Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2014
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 298482E0-DE
Instituição
464 questões de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, de 2013 a 2019. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Considere o cartoon abaixo para responder a questão.

Texto para a questão.
No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.
Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.
[...]
Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.
Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!
(Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)
Texto para a questão.
No grande dia Primeiro de Maio, não eram bem seis horas e já o 35 pulara da cama, afobado. Estava bem disposto, até alegre, ele bem afirmara aos companheiros da Estação da Luz que queria celebrar e havia de celebrar.
Os outros carregadores mais idosos meio que tinham caçoado do bobo, viesse trabalhar que era melhor, trabalho deles não tinha feriado. Mas o 35 retrucava com altivez que não carregava mala de ninguém, havia de celebrar o dia deles. E agora tinha o grande dia pela frente.
[...]
Abriu o jornal. Havia logo um artigo muito bonito, bem pequeno, falando na nobreza do trabalho, nos operários que eram também os “operários da nação”, é isso mesmo. O 35 se orgulhou todo comovido. Se pedissem pra ele matar, ele matava roubava, trabalhava grátis, tomado dum sublime desejo de fraternidade, todos os seres juntos, todos bons... Depois vinham as notícias. Se esperavam “grandes motins” em Paris, deu uma raiva tal no 35. E ele ficou todo fremente, quase sem respirar, desejando “motins” (devia ser turumbamba) na sua desmesurada força física, ah, as ruças de algum... polícia? polícia. Pelo menos os safados dos polícias.
Pois estava escrito em cima do jornal: em São Paulo a Polícia proibira comícios na rua e passeatas, embora se falasse vagamente em motins de tarde no Largo da Sé. Mas a polícia já tomara todas as providências, até metralhadoras, estavam em cima do jornal, nos arranha-céus, escondidas, o 35 sentiu um frio. O sol brilhante queimava, banco na sombra? Mas não tinha, que a Prefeitura, pra evitar safadez dos namorados, punha os bancos só bem no sol. E ainda por cima era aquela imensidade de guardas e polícias vigiando que nem bem a gente punha a mão no pescocinho dela, trilo. Mas a Polícia permitiria a grande reunião proletária, com discurso do ilustre Secretário do Trabalho, no magnífico pátio interno do Palácio das Indústrias, lugar fechado! A sensação foi claramente péssima. Não era medo, mas por que que a gente havia de ficar encurralado assim! é! E pra eles depois poderem cair em cima da gente, (palavrão)! Não vou! não sou besta! Quer dizer: vou sim! desaforo! (palavrão), socos, uma visão tumultuaria, rolando no chão, se machucava mas não fazia mal, saíam todos enfurecidos do Palácio das Indústrias, pegavam fogo no Palácio das Indústrias, não! a indústria é a gente, “operários da nação” pegavam fogo na igreja de São Bento mais próxima que era tão linda por “drento”, mas pra que pegar fogo em nada!
(Mário de Andrade. “Primeiro de Maio” in Contos novos)

Considere o texto a seguir para responder à questão.
Facebook’s new data policy: Answers to your privacy questions
Facebook, the world’s largest social network, revamped the policies it uses when collecting data on the more than 2 billion people who use it every month. As part of the new policy, released April 19, the company is also spelling out more clearly how it collects and uses that information about you.
Where does Facebook get information about me?
It finds this information from a mixture of photos, videos and thoughts you post on your timeline. It also gleans data from your interactions with Facebook friends, as well as the pages and posts you “like.” Plus, the company collects seven different kinds of information it takes from a phone, computer or tablet you’re using. That includes data about the version of software you’re running, how low your battery is and how much storage you have left on your device. On top of that, Facebook can access information about devices that are connected to the same network you’re on.
This kind of info is often used for something industry experts call fingerprinting, which is how websites identify you based on all the data they can collect from your device.
(Adaptado de https://www.cnet.com/news/facebook-data-policy-answers-to-your-privacyquestions-cambridge-analytica/. Publicado em: 21 abr. 2018.
Acesso em: 21 ago. 2018, às 16h31.)
“Fingerprinting”, segundo o texto, é a maneira pela qualConsidere o texto a seguir para responder à questão.
Facebook’s new data policy: Answers to your privacy questions
Facebook, the world’s largest social network, revamped the policies it uses when collecting data on the more than 2 billion people who use it every month. As part of the new policy, released April 19, the company is also spelling out more clearly how it collects and uses that information about you.
Where does Facebook get information about me?
It finds this information from a mixture of photos, videos and thoughts you post on your timeline. It also gleans data from your interactions with Facebook friends, as well as the pages and posts you “like.” Plus, the company collects seven different kinds of information it takes from a phone, computer or tablet you’re using. That includes data about the version of software you’re running, how low your battery is and how much storage you have left on your device. On top of that, Facebook can access information about devices that are connected to the same network you’re on.
This kind of info is often used for something industry experts call fingerprinting, which is how websites identify you based on all the data they can collect from your device.
(Adaptado de https://www.cnet.com/news/facebook-data-policy-answers-to-your-privacyquestions-cambridge-analytica/. Publicado em: 21 abr. 2018.
Acesso em: 21 ago. 2018, às 16h31.)
De acordo com as informações apresentadas no texto, os dados coletados pelo Facebook sãoConsidere o texto e o gráfico abaixo para responder à questão.

Corresponds to the quantification of homicides of women 15 years of age and over, killed by gender violence. Expressed in absolute number and rate per 100,000 women.
Femicide or feminicide in Latin America, the Caribbean and Spain
According to official information provided by countries, in 2016 a total of 1,917 women from 17 countries in the region (14 from Latin America and 3 from the Caribbean) were victims of feminicide or femicide.
Honduras is still, for all years in the historical series, the country of the region with the highest number of femicides (466 in 2016), reaching a worrying rate of 10,2 femicides per 100,000 women. El Salvador currently presents the highest rate of femicides: 11,0 per 100,000 women, meaning 349 deaths in 2016.
Those figures are a strong call to attention to persevere in its efforts sustain and deepen efforts at national level to put an end to this problem. In addition to concrete measures of prevention, care, protection and reparation, the availability of information is another major challenge to eradicate violence against women.
(Adaptado de https://oig.cepal.org/en/indicators/femicide-or-feminicide.
Acesso em: 17 ago. 2018, às 16h25.)
Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.
THE child of Mary Queen of Scots,
A shifty mother’s shiftless son,
Bred up among intrigues and plots,
Learned in all things, wise in none.
Ungainly, babbling, wasteful, weak,
Shrewd, clever, cowardly, pedantic,
The sight of steel would blanch his cheek.
The smell of baccy drive him frantic.
He was the author of his line –
He wrote that witches should be burnt;
He wrote that monarchs were divine,
And left a son who – proved they weren’t!
(http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)
Considere o poema James I, de Rudyard Kipling, para responder à questão.
THE child of Mary Queen of Scots,
A shifty mother’s shiftless son,
Bred up among intrigues and plots,
Learned in all things, wise in none.
Ungainly, babbling, wasteful, weak,
Shrewd, clever, cowardly, pedantic,
The sight of steel would blanch his cheek.
The smell of baccy drive him frantic.
He was the author of his line –
He wrote that witches should be burnt;
He wrote that monarchs were divine,
And left a son who – proved they weren’t!
(http://www.kiplingsociety.co.uk/poems_james.htm - acesso em 11/08/2016)