Português
- Gêneros Textuais
- Prova de 2021
- ENEM
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: AC02624E-57
Prova
162 questões da prova de 2021 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Português, Espanhol, Inglês. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Sinhá
Se a dona se banhou
Eu não estava lá
Por Deus Nosso Senhor
Eu não olhei Sinhá
Estava lá na roça
Sou de olhar ninguém
Não tenho mais cobiça
Nem enxergo bem
Para que me pôr no tronco
Para que me aleijar
Eu juro a vosmecê
Que nunca vi Sinhá
[...]
Por que talhar meu corpo
Eu não olhei Sinhá
Para que que vosmincê
Meus olhos vai furar
Eu choro em iorubá
Mas oro por Jesus
Para que que vassuncê
Me tira a luz.
CHICO BUARQUE; JOÃO BOSCO. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2011 (fragmento).
No fragmento da letra da canção, o vocabulário empregado e a situação retratada são relevantes para o patrimônio linguístico e identitário do país, na medida em que

Devagar, devagarinho
Desacelerar é preciso. Acelerar não é preciso. Afobados e voltados para o próprio umbigo, operamos, automatizados, falas robóticas e silêncios glaciais. Ilustra bem esse estado de espírito a música Sinal fechado (1969), de Paulinho da Viola. Trata-se da história de dois sujeitos que se encontram inesperadamente em um sinal de trânsito. A conversa entre ambos, porém, se deu rápida e rasteira. Logo, os personagens se despedem, com a promessa de se verem em outra oportunidade. Percebe-se um registro de comunicação vazia e superficial, cuja tônica foi o contato ligeiro e superficial construído pelos interlocutores: “Olá, como vai? / Eu vou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo, / pegar meu lugar no futuro. E você? / Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono / tranquilo, quem sabe? / Quanto tempo... / Pois é, quanto tempo... / Me perdoe a pressa / é a alma dos nossos negócios... / Oh! Não tem de quê. / Eu também só ando a cem”.
O culto à velocidade, no contexto apresentado, se coloca como fruto de um imediatismo processual que celebra o alcance dos fins sem dimensionar a qualidade dos meios necessários para atingir determinado propósito. Tal conjuntura favorece a lei do menor esforço — a comodidade — e prejudica a lei do maior esforço — a dignidade.
Como modelo alternativo à cultura fast, temos o movimento slow life, cujo propósito, resumidamente, é conscientizar as pessoas de que a pressa é inimiga da perfeição e do prazer, buscando assim reeducar seus sentidos para desfrutar melhor os sabores da vida.
SILVA, M. F. L. Boletim UFMG, n. 1 749, set. 2011 (adaptado).
Nesse artigo de opinião, a apresentação da letra da canção Sinal fechado é uma estratégia argumentativa que visa sensibilizar o leitor porque
Comportamento geral
Você deve estampar sempre um ar de alegria
E dizer: tudo tem melhorado
Você deve rezar pelo bem do patrão
E esquecer que está desempregado
Você merece
Você merece
Tudo vai bem, tudo legal
Cerveja, samba, e amanhã, seu Zé
Se acabarem com teu carnaval
Você deve aprender a baixar a cabeça
E dizer sempre: muito obrigado
São palavras que ainda te deixam dizer
Por ser homem bem disciplinado
Deve pois só fazer pelo bem da nação
Tudo aquilo que for ordenado
Pra ganhar um fuscão no juízo final
E diploma de bem-comportado
GONZAGUINHA. Luiz Gonzaga Jr. Rio de Janeiro: Odeon, 1973 (fragmento).
Pela análise do tema e dos procedimentos argumentativos utilizados na letra da canção composta por Gonzaguinha na década de 1970, infere-se o objetivo de
Cúentame, madre...
Madre, cuéntame todo lo que sabes por tus
viejos dolores. Cuéntame cómo nace y cómo viene su
cuerpecillo, entrabado con mis vísceras.
Dime si buscará solo mi pecho o si se lo debo ofrecer, incitándolo.
Dame tu ciencia de amor, ahora, madre. Enséñame las nuevas caricias, delicadas, más delicadas que las del esposo.
¿Cómo limpiaré su cabecita, en los días sucesivos? ¿Y cómo lo haré para no dañarlo? Enséñame, madre, la canción de cuna con que me meciste. Esa lo hará dormir mejor que otras canciones.
MISTRAL, G. Cuéntame madre. In: Desolación. Madrid: Espasa-Calpe, 1969.
Na prosa poética de Gabriela Mistral, o eu lírico, com o
uso reiterado do imperativo, demonstra
Los brotes de violencia contra el turismo son censurables. Ahora bien, las manifestaciones de turismofobia en Barcelona no van contra el turismo, sino contra los abusos del turismo, porque este, como cualquier actividad humana, tiene costes, y negarlos es negar la evidencia. Recordemos que en la última encuesta entre la población de Barcelona, el impacto del turismo se ha convertido en su principal causa de preocupación.
Es obvio que los turistas gastan dinero y crean empleos, pero nuestro modelo no sabe convertir ese dinero en prosperidad y esos empleos en niveles de empleo digno. En conclusión, las manifestaciones de turismofobia deben movilizar a nuestras autoridades en dos direcciones, ambas necesarias. La primera es represiva, y debe dirigirse contra la turismofobia. La segunda es replantear el modelo turístico para que cree prosperidad y para distribuirla de manera decente. Hoy por hoy, el turismo sólo beneficia a los propietarios de inmuebles, y todo el mundo debería entender que eso no es ni aceptable ni sostenible.
PUIG, M. Las razones de la turismofobia. Disponível em:
www.lavanguardia.com. Acesso em: 11 dez. 2017 (adaptado).

Disponível em: www.undedodeespuma.es. Acesso em: 7 jun. 2018.
Considerando-se os elementos verbais e não verbais
dessa campanha publicitária, a expressão “dos dedos de
frente” remete ao(à)
Agosto
9
Día de Los Pueblos Indígenas
Rigoberta Menchú nació en Guatemala, cuatro siglos y medio después de la conquista de Pedro de Alvarado y cinco años después de la conquista de Dwight Eisenhower.
En 1982, cuando el ejército arrasó las montañas mayas, casi toda la familia de Rigoberta fue exterminada, y fue borrada del mapa la aldea donde su ombligo había sido enterrado para que echara raíz.
Diez años después, ella recibió el Premio Nobel de la Paz. Y declaró:
— Recibo este premio como un homenaje al pueblo maya, aunque llegue con quinientos años de demora.
Los mayas son gente de paciencia. Han sobrevivido a cinco siglos de carnicerías.
Ellos saben que el tiempo, como la araña, teje despacio.
GALEANO, E. Los hijos de los días. Buenos Aires: Siglo Veintiuno, 2012.
A trajetória pessoal de Rigoberta Menchú se confunde
com a da própria civilização maia. No texto, ressalta-se
como característica desse povo o(a)

Disponível em: www.ucc.edu.ar. Acesso em: 4 dez. 2017.
Considerando os elementos verbais e não verbais
expressos no cartaz, o objetivo do anúncio é
If Women Had Their Own Currency, Here’s What It Would Be Worth
Charlotte Alter @charlottealter Maya Rhodan @m_rhodan July 31, 2014

After a little girl asked President Obama why there aren’t any women on U.S. currency, he said that adding some female faces to our cash sounded like a "pretty good idea". Almost immediately, all of our fantasies came alive on the web. What would, let’s say, Ruth Bader Ginsburg look like on a $20 bill? Where would we spend our Beyoncé $10 bill first? Will our grandmas give us a Susan B. Anthony $5 bill on our birthdays and tell us not to spend it all at once?
But then we remembered: because of the wage gap, a dollar for a woman is not the same as a dollar for a man. Although the true extent of the gender pay gap is widely disputed even among feminists, President Obama said in the 2014 State of the Union that women make only 77¢ for every dollar a man makes.
Disponível em: http://time.com. Acesso em: 18 ago. 2014 (adaptado).
Women in Theatre: Why Do So Few Make It to the Top?
An all-female Julius Caesar (A Shakespeare play) has just hit the stage, but it's a rarity in theatre. In a special report, Charlotte Higgins asks leading figures why women are still underrepresented at every level of the business — and what needs to change.
HIGGINS, C. Disponível em: www.guardian.co.uk. Acesso em: 12 dez. 2012.
O vocábulo “rarity” tem um papel central na abordagem do assunto desse texto, que destaca a