of all races, colors, and creeds. [...]

        Democracy is buying a big house you can’t afford with money you don’t have to impress people you wish were dead. And, unlike communism, democracy does not mean having just one ineffective political party; it means having two ineffective political parties. [...]

        Yes, democracy means fighting every day for what you deserve, and fighting even harder to keep other weaker people from getting what they deserve. Democracy means never having the Secret Police show up at your door. Of course, it also means never having the cable guy show up at your door. It’s a tradeoff. Democracy means free television. Not good television, but free.

    (www.thefaulkingtruth.com - acesso em 07/08/2013)
    Segundo o que é afirmado sobre os sistemas democrático e comunista, pode-se inferir que o humorista
    Escolha uma alternativa para a questão 4b1f0e2e-dc
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    “O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo”. O controle exercido pela prefeitura neste trecho encontra correspondência no papel exercido no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a374b57-dc
  • Linguagens

    Português

    Texto para a questão.


        No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.

        Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.

    [...]

        Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.

        Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!

    (Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

    Mais do que descrever uma ação, o trecho do conto parece focalizar os sentimentos conflituosos do personagem 35 diante das comemorações do Dia do Trabalho. Esse sentimento conflituoso é despertado pelo fato de que a classe trabalhadora:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a2ff7c8-dc
  • Linguagens

    Português

    Um olhar estrangeiro
    Vanessa Jurgenfeld


        Há anos, o americano James Green se dedica ao ensino de história do Brasil na Universidade Brown, nos Estados Unidos. Em junho, ele desembarcou no Rio de Janeiro para o que seria apenas mais um simpósio internacional, mas foi surpreendido pela magnitude das manifestações de rua que tornariam junho um mês histórico. Green não teve dúvidas: com as atividades da conferência suspensas um pouco mais cedo, decidiu ouvir de perto as vozes das ruas.
        Assim como Green, outros brasilianistas passaram pelo país nos últimos dias. O historiador Bryan McCann, da Universidade Georgetown, e o economista Werner Baer, da Universidade de Illinois. Aproveitando as férias de verão nos Estados Unidos e o recesso das aulas, visitaram o Brasil para tocar pesquisas sobre assuntos como favelas no Rio e infraestrutura. Depararam-se, porém, com as manifestações, e agora tentam interpretar suas causas e possíveis consequências.
        Green faz ressalvas a comparações internacionais. Para ele, os pesquisadores têm grande dificuldade para analisar os fatos de fora porque, muitas vezes, não entendem as complexidades internas dos países. “Achei inadequadas as análises que imediatamente fizeram analogias com o Oriente Médio. A única coisa em comum é que se usou o mesmo meio [o Facebook] para a mobilização.” Segundo ele, as ansiedades e as preocupações dos manifestantes são totalmente diferentes. “Não dá para comparar o regime autoritário que estava no Egito antes da “Primavera Árabe” com o Brasil, que antes das manifestações tinha um governo com 70% de aprovação.”
        Diferentemente de Green, McCann e Baer acreditam que a onda global recente de protestos indica que o Brasil pode não ser um caso único. Para McCann, comparações com os episódios na Turquia e mesmo com o movimento Occupy Wall Street, que ocorreu nos Estados Unidos em 2011, são pertinentes. “Certamente, as características brasileiras são um pouco diferentes. Mas as manifestações deixam claro que a mídia social e a comunicação instantânea ajudam a espalhar um modo de agir, ajudam a levantar pessoas.” Numa comparação com a Turquia, McCann diz que, embora o Brasil seja “muito mais democrático”, o perfil dos manifestantes é similar. “É uma faixa parecida da população - os jovens -, e o que se poderia chamar de nova classe média. São manifestações de consumidores e de cidadãos que estão exigindo um nível melhor de serviços do governo e de transparência.” Assim como no Occupy Wall Street, McCann identifica nas manifestações no Brasil uma insatisfação com a distribuição de renda e o entendimento de que o crescimento econômico em si não é bom para todo mundo. No Brasil, apesar de a desigualdade cair nos últimos 20 anos, o fato é que alguns enriquecem muito mais rapidamente e de forma mais expressiva do que a maioria, que continua com problemas cotidianos de saúde e transporte público, e não vai comprar mais a ideia de que tudo está ótimo porque tem as Olimpíadas e a Copa do Mundo.” Para o historiador Bryan McCann, as mobilizações acabaram com a utopia de que o Brasil tinha resolvido todos os seus problemas. Baer concorda que as manifestações no Brasil não devem ser vistas de maneira isolada. Mas diz que aqui parece existir insatisfação com questões específicas, como o reaparecimento da inflação e os atrasos em obras de infraestrutura. “É uma mistura de fatos que deixou a população insatisfeita. Não tenho uma teoria nova, são as mesmas especulações que todo mundo está fazendo. Combinando essas insatisfações em geral com o acesso à rede social, resulta esse tipo de acontecimento.” Mas o que o deixou um pouco surpreso é que, embora haja uma taxa de crescimento baixa da economia brasileira, o desemprego - que vem sendo objeto de manifestações em diversos países desenvolvidos - não aumentou. “Então, é muito difícil saber exatamente o que acontece. Acho que ninguém tem uma teoria certa. Nenhuma pessoa honesta pode dizer exatamente: “eu sei a causa de tudo isso””.
        Os brasilianistas observam diferenças nas atitudes dos governos dos diferentes países frente às manifestações. “De certa maneira, o governo brasileiro está reagindo”, diz Baer. “Parece que a presidente Dilma Rousseff sabe que alguma coisa precisa ser feita para atender às reivindicações. McCann concorda que o governo brasileiro procura responder aos protestos, diferentemente do que faz o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, “que está tapando os ouvidos”. A presidenta Dilma, segundo ele, está acenando para o movimento popular. “Se vai dar em alguma coisa, não sei. A reforma política é necessária e isso está claro há uns dez anos. Green argumenta que, para se compreender o encadeamento de protestos no Brasil, é preciso pensar na relação com “as promessas de uma social-democracia justa e ampla que não estão sendo cumpridas por um governo que diz que tudo está melhorando”. A energia política liberada nas ruas, em diferentes manifestações de insatisfação, precisaria, num processo de desdobramento natural, ser combinada com um vigor correspondente na realização das mudanças reclamadas. Os protestos poderão incentivar uma disputa mais acirrada na próxima eleição presidencial. “Acho que a percepção é de que vai haver mais competição política e que a reeleição de Dilma não está garantida. Agora há realmente um debate, o que também é algo positivo”, diz McCann.
    (Adaptado de Valor Econômico, 19/07/2013, pp. 11-13.)
    Apesar de voltado para a área das finanças, o texto acima foi publicado em um veículo destinado à vulgarização das informações sobre o mercado. Assim, é pertinente o uso de linguagem que se aproxime à oralidade. É possível encontrar esse tipo de estrutura em:
    Escolha uma alternativa para a questão 4a1f98b8-dc
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o cartum a seguir para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (https://www.gocomics.com/working-daze/2019/03/09 - Acessado em: 10/03/2109.)
    O que provoca a indignação de Dana?
    Escolha uma alternativa para a questão fffffd9f-f0
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto a seguir para responder à questão.


    Facebook’s new data policy: Answers to your privacy questions

        Facebook, the world’s largest social network, revamped the policies it uses when collecting data on the more than 2 billion people who use it every month. As part of the new policy, released April 19, the company is also spelling out more clearly how it collects and uses that information about you.

        Where does Facebook get information about me?

        It finds this information from a mixture of photos, videos and thoughts you post on your timeline. It also gleans data from your interactions with Facebook friends, as well as the pages and posts you “like.” Plus, the company collects seven different kinds of information it takes from a phone, computer or tablet you’re using. That includes data about the version of software you’re running, how low your battery is and how much storage you have left on your device. On top of that, Facebook can access information about devices that are connected to the same network you’re on.

        This kind of info is often used for something industry experts call fingerprinting, which is how websites identify you based on all the data they can collect from your device.

    (Adaptado de https://www.cnet.com/news/facebook-data-policy-answers-to-your-privacyquestions-cambridge-analytica/. Publicado em: 21 abr. 2018.

    Acesso em: 21 ago. 2018, às 16h31.)

    “Fingerprinting”, segundo o texto, é a maneira pela qual
    Escolha uma alternativa para a questão c202179f-f2
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto a seguir para responder à questão.


    Facebook’s new data policy: Answers to your privacy questions

        Facebook, the world’s largest social network, revamped the policies it uses when collecting data on the more than 2 billion people who use it every month. As part of the new policy, released April 19, the company is also spelling out more clearly how it collects and uses that information about you.

        Where does Facebook get information about me?

        It finds this information from a mixture of photos, videos and thoughts you post on your timeline. It also gleans data from your interactions with Facebook friends, as well as the pages and posts you “like.” Plus, the company collects seven different kinds of information it takes from a phone, computer or tablet you’re using. That includes data about the version of software you’re running, how low your battery is and how much storage you have left on your device. On top of that, Facebook can access information about devices that are connected to the same network you’re on.

        This kind of info is often used for something industry experts call fingerprinting, which is how websites identify you based on all the data they can collect from your device.

    (Adaptado de https://www.cnet.com/news/facebook-data-policy-answers-to-your-privacyquestions-cambridge-analytica/. Publicado em: 21 abr. 2018.

    Acesso em: 21 ago. 2018, às 16h31.)

    De acordo com as informações apresentadas no texto, os dados coletados pelo Facebook são
    Escolha uma alternativa para a questão c1fdfe71-f2
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o texto e o gráfico abaixo para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Corresponds to the quantification of homicides of women 15 years of age and over, killed by gender violence. Expressed in absolute number and rate per 100,000 women.

    Femicide or feminicide in Latin America, the Caribbean and Spain

        According to official information provided by countries, in 2016 a total of 1,917 women from 17 countries in the region (14 from Latin America and 3 from the Caribbean) were victims of feminicide or femicide.

        Honduras is still, for all years in the historical series, the country of the region with the highest number of femicides (466 in 2016), reaching a worrying rate of 10,2 femicides per 100,000 women. El Salvador currently presents the highest rate of femicides: 11,0 per 100,000 women, meaning 349 deaths in 2016.

        Those figures are a strong call to attention to persevere in its efforts sustain and deepen efforts at national level to put an end to this problem. In addition to concrete measures of prevention, care, protection and reparation, the availability of information is another major challenge to eradicate violence against women.

    (Adaptado de https://oig.cepal.org/en/indicators/femicide-or-feminicide.

    Acesso em: 17 ago. 2018, às 16h25.)

    Considerando as informações apresentadas sobre El Salvador, em 2016, a população de mulheres, com 15 anos ou mais, era de, aproximadamente,
    Escolha uma alternativa para a questão c1f2fd06-f2
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.


    THE child of Mary Queen of Scots,

    A shifty mother’s shiftless son,

    Bred up among intrigues and plots,

    Learned in all things, wise in none.

    Ungainly, babbling, wasteful, weak,

    Shrewd, clever, cowardly, pedantic,

    The sight of steel would blanch his cheek.

    The smell of baccy drive him frantic.

    He was the author of his line –

    He wrote that witches should be burnt;

    He wrote that monarchs were divine,

    And left a son who – proved they weren’t!


    (http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)

    Segundo o poema, o neto de Mary Queen of Scots:
    Escolha uma alternativa para a questão 973135d5-e6
  • Linguagens

    Inglês

    Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.


    THE child of Mary Queen of Scots,

    A shifty mother’s shiftless son,

    Bred up among intrigues and plots,

    Learned in all things, wise in none.

    Ungainly, babbling, wasteful, weak,

    Shrewd, clever, cowardly, pedantic,

    The sight of steel would blanch his cheek.

    The smell of baccy drive him frantic.

    He was the author of his line –

    He wrote that witches should be burnt;

    He wrote that monarchs were divine,

    And left a son who – proved they weren’t!


    (http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)

    Sobre os monarcas descritos no poema, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 972d40c1-e6
  • Linguagens

    Inglês

    Economic Recession Has Impact on
    Museums And Cultural Centres
    SILAS MARTÍ - 03/22/2016

         Long gone is the golden age of blockbuster exhibitions that marked the past few years of Brazil’s cultural scene. The country’s museums have maintained an ominous silence in relation to their plans for this year of recession. This is not owing to any desire for secrecy, but rather due to the dominating sense of uncertainty. For many months, the economic crisis has been quietly gnawing away at cultural institutions, resulting in devastating staff cuts in almost all of the country’s museums. However, it is only now that the effects of the downturn are rearing their ugly head in the public eye, with the start of what ought to be the exhibition season with the arrival of the São Paulo art fair in two weeks time.

    (Adaptado de www1.folha.uol.com.br - acesso em 27/06/2016)
    Entre as consequências apresentadas no texto que justificam o título do artigo, podemos citar:
    Escolha uma alternativa para a questão 97154117-e6