Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2022
- ENEM
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 36F27CA1-63
Prova
94 questões da prova de 2022 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Português, Inglês, Espanhol. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

SILVA, F. A. B:ZIVIANE, P;GHEZZI D.R As tecnologias digitais e seus usos.
Brasilia, Rio de Janeiro, Ipea. 2019 (adaptado)


Disponível em: www.publibace.com. Acesso em: 10 dez. 2017.
Considerando-se os elementos verbais e não verbais do
anúncio publicitário, a expressão “echémosle la mano”
convoca o leitor para
No se raje, chicanita (para Missy Anzaldúa)
No se raje, mi prietita,
apriétese la faja aguántese.
Su linaje es antiquísimo,
sus raíces como las de los mesquites,
bien plantadas, horadando bajo tierra
a esa corriente, el alma de tierra madre —
tu origen.
[…]
Y sí, nos han quitado las tierras.
Ya no nos queda ni el camposanto
donde enterraron a Don Urbano tu vis-visabuelo.
Tiempos duros como pastura los cargamos
derechitas caminamos.
Pero nunca quitarán ese orgullo
de ser mexicana — chicana — tejana
ni el espíritu indio.
Y cuando los gringos se acaban —
mira como se matan unos a los otros —
aquí vamos a parecer
Quizá muriéndonos de hambre como siempre
pero una nueva especie
piel entre negra y bronces
segunda pestaña bajo la primera
con el poder de mirar al sol ojos desnudos.
Y vivas, m’ijita, retevivas.
ANZALDÚA, G. Borderlands/la frontera: the new mestiza.
San Francisco: Aunt Lute Books, 1987 (fragmento).
O poema expressa os sentimentos de uma chicana nos
Estados Unidos. Nesse cenário, o eu lírico faz um apelo
fundamentado na
TEXTO I
Os séculos de escravidão são um aspecto triste da história brasileira. Tabu e vergonha, quando se pensa nas dores e humilhações desumanas por que passaram homens e mulheres negros trazidos da África; mas também — por que não? — orgulho, quando se evocam as lutas e estratégias de resistência e sobrevivência dos escravos, ex-escravos e descendentes. Histórias transmitidas de geração em geração, como narrativas que dão sentido e identidade.
Povos remanescentes de quilombolas são grupos unidos por esse passado comum, que têm território como base da reprodução física, social, econômica e cultural de sua coletividade. São reconhecidos na Constituição de 1988 como detentores de direitos territoriais coletivos e fazem parte do conjunto dos povos e comunidades tradicionais.
LOSCHI, M. Território e tradição. Retratos: a revista do IBGE,
n. 2, ago. 2017 (adaptado).
TEXTO II
exiba ao pai
nossos corações
feridos de angústia
nossas costas chicoteadas
ontem
no pelourinho da escravidão
hoje
no pelourinho da discriminação
sabes que em cada coração de negro
há um quilombo pulsando
em cada barraco
outro palmares crepita
os fogos de Xangô iluminando
nossa luta atual e passada
NASCIMENTO, A. Axés do sangue e da esperança.
Retratos: a revista do IBGE, n. 2, ago. 2017.
Na comparação entre os textos I e II, percebe-se que ambos apresentam, em relação à história dos africanos escravizados, um(a)
TEXTO I

TEXTO II
Quem pensa na frente anda com segurança no banco de trás
As consequências de uma colisão no trânsito podem ser minimizadas com o simples ato de SEMPRE utilizar o cinto de segurança, INCLUSIVE NOS PASSAGEIROS DO BANCO DE TRÁS.
A utilização do cinto e dos assentos infantis no banco traseiro é uma determinação prevista em lei e sujeita à multa, mas a maior razão de seu uso é em RESPEITO À VIDA.
Disponível em: http://portfolio-rocha.blogspot.com.br.
Acesso em: 20 dez. 2012 (adaptado).
A segurança no trânsito tem sido tema de diversas
campanhas. Da comparação entre os textos,
depreende-se que ambos
A invenção de Hugo Cabret
O livro conta a jornada de Hugo Cabret, um menino órfão que mora em uma estação de trem parisiense, nos anos 1930. Seu trabalho é a manutenção do relógio da estação, porém a tarefa que lhe tem uma importância maior é completar a construção de um autômato — espécie de robô — deixado a ele pelo pai. Junto de sua mais nova amiga, Isabelle, sobrinha do amargo mercador de brinquedos, Hugo embarca em uma enorme aventura em busca de respostas para suas inúmeras perguntas.
O que chama atenção antes mesmo do início da leitura é o visual do livro. Muito bonito, colorido e simbólico. Brian, além de escrever, ilustrou toda a sua obra. E são essas mesmas ilustrações que constroem o grande clímax ao redor da leitura. O autor simula a experiência do cinema em suas páginas, colocando, por exemplo, páginas pretas no início, representando a escuridão das salas de cinema. Os desenhos, que estão presentes na maioria das páginas, não são apenas ilustrações. São parte complementar da história, pois substituem as palavras em vários trechos.
Leitura rápida, experimental e muito interessante — ainda mais se você é amante da história do cinema.
Disponível em: www.cantodosclassicos.com. Acesso em: 1 dez. 2017 (adaptado).
Nesse texto, os elementos constitutivos do gênero são
utilizados para atender à função social de
Vamos ao teatro para um encontro com a vida, mas, se não houver diferença entre a vida lá fora e a vida em cena, o teatro não terá sentido. Não há razão para fazê-lo. Se aceitarmos, porém, que a vida no teatro é mais visível, mais vívida do que lá fora, então veremos que é a mesma coisa e, ao mesmo tempo, um tanto diferente. Convém acrescentar algumas particularidades. A vida, no teatro é mais compreensível e intensa porque é mais concentrada. A limitação do espaço e a compressão do tempo criam essa concentração.
BROOK, P. A porta aberta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.
Segundo o diretor inglês Peter Brook, na passagem citada, a relação entre vida cotidiana e teatro pode ser resumida da maneira seguinte:
TEXTO I

BALLA, G. Voo de andorinhas. Têmpera sobre papel, 50,8 cm x
76,2 cm x 20 cm. The Museum of Modern Art, Nova Iorque, 1913.
Dispoível em: www.mozaweb.com. Acesso em: 4 jul. 2021.
TEXTO II
O Futurismo empreende a junção entre instantaneidade e pregnância, pois o tema não é o momento ou o conjunto de momentos da ação, mas a velocidade com que essa ação se desenvolve. Representar um pássaro evoluindo no ar não é uma tarefa das mais difíceis para um artista, mas como representar a velocidade de suas manobras em pleno voo? Em Voo de andorinhas, de 1913, Giacomo Balla parece buscar uma resposta.
NEVES, A. E. História da arte. Vitória: UFES, 2011.
Na obra de Balla, os traços das andorinhas criam com o
espaço uma articulação entre instantaneidade e percepção.
Esses traços são expressos pela

HAUSMANN, R. O crítico de arte. Litografia e fotocolagem
em papel, 32 cm x 25,5 cm. Tate Collection, Londres, 1919.
Disponível em: https://medium.com. Acesso em: 19 jun. 2019.
Produzida em 1919, a obra O crítico de arte, de
Hausmann, utiliza procedimentos de composição que
revelam a
Agora sei que a minha língua é a língua de sinais. Agora sei também que o português me convém. Eu quero ensinar português para os meus alunos surdos, pois eles precisam dessa língua para ter mais poder de negociação com os ouvintes [G, 2004].
Eu me sinto bilíngue, eu converso com os surdos na minha língua e converso com os ouvintes no português, porque aprendi a falar o português, embora eu tenha voz de surdo, mas as pessoas muitas vezes me entendem. Eu já me acostumei a conversar com os ouvintes no meu português. Se alguns não me entendem, eu escrevo [SZ, 2011].
QUADROS, R. M. Libras. São Paulo: Parábola, 2019.
Considerando os contextos de uso da Libras e da língua portuguesa, o depoimento desses surdos revela que no contato entre essas línguas há uma
Bola na rede
Futebol de várzea, pelada, baba, racha, rachão.
Os nomes podem ser diferentes em cada pedaço do Brasil,
mas bater uma bolinha é mesmo uma paixão nacional.
Os dados do suplemento de esporte da PNAD 2015
mostraram que o futebol foi a principal modalidade
esportiva praticada no Brasil, com 15,3 milhões de
adeptos.
É claro que o fato de o nosso país ter um futebol
profissional consagrado, com times que arrebatam
torcidas e revelam jogadores, é uma influência positiva,
mas a maioria dessa galera que gosta de correr atrás
da bola não tem nenhuma pretensão profissional com o
esporte. Para eles, tão bom quanto marcar um gol é juntar
velhos amigos, fazer novas amizades e se divertir muito.
BENEDICTO, M.; MARLI, M. Retratos: a revista do IBGE, n. 2, ago. 2017 (adaptado).
Ao abordar a temática do futebol no Brasil, o texto
apresenta diferentes nomes para uma partida do esporte.
Ao fazer isso, fica evidente que