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Prova

Prova de 2009: Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) — questões com gabarito

155 questões da prova de 2009 de Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Geografia, Física, Química, Português e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 155 questões
  • 12 matérias
  • Mohandas Gandhi, tornado célebre como Mahatma (“a grande alma”) Gandhi, envolveu-se em diversas lutas em torno dos direitos humanos, seja na África do Sul ou na Índia. Conhecer a sua vida é entrar em contato com grande parte da história contemporânea, especialmente no que diz respeito aos movimentos de descolonização.

    Acerca dessa temática, é INCORRETO afirmar que Gandhi:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a40b44f-e6
  • Na busca de significados e do funcionamento das sociedades, as mais diversas linguagens tornaram-se fontes privilegiadas para a análise do historiador. Os variados discursos (escritos, orais, iconográficos, musicais, midiáticos, dentre outros) passaram a ser interpretados com maior frequência, procurando-se fazer diversas leituras das tensões sociais e de seus sentidos históricos, sua produção e circulação na sociedade.

    (Adaptado de CAMPOS, F. de; MIRANDA, R. A escrita da história. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p. 4 (Manual do Professor).

    Tomando como referência as mais diferentes linguagens históricas, analise cada uma das assertivas abaixo, identificando os comentários adequados aos contextos históricos e tramas sociais.

    (I)

    E nuvens!

    Lá no mata-borrão do céu

    Chupavam manchas torturadas

    Que sufoco!

    Louco! O bêbado com chapéu-coco

    Fazia irreverências mil

    Prá noite do Brasil.

    Meu Brasil!...

    (O bêbado e o equilibrista – Elis Regina)


    Comentário I:

    Música representativa dos anos da Ditadura Militar brasileira, Elis Regina interpretou e representou, nessa canção, assim como fizeram diversos artistas e intelectuais através de outras linguagens, os dramas político-sociais que enredavam o cenário nacional.


    (II)

    Nosso amor é mais gostoso,

    Nossa saudade dura mais

    Nosso abraço mais apertado

    Nós não usa as “bleque-tais”.


    Minhas juras são mais juras

    Meus carinhos mais carinhoso

    Tuas mão são mãos mais puras,

    Teu jeito é mais jeitoso...

    Nós se gosta muito mais,

    Nós não usa as “bleque-tais”...

    (GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam Black-Tie. 4ª ed., Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985, p.26)


    Comentário II:

    Escrita durante o Estado Novo, a peça Eles não usam Black-Tie foi elaborada a partir de uma visão romântica para criticar a recepção e circulação de discursos estrangeiros no cenário brasileiro, advindos principalmente através do cinema. Nesse sentido, a peça põe em discussão várias temáticas, a exemplo dos conflitos entre operários e patrões, dilemas familiares e oposições a Getúlio Vargas.


    (III)

    Quem não conhece Severina Xique-xique,

    que montou uma butique para vida

    melhorar. Pedro Caroço, filho de Zeca Gamela,

    passa o dia na esquina fazendo aceno para ela.

    (Severina Xique Xique – Genival Lacerda)


    Comentário III:

    Identificado pela mídia como afilhado musical de Luiz Gonzaga, o paraibano Genival Lacerda ganhou sonoridade em todo o Brasil através da música “Severina Xique-Xique”, canção que transformou “Seu Vavá” em celebridade nacional a partir de 1975, circulando em todo o Brasil com seu refrão “ele está de olho é na butique dela”.


    (IV)

    Figura 1 de 2 da questão de Conhecimentos Gerais, UFCG 2009, Conhecimentos Gerais Sobre Arte e Cultura


    Comentário IV:

    Representativa do início dos anos 90, a novela Roque Santeiro, exibida pela TV Globo, faz alusão às tramas políticas do governo Collor de Melo, destacando-se as críticas à “Casa da Dinda”, à caça aos marajás e ao Plano Collor que bloqueou a caderneta de poupança de milhões de brasileiros.


    (V)

    Figura 2 de 2 da questão de Conhecimentos Gerais, UFCG 2009, Conhecimentos Gerais Sobre Arte e Cultura


    Comentário V:

    A literatura de Ziraldo ganhou visibilidade entre a geração infanto-juvenil com a publicação, no início dos anos 80 (século XX), do livro Menino Maluquinho, considerado o maior clássico da década para a criançada, tornando-se um dos livros mais vendidos no Brasil, além de ganhar o Prêmio Jabuti de Literatura.


    Estão corretos os comentários:

    Escolha uma alternativa para a questão 1a544e75-e6
  • “Em maio de 1968, os estudantes franceses revoltaram-se contra a estrutura ultrapassada do ensino, tomando as ruas com barricadas que ficariam conhecidas como “as barricadas do desejo”.

    (CAMPOS, Flávio; MIRANDA, Renan G. A escrita da história. São Paulo: Escala Educacional, 2005, p. 584)

    Sobre esta temática, identifique os slogans grafitados nos muros de Paris que marcaram Maio de 1968 na França, relacionando-os com os seus respectivos comentários. Depois assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 1a488edd-e6
  • Eixo Temático: Identidades, alteridades e fronteiras nas sociedades contemporâneas.


    A organização operária no Brasil teve início no princípio do século XX. Nesse contexto, produzir uma identidade positiva para o trabalhador exigia um esforço muito grande por parte da classe operária, que requisitava melhores condições de trabalho e aumento salarial.


    (Adaptado de GOMES, Ângela de Castro. Cidadania e direitos do trabalho. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.)


    Em relação à temática acima, é INCORRETO afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 1a313628-e6
  • Texto I
    “Durante decênios, desenrolou-se uma guerra cultural contra os árabes e o islamismo nos Estados Unidos: caricaturas racistas assustadoras de árabes e muçulmanos dão a entender que são todos terroristas ou xeques, e que a região é uma grande favela árida, só prestando para a guerra ou o lucro”

    (SAID, Edward. Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995,, p.370-371)

    Texto II
    “Ainda hoje, quase não existe literatura em árabe retratando os norte-americanos; a exceção mais interessante é a grande série de romances de Abdelrahman el Munif [...], mas seus livros são proibidos em diversos países e a Arábia Saudita, sua terra natal, cassou-lhe a cidadania. Até onde sei, ainda não existe nenhum instituto ou grande departamento acadêmico no mundo árabe voltado principalmente para o estudo dos Estados Unidos”.

    (SAID, Edward. Cultura e imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 363)

    A partir da leitura dos dois fragmentos textuais acima, escritos pelo intelectual palestino-americano Edward Said, e dos seus conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar que os mesmos representam:

    I – o estranhamento que separa o Ocidente do Islã, fruto de uma leitura racista e caricatural elaborada pelo Ocidente, principalmente pelos Estados Unidos.
    II – o “desenraizamento” territorial existente no mundo árabe, em que intelectuais, a exemplo de Abdelrahman el Munif, teve a cidadania cassada ao abordar, em seus romances, os Estados Unidos.
    III – o pan-arabismo, uma tentativa dos Estados Unidos de modernizarem as sociedades árabes, unindo a política à religião.
    IV – os movimentos sociais de inclusão, simbolizados na luta de Edward Said para inserir os Estados Unidos como objeto de estudo nos departamentos acadêmicos no mundo árabe.
    V – o preconceito histórico e cultural que circula no ocidente, alicerçado na ideia de que os povos islâmicos são retardatários, primitivos e inferiores.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a26ff4f-e6
  • Leia o texto abaixo:

    Assaltante nordestino
    - Ei, bichim... Isso é um assalto... Arriba os braços e num se bula nem faça muganga... Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato pra fora!
    Assaltante gaúcho - Ô, guri, ficas atento... Bah, isso é um assalto... Levantas os braços e te aquietas, tchê! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Passa as pilas pra cá!
    Assaltante carioca - Seguinte bicho... Tu te deu mal. Isso é um assalto. Passa a grana e levanta os braços, rapa... Não fica de bobeira que eu atiro bem pra... Vai andando e, se olhar pra trás, vira presunto...
    Assaltante baiano - Ô meu rei... (longa pausa) Isso é um assalto... (longa pausa) Levanta os braços, mas não se avexe não... (longa pausa). Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado.... Vai passando a grana, bem devagarinho... (longa pausa) Não esquenta, meu irmãozinho (longa pausa). Vou deixar teus documentos na encruzilhada...

    CEREJA, W.R; MAGALHÃES, T.C. Gramática Reflexiva, São Paulo:Atual.
    2009,p27

    O texto representa várias cenas de assalto, cada uma delas situada em um Estado ou região diferente do Brasil. Analisando-o é possível concluir que o texto:

    I – representa as diversas identidades de lugar, narrando a possível cena de um assalto através da linguagem e do humor regionalistas.
    II – aborda a heterogeneidade do espaço geográfico brasileiro, dando visibilidade aos preconceitos linguísticos e à história dos costumes em três regiões do Brasil: Nordeste, Sudeste e Sul.
    III – representa comportamentos ou hábitos que supostamente caracterizam a população de diferentes Estados ou regiões brasileiras.
    IV – hierarquiza os costumes regionalistas, dando ênfase maior aos hábitos que identificam o povo do nordeste.
    V – narra, de modo preconceituoso, os espaços regionais brasileiros, sem levar em consideração os limites da homogeneidade de cada lugar.

    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 1a11a7c1-e6
  • “A pátria é uma enorme e excellente garoupa: os ministros de estado, a quem ella está confiada, e que sabem tudo muito, dividem toda a nação em um grupo, sequito e multidão: o grupo é formado por elles mesmos e por seus compadres, e se chama, -nós-, o séqüito um pouco mais numeroso se compõe dos seus afilhados, e se chama –vós-, e a multidão, que comprehende uma cousa chamada opposição, é o resto do povo e se denomina -elles -: ora agora aqui vai a teoria do EU: os ministros repartem a garoupa em algumas postas grandes, e em muitas mais pequenas, e dizem eloqüentemente: as postas grandes são para nós, as mais pequenas são para vós e finalmente jogam no meio da rua as espinhas que são para elles”


    (Joaquim Manoel de Macedo. A carteira de meu tio. Rio de Janeiro: Garnier, 1880.p.2-4).


    Tomando a literatura de Joaquim Manoel de Macedo como um documento representativo das relações entre os letrados românticos e a invenção histórica da nacionalidade brasileira, é correto afirmar que:


    I – “Nós”, “vós” e “elles”, conforme interpreta Macedo, é uma construção identitária representativa da nação brasileira no século XIX.

    II – A pátria é representada por Macedo como uma iguaria repartida para vários grupos sociais, como os Ministros de Estado (nós) e o povo (vós).

    III – A literatura de Macedo fazia um exercício de educação, ainda que informal, da sociedade e dos súditos do Império.

    IV - A cultura política brasileira é destacada por Macedo através da solidariedade dos políticos e do triunfo dos competentes, conforme expressa o texto “as postas grandes são para nós, as mais pequenas são para vós”.


    Estão corretas:

    Escolha uma alternativa para a questão a32fae86-e4