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Prova

Prova de 2015: Universidade Federal do Paraná (UFPR) — questões com gabarito

4 questões da prova de 2015 de Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Português, Inglês. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 4 questões

Resultados: 4 questões

  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir é referência para a questão.

    Outras razões para a pauta negativa
    Venício A. Lima

        O sempre interessante Boletim UFMG, que traz, a cada semana, notícias do dia a dia da Universidade Federal de Minas Gerais, informa, na edição de 4 de maio, o trabalho desenvolvido por grupo de pesquisa do Departamento de Ciência da Computação (DCC) em torno da “análise de sentimento", que relaciona o sucesso das notícias com sua polaridade, negativa ou positiva.
        Utilizando programas de computador desenvolvidos pelo DCC-UFMG, foram identificadas, coletadas e analisadas 69.907 manchetes veiculadas em quatro sites noticiosos internacionais ao longo de oito meses de 2014: The New York Times, BBC, Reuters e Daily Mail. E as notícias foram agrupadas em cinco grandes categorias: negócios e dinheiro, saúde, ciência e tecnologia, esportes e mundo. As conclusões da pesquisa são preciosas.
        Cerca de 70% das notícias diárias estão relacionadas a fatos que geram “sentimentos negativos" – tais como catástrofes, acidentes, doenças, crimes e crises. Os textos das manchetes foram relacionados aos sentimentos que elas despertam, numa escala de menos 5 (muito negativo) a mais 5 (muito positivo). Descobriu-se que o sucesso de uma notícia, vale dizer, o número de vezes em que é “clicada" pelo eventual leitor está fortemente vinculado a esses “sentimentos" e que os dois extremos – negativo e positivo – são os mais “clicados". As manchetes negativas, todavia, são aquelas que atraem maior interesse dos leitores.
        Embora realizado com base em manchetes publicadas em sites internacionais – não brasileiros –, os resultados do trabalho dos pesquisadores do DCC-UFMG nos ajudam a compreender a predominância do “jornalismo do vale de lágrimas" na grande mídia brasileira.
        Para além da partidarização seletiva das notícias, parece haver também uma importante estratégia de sobrevivência empresarial influindo na escolha da pauta negativa. Os principais telejornais exibidos na televisão brasileira, por exemplo, estão se transformando em incansáveis noticiários diários de crises, crimes, catástrofes, acidentes e doenças de todos os tipos. Carrega-se, sem dó nem piedade, nas notícias que geram sentimentos negativos. Mais do que isso: os âncoras dos telejornais, além das notícias negativas, se encarregam de editorializar, fazer comentários, invariavelmente críticos e pessimistas, reforçando, para além da notícia, exatamente seus aspectos e consequências funestos.
        Existe, sim, o risco do esgotamento. Cansado de tanta notícia ruim e sentindo-se impotente para influir no curso dos eventos, pode ser que o leitor/telespectador afinal desista de se expor a esse tipo de jornalismo que o empurra cotidianamente rumo a um inexorável “vale de lágrimas" mediavalesco.

    Adaptado de < http://observatoriodaimprensa.com.br/jornal-de-eba...>.Acesso em 19 mai. 2015. 
    Ao criar o termo mediavalesco que finaliza o texto, o autor associa a media/mídia ao termo medievalesco, ou seja, relativo à Idade Média. Sua intenção, com isso, é ressaltar um aspecto dos meios de comunicação que poderia ser resumido pelo termo:
    Escolha uma alternativa para a questão bec5f83e-b3
  • Linguagens

    Português

    O texto a seguir é referência para a questão.

    Famílias em transformação

        O projeto de lei que cria o Estatuto da Família colocou na pauta do dia a discussão a respeito do conceito de família. Afinal, o que é família hoje? Alguém aí tem uma definição, para a atualidade, que consiga acolher todos os grupos existentes que vivem em contextos familiares?
        A Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa: “Família é a união entre homem e mulher, por meio de casamento ou de união estável, ou a comunidade formada por qualquer um dos pais junto com os filhos". Essa é a definição aprovada pela Câmara para o projeto cuja finalidade é orientar as políticas públicas quanto aos direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –, principalmente nas áreas de segurança, saúde e educação. Vou deixar de lado a discussão a respeito das injustiças, preconceitos e exclusões que tal definição comporta, para conversar a respeito das famílias da atualidade.
        Desde o início da segunda metade do século passado, o conceito de família entrou em crise, e uso a palavra crise no sentido mais positivo do termo: o que aponta para renovação e transição; mudança, enfim. Até então, tínhamos, na modernidade, uma configuração social hegemônica de família, que era pautada por um tipo de aliança – entre um homem e uma mulher – e por relações de consanguinidade. As mudanças ocorridas no mundo determinaram inúmeras alterações nas famílias, não apenas em seu desenho, mas, principalmente, em suas dinâmicas.
        E é importante aceitar essa questão: não foram as famílias que provocaram mudanças na sociedade; esta é que determinou muitas mudanças nas famílias. Só assim iremos conseguir enxergar que a família não é um agente de perturbação da sociedade. É a sociedade que tem perturbado, e muito, o funcionamento familiar. Um exemplo? Algumas mulheres renunciam ao direito de ficar com o filho recém-nascido durante todo o período da licença-maternidade determinado por lei, porque isso pode atrapalhar sua carreira profissional. Em outras palavras: elas entenderam que a sociedade prioriza o trabalho em detrimento da dedicação à família. É assim ou não é?
        Se pudéssemos levantar um único quesito que seria fundamental para caracterizar a transformação de um agrupamento de pessoas em família, eu diria que é o vínculo, tanto horizontal quanto vertical. E, hoje, todo mundo conhece grupos de pessoas que vivem sob o mesmo teto ou que têm relação de parentesco que não se constituem verdadeiramente em família, por absoluta falta de vínculo entre seus integrantes.
        Os novos valores sociais têm norteado as pessoas para esse caminho. Vamos lembrar valores decisivos para nossa sociedade: o consumo, que valoriza o trabalho exagerado, a ambição desmedida e o sucesso a qualquer custo; a juventude, que leva adultos, independentemente da idade, a adotar um estilo de vida juvenil, que dá pouco espaço para o compromisso que os vínculos exigem; a busca da felicidade, identificada com satisfação imediata, que leva a trocas sucessivas nos relacionamentos amorosos, como amizades e par afetivo, só para citar alguns exemplos. O vínculo afetivo tem relação com a vida pessoal. O vínculo social, com a cidadania. Ambos estão bem frágeis, não é?

    SAYÃO, Rosely.  <www.folhaonline.com.br>. Em 29 set. 2015.
    Identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas sobre o uso de expressões e/ou sinais de pontuação no texto.

    ( ) O diálogo com o leitor é marcado no texto pelo uso da expressão “alguém aí", na segunda linha, e pelo uso recorrente da interrogação.
    ( ) A expressão sublinhada em “a Câmara dos Deputados tem a resposta que considera a certa" antecipa para o leitor a adesão da autora à definição de família aprovada para o projeto de lei do Estatuto da Família.
    ( ) No trecho “direitos das famílias – essas que se encaixam na definição proposta –", a expressão entre travessões alerta o leitor para a restrição do conceito de família mencionado.
    ( ) As expressões “desde o início da segunda metade do século passado" e “até então" (3º parágrafo) introduzem informações situadas em um mesmo período.

    Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 
    Escolha uma alternativa para a questão bed47cfa-b3
  • Linguagens

    Inglês

    Forget Texting While Driving: AT&T Survey reveals drivers do a lot more with their smartphones
    By Menchie Mendoza, Tech Times | May 20, 10:10 AM 

    Imagem da questão de Inglês, UFPR 2015, Interpretação de texto | Reading comprehension
        Drivers who continue to use their smartphones while driving are not only distracted when they call and text. Apart from calling and texting, drivers are also browsing the Internet, tweeting, video chatting, taking selfies and sending email with their devices, according to a study by AT&T.
        The research was conducted as part of the carrier's "It Can Wait" campaign launched in 2010. It hopes to increase awareness of the dangers posed by using smartphones while one is behind the wheel. The study polled 2,067 U.S. residents ages 16-65 who use their smartphone and drive once or more per day.
        Seventy percent of those surveyed admit they use their smartphones for a number of activities while they are driving: 61 percent say they text and 33 percent send email while they are behind the wheel. Posting or interacting on social media is also one of the most common activities that drivers engage in. Using Facebook ranks first on the list, with 27 percent of drivers logging in while driving. Other social media channels that keep drivers "multitasking" include Instagram and Twitter (14 percent) and Snapchat (11 percent).
        The results also show that there is a deeper problem involved when people use social media while driving. Among those surveyed, 22 percent blame their addiction to social media.
        Other revelations show 62 percent keep their smartphones within easy reach, and that 30 percent of those who post to Twitter while driving do it "all the time". Drivers also don't seem to run out of other activities using their smartphones since most apps are now easily accessed with just a simple tap. Because of this, 28 percent of drivers browse the web; 17 percent take selfies (or groupies); and 10 percent video chat.
        "One in 10 say they do video chat while driving", said Lori Lee, AT&T's senior VP for global marketing. "I don't even have words for that". AT&T plans to expand the "It Can Wait" campaign in order to add more focus on the topic of texting while driving by including other driving distractions that result from using the smartphones. "When we launched 'It Can Wait' five years ago, we pleaded with people to realize that no text is worth a life", said Lee. "The same applies to other smartphone activities that people are doing while driving. For the sake of you and those around you, please keep your eyes on the road, not on your phone". AT&T will also launch a nationwide virtual reality tour in summer in order to spread the word that driving and using a smartphone don't and will never mix.


    Adapted from <http://www.techtimes.com/>
    Because of the results of its survey, AT&T is planning:

    1. to expand its campaign and include other smartphone distractions.
    2. to expand its campaign to other parts of the world.
    3. to improve smartphone use with new apps.
    4. to invest in a virtual reality tour as part of their awareness efforts.

    According to the text, the correct items are:
    Escolha uma alternativa para a questão c002e19f-b3
  • Linguagens

    Inglês

    Voices: The Pope's powerful message to Cubans

    Rick Jervis, September 24, 2015 

    SANTIAGO DE CUBA – I've always been fairly skeptical about how much power one man can exercise, even if that man commands the attention of 1.2 billion Roman Catholics.
        I understand that Pope John Paul II visited Poland in the 1970s and '80s and gave speeches so stirring that they helped launch the Solidarity opposition movement and lead to the collapse of communism in the country. And I know that popes throughout history have had influential moments.
        But, really, how much can one man and one microphone do? How literally do people take his message? These were the questions that kept my mind busy when I left for Cuba last week to cover Pope Francis' four-day trip. I was curious to see how much impact the words of this 78-year-old man can have on a population of 11 million.
        I'm becoming fairly familiar with Cuba. I've been to the island three times this year, five times overall, and grew up in southern Florida. My parents are Cubans who left the country in 1962. Cuba today continues to fascinate and dismay. It's a place of beauty and jolting contradictions. The re-establishment of relations between the U.S. and Cuban governments, begun last December, continue to stir excitement and hope in Cubans, and changes are trickling in.
        I followed Pope Francis from Havana to Santiago and heard him talk of reconciliation, love for mankind and the importance of family. I interviewed Cubans who glowed with the fervor of the faithful as they pledged their love for the Pope and promised to follow his message. But my question remained: What does all of this mean? How does it translate to actual change on the island?
        To help me sort through this, I visited Father Jorge Catasus, a popular parish priest here who helped welcome the Pope to the city. We sat in the cool, cavernous back room of his 18th-century church, safe from the 37-degree heat outside. Catasus said “don't focus on any grand political or social changes stemming from the papal visit". The most important changes, he said, come from within. That's what Pope Francis offered as a first step, and that's what Cubans across the island, in chants, cheers and tearful acceptance, agreed to abide by.
        “The lives of men are decided in their hearts", Catasus told me. “That's where we'll see the change". This may not be 1980s Poland, and Solidarity may still not be anywhere in sight. But first things first. A change of heart can often lead to a world of good.
    Adapted from <http://www.usatoday.com/>
    Concerning the author of the text, identify the statements below as true (T) or false (F):

    ( ) He was raised in the south of Florida, USA.
    ( ) His parents are Cubans who left the country and moved to the USA.
    ( ) He feels fascinated by the beauty and contradictions of Cuba.
    ( ) He considers that Cubans are not interested about the re-establishment of relations with the USA.
    ( ) He was born in 1962 when his parents left Cuba.

    Mark the alternative which presents the correct sequence, from top to bottom.
    Escolha uma alternativa para a questão c007e779-b3