Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- URCA
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: E80686DA-CA
Prova
43 questões da prova de 2019 de Universidade Regional do Cariri (URCA), em Inglês, Espanhol, Português. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Texto 3
What is domestic violence and abuse?
When people think of domestic abuse, they often focus on domestic violence. But domestic abuse occurs whenever one person in an intimate relationship or marriage tries to dominate and control the other person. Domestic violence and abuse are used for one purpose and one purpose only: to gain and maintain total control over you. An abuser doesn’t “play fair.” Abusers use fear, guilt, shame, and intimidation to wear you down and keep you under their thumb. Your abuser may also threaten you, hurt you, or hurt those around you.
Domestic violence and abuse do not discriminate. Abuse happens among heterosexual couples and in same-sex partnerships. It occurs within all age ranges, ethnic backgrounds, and economic levels. And while women are more commonly victimized, men are also abused – especially verbally and emotionally. The bottom line is that abusive behavior is never acceptable, whether it’s coming from a man, a woman, a teenager, or an older adult.
From: https://goo.gl/ZoQWV6. Accessed on 11/07/2018
La lectura es una actividad múltiple. Cuando leemos, y comprendemos lo que leemos, nuestro sistema cognitivo identifica las letras, realiza una transformación de letras en sonidos, construye una representación fonológica de las palabras, accede a los múltiples significados de ésta, selecciona un significado apropiado al contexto, asigna un valor sintáctico a cada palabra, construye el significado de la frase para elaborar el sentido global del texto y realiza inferencias basadas en el conocimiento del mundo. La mayoría de estos procesos ocurren sin que el lector sea consciente de ellos; éstos son muy veloces, pues la comprensión del texto tiene lugar casi al mismo tiempo que el lector desplaza su vista sobre las palabras.
Na minha Terra
Na minha terra ninguém morre de amor
De fome, de esperança, sim senhor
Desculpe essas palavras assim mais duras.
Mas cadê a compostura de quem tinha exemplo
dar
É nepotismo, prepotência, disparate
Paraíso dos contrastes
De injustiça pra danar
Se tem um cara que deseja uma terrinha
De cuidar dela, de dar gosto a gente oiá
Logo se escuta a voz do dono da terrinha
Não é lugar de vagabundo vir plantar
Na minha terra ninguém morre de amor
De fome, de esperança, sim senhor
Desculpe essa verdade nua e crua
Mas é tanta falcatrua que o País se acostumou
Agora é ágio, é pedágio, é propina
Já faz parte da rotina
É a lei com seu rigor
É uma força bem mais forte que se pensa
É uma teia onde aranha nunca está
Que suborna, que alicia, que compensa
Mas só pra aqueles que deixaram de sonhar....
(Ivan Lins e Victor Martins)
Venenos de Deus, remédios do diabo: as incuráveis vidas de Vila Cacimba
– Noutro dia, você zangou-se comigo porque eu não o chamava pelo seu nome inteiro. Mas eu conheço o seu segredo.
– Não tenho segredos. Quem tem segredos são as mulheres.
– O seu nome é Tsotsi. Bartolomeu Tsotsi.
– Quem lhe contou isso? De certeza que foi o cabrão do Administrador.
Acabrunhado, Bartolomeu aceitou. Primeiro, foram os outros que lhe mudaram o nome, no baptismo. Depois, quando pôde voltar a ser ele mesmo, já tinha aprendido a ter vergonha de seu nome original. Ele se colonizara a si mesmo. E Tsotsi dera origem a Sozinho [Bartolomeu Sozinho].
– Eu sonhava ser mecânico, para consertar o mundo. Mas aqui para nós que ninguém nos ouve: um mecânico pode chamar-se Tsotsi?
– Ini nkabe dziua.
– Ah, o Doutor já anda a aprender a língua deles?
– Deles? Afinal, já não é a sua língua?
– Não sei, eu já nem sei...
O médico olha para o parapeito e estremece de ver tão frágil, tão transitório aquele que é seu único amigo em Vila Cacimba. O aro da janela surge como uma moldura da derradeira fotografia desse teimoso mecânico reformado.
– Posso fazer-lhe uma pergunta íntima?
– Depende – responde o português.
– O senhor já alguma vez desmaiou, Doutor?
– Sim.
– Eu gostava muito de desmaiar. Não queria morrer sem desmaiar.
O desmaio é uma morte preguiçosa, um falecimento de duração temporária. O português, que era um guarda-fronteira da Vida, que facilitasse uma escapadela dessas, uma breve perda de sentidos.
– Me receite um remédio para eu desmaiar.
O português ri-se. Também a ele lhe apetecia uma intermitente ilucidez, uma pausa na obrigação de existir.
– Uma marretada na cabeça é a única coisa que me ocorre.
Riem-se. Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua O português confessa sentir inveja de não ter duas línguas. E poder usar uma delas para perder o passado. E outra para ludibriar o presente.
– A propósito de língua, sabe uma coisa, Doutor Sidonho? Eu já me estou a desmulatar.
E exibe a língua, olhos cerrados, boca escancarada. O médico franze o sobrolho, confrangido: a mucosa está coberta de fungos, formando uma placa esbranquiçada.
– Quais fungos? – reage Bartolomeu. – Eu estou é a ficar branco de língua, deve ser porque só falo português...
O riso degenera em tosse e o português se afasta, cauteloso, daquele foco contaminoso.
[...]
O médico olha para o parapeito e estremece de ver tão frágil, tão transitório aquele que é seu único amigo em Vila Cacimba. O aro da janela surge como uma moldura da derradeira fotografia desse teimoso mecânico reformado.
– Posso fazer-lhe uma pergunta íntima?
– Depende – responde o português.
– O senhor já alguma vez desmaiou, Doutor?
– Sim.
– Eu gostava muito de desmaiar. Não queria morrer sem desmaiar.
O desmaio é uma morte preguiçosa, um falecimento de duração temporária. O português, que era um guarda-fronteira da Vida, que facilitasse uma escapadela dessas, uma breve perda de sentidos.
– Me receite um remédio para eu desmaiar.
O português ri-se. Também a ele lhe apetecia uma intermitente ilucidez, uma pausa na obrigação de existir.
– Uma marretada na cabeça é a única coisa que me ocorre.
Riem-se. Rir junto é melhor que falar a mesma língua. Ou talvez o riso seja uma língua anterior que fomos perdendo à medida que o mundo foi deixando de ser nosso. [...]
(COUTO, Mia. Venenos de Deus, remédios do diabo:
as incuráveis vidas de Vila Cacimba. São Paulo:
Companhia das Letras, 2008, pp. 110-113)
Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira no que se refere às figuras da linguagem, em seguida marque a opção correta:
(1)Polissíndeto
(2)Anacoluto
(3)Pleonasmo
(4)Anáfora
(5) Antítese
(6) Gradação
(7) Sinestesia
( ) “Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal”
(Fernando Pessoa)
( ) “Eu vi a cara da morte, e ela estava viva”. (Cazuza)
( ) “O primeiro milhão possuído excita, acirra, assanha a gula do milionário.” (Olavo Bilac)
( ) “Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino, escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!”
com calma sem sofrer”
(Olavo Bilac)
( ) “Como era áspero o aroma daquela fruta exótica” (Giuliano Fratin)
( )“ Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer”
(Camões)
( )“O homem, chamar-lhe mito não passa de anacoluto”
(Carlos Drummond de
Andrade)
Texto 7

From: https://en.wikipedia.org/wiki/Fake_news. Accessed on
11/07/2018
De acordo com o Texto 7, pode-seconcluir que:
Texto 7

From: https://en.wikipedia.org/wiki/Fake_news. Accessed on
11/07/2018
O Texto 7 traz dicas importantes para que as pessoas se previnam e não espalhem notícias falsas. Dentre as dicas, não há indicação para:
Texto 5

From: https://bit.ly/2Fso7p5. Accessed on 11/07/2018
O Texto 5 deixa claro que
Texto 3
What is domestic violence and abuse?
When people think of domestic abuse, they often focus on domestic violence. But domestic abuse occurs whenever one person in an intimate relationship or marriage tries to dominate and control the other person. Domestic violence and abuse are used for one purpose and one purpose only: to gain and maintain total control over you. An abuser doesn’t “play fair.” Abusers use fear, guilt, shame, and intimidation to wear you down and keep you under their thumb. Your abuser may also threaten you, hurt you, or hurt those around you.
Domestic violence and abuse do not discriminate. Abuse happens among heterosexual couples and in same-sex partnerships. It occurs within all age ranges, ethnic backgrounds, and economic levels. And while women are more commonly victimized, men are also abused – especially verbally and emotionally. The bottom line is that abusive behavior is never acceptable, whether it’s coming from a man, a woman, a teenager, or an older adult.
From: https://goo.gl/ZoQWV6. Accessed on 11/07/2018

LA REALIDAD ES TAN CONFUSA QUE SERÁ MEJOR QUE LA FILTREN LOS POETAS
Repitan conmigo: Krasz-na-hor-kai. Quédense con el nombre si no lo conocían ya. Este autor húngaro (Gyula, 1954) vive y escribe en movimiento en sus múltiples refugios. Es una palabra que le sienta bien a su literatura dinámica, huidiza y esquiva con las etiquetas. Sus personajes tienen difícil acomodo. Huyen de la opresión y del hartazgo. Buscan un lugar que no existe, ni siquiera dentro de sí mismos. “En el budismo, el movimiento implica cambio, pero en occidente escapamos para regresar al mismo lugar en un sinsentido perpetuo”, asegura.
En la obra de Lázsló Krasznahorkai, casi todos se marean en torno a un círculo tragicómico: desde Guerra y guerra a Tango satánico, de Melancolía de la resistencia a Ha llegado Isaías, publicados por Acantilado, pocos hallan su centro o cierto equilibrio. Quizás para él, la huida que hizo esta semana de Berlín a Madrid tuvo alguna recompensa. En la Residencia de Estudiantes, donde mantuvo este martes un encuentro con lectores, tocó el piano que dicen había hecho sonar alguna vez Federico García Lorca.
No es poco para quien eligió la prosa como modo de expresión. Pero una prosa devota de la poesía: “Escogí la novela y el ensayo porque me parecen géneros que se acercan más a lo objetivo, sin embargo, en lo que escribo, dejo penetrar la música y la poesía, que son partes fundamentales de mi vida”, afirma. De hecho aconseja recurrir a ambas artes para comprender mejor la realidad: “Fluye tanta información, todo resulta tan confuso que será mejor que la realidad la filtren los poetas.
Adaptado de
https://elpais.com/cultura/2018/10/30/actualidad/1540908387_ 683794.html
LA REALIDAD ES TAN CONFUSA QUE SERÁ MEJOR QUE LA FILTREN LOS POETAS
Repitan conmigo: Krasz-na-hor-kai. Quédense con el nombre si no lo conocían ya. Este autor húngaro (Gyula, 1954) vive y escribe en movimiento en sus múltiples refugios. Es una palabra que le sienta bien a su literatura dinámica, huidiza y esquiva con las etiquetas. Sus personajes tienen difícil acomodo. Huyen de la opresión y del hartazgo. Buscan un lugar que no existe, ni siquiera dentro de sí mismos. “En el budismo, el movimiento implica cambio, pero en occidente escapamos para regresar al mismo lugar en un sinsentido perpetuo”, asegura.
En la obra de Lázsló Krasznahorkai, casi todos se marean en torno a un círculo tragicómico: desde Guerra y guerra a Tango satánico, de Melancolía de la resistencia a Ha llegado Isaías, publicados por Acantilado, pocos hallan su centro o cierto equilibrio. Quizás para él, la huida que hizo esta semana de Berlín a Madrid tuvo alguna recompensa. En la Residencia de Estudiantes, donde mantuvo este martes un encuentro con lectores, tocó el piano que dicen había hecho sonar alguna vez Federico García Lorca.
No es poco para quien eligió la prosa como modo de expresión. Pero una prosa devota de la poesía: “Escogí la novela y el ensayo porque me parecen géneros que se acercan más a lo objetivo, sin embargo, en lo que escribo, dejo penetrar la música y la poesía, que son partes fundamentales de mi vida”, afirma. De hecho aconseja recurrir a ambas artes para comprender mejor la realidad: “Fluye tanta información, todo resulta tan confuso que será mejor que la realidad la filtren los poetas.
Adaptado de
https://elpais.com/cultura/2018/10/30/actualidad/1540908387_ 683794.html
La lectura es una actividad múltiple. Cuando leemos, y comprendemos lo que leemos, nuestro sistema cognitivo identifica las letras, realiza una transformación de letras en sonidos, construye una representación fonológica de las palabras, accede a los múltiples significados de ésta, selecciona un significado apropiado al contexto, asigna un valor sintáctico a cada palabra, construye el significado de la frase para elaborar el sentido global del texto y realiza inferencias basadas en el conocimiento del mundo. La mayoría de estos procesos ocurren sin que el lector sea consciente de ellos; éstos son muy veloces, pues la comprensión del texto tiene lugar casi al mismo tiempo que el lector desplaza su vista sobre las palabras.
